Preços do algodão recuam após sequência de ganhos em Nova York

Publicado em 08/07/2026 15:57
StoneX vê suporte para as cotações no segundo semestre

Os preços do algodão encerraram a sessão desta quarta-feira (8) em queda na Bolsa de Nova York, interrompendo a sequência de altas registrada nos últimos pregões.

O contrato dezembro/26 perdeu 0,62 cent (-0,76%), encerrando o dia cotado a 80,67 cents/lb. O vencimento julho/26 caiu 0,73 cent (-0,95%), fechando a 76,21 cents/lb. O outubro/26 recuou 0,73 cent (-0,92%), para 78,98 cents/lb, enquanto o março/27 registrou baixa de 0,58 cent (-0,70%), terminando a sessão a 82,10 cents/lb.

Em relatório, a StoneX avalia que o mercado global de algodão entra no terceiro trimestre de 2026 com viés de sustentação para os preços em Nova York, embora o principal fator de atenção no curto prazo continue sendo o desenvolvimento da safra dos Estados Unidos. Segundo a consultoria, a confirmação do El Niño tende a favorecer as condições climáticas nas regiões produtoras norte-americanas, reduzindo os riscos para a produtividade e limitando movimentos mais intensos de alta nas cotações.

Apesar da perspectiva de uma safra mais favorável nos Estados Unidos, a StoneX destaca que a oferta global deve permanecer mais restrita. A consultoria projeta redução da produção em importantes países produtores, como Brasil, Austrália e China, cenário que tende a manter o balanço global mais ajustado. Pelo lado da demanda, a expectativa é de aumento das importações chinesas, diante da menor disponibilidade doméstica, além de compras aquecidas por outros países asiáticos, incluindo a Índia, o que deve continuar dando suporte aos preços internacionais da pluma ao longo do segundo semestre.

No mercado brasileiro, o Cepea informa que a comercialização de algodão em pluma segue com baixa liquidez neste início de julho. Segundo o Centro de Pesquisas, parte dos vendedores continua firme nas negociações, mas a perda de sustentação das cotações e o enfraquecimento da paridade de exportação levaram alguns agentes a flexibilizar os preços para liquidar estoques remanescentes da safra 2024/25. Ainda assim, o Cepea destaca que as negociações seguem limitadas, já que a indústria continua abastecida por estoques e contratos firmados anteriormente, realizando compras apenas de forma pontual.

Fonte: Notícias Agrícolas

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