Algodão sobe nesta 6ª feira (09), mesmo com aumento de produção em relatório do USDA
Os preços do algodão encerraram a sessão desta sexta-feira (9) em alta na Bolsa de Nova York. O vencimento dezembro/26 avançou 0,60 cent (+0,75%), fechando a 80,54 cents/lb. O contrato março/27 subiu 0,56 cent (+0,67%), para 83,59 cents/lb. Já o maio/27 ganhou 0,56 cent (+0,66%), encerrando a 85,30 cents/lb, enquanto o julho/27 registrou alta de 0,58 cent (+0,68%), a 85,75 cents/lb.
Na comparação com o fechamento de 2 de outubro, os contratos também acumularam ganhos. O dezembro/26 avançou 1,66 cent (+2,11%), de 78,88 para 80,54 cents/lb. O março/27 subiu 2,05 cents (+2,51%), passando de 81,54 para 83,59 cents/lb, enquanto o maio/27 ganhou 2,17 cents (+2,61%), de 83,13 para 85,30 cents/lb.
No cenário internacional, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevou as estimativas de produção de algodão dos Estados Unidos e do Brasil para a temporada 2026/27 no relatório mensal de oferta e demanda divulgado nesta sexta-feira (9). A produção mundial também foi revisada para cima, embora a projeção permaneça abaixo do consumo previsto para a temporada.
Na avaliação do analista independente Pery Passotti Pedro, o relatório trouxe um viés moderadamente baixista para o mercado, mas sem mudanças expressivas no balanço global. A revisão da produção norte-americana chamou a atenção, já que a expectativa era de redução da produtividade após as condições climáticas adversas, principalmente no Texas, durante setembro. Em vez disso, o USDA elevou a estimativa em 53 mil toneladas. As projeções de consumo, por sua vez, permaneceram praticamente inalteradas.
Passotti Pedro pondera, porém, que a relação entre estoques e consumo mundial continua próxima de 57%, abaixo dos 60% considerados como referência de equilíbrio. Esse patamar ainda oferece algum suporte às cotações, apesar do aumento projetado para a produção e os estoques. Para o analista, os próximos relatórios serão importantes para avaliar se as revisões de oferta terão continuidade e ampliarão a pressão sobre o mercado.