Preços e prêmio do etanol disparam por baixa produção e registro de falta em postos

Publicado em 17/04/2019 17:15
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As chuvas praticamente regulares em várias regiões de São Paulo, acima da funcionalidade das usinas, e as vendas de etanol quase em asfixia em vários postos, estão empurrando o biocombustível a patamares elevados na usina neste início de safra. O maior reflexo são os prêmios de 36% na usina contra o açúcar em Nova York, além do valor vendido às distribuidoras.

Naturalmente, prêmios só aproveitados pelas unidades que possuem o etanol, lembra Maurício Muruci. A falta de hidratado registrada em alguns postos do interior de São Paulo, além do fim do anidro desde a semana passada, ocorrem porque as indústrias não têm capacidade de produção, complementa o analista da Safras & Mercado.

E os estoques estão no fim em muitas e zerados em outras, agravados pela produção lenta por conta das chuvas e o feriadão, que tira um dia de negociação na semana, diz Martinho Ono, da SCA Trading.

Lembra-se também que este início de safra já estava marcado por menor quantidade de cana, por reflexo de secas no perído de desenvolvimento, tanto que menos usinas estariam prontas para moer do que no mesmo período de 2018.

Em Ribeirão Preto o hidratado disparou nesta quarta (17) a R$ 2,50 o litro. Foi registrado negócio a R$ 2,35, mas entre grande distribuidora com capacidade para aquisição de altos volumes e usina de porte, segundo foi reportado à Safras. 

No Paraná, as usinas estão vendendo a R$ 2,30, mas Miguel TRanin, presidente da Alcopar, calcula que deverá esfriar a partir da semana próxima, com todas usinas operando no máximo.

Correndo em paralelo, o barril do petróleo tipo brent, em Londres, acima dos R$ 71 (hoje perdeu um pouco, 0,15%), ainda eleva a previsão de a Petrobras descarregar mais para os preços da gasolina. Em 30 dias, o preço na refinaria já avançou 15%, segundo a INTL FC Stone. O consumo, portanto, segue aquecido.

Com o fôlego demonstrado pelo cru, em linha com o corte de produção dos países produtores garantido até junho - quando haverá nova reunião da Opep mais Rússia que decidirá sobre a produção -, o etanol ainda poderá manter a força exibida até aqui.

Por: Giovanni Lorenzon
Fonte: Notícias Agrícolas

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