Fundos atuam e fazem mercados trabalharem no azul

Publicado em 14/09/2010 15:12 e atualizado em 14/09/2010 16:32
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Milho: Com possível quebra de safra, milho fecha com alta de dois dígitos na CBOT

Analistas e traders acreditam que a safra norte-americana de milho será menor do que o estimado. Segundo eles, nos Estados Unidos, os trabalhos de colheita veem resultando em produtividades "decepcionantes". Essa especulação tem dado sustentação aos preços do cereal que, nesta terça-feira, encerraram a sessão com altas de dois dígitos na Bolsa de Chicago.

Os vencimentos março e maio de 2011 fecharam o pregão acima dos US$ 5/bushel. O março encerrou a US$5,08/bushel, com alta de 11,50 cents.

Algodão: Com oferta restrita e compras especulativas, preços avançam em Nova York


Em decorrência de compras especulativas, o algodão trabalha em forte alta nesta terça-feira em Nova York. Os futuros negociados na NYBOT avançam e atingem uma nova máxima em 26 meses.

Segundo dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), a safra evolui bem e até o último domingo (12), já tinha 56% das maçãs abertas. Apesar disso,  há negociadores e analistas preocupados com a oferta mundial restrita e uma possível quebra na produção da Índia por conta do excesso de chuvas.

Índia - A partir do dia 1º de outubro de 2010, a Índia, segundo maior produtor e exportadorde algodão do mundo, começará a permitir o registro de acordos de exportação da fibra. A autorização, no entanto, estava prevista para o próximo dia 15, quarta-feira. As exportações livres de impostos estão autorizadas para volumes de até 5,5 milhões de fardos de 170 quilos cada no ano comercial 2010/11. O objetivo da indústria têxtil é de que o governo possa impor novas restrições sobre as exportaçõespara aumentar a oferta interna do algodão.

Açúcar: cotações internacionais encerram em alta e com forte participação dos fundos nas bolsas

Os futuros do açúcar refinado fecharam com alta expressiva de mais de 3% na Bolsa de Londres (Euronext.Liffe), seguindo em direção às máximas em 14 meses, estimulados por fortes compras de fundos. Em Nova York, as cotações do açúcar bruto na bolsa (ICE Futures US) reduziram os ganhos após terem atingido os níveis mais altos em seis meses e meio, o dia foi de realização de lucros.

Na ICE (Nova York), o contrato outubro fechou a 24,36 cents a libra-peso, com ganho de 102 pontos, ou 4,37%. Na Liffe (Londres), o vencimento dezembro fechou a 614,80 dólares por tonelada, alta de 3,26%.

A desvalorização do dólar e a melhora do cenário macroeconômico sustentam os preços e atraem compras de fundos ao mercado, mas o aumento dessas posições compradas em Nova York diminui as chances de altas mais fortes.

No Brasil, o clima seco pode trazer efeito negativo à produção. O nível de chuvas em agosto ficou quase 96% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado e se persistir, é possível existir redução na moagem da cana-de-açúcar, como já informou a Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar).

Café: cotações se recuperam após compras especulativas dos últimos dias

Os contratos futuros do café arábica negociados hoje na Bolsa de Nova York trabalham em recuperação, seguindo com tendência de alta após dias de compras de fundos especulativos por motivos gráficos. Os preços rompem a máxima dos últimos treze anos. Na última sexta (10), a posição dos fundos em Nova York aumentou em 10% as posições compradas e rompeu pontos gráficos importantes.

Segundo o analista da XP Investimentos, Tito Gusmão, os fundamentos da alta acompanham a melhora do cenário macroeconômico somado aos baixos estoques de café no mundo, o avanço da colheita da safra brasileira, mas produtos de menor qualidade e o mercado climático que prejudica toda a América Central, bem como, o Brasil que tem regiões cafeeiras sofrendo com a estiagem. Produtores seguem segurando produto de qualidade a espera de preços ainda melhores.

No mercado de futuros americano especializado em matérias-primas, a ICE (Intercontinental Exchange), os estoques do grão na ICE caíram de 3.102 sacas para 2,01 milhões de sacas.

Na Bolsa de Londres (Euronext Liffe), os futuros do café robusta também trabalham em alta, impulsionados pela melhora do cenário macroeconômico e pela fraqueza do dólar frente às outras moedas. Faltam investidores no mercado de robusta.
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Fonte: Redação NA

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