Algodão avança em NY e contrato dezembro/26 fecha no patamar dos 85 cents/lb

Publicado em 05/05/2026 16:10
Mercado mantém movimento de alta e segue atento ao clima nos Estados Unidos

Os preços do algodão voltaram a fechar em alta nesta terça-feira (05) na Bolsa de Nova York, dando continuidade ao movimento positivo recente e levando o contrato dezembro/26 ao patamar dos 85 cents/lb.

O contrato dezembro/26 avançou 1,59 cent (+1,90%), encerrando o dia cotado a 85,27 cents/lb. O vencimento maio/26 subiu 1,88 cent (+2,33%), fechando a 82,46 cents/lb. O julho/26 também avançou 1,88 cent (+2,27%), para 84,80 cents/lb, enquanto o outubro/26 registrou ganho de 1,73 cent (+2,06%), terminando a sessão a 85,59 cents/lb.

Conforme apontou o Barchart, novo relatório de progresso da safra dos Estados Unidos trouxe que 21% da área de algodão havia sido plantada até 3 de maio, ritmo 2 pontos percentuais acima da média dos últimos cinco anos, de 19%.

Em entrevista ao Notícias Agrícolas na última segunda-feira (05), o analista Gil Barabach, da Safras & Mercado, destacou que o mercado de algodão saiu de um patamar próximo de 60 cents/lb há cerca de dois meses para níveis acima de 80 cents/lb. Segundo ele, a valorização inicial esteve ligada ao conflito no Oriente Médio, que elevou os preços do petróleo e aumentou o custo das fibras sintéticas, favorecendo a competitividade da fibra natural no mercado global.

O analista pondera, no entanto, que níveis elevados de petróleo por um período prolongado podem impactar negativamente o consumo final. Para ele, o foco do mercado neste momento está nas condições climáticas nos Estados Unidos, especialmente no estado do Texas, onde o clima adverso pode afetar tanto a área plantada quanto a produtividade da próxima safra.

No Brasil, Barabach observa uma entreafra com características atípicas. Apesar de estoques elevados após a safra recorde anterior, a alta recente dos preços e as preocupações com a produção americana aceleraram o ritmo de comercialização e de exportações nos últimos meses.

Ele também destaca que, com o dólar abaixo de R$ 5, o principal estímulo para o produtor tem sido os preços em Nova York, que permitem fixações próximas de 85 cents/lb para a safra nova, o que pode representar uma oportunidade para a gestão das vendas e do escoamento da produção.

Fonte: Notícias Agrícolas

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