Algodão: Embarques seguem apesar da trégua

Publicado em 04/12/2018 11:50
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Demanda chinesa deve continuar firme, mesmo com o acordo temporário com os EUA, e safra brasileira pode bater novo recorde na temporada de 2018/2019

A trégua na guerra comercial entre Estados Unidos e China, anunciada no fim de semana, não deve afetar as exportações de algodão brasileiras no curto prazo, estimam dirigentes do setor. Com 70% da safra 2018/2019 já negociada, os impactos podem ser sentidos só no ciclo 2019/2020.

“Não sabemos o impacto desse acordo, mas certamente ainda vai sobrar muito espaço para o algodão brasileiro”, disse o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Arlindo Moura, ontem, em São Paulo. “Não acredito que os chineses vão voltar com toda a força a comprar dos americanos.” Ele destacou que a exportação da safra 2018/2019 não deve ser prejudicada, uma vez que 70% da produção está negociada.

A forte demanda chinesa impulsionou as exportações de algodão brasileiro nas últimas safras, amparada pela queda nos estoques do país e foi intensificada pela guerra comercial entre China e Estados Unidos. “Sabemos que o estoque que a China tinha não tem mais. Não tenho dúvida que o Brasil contribuirá para essa reposição e que a China possivelmente, já em 2019, será o nosso maior importador”, disse Moura. A China é o quinto maior comprador do produto brasileiro.

Leia a entrevista no site da DCI

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Fonte: DCI

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