Algodão fecha com variações mistas na bolsa de Nova York

Publicado em 02/04/2026 17:16

Os preços do algodão fecharam com variações mistas nesta quinta-feira (2) na bolsa de Nova York, em um pregão marcado por ajustes técnicos e pela influência do mercado de energia. O petróleo bruto avançou após pronunciamento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que indicou a possibilidade de novas ações contra o Irã nas próximas duas a três semanas e um cenário ainda incerto para o Estreito de Ormuz. Esta foi a última sessão de negociação da semana, já que os mercados permanecerão fechados na sexta-feira devido à Sexta-feira Santa.

Na bolsa de Nova York, o contrato com vencimento em maio/26 avançou 0,16 cent (+0,23%), fechando a 70,92 cents/lbp. O julho/26 subiu 0,11 cent (+0,15%), para 73,05 cents/lbp. Já o outubro/26 teve alta mais moderada, de 0,07 cent (+0,09%), encerrando a 75,02 cents/lbp. Por outro lado, o dezembro/26 recuou 0,10 cent (-0,13%), terminando o dia cotado a 74,98 cents/lbp.

Como explica o consultor Pery Passotti Pedro, o petróleo, no curto prazo, é um produto concorrente do algodão, que disputa espaço com fibras sintéticas no mercado têxtil. Conforme apontou o Barchart, os preços do petróleo bruto seguem em alta após declarações de Trump prometendo ações mais agressivas contra o Irã, sem a apresentação de planos concretos para a reabertura do Estreito de Ormuz.

Os dados semanais de vendas para exportação mostraram desempenho positivo. Foram comercializados 371.475 fardos de algodão da safra 2025/26 na semana encerrada em 26 de março, o maior volume em seis semanas e acima do registrado no mesmo período do ano passado. As vendas da nova safra somaram 117.271 fardos, o segundo maior volume do atual ano comercial. No total, as vendas atingiram 488.746 fardos, também o maior volume em seis semanas. Já os embarques alcançaram 356.663 fardos no período, representando queda de 10,96% em relação à semana anterior.

Segundo o analista Jack Schoville, o mercado também acompanha com atenção as condições climáticas nas áreas produtoras dos Estados Unidos. O clima permanece quente e seco nas regiões produtoras, especialmente no estado do Texas e áreas vizinhas, fator que pode influenciar o desenvolvimento das lavouras.

Ainda de acordo com o especialista, a produção em países como Índia e Brasil deve permanecer elevada. No entanto, a produção mundial total tende a recuar, segundo estimativas do USDA, devido à redução da área plantada global e à queda na produtividade média.

O USDA também divulgou nesta semana seu relatório de intenção de plantio para a safra 2026/27. No caso do algodão, a área estimada apresentou leve aumento, passando de 3,76 milhões para 3,90 milhões de hectares. O resultado ficou acima da média esperada pelo mercado, que projetava 3,73 milhões de hectares.

Fonte: Notícias Agrícolas

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