Algodão fecha semana com queda de até 4,76% em Nova York
Os preços do algodão encerraram a sessão desta sexta-feira (2) em alta na Bolsa de Nova York. O contrato outubro/26 avançou 1,12 cent (+1,51%), fechando a 75,15 cents/lb. Já o dezembro/26 subiu 1,12 cent (+1,43%), para 78,88 cents/lb. O março/27 ganhou 0,93 cent (+1,15%), encerrando a 81,54 cents/lb, enquanto o maio/27 registrou alta de 0,84 cent (+1,02%), a 83,13 cents/lb.
Apesar da recuperação nesta sexta-feira, o mercado encerrou a semana com perdas expressivas. O outubro/26 recuou 3,76 cents (-4,76%), passando de 78,91 cents/lb, em 25 de setembro, para 75,15 cents/lb. O dezembro/26 perdeu 3,83 cents (-4,63%), enquanto o março/27 caiu 3,95 cents (-4,62%) e o maio/27 recuou 4,04 cents (-4,64%).
O movimento de baixa ao longo da semana foi marcado pela redução das posições compradas dos fundos de investimento e pelo avanço da colheita nos Estados Unidos. Conforme explicou o consultor independente Pery Passotti, em entrevista ao Notícias Agrícolas na terça-feira (29), os fundos começaram a desfazer posições em setembro, após a forte valorização registrada em agosto, impulsionada pelas preocupações com as condições das lavouras norte-americanas. Com o avanço da colheita, diminuem as incertezas sobre possíveis perdas na produção.
No mercado externo, o relatório de vendas para exportação do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mostrou que os compromissos de exportação de algodão chegaram a 4,937 milhões de fardos, volume 17% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. O total corresponde a 43% da projeção de exportações do órgão, abaixo da média de 51%.
Já no mercado de energia, os preços do petróleo bruto despencaram nesta sexta-feira, após o G7 e parceiros anunciarem a liberação de 100 milhões de barris de petróleo e diesel de suas reservas estratégicas. As perdas, porém, foram limitadas pelo enfraquecimento do dólar e pelo impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã, que mantém restrições à reabertura completa do Estreito de Ormuz.
O dólar também perdeu força após a divulgação de dados mais fracos do mercado de trabalho norte-americano em setembro. Tanto a criação de empregos não agrícolas quanto o salário médio por hora ficaram abaixo das expectativas, reduzindo as apostas em um possível aumento dos juros pelo Federal Reserve ainda neste mês.