Certificação ABR/BCI supera a expectativa da Abapa para a safra 2021/2022

Publicado em 05/07/2022 10:35

Com percentual de adesão de 91% e 88,6% da área plantada com algodão na Bahia certificados, a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) concluiu, na última semana, a etapa de certificações, para a safra 2021/2022, do programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR). O número é superior aos 87,5% ao que a Abapa esperava para este ciclo, quando do início das auditorias, em abril, e representa um incremento em torno de 6% ao registrado na safra anterior. Foram certificadas 78 fazendas associadas à entidade, que, juntas, somam 267,2 mil hectares. Os produtores habilitados ao programa ABR também podem, automaticamente, ser chancelados pelo programa internacional Better Cotton Initiative (BCI).

O ABR é o programa de sustentabilidade implementado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), que é executado pelas suas associadas, nos estados produtores da fibra. A certificação, na Bahia, foi realizada pela certificadora de terceira parte Genesis Group, escolhida dentre as três possíveis, de acordo com as regras do programa. A adesão ao programa de sustentabilidade é voluntária e inclui um longo e rígido protocolo de boas práticas agrícolas. A lista contempla 201 itens, só na fase de verificação para diagnóstico que antecede a certificação, e outros 183 para a finalização do processo. Esses requisitos estão fundamentados nos três pilares da sustentabilidade (ambiental, social e econômico) e abarcam desde os aspectos gerenciais dos empreendimentos agrícolas, até o cumprimento da legislação brasileira Ambiental e Trabalhista, que são consideradas das mais avançadas do mundo.

Preciosismo

Mesmo com tantas exigências, um considerável número de produtores que se habilitaram ao ABR/BCI alcançou a marca de Zero Não-Conformidades, o que, segundo o presidente da Abapa, Luiz Carlos Bergamaschi, reflete o cuidado e o “preciosismo” do cotonicultor baiano na busca pela sustentabilidade de suas fazendas. “Quando os produtores de algodão do Brasil criaram o programa ABR, eles se dispuseram a ir além, até mesmo da grande referência internacional em licenciamento de pluma sustentável, que é a BCI. Enquanto a ONG Suíça estabelece 25 itens a serem cumpridos, nós definimos 201. Por isso quem é ABR, automaticamente, é BCI. Isso mostra o quanto a sustentabilidade é uma prioridade para nós, e explica também a escalada do algodão brasileiro na preferência da indústria em todo o mundo”, afirmou.

O Grupo Schmidt Agrícola foi um dos que passaram em 100% dos requisitos de conformidade. “Esta conquista não é mérito apenas da alta gestão de um empreendimento agrícola. Nós a devemos, principalmente, à adesão dos nossos times. O colaborador entende, por exemplo, que as exigências relativas à Segurança do Trabalho ou ao cuidado com o meio ambiente traz benefícios individuais e coletivos. Por isso eles se engajam com muita vontade”, afirma Paulo Schmidt. Ele lembra que o programa ABR certifica a propriedade rural como um todo, e não apenas a produção de algodão das fazendas participantes. “No final, o empreendimento, como um todo, é beneficiado. Evoluímos, como produtores”, conclui.

 

Fonte: Abapa

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Algodão recua mais de 2% em Nova York após sequência de altas
Cotações do algodão sobem de olho em chuvas escassas nas regiões produtoras
Algodão recua após valorização intensa, mas mercado futuro permanece atrativo em NY
Preços do algodão avançam nesta 6ª feira e encerram semana com ganhos em torno de 5%
Algodão amplia ganhos recentes e fecha em alta em Nova York
Questões geopolíticas mantêm peso e influenciam mercado global de algodão