CCAB volta ao Congresso Brasileiro do Algodão com novidades e inicia celebrações de 20 anos
A CCAB volta ao Congresso Brasileiro do Algodão (CBA), de 22 a 24 de setembro, no Expominas, em Belo Horizonte (MG), em um momento de mudança de escala da companhia. O retorno ao principal encontro da cotonicultura brasileira coincide com o início das celebrações pelos 20 anos da empresa, que serão completados oficialmente em 2027, mas que a CCAB decidiu começar a comemorar na abertura do ano-safra 2026/2027, seguindo o calendário de quem está na origem do negócio, o produtor rural.
O marco zero das comemorações será o lançamento, durante o Congresso, de um livro que conta a origem da companhia criada por agricultores brasileiros, com participações especiais de alguns dos personagens principais desta história, além da visão de importantes representantes do agro nacional. No CBA, a companhia também apresentará as novidades da empresa na fase atual, na qual consolida a ampliação da sua presença geográfica, seu portfólio e sua base de clientes e prepara uma nova geração de produtos e serviços.
Original do agro
Criada a partir da organização de produtores e cooperativas que buscavam maior acesso a tecnologias e melhores condições de competitividade, a CCAB nasceu com atuação concentrada em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Bahia. Hoje opera em 18 estados e conta com oito centros de distribuição. O portfólio, que começou sem registros próprios, soma atualmente cerca de 60 registros e caminha para superar uma centena, com foco principalmente em soja, milho e algodão, além de soluções para outras culturas.
A expansão ganhou velocidade a partir de 2018, quando a CCAB passou a ampliar sua atuação além do quadro de associados. Distribuidores e produtores não vinculados às cooperativas de origem passaram a fazer parte da estratégia, ao mesmo tempo em que a companhia reduziu a dependência de produtos de terceiros e avançou na construção de um portfólio próprio. Segundo o CEO Eric Seban, essa abertura estendeu aos demais clientes a mesma exigência reconhecidamente aplicada ao atendimento dos associados.
Conhecimento de causa
Para Seban, uma origem que se deu na lavoura, com conhecimento de causa, ajuda a explicar o posicionamento da companhia num mercado que, embora atraente, reúne concorrentes de perfis muito diferentes. Na avaliação do executivo, a vantagem da CCAB está menos em simplesmente oferecer produto e mais na capacidade de cumprir o que promete, garantir previsibilidade e entender o impacto de uma falha de abastecimento dentro de uma fazenda.
“Quando você tem um acionista que é produtor, entregar na hora certa não é negociável”, afirma. Segundo ele, a experiência acumulada com os próprios produtores acabou estabelecendo um padrão que a companhia passou a levar também para distribuidores e demais clientes.
Essa leitura orienta parte dos investimentos recentes da empresa. A CCAB vem incorporando ferramentas para dar mais visibilidade ao cliente sobre pedidos, disponibilidade de produtos, contas a pagar, e acompanhamento em tempo real das entregas dos pedidos. Entre elas está o Farmi by CCAB Agro, plataforma que reúne informações da operação em tempo real e que, segundo Seban, já é acessada mensalmente por mais de 400 clientes.
A próxima etapa passa também pelo desenvolvimento de um portfólio de maior valor agregado. A empresa mantém investimentos em fungicidas, herbicidas e inseticidas e trabalha em novas misturas e formulações para o mercado brasileiro. Parte das soluções em desenvolvimento parte de demandas identificadas junto a consultores, agrônomos e produtores ligados à própria base da companhia.
Pipeline
Seban afirma que o pipeline inclui tanto produtos equivalentes a tecnologias já conhecidas quanto soluções com combinações ainda não disponíveis no Brasil. A CCAB também avalia a entrada em outras categorias de insumos e serviços, ainda sem antecipar quais serão os próximos movimentos.
Essa ampliação de escopo acompanha uma mudança que a empresa considera estrutural no mercado. Para a CCAB, competir apenas por produto e preço tende a ser insuficiente diante de um ambiente com mais opções, margens pressionadas e produtores submetidos a riscos climáticos, financeiros e operacionais cada vez maiores. A estratégia passa, portanto, por combinar insumos com serviços, informação, crédito, gestão de risco e ferramentas capazes de aumentar a previsibilidade do negócio rural.
Laços de fibra
É com essa combinação entre origem e expansão que a CCAB retorna ao Congresso Brasileiro do Algodão. Seban lembra que a companhia mantém uma relação histórica com a cotonicultura e que alguns dos nomes que participaram dos primeiros movimentos para sua criação vieram justamente desse ambiente.
“A CCAB deve muito ao produtor rural e, em especial, ao cotonicultor brasileiro”, diz. Para ele, a participação no CBA tem também um componente de agradecimento a quem ajudou a construir a empresa e de aproximação com quem deverá definir os seus próximos passos. “A CCAB tem fortes origens no algodão, pois foi justamente a partir do olhar do cotonicultor, nas muitas missões internacionais no início da migração da cultura para o centro-oeste do país, que surgiu a percepção de que eles precisavam buscar alternativas para o acesso a produtos competitivos para a proteção de cultivos no Brasil. Voltar ao CBA tem a ver com estar no lugar a que pertencemos. Queremos receber muitos insights e muitas cobranças dos produtores. Isso é a essência da CCAB.”
O estande da companhia refletirá essa conexão. O espaço será ambientado com imagens de pessoas e momentos importantes de sua trajetória, incluindo o ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, que assina o prefácio do livro, e o produtor rural Gilson Pinesso, uma das lideranças ligadas ao movimento que deu origem à empresa.