Algodão dispara mais de 3% em NY e dezembro/26 supera 92 cents/lb
Os preços do algodão encerraram a sessão desta quinta-feira (27) em forte alta na Bolsa de Nova York, com ganhos superiores a 3 cents entre os principais contratos negociados.
O contrato dezembro/26 avançou 3,20 cents (+3,59%), encerrando o dia cotado a 92,34 cents/lb. O vencimento outubro/26 subiu 3,23 cents (+3,68%), fechando a 91,00 cents/lb. O março/27 registrou ganho de 3,18 cents (+3,49%), para 94,25 cents/lb, enquanto o maio/27 avançou 3,12 cents (+3,38%), terminando a sessão a 95,37 cents/lb.
De acordo com informações do Barchart, a forte valorização ocorreu apesar dos dados de vendas para exportação dos Estados Unidos. Os negócios da safra 2026/27 somaram 95.726 fardos na semana encerrada em 20 de agosto, queda de 46,62% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os embarques, por outro lado, totalizaram 181.025 fardos, alta de 60,69% na mesma comparação.
As condições das lavouras americanas também permanecem entre os pontos de atenção do mercado. Segundo o USDA, a situação das plantações segue abaixo dos níveis observados no ano passado, enquanto o desenvolvimento da safra está atrasado em relação à média.
No cenário internacional, relatório do Rabobank aponta para uma perspectiva de menor disponibilidade de algodão. Segundo o banco, China e Austrália devem registrar queda na produção diante de condições climáticas menos favoráveis. A China ganha destaque nesse cenário por sua importância no mercado global, sendo simultaneamente uma das principais produtoras, consumidoras e importadoras da fibra.
Nas últimas semanas, a China também tem enfrentado condições climáticas extremas, com temperaturas próximas de 50°C em algumas áreas do noroeste do país, provocando danos às lavouras de algodão e milho e acelerando a maturação das plantas. O cenário aumenta as preocupações sobre a produção chinesa.
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Nos Estados Unidos, apesar das condições das lavouras estarem abaixo das observadas no ano passado, o Rabobank avalia que a taxa de abandono das áreas cultivadas tende a ser menor, favorecida pela recuperação dos preços em Nova York. Para o consumo, enquanto o USDA projeta crescimento de 1,7% na demanda mundial por pluma, o RaboResearch considera que o consumo pode permanecer estável diante dos desafios macroeconômicos.