Algodão fecha em baixa, mas acumula altas em torno de 2% na semana
Os preços do algodão encerraram a sessão desta sexta-feira (24) em queda na Bolsa de Nova York, com recuos entre os principais contratos negociados.
O contrato dezembro/26 perdeu 1,23 cent (-1,52%), encerrando o dia cotado a 79,98 cents/lb. O vencimento outubro/26 caiu 1,29 cent (-1,62%), fechando a 78,55 cents/lb. O março/27 recuou 1,19 cent (-1,44%), para 81,64 cents/lb, enquanto o maio/27 registrou baixa de 1,13 cent (-1,35%), terminando a sessão a 82,85 cents/lb.
Na comparação semanal, os contratos futuros do algodão registraram valorização em relação ao fechamento da sexta anterior. O contrato dezembro/26 passou de 78,63 para 79,98 cents/lb, acumulando ganho de 1,35 cent (+1,72%) na semana. O outubro/26 saiu de 77,07 para 78,55 cents/lb, com avanço de 1,48 cent (+1,92%). O março/27 passou de 80,01 para 81,64 cents/lb, registrando alta de 1,63 cent (+2,04%), enquanto o maio/27 avançou de 80,89 para 82,85 cents/lb, com valorização de 1,96 cent (+2,42%) no período.
De acordo com análise da corretora EdgeClear, publicada pelo Barchart, o mercado do algodão continua sendo influenciado por uma combinação de fatores geopolíticos, macroeconômicos e ligados ao desenvolvimento da safra norte-americana. A guerra entre Estados Unidos e Irã segue sustentando os preços do petróleo, fator que favorece a competitividade do algodão frente ao poliéster. Ao mesmo tempo, o aumento da estimativa de produção dos Estados Unidos e dos estoques globais, apontado pelo relatório WASDE de julho, tem limitado avanços mais expressivos das cotações.
Apesar desse cenário de maior oferta, a deterioração das condições das lavouras nos Estados Unidos e as preocupações climáticas em regiões produtoras, como Texas e Delta, continuam oferecendo sustentação ao mercado. Segundo a EdgeClear, os contratos futuros permanecem em uma faixa de negociação entre 76 e 82 cents/lb, refletindo o equilíbrio entre esses fatores.
Para as próximas semanas, a corretora avalia que o comportamento dos preços dependerá principalmente da capacidade do mercado de romper essa faixa. Um avanço consistente acima dos 82 cents/lb poderá abrir espaço para novas altas, especialmente se houver agravamento das tensões no Oriente Médio e nova valorização do petróleo. Por outro lado, um eventual avanço diplomático entre Estados Unidos e Irã, acompanhado de queda do petróleo, pode aumentar a pressão sobre as cotações, sobretudo em um cenário de oferta global mais elevada.