Brasil precisará ampliar produção de biocombustíveis para atender demanda até 2035, aponta CNI
O Brasil precisará ampliar a capacidade de produção de biocombustíveis para acompanhar o crescimento da demanda e avançar na descarbonização dos transportes. Embora cerca de 25% da energia consumida no setor de transportes brasileiro em 2025 tenha vindo de fontes renováveis, a expansão desse mercado dependerá de novos investimentos, maior previsibilidade regulatória e disponibilidade de matérias-primas.
O diagnóstico faz parte do estudo Combustíveis no Brasil: análise do mercado e perspectivas para a descarbonização, divulgado nesta quarta-feira (28) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O levantamento analisa as condições necessárias para conciliar a transição energética com a segurança do abastecimento e a competitividade da indústria nacional.
Segundo a entidade, o desafio é garantir que a oferta avance no mesmo ritmo das metas de descarbonização, evitando gargalos de produção e riscos de desabastecimento.
“A expansão dos biocombustíveis representa uma oportunidade estratégica para o país, mas sua consolidação dependerá da capacidade de coordenar políticas de demanda e oferta, investimentos produtivos, infraestrutura, financiamento e desenvolvimento tecnológico”, afirma o presidente da CNI, Ricardo Alban.
Etanol e biodiesel devem ampliar participação
Entre os combustíveis já consolidados no país, o etanol e o biodiesel devem concentrar parte importante do crescimento da demanda na próxima década.
De acordo com as projeções do estudo, o consumo de biodiesel poderá alcançar 18 bilhões de litros em 2035, impulsionado principalmente pelo aumento gradual da mistura obrigatória ao diesel. Para a CNI, a expansão da capacidade industrial será necessária para acompanhar esse avanço.
A entidade alerta que misturas superiores a 20% exigirão investimentos adicionais e poderão elevar o risco de restrições