Governo decide que diesel R5 da Petrobras poderá disputar mercado com biodiesel, diz Ubrabio

Publicado em 22/11/2022 08:25

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) estabeleceu nesta segunda-feira que o diesel da Petrobras coprocessado com óleo vegetal poderá participar do programa de mistura de biodiesel no combustível fóssil, de acordo com informação da União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio).

A decisão tomada pelo conselho permite que produtos de outras rotas tecnológicas possam participar da parcela obrigatória de biodiesel no diesel, disse o diretor superintendente da Ubrabio, Donizete Tokarski, à Reuters.

Não estava claro com qual percentual o diesel coprocessado da Petrobras, chamado R5, poderia participar da mistura. Esse combustível tem 95% de diesel e 5% de teor renovável.

Procurado, o Ministério de Minas e Energia não comentou o assunto imediatamente.

Ainda segundo a Ubrabio, o CNPE estabeleceu manutenção da mistura de biodiesel no diesel em 10% até 31 de março de 2023.

A mistura de biodiesel deveria ter sido de 14% no diesel na maior parte de 2022, mas o governo decidiu por uma mistura menor, de 10%, em meio a uma safra quebrada de soja que elevou os preços.

Pelo cronograma do programa de biodiesel, a mistura deverá subir para 15%, na maior parte de 2023, disse a Ubrabio, citando uma decisão do CNPE. O ministério também não comentou imediatamente essa informação.

(Por Roberto Samora)

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

E85 na Índia pode abrir oportunidades para o etanol e o açúcar brasileiros
Produção de etanol nos EUA fica estável, em 1,108 milhão de barris por dia
Governo propõe elevar mistura de etanol para 32% na gasolina para conter pressão nos preços dos combustíveis
Queda do etanol na usina de SP reduz intensidade, com preço próximo de custos, diz Cepea
Decisão cautelar do TCU sobre o RenovaBio acende alerta para segurança jurídica e previsibilidade regulatória
Vendas de etanol crescem em abril e participação do biocombustível avança no consumo nacional