Exploração dos desgraçados - Defensores cercam rua, armam tenda e tentam, na pratica, recriar a cracolândia...

Publicado em 12/01/2012 20:06 e atualizado em 31/07/2013 16:46 1177 exibições
por Reinaldo Azevedo, de veja.com.br

Exploração dos desgraçados - Defensores cercam rua, armam tenda e tentam, na pratica, recriar a cracolândia com um grupo de viciados, que estão consumindo crack; uma das defensoras levava no bolso convite para churrasco no local

Nunca antes na história destepaiz, como diria aquele, na história de São Paulo e, quero crer, na história de qualquer outro pais, aconteceu algo como o que está em curso, neste momento, na região conhecida como cracolândia.

Defensores públicos, ACREDITEM, liderados por Carlos Weis, SIMPLESMENTE FECHARAM A RUA HELVETIA, que compõe o quadrilátero da morte, e, apoiados por viciados, impedem a ação da polícia. E o fazem, dizem eles, em nome do “direito de ir e vir”.

DO BOLSO DE UMA DAS DEFENSORAS, HÁ O TESTEMUNHO OCULAR DE ALGUÉM QUE ESTAVA LÁ, CAIU UM CONVITE PARA A TAL “CHURRASCADA” ANUNCIADA POR UM GRUPO QUE PEDE A LEGALIZAÇÃO DAS DROGAS.

Os defensores querem criar um confronto físico com a polícia. Atenção! Eles não têm o direito de fazer isso; essa ação não está entre as suas prerrogativas. Se a PM agir, sairão gritando aos quatro ventos que o Estado de São Paulo está reprimindo os defensores públicos. Pior: parte da imprensa vai vocalizar essa denúncia estúpida.

Qual é a conseqüência prática da ação dos defensores? Ora, eles estão simplesmente recriando a Cracolândia. Pergunto: vão impedir também o tráfico de drogas do local? Se os consumidores estão ali reunidos, a tarefa dos vendedores será facilitada. Os defensores revistarão todas as pessoas que por ali perambulam para saber se levam consigo a droga para vender? Não! Tanto é assim que, atenção, uma tenda foi armada na rua. Debaixo dela, neste momento, há uns 80 viciados consumindo a droga!

A ação dos defensores, ao recriar a cracolândia, condena os viciados à desgraça e, é forçoso admitir, facilita a vida dos traficantes.

Estamos diante de um acinte e de uma óbvia transgressão legal e constitucional. Um defensor não tem o direito de criar obstáculos à ação legal da polícia. Mais: isso que estão chamando de “direito de ir e vir” de traficantes e viciados, corresponde à cassação do direito de ir e vir de quem não é nem traficante nem viciado.

É preciso deixar claro à população de São Paulo quem quer o quê na cracolândia. E, evidentemente, é preciso apelar à Justiça para que estes senhores sejam processados por abuso de poder.

Denuncie este escárnio!

A Defensoria se tornou o braço de um partido político, o PT, que comanda, de Brasília, a resistência à ação correta da polícia.

Atenção, governador Alckmin! Já que o senhor não pode convocar uma rede estadual de TV, reaja de maneira inusitada ao inusitado: vá à televisão, em anúncio pago se preciso, e denuncie a impostura e a violência promovidas neste momento em São Paulo. Converse com a população do seu estado. Eu tenho a certeza de que a esmagadora maioria apóia a democracia, a Constituição Estadual e a Constituição Federal. E não hesite em recorrer à Justiça para punir os que promovem a baderna e a crime.

Leitores, entrem na Rede da Legalidade!

Por Reinaldo Azevedo

 

12/01/2012 às 16:45

A vingança tardia do “mago”. Ou: Seja fiel aos amigos, mas preserve a literatura!

Eu, hein… Reproduzo abaixo um post que está no blog do escritor e jornalista Mario Sabino. Acho que ele diz um tantinho de certa cultura da violência que se espalha na rede. O jornalista Juan Arias, do El País, conheceu isso de perto, como vocês viram. Vale a pena ler o texto que está no site de Sabino. Vejam como a admiração, em alguns casos, pode ser fluida… Volto depois.

*
Paulo Coelho e a vingança

Caros amigos que acompanham meu trabalho literário,em 1990, quando era editor de Cultura da revista Istoé, exerci meu direito de crítica ao escrever que um dos livros de Paulo Coelho era muito, muito ruim. Para vocês terem uma ideia, eu nem me lembro do título. Mas, aparentemente, Coelho jamais conseguiu superar esse fato irrelevante na sua trajetória de sucesso. Como editor-executivo de Veja, pautei matérias (de capa, inclusive) para comentar o êxito do mago no exterior, sem deixar que minha opinião pessoal sobre seus livros se impusesse. De lá para cá, tivemos alguns contatos telefônicos e por email, todos muito simpáticos. Por isso, surpreendi-me com os tweets virulentos que ele postou contra mim, afirmando que eu era um escritor “insuportável” e também um sujeito “vingativo”. Para reforçar essa última, digamos, opinião, ele colocou um link para a página de um blogueiro que está sendo processado por mim, por calúnia e difamação. Coelho talvez não saiba que, por causa do link, eu também poderia processá-lo, coisa que não farei. Só gostaria de dizer que, talvez por eu não fazer mais parte da direção de Veja, Coelho se sentiu à vontade para atacar-me, no que só posso interpretar como uma vingança à longínqua resenha escrita por mim em 1990. O vingativo, pois, é ele. Não importa, continuo a defender que haja espaço para os livros de Coelho, mesmo que não goste deles. E apenas posso lamentar que ele me ache um escritor “insuportável”. Coelho tem o direito de mudar de opinião. Em maio de 2010, como escreveu a mim, a avaliação dele sobre o meu trabalho literário era oposta, como pode ser visto na troca de emails que reproduzo abaixo. Na ocasião, o elogio foi a meu segundo livro de contos, “A Boca da Verdade”, o último publicado antes do meu último romance, “O vício do amor”. Apesar de tudo, mando o meu abraço a Coelho, que se deixou tragar pela vingança, mas com certeza já deve ter recobrado o bom senso.
Mario Sabino

Email de Paulo Coelho a Mario Sabino, com a respectiva resposta:

–Mensagem original–

De: Paulo Coelho
Enviada em: segunda-feira, 31 de maio de 2010 17:28
Para: Mario Sabino
Assunto: A boca da verdade

Boa tarde Mario:
comprei apenas por obrigação, porque costumo ler quase tudo que posso, e seu
livro estava na minha lista.
Acontece que - para minha supresa, devo confessar - gostei muito.
Imagino que a Record deve vende-lo na Feira de Frankfurt. Importante, porque
seu trabalho merecia ser lido na Europa. Eu pessoalmente não posso ajudar
muito, mas me ofereço, se voce quiser, escrever uma “quote” quando o livro
estiver publicado.
Estou anexando a foto do livro, justamente no dia (hoje) que terminei a
leitura.
Abraços
Paulo

De: Mario Sabino
Enviada em: sexta-feira, 4 de junho de 2010 16:33
Para: ‘Paulo Coelho’
Assunto: RES: A boca da verdade

Paulo,
You may be right.
Um abraço,
Mario

Voltei
Acho que Mario se esqueceu de lembrar, mas me ocorre aqui. Tenho a certeza de que vi Paulo Coelho ao lado de José Dirceu depois daquele maio de 2010, data do seu e-mail. É bonito ser mais fiel aos amigos do que à literatura, né?

Huuummm… Para falar a verdade, acho que as coisas estão no seu devido lugar é agora. Não vejo uma só boa razão para Paulo Coelho apreciar a literatura de Mario Sabino.

Por Reinaldo Azevedo

 

12/01/2012 às 16:30

Para o governo federal, homem comum é bandido. Vai ver o bandido é um santo…

O Brasil está entre os países que mais matam no mundo em números relativos: saltou de 11,7 homicídios por 100 mil habitantes em 1980 para 26,2 em 2010. Em números absolutos, com mais de 50 mil mortes por ano, lidera o ranking. Importa-me menos, para ser franco, o lugar que o país ocupa na lista, sempre imperfeita (duvido que alguns países africanos que mal têm estado organizado forneçam dados precisos), do que o fato em si. A ONU considera que um país está abaixo do que chama “violência epidêmica” quando apresenta menos de 10 mortos por 100 mil. Isso dá uma medida da carnificina nativa. Há mais mortos por aqui do que em países em guerra.

Mais de uma vez, como lembro no post abaixo, destaquei neste blog que uma das razões da fantástica queda de homicídios em São Paulo está no fato de o estado prender muito mais do que os outros. Com algo em torno de 22% da população, tem mais de 40% dos presos. Será que há mais bandidos nesta unidade da federação do que nas outras? A resposta é esta: há mais bandidos PRESOS.  Prender, como sabem, é caro, dá trabalho, requer construção de presídios, empenho de verba do orçamento; a segurança se torna, como deve ser, um assunto do poder público. Deixar o bandido na rua não onera os cofres, mas o cidadão fica por sua conta. E a violência explode. Reproduzo, na íntegra, em preto, texto publicado no Globo Online. E comento em azul. Vocês verão por que o Brasil é, com efeito, um dos países do mundo em que mais se mata.

Estados brasileiros que prenderam mais registraram menos homicídios. Levantamento feito pelo GLOBO com base nos dados do Sistema Nacional de Informação Penitenciária (InfoPen) do Ministério da Justiça e do Mapa da Violência 2012, do Instituto Sangari, revela que as unidades da Federação em que há menos presos por homicídio do que a média nacional viram, na década passada, a taxa de assassinatos aumentar 16 vezes mais em comparação aos estados com população carcerária maior.
Já reproduzi esse parágrafo no post abaixo. Fala por si mesmo.

Em 12 estados do grupo que tem menos presos houve aumento no número de assassinatos, incluindo a Bahia, que teve uma explosão no índice de homicídios, passando de 9,4 por 100 mil habitantes para 37,7 por 100 mil habitantes entre 2000 e 2010. Alagoas, o estado mais violento do Brasil, também tem menos presos pelo crime do que a média nacional. Lá, em dez anos, o índice de assassinatos subiu de 25,6 para 66,8 por 100 mil habitantes.
Já havia chamado a atenção de vocês para o caso da Bahia, onde a elevação do índice de homicídios é assustadora. O Mapa da Violência, diga-se, evidencia que essa é uma realidade de quase todos os estados nordestinos. Mais um mito caiu: aquele segundo o qual o baixo crescimento econômico induz a violência. O Nordeste cresceu mais do que a média do Brasil nos últimos anos e muito mais do que a própria média histórica.

A única exceção no quadro é o Rio de Janeiro. Segundo os dados do InfoPen, o estado tem o menor número de presos por assassinatos do Brasil e, ainda assim, conseguiu reduzir o número de homicídios de 51 para 26,2 por 100 mil habitantes.
O dado precisa ser visto com cuidado. Havia no estado, como se tornou público, um problema de subnotificação. Mas isso é o menos relevante agora. Bem ou mal, o Rio decidiu enfrentar o crime organizado. O índice é ainda brutal. Se quiser chegar ao número que a ONU considera aceitável,  terá de prender mais.

Na outra ponta, em cinco dos 14 estados com mais presos (Mato Grosso, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Roraima e Pernambuco, além do Distrito Federal) houve queda nas taxas de assassinatos. O estado que mais reduziu o crime é São Paulo. Passou de 42,2 para 13,9 homicídios por 100 mi habitantes. Em outros dois (Rondônia e Acre), os indicadores mantiveram-se estáveis.
Bem, os dados estão aí. Pode-se tentar entendê-los; pode-se ignorá-los, como, vocês verão, farão um “especialista” e uma representante do governo. No caso dela, pesam certamente dois fatores: a ideologia e a zona do conforto.

A taxa de detentos cumprindo pena por homicídios simples, qualificado e latrocínio no Brasil é de 36,9 presos por 100 mil habitantes. Em 13 estados as populações carcerárias de homicidas estão abaixo desse total. Na média, os assassinatos nesses estados cresceram 62,9% na década passada ante 3,8% dos 14 estados que têm mais detentos.
Alguma dúvida sobe o que vai acima?

Coincidência divide especialistas
Para o coordenador do Mapa da Violência, o sociólogo Júlio Jacobo Waiselfisz, os números mostram como o encarceramento é um fator fundamental para a diminuição das taxas de assassinato. “Mostra que a força policial, o Ministério Público e o Judiciário estão funcionando. Tirar o criminoso da rua é diminuir a impunidade e diminuir a impunidade é desestimular a violência”, diz Waiselfisz.
Waiselfisz é hoje um dos mais respeitados estudiosos da área. O Mapa da Violência é a fonte mais confiável de que dispomos, embora muitos estados ainda soneguem informações.

O sociólogo Luiz Flávio Sapori, professor da PUC-MG e ex-secretário de Segurança de Minas Gerais, concorda que há relação entre o aprisionamento e a taxa de homicídio. “O estado que aprisiona pouco tende a ser fomentador de impunidade e isso alimenta a violência”, garante. Segundo ele, porém, é preciso relativizar a conexão estabelecida pelos números. “Primeiro que prender muito não é prender bem. É importante equipar as defensorias públicas para garantir acesso dos mais pobres à Justiça. Além disso você pode gerar mais criminalidade misturando presos de baixa periculosidade com presos violentos e perigosos. Por isso, é necessário ter prisões e medidas diferenciadas para as populações carcerárias.”
Ninguém discorda do óbvio. É evidente que é preciso prender direito e que nem todos os criminosos são iguais porque diferentes os seus crimes. O importante é constatar, afinal de contas, o peso da impunidade.

Para o jurista e professor Luiz Flávio Gomes, a redução no número de homicídios não está diretamente relacionada ao aumento no número de prisões. “Existe a questão da qualidade da investigação, que passa por uma polícia técnica e científica eficiente. Temos de observar as políticas de educação e conscientização da população. E existem fatores como a migração dos grupos criminosos para áreas em desenvolvimento, como o Nordeste. A questão é complexa - diz. Ainda assim, para Gomes, o aumento no número de prisões é um sinal de ‘reação do poder público à criminalidade. Mostra que em alguma medida houve esforço do Poder Público. Mas é preciso outras ações, porque não se pode aumentar esse encarceramento eternamente. Os Estados Unidos têm a maior população carcerária do planeta e nem por isso crimes relacionados ao tráfico, por exemplo, estão diminuindo.
Vênia máxima, a “qualidade da investigação” - que tem de melhorar, claro! - é uma outra etapa do processo. O mesmo se diga da educação, da conscientização etc. O doutor precisa tomar cuidado, ou ainda acaba oferecendo escola para quem precisa de cadeia e cadeia para quem precisa de escola. Seu juízo está contaminado por uma praga moral, e eu o convido a rever seu ponto de vista: o de que a violência é determinada por fatores econômicos.

Vamos ver. Até outro dia, todos vocês sabem, a crença politicamente correta sustentava que a violência decorria da pobreza. Não é preciso ser especialista, basta o bom senso, para desmentir a tese. A maioria dos brasileiros é pobre - e, no entanto, só uma minoria é delinqüente. Como costumo dizer, pobre também faz escolhas morais; delinqüir é uma escolha. O fato de toda comunidade violenta ser pobre não quer dizer que toda comunidade pobre seja violenta. É importante não confundir correlação com relação de causa e efeito.

Muito bem! A explosão de violência no Nordeste desmentiu a “determinação econômica”. A região raramente cresceu tanto e nunca foi tão violenta. Aí, então, os engenheiros sociais decidiram inverter a fórmula. A criminalidade teria crescimento justamente por causa da pujança econômica. Santo Deus! A criminalidade despencou em São Paulo mesmo num período em que o Estado continuava a ser um pólo de atração de imigrantes. Se é razoável supor que, sei lá, os bandidos procuram o dinheiro (e, por isso, estariam buscando o Nordeste), é forçoso reconhecer que eles recuam ou fogem se percebem um ambiente hostil ao seu “trabalho”. Ademais, doutor, Pernambuco é um dos estados mais que cresceram nos últimos anos, e a violência teve queda significativa, embora continue estúpida. Mas é agora que a coisa vai ficar séria.

Na visão da coordenadora geral da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) do Ministério da Justiça, Cristina Neme, não é possível estabelecer causalidade entre os dois fatores sem levar em conta outras variáveis. “O número reflete um desempenho da atividade policial, mas não dá pra estabelecer essa conexão sem levar diversos outros fatores que aí não aparecem”, explica.
Não? Por que não??? A propósito, dona Cristina: se  “o desempenho da atividade policial” não pode ser apontado como fator relevante na queda da violência, ele serve para medir exatamente o quê?

Segundo ela, boa parte dos homicídios surgem a partir de conflitos interpessoais sobre os quais o encarceramento tem pouca efetividade. “São discussões do dia a dia que devido à presença da arma de fogo viram homicídios”, diz Cristina.
É UMA MENTIRA FACTUAL. Quero saber qual é a base de dados que esta senhora usa para fazer essa afirmação. Ela não vai apontar porque não existe. Se for verdade, então, que a maioria dos mais de 50 mil homicídios do Brasil decorre de conflitos pessoais, será preciso pôr uma coleira no brasileiro comum, que não é bandido. Vai ver somos um povo, então, congenitamente violento. Dona Cristina está dando a sua imodesta contribuição ao constante trabalho de difamação da polícia - e, o que é pior, da polícia eficiente.

Segundo ela, a retirada de armas de fogo de circulação e a adoção de políticas de prevenção são fatores mais confiáveis para explicar a redução no total de assassinatos.
Por que são “fatores mais confiáveis”? Diga-me, minha senhora: por que o suposto desarmamento teria feito despencar o índice de homicídios em São Paulo, mas não na Bahia? Por que as ditas “políticas de prevenção” - a quais a senhora se refere? - foram efetivas num estado, mas não em outro?

Vejam que coisa estupenda: dados inequívocos demonstram que os estados que tiveram uma significativa queda na taxa de homicídios são os que mais prendem. E dona Cristina manda bala (ooops!): “Isso não tem importância”. Sem ter dados em mãos, na base da pura invencionice, ela sustenta que a maioria dos homicídios decorrem de conflitos pessoais e da alta circulação de armas de fogo. Bem, ela precisa explicar por que, então, esse brasileiro comum, tão disposto a matar, deixaria de exercer a sua vocação só porque lhe faltaria um revólver…

De resto, dona Cristina, ainda que fosse verdade que a maioria dos homicídios decorre de problemas interpessoais (é mentira!), o que isso tem a ver com prender menos ou mais? Os homicidas “interpessoais” deveriam, por acaso, ficar soltos?

O fato é o seguinte: enquanto o governo federal negar a importância da impunidade na escandalosa violência brasileira, pode continuar com o traseiro na cadeira, sem mover uma palha. Ao contrário: hoje, parte de Brasília, como já afirmei aqui, um trabalho organizado de difamação da polícia paulista, a mais eficiente do Brasil. Além de não fazer o que lhes é devido, os petistas tentam sabotar os esforços de quem trabalha.

No fim das contas, Dona Cristina quer mesmo é desarmar o cidadão comum, o que não é bandido, porque ela acredita que é ele o responsável pela violência no Brasil. Já os marginais continuariam com o seu arsenal. Afinal, aprendemos que são homens de bem.

Por Reinaldo Azevedo

 

12/01/2012 às 14:58

Adivinhem! Há muito mais homicídios nos estados que prendem menos bandidos

Vocês sabem que há muito tempo sustento aqui uma tese óbvia, mas nunca reconhecida pela tolice politicamente correta e pelo direito achado na rua: uma das razões de a taxa de homicídios de São Paulo ter caído quase 80% em 15 anos - é hoje o antepenúltimo em mortes por 100 mil, e a capital, a última - é o fato de o estado ser o que mais prende bandidos.

Até entrei certa feita numa polêmica com um professor de Direito da USP, segundo quem não fazia sentido São Paulo ser o estado que mais prende se tem uma das menores taxas de homicídio. Ora, havia uma relação de causa e efeito onde ele via uma contradição. Pois bem. Reproduzo o primeiro parágrafo de uma reportagem do Globo:

“Estados brasileiros que prenderam mais registraram menos homicídios. Levantamento feito pelo GLOBO com base nos dados do Sistema Nacional de Informação Penitenciária (InfoPen) do Ministério da Justiça e do Mapa da Violência 2012, do Instituto Sangari, revela que as unidades da Federação em que há menos presos por homicídio do que a média nacional viram, na década passada, a taxa de assassinatos aumentar 16 vezes mais em comparação aos estados com população carcerária maior.”

No próximo post, vocês verão a reação de uma representante do governo à evidência. É o fim da picada!

Por Reinaldo Azevedo

 

12/01/2012 às 6:35

LEIAM ABAIXO

– Hora de reagir: O Enem se transformou no maior vestibular do mundo, orientado por critérios ideológicos e gerido por incompetentes;
– Corretor do Enem desabafa: “Vejo meu trabalho ir água abaixo”;

– O CNJ e os juízes: um e-mail do presidente da Anamatra;
– Na Cabralândia - Um ano depois, nenhuma vítima das chuvas de 2011 na Serra recebeu casa;
– Empresa de filiado ao PSB recebeu verba antienchente;
– O ministro Bezerra, seu filho, seu tio, seu irmão, o sogro do seu filho e o tio da mulher do filho…;
– Kassab tem seus bens desbloqueados pelo STJ, e Prefeitura não terá de fazer nova licitação;
– Comentários;

– Maria do Rosário vai ou não reclamar da “violência policial” dos “companheiros” do Piauí?;
– Última centelha;
– Alunos da USP, chamem o 190 se necessário;
– De volta;
– Na Cabralândia - Só 8 das 170 áreas de risco do Rio passaram por obras;

– A crueldade sem limites dos exploradores morais da desgraça alheia;
– No Jornal Nacional, “invasores” viram “ocupantes” e, impunes, fazem exigência ao poder público, que já puniu seus faltosos;
– O país que paga um “auxílio-bandido” maior do que o salário mínimo só poderia tratar o viciado como majestade. Ou: A praça é dos drogados e traficantes como o céu é do urubu;

– Dando resultado - Internações de dependentes da cracolândia crescem 68%;
– Explicada a covardia tucana no caso de Bezerra

Por Reinaldo Azevedo

 

12/01/2012 às 6:23

Hora de reagir: O Enem se transformou no maior vestibular do mundo, orientado por critérios ideológicos e gerido por incompetentes

O estudante Michael Cerqueira de Oliveira, bolsista da escola Lourenço Castanho, em São Paulo, que teve a sua nota de Redação alterada de “anulada” para “880 pontos” (de um total de mil), recebeu do MEC os critérios da correção da prova. O ministério se limitou a reproduzir os quesitos que já eram públicos, acrescentando, e isso não se sabia, que cada um deles vale 200 pontos:
1 - Demonstrar domínio da norma culta;
2 - compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo;
3 - Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista;
4 - Demonstrar reconhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação;
5 - Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, demonstrando respeito à diversidade e aos direitos humanos

Muito bem! Mas por que a redação de Michael - um rapaz de família modesta, que só tem bolsa numa escola privada porque excelente aluno - tinha sido anulada? Porque o primeiro corretor escreveu em sua prova: “Fuga ao tema”. O estudante recorreu à Justiça, o texto foi relido, e, como se sabe, ele não só “estava no tema” como deve ter tido um ótimo desempenho em cada um dos itens. Lembremo-nos: a redação vale nada menos de 50% da nota do Enem, o que já é um absurdo! Um erro, ainda que nem tão escandaloso como esse, pode prejudicar terrivelmente a vida dos jovens, que já não sabem, em razão da aplicação da tal Teoria da Resposta ao Item (TRI), por que obtiveram, nos testes, essa ou aquela nota. Hoje, a situação é rigorosamente esta: “Façam a prova; pouco importa se vocês vão acertar ou errar: a nota será sempre uma surpresa…

A cada vez que leio esses cinco itens da correção, sou levado a pensar na miséria moral e intelectual do ensino no país.  Há muito tempo chamo a atenção para o fato de que o Enem convida o aluno a dissertar sobre uma tese previamente definida, sempre com viés de esquerda. Em nenhum país do mundo democrático um exame público serve como filtro para barrar os que não se orientam pela metafísica do poder. Isso está em curso no Brasil, e é uma vergonha que as escolas privadas ainda não tenham botado a boca no trombone. Estão deseducando os estudantes.

Ora, prestemos atenção àquele quinto quesito da correção: “Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, demonstrando respeito à diversidade e aos direitos humanos”. Digam-me: pode haver algo mais subjetivo do que isso? No raiar de 2009, o governo federal lançou, vocês devem se lembrar, o “Plano Nacional (Socialista) dos Direitos Humanos”. Entre outros mimos, havia lá a defesa da descriminação do aborto - lembro que a Declaração Universal dos Direitos do Homem defende a vida… -, a censura à imprensa e a decretação, na prática, do fim da propriedade privada: no caso de uma invasão, um juiz só poderia determinar a reintegração de posse depois de ouvidos invadidos e invasores… Ou seja: o criminoso era considerado parte da solução.

Muito bem! Um aluno que, por qualquer razão, argumentasse contra a invasão de terras - e em defesa, pois, da Constituição - estaria ou não “respeitando os direitos humanos”? Cito um outro exemplo, este ainda mais polêmico: o autor de uma redação que, sei lá, criticasse o casamento gay, evidenciando que o Supremo, ao tomar a decisão que tomou, desrespeitou um artigo da Constituição, estaria indo contra a diversidade?

Notem: estamos lidando com valores. A sociedade brasileira é plural e pluralista. Não cabe ao Estado - ou a qualquer uma de suas franjas - decretar o “certo” e o “errado” no terreno das escolhas individuais, morais. Um estudante que, no curso de uma argumentação qualquer, defendesse, por exemplo, a ação da Polícia Militar de São Paulo na cracolândia estaria, entendo, fazendo a defesa dos direitos humanos dos moradores da região, dos comerciantes honestos e, sim!, dos viciados. Mas será esse o “valor” de quem está corrigindo a prova? Não é preciso ser muito sagaz para perceber que o quesito nº 5 incorpora como critério objetivo de correção de redação a patrulha politicamente correta.

Ouvia outro dia a conversa de alguns adolescentes que já perceberam como toca a música. Todos eles dominam os, como chamarei?, maneirismos ideológicos do Enem e de boa parte dos vestibulares concorridos. Isso quer dizer que já sabem o que podem e o que não podem escrever. Desenvolveram suas técnicas para passar pela vigilância esquerdopata. Fizeram até uma listinha das coisas que devem ser defendidas e das que devem ser criticadas.
- movimentos ‘occupy’ isso e aquilo”: a favor;
- novo Código Florestal: contra;
- energia eólica: a favor;
- hidrelétricas: contra;
- “consumo consciente”: a favor;
- influência americana no mundo: contra;
- Cuba: a favor…

Um gaiato ainda brincou: “Mulher feia: a favor; mulher bonita: contra”! E veio a galhofa da área feminina: “Homem rico: contra; homem pobre e limpinho: a favor”. E caíram na gargalhada.

Todo o “trabalho de conscientização” das esquerdas nos ensinos fundamental e médio tem servido para criar ou um geração de idiotas - os que levam a sério aquela baboseira - ou uma geração de pragmáticos cínicos, que escrevem aquilo que o “examinador” - eventualmente, o professor - quer ler, ainda que sua convicção seja outra. Ora, por que correr riscos?

Não nos damos conta do absurdo daquele quinto quesito. Um examinador não pode jamais ser um juiz das convicções de um candidato a uma vaga na universidade. Ainda agora, como sabemos, arma-se um cerco ideológico contra a correta atuação da Prefeitura e do governo de São Paulo na cracolândia. Segundo os críticos, manter aqueles pobres zumbis nas ruas é uma questão de respeito aos… direitos humanos!!!

O Enem se transformou no maior vestibular do mundo, orientado por critérios ideológicos e gerido por incompetentes. Uma redação “880″ tinha sido “anulada”. Imaginem quantas tolices anuláveis não ganharam 880 só porque repetiram os chavões e clichês do humanismo oficialista…

Por Reinaldo Azevedo

 

12/01/2012 às 6:17

Corretor do Enem desabafa: “Vejo meu trabalho ir por água abaixo”

Por Lauro Neto, no Globo:
A correção da redação do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) não está provocando insatisfação e revolta apenas entre os candidatos. Em entrevista ao GLOBO, um professor de redação que foi corretor desta edição da prova conta os bastidores do processo gerenciado pelo consórcio Cespe/UnB e desabafa: “Estou vendo o trabalho que fiz durante todo o ano sendo jogado por água abaixo. É muito revoltante!”. Professor de colégios tradicionais do Rio de Janeiro e integrante de bancas de vestibulares consagrados, ele não pode ser identificado, pois assinou um contrato de sigilo. Leia a entrevista.

O GLOBO: Por que a correção da redação este ano está causando tanta polêmica?
O processo de correção já começou com um problema, pois os supervisores tiveram um aumento de trabalho e ganham fixo, enquanto o corretor ganha R$ 1,60 por redação corrigida. Houve um aumento do trabalho, pois a discrepância necessária para a terceira correção, que é feita pelos supervisores, caiu de 500 para 300 pontos. Isso aconteceu sem que o valor pago a cada supervisor fosse aumentado. Havia um certo mal estar na supervisão. Teve um supervisor que desistiu uma semana antes de começar o processo. Havia muito insatisfação. Parece que alguns supervisores fizeram o trabalho de má vontade por serem mal remunerados. Estou muito irritado porque estou vendo o trabalho que fiz durante todo o ano sendo jogado por água abaixo. É muito revoltante!

Mas não houve uma preocupação em melhorar a correção diante dos problemas do último Enem?
O Cespe aprimorou o sistema de avaliação da correção. O corretor é avaliado constantemente, principalmente no tempo em que cada redação fica aberta na tela do seu computador. Mas o corretor também erra, e a correção on-line dá brechas para burlar os filtros de qualidade.

Como é feita essa avaliação?
Cada corretor recebe diariamente uma nota da sua correção. Se não mantiver uma média 8, pode ser cortado do processo. Teve gente cortada durante o processo de correção. Mas não sabemos o que aconteceu com as redações que foram corrigidas por essas pessoas. Também houve pessoas que abandonaram a correção no meio, e as redações foram redirecionadas a outros corretores.

Como foi feita a distribuição das redações para os corretores?
Recebemos diariamente 100 redações pela internet. No nosso envelope virtual, existe uma redação corrigida por alguém da banca Cespe, que chamamos de redação de ouro. É uma maneira de o Cespe ficar atento aos corretores. Há outra redação no pacote que é corrigida por muitos corretores. Ela recebe uma nota média para verificar a qualidade e a coerência da banca. Mas não sabemos quais notas prevalecem.

Quanto tempo você demorava para corrigir uma redação?
Gastava de 2 minutos e meio a 3 minutos por redação, de 2 duas horas e meia 3 horas por dia para corrigir as redações. Se todo mundo seguisse o treinamento do Cespe, não haveria problemas. No Rio, os professores são muito experientes. Mas não sabemos como foi feito o treinamento nos confins do Brasil.

O que difere correção da redação do Enem de outros vestibulares?
O nível de exigência é menor do que se cobra normalmente nos colégios dos grandes centros urbanos. Fomos instruídos pelo Cespe a dar notas 900 ou 1.000 em redações que valiam 600. A nota zero sempre tem que ter vista por uma terceira pessoa, por um supervisor que é sempre ligado a uma universidade. Mas o Cespe se nega a conceder a revisão de fato. Isso demonstra que há uma vulnaberalidade no sistema, pois é um direito do candidato.

Por Reinaldo Azevedo

 

12/01/2012 às 6:15

O CNJ e os juízes: um e-mail do presidente da Anamatra

Escrevi na segunda, tão logo retornei ao trabalho, o post Os juízes, o CNJ e a democracia. Ou: Uma polêmica desastrada e desastrosa. Renato Sant’Anna, presidente da Anamatra (Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho), manda-me a seguinte mensagem:

Caro Reinaldo,

Perfeita sua análise sobre a polêmica envolvendo juízes e o CNJ. Ainda que a intenção tenha sido boa, o CNJ só pode agir dentro da lei. A polêmica só interessa a quem deseja o esvaziamento dos poderes do Conselho. Esse não é o caso dos Juízes do Trabalho nem de sua entidade de classe nacional (Anamatra), que apoiaram a sua criação em 2004. Também nunca nos preocupou a existência de uma Corregedoria Nacional. Afinal a Justiça do Trabalho sempre contou com uma Corregedoria-Geral em Brasília, ocupada por um Ministro do Tribunal Superior do Trabalho e que supervisiona as Corregedorias dos Tribunais Regionais do Trabalho. O Poder Judiciário brasileiro vem melhorando não apenas, mas também, por causa do CNJ, tudo com muito esforço, diga-se, de milhares de juízes. Faltava a muitos Tribunais - e neste ponto o CNJ foi fundamental - priorizar e desenvolver as áreas de gestão, transparência, planejamento estratégico, uniformização de procedimentos, estatísticas e, também, suas corregedorias.

A Anamatra participa como autora, junto com a AMB e Ajufe, apenas de ações que tratam de assegurar aos juízes brasileiros as mesmas garantias legais de todos os cidadãos. Em outras palavras, a Anamatra não aceita que a Corregedoria Nacional, sem conhecimento dos demais Conselheiros do CNJ e sem qualquer supervisão judicial ou causa específica, acesse ou reúna dados gerais e reservados de todos os juízes brasileiros.

Nem uma palavra foi escrita nas ações patrocinadas pela Anamatra contra o poder de investigação concorrente do CNJ, repita-se, um não-assunto para os Juízes do Trabalho. De forma alguma os Juízes do Trabalho e sua associação, a Anamatra, aceitarão serem rotulados de inimigos do CNJ.

Renato Sant’Anna, presidente da Anamatra (Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho)

Por Reinaldo Azevedo

 

12/01/2012 às 6:13

Na Cabralândia - Um ano depois, nenhuma vítima das chuvas de 2011 na Serra recebeu casa

Por Natanael Damasceno, no Globo:
Exatamente um ano depois da tragédia que deixou 918 mortos e 8.900 desabrigados na Região Serrana do Rio, o estado ainda não conseguiu entregar nenhuma das cerca de 5 mil casas prometidas para as vítimas das chuvas. De acordo com a secretaria de Obras, as primeiras unidades só deverão ser concluídas a partir de março. Mas a grande maioria só ficará pronta em 2013. Vice-governador e coordenador de infraestrutura do estado, Luiz Fernando Pezão culpou a burocracia e a falta de interesse dos empresários pela demora:

“Ali você não tem uma área abundante, plana, segura para construções. Ou você está na encosta ou na beira do rio. Isso dificulta muito. Áreas para as quais conseguimos viabilizar o processo de desapropriação acabaram descartadas pelo Meio Ambiente. Então é difícil colocar estas pessoas de novo num lugar que não tenha problemas.”

Aluguéis sociais não garantem solução
Para mitigar o problema, o governo prometeu pagar aluguel social a 7.372 famílias até o fim de 2012. No entanto, muitas das famílias beneficiadas voltaram para as casas interditadas pela Defesa Civil - por estarem em áreas de risco - após as chuvas de 12 de janeiro de 2011. Outros permanecem em locais improvisados. É o caso das 35 pessoas que invadiram um canteiro de obras onde seria construído um hospital, em Sumidouro. Ou das famílias que permanecem, desde fevereiro de 2011, num ambulatório transformado em abrigo em Nova Friburgo.

“Eu e meu marido estamos desempregados, e o aluguel social está ajudando no orçamento da família”, alega a cozinheira Altineia da Silva dos Anjos, de 45 anos, que está com o marido e três filhos no abrigo.

Administrado pela prefeitura de Friburgo, o abrigo tem hoje oito famílias remanescentes da chuva de janeiro de 2011 instaladas em consultórios médicos transformados em quartos. São 36 pessoas, sendo 16 crianças e 12 adolescentes. O secretário municipal de Ação Social, Josué Ebenézer, diz que quatro delas recebem o aluguel social há alguns meses. E que as outras devem passar a receber o benefício este mês, um ano depois da tragédia. Ele disse ainda que a situação política da cidade, cujo prefeito foi temporariamente afastado em 2011, atrapalhou:

“Estou apenas há dois meses à frente da pasta. Desde então, temos tentado uma solução. Estamos empenhados em conseguir casas para essas famílias, mas é difícil. Elas preferem esperar pelas casas prometidas. Depois, o valor dos aluguéis subiu muito. E é difícil achar algo que caiba dentro dos R$ 500 do aluguel social”.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

 

12/01/2012 às 6:11

Empresa de filiado ao PSB recebeu verba antienchente

Por Catia Seabra e Leandro Colon, na Folha:
O governo de Pernambuco liberou R$ 6,7 milhões de recursos federais antienchentes para empresa de um aliado político do ministro Fernando Bezerra Coelho e do governador do Estado, Eduardo Campos (PSB). A contratação se deu em caráter emergencial, sem licitação. O dinheiro repassado pela Integração Nacional para o governo de Pernambuco aplicar em 41 cidades atingidas pela chuva foi parar na Projetec Projetos Técnicos, do empresário João Recena (que é filiado ao PSB).

Como a Folha revelou ontem, a Projetec também recebeu dinheiro diretamente da Integração, comandado desde janeiro de 2011 por Bezerra. O ministro foi indicado para o cargo por Campos, que é presidente nacional do PSB. A empresa recebeu os R$ 6,7 milhões do Estado em 2010 e 2011 para gerenciar o trabalho de empreiteiras. Uma investigação do TCU (Tribunal de Contas da União) apontou, no ano passado, suspeitas de irregularidades.

Na avaliação dos técnicos do tribunal, o volume de recursos à Projetec foi superestimado, “em desacordo com os critérios de eficiência e de economicidade que deveriam nortear a administração”. O governo nega irregularidade no contrato. Bezerra não era ministro em 2010, quando Pernambuco contratou a Projetec, mas a mesma empresa faturou pelo menos R$ 10,3 milhões no seu primeiro ano de gestão na Integração.

Em dezembro passado, a empresa ganhou uma concorrência na Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba), subordinada ao Ministério, com o preço acima do que foi apresentado pelas outras concorrentes. A Codevasf e a empresa negam favorecimento.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

 

12/01/2012 às 6:07

O ministro Bezerra, seu filho, seu tio, seu irmão, o sogro do seu filho e o tio da mulher do filho…

Por Luciana Marques, na VEJA Online:
“Quem ama cuida” diz o ditado popular, que poderia ter sido inspirado no ‘amoroso’ ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra. Ao assumir a pasta, ele não se esqueceu dos mais próximos. Pensou no filho, no tio, no irmão, no sogro do filho e até no tio da mulher do filho. Juntos, os personagens quase completam um álbum de família. Entre as acusações que pesam contra Bezerra estão o nepotismo, já que diversos parentes do ministro ocupam cargos públicos. O titular da Integração também é acusado de favorecer o filho, que é deputado federal, na liberação de recursos alocados por meio de emendas parlamentares.

O artigo 37 da Constituição Federal de 1988 elenca os princípios que devem nortear a administração pública: legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. Uma súmula aprovada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2008 proíbe a contratação de parentes de autoridades para cargos de confiança, de comissão e de função gratificada no serviço público.

Comissão de Ética
As regras de conduta estabelecidas pela Comissão de Ética Pública da Presidência também desautorizam o nepotismo: “Em nenhuma hipótese pode o agente público nomear, indicar ou influenciar, direta ou indiretamente, em entidade pública ou em entidade privada com a qual mantenha relação institucional, direta ou indiretamente, na contratação de parente consanguíneo ou por afinidade, até o quarto grau, ou de pessoa com a qual mantenha laços de compadrio, para emprego ou função, pública ou privada”.

Embora negue que sua atuação vá de encontro às normas citadas, Bezerra cedo ou tarde terá de se explicar. A Comissão de Ética Pública da Presidência tem o poder de avaliar cada caso. Espera-se que na próxima reunião do grupo, marcada para o dia 13 de fevereiro, o assunto não seja ignorado. A conferir.

Por Reinaldo Azevedo

 

11/01/2012 às 20:43

Kassab tem seus bens desbloqueados pelo STJ, e Prefeitura não terá de fazer nova licitação

Por Felipe Recondo, no Estadão:
O presidente do STJ, ministro Ari Pargendler, suspendeu nesta segunda-feira, 9, a liminar que tornava indisponíveis os bens de Kassab, do secretário municipal do Verde e do Meio Ambiente, Eduardo Jorge (PV), de 13 empresários e de seis empresas. Na decisão, Pargendler também suspendeu a decisão da Justiça de SP que obrigava a Prefeitura a promover, no prazo de 90 dias, nova licitação para contratação de empresa que ficaria responsável pela inspeção na frota de veículos na cidade.

Pargendler afirmou, em sua decisão, não ser possível calcular o que seria mais prejudicial para o interesse público: manter o contrato ou fazer uma nova licitação. “Nesse contexto, e não sendo possível mensurar o que é mais deletério às finanças do município de São Paulo, se a execução do contrato ou a declaração de sua nulidade, tudo recomenda que o processo siga o contraditório regular, sem antecipação de tutela”, disse ao suspender a liminar deferida em novembro do ano passado.

Em 2011, o Ministério Público Estadual (MPE) pediu à Justiça que anulasse a inspeção veicular por causa de ilegalidades, fraudes e irregularidades no contrato firmado entre a prefeitura e a empresa Controlar. A Justiça de SP decidiu manter a inspeção veicular, mas determinou que o município fizesse nova licitação no prazo de 90 dias para a escolha de outra empresa. O juiz responsável pela decisão, Domingos de Siqueira Frascino, da 11ª Vara da Fazenda Pública, determinou também o bloqueio dos bens de todos os réus da ação civil pública até o valor da causa para garantir o pagamento dos supostos prejuízos aos cofres públicos.

Por Reinaldo Azevedo

 

11/01/2012 às 20:31

Comentários

Caras e caros, só terei tempo de fazer a mediação de comentários no fim da noite. Enquanto não voltar a contar com ajuda para a tarefa — estamos tentando —, a coisa será um pouco atrapalhada. Tenham um pouquinho de paciência. Obrigado!

Por Reinaldo Azevedo

 

11/01/2012 às 20:28

Maria do Rosário vai ou não reclamar da “violência policial” dos “companheiros” do Piauí?

Alô, ministra petista Maria do Rosário, dos Direitos Humanos! Peça para o seu secretário-executivo, Ramais de Castro Silveira, telefonar para o governador do Piauí, Wilson Martins (PSB), que governa em aliança com o PT, para acusar “os exageros” da Polícia Militar do estado na repressão aos ditos “estudantes” que protestam contra o aumento das passagens de ônibus em Teresina, que passaram de R$ 1,90 para R$ 2,10!!! Já houve vários confrontos de rua, e a PM, sob a gestão dos socialistas e petistas, recorreu a balas de borracha, cassetete, bombas de efeito moral e spray de pimenta! Que coisa feia, Dona Maria do Rosário!

É claro que estou a fazer uma ironia. Quem comanda a baderna em Teresina são alguns estudantes da Universidade Federal do Piauí. Um diretor do DCE deu uma declaração estupenda, publicada pelo G1: “Se é vandalismo o que fazemos, foi vandalismo o aumento da passagem. Estamos só devolvendo na mesma moeda”. É o marxismo estudantil regredindo à fase do “luddismo”. Entenderam? Um ônibus já foi incendiado. Para Oliveira, a sua ação é apenas uma reação legítima ao aumento das passagens. É o fim da picada! É claro que ações dessa natureza não podem ser toleradas e é claro que cabe à Polícia Militar, em casos assim, manter a ordem em Teresina ou, digamos, em São Paulo…

Mas eu não seria eu se não fizesse a pergunta: o tal Ramais telefonou ou não para os “companheiros” que dividem o governo do Piauí com os PSB para censurar a “violência policial”? Ou será que a Secretaria de Direitos Humanos só se interessa pela suposta “violência policial” de estados governados pela oposição — em especial, São Paulo?

Não! Eu não endosso manifestações violentas e acho que elas têm de ser mesmo coibidas. O ideal é que não se empreguem balas de borracha e spray de pimenta — a menos que seja necessário. Quem bota fogo em ônibus não quer conversar. Está disposto a bater e a apanhar. A Constituição confere às forças policiais e às Forças Armadas o uso legítimo da força. E o Brasil, até onde se sabe, é uma democracia, certo?, que tem a sua extensão fardada. Vale para o Piauí, governado por PSB e PT; vale para São Paulo, governado pelo PSDB.

É ou não é, Dona Maria? A menos que se considere que todo vandalismo reprimido por petistas é reacionário e todo vandalismo reprimido por tucanos é progressista…

Por Reinaldo Azevedo

 

11/01/2012 às 19:31

Última centelha

Um excelente e sensato artigo de Ruy Castro, na Folha de hoje.
*
Houve quem achasse precipitada a ação da polícia e do governo de São Paulo ao invadir e desbaratar, mesmo temporariamente, a cracolândia. E imprudente, ao espalhar os usuários de crack por áreas da cidade até então a salvo do convívio com aquelas pessoas. Argumentam também que as ações de segurança e saúde pública devem ser feitas em conjunto e não adianta desgraçar ainda mais a vida dos infelizes sem uma alternativa de tratamento.

Todos os argumentos são válidos, inclusive este, mas há fatores a considerar. Enquanto ilhados naquela região de São Paulo, os usuários sentiam-se seguros dentro da sua miséria. Suas únicas relações eram entre si e com quem comerciavam para conseguir dinheiro ou droga. Era uma cadeia produtiva fechada, que poderia durar pelo resto da (curta) vida de cada um, e não os induzia a considerar a hipótese de lutar pela recuperação.

Ou a sequer considerar seu dia-a-dia na cracolândia, composto de síndrome de abstinência, mendicância, extorsão, indescritível imundície, animais peçonhentos, feridas expostas, assalto sexual permanente, estupro, gravidez, aborto, fome, doença e dor -tudo isso compensado pelos breves momentos de alívio produzidos pela droga. Não existe prazer na cracolândia, só alívio.

Uma ação como a da semana passada, cortando o elo entre o usuário e seus iguais, ou entre o usuário e o traficante, tende a ser algo desesperador para o dependente. Como ele não consegue passar muito tempo sem o produto, a quebra na cadeia, se repetida, pode levá-lo, num extremo, a tornar-se violento e ameaçador - e, em outro, a procurar ajuda, quem sabe internação e tratamento.

Expulsos de seu habitat, ainda que por algumas horas, esses dependentes têm uma chance de exercer a última centelha de razão que lhes resta.

Por Reinaldo Azevedo

 

11/01/2012 às 19:27

Alunos da USP, chamem o 190 se necessário

Da Agência Estado:
Dois estudantes da Universidade de São Paulo (USP) foram assaltados e um deles agredido com um soco, às 21h30 de ontem, após saírem do câmpus pela portaria da Avenida Corifeu de Azevedo Marques, na região do Rio Pequeno, zona oeste da capital. As vítimas caminhavam de volta para uma república.

Após terem livros acadêmicos, celulares, iPod, carteira, dinheiro e documentos levados por dois criminosos, os jovens, alunos de Letras e Ciências da Natureza, ligaram para o 190. Policiais militares do 16º Batalhão localizaram os bandidos na Rua na Rua Doutor Artur Neiva, na mesma região.

Um dos assaltantes, adolescente de 17 anos, portando uma falsa arma de fogo, foi retido. O outro fugiu. Os objetos roubados dos estudantes foram recuperados. O caso foi registrado no 14º Distrito Policial, de Pinheiros.

Por Reinaldo Azevedo

 

11/01/2012 às 19:22

De volta

Desculpem a demora. Estava numa reunião de trabalho. Vamos à luta.

Por Reinaldo Azevedo

 

11/01/2012 às 15:15

Na Cabralândia - Só 8 das 170 áreas de risco do Rio passaram por obras

Por Cecília Ritto, na VEJA Online:
“O planejamento não inclui apenas fazer o diagnóstico. Também é necessário fazer o tratamento. E foi a parte do tratamento que não foi feita durante esse um ano”, afirma o presidente do Crea-RJ

Após a tragédia que matou quase mil pessoas na Região Serrana, em 2011, foram detectadas 170 áreas com alto risco de deslizamento de encostas. Passado um ano, em apenas oito desses lugares as obras de recuperação do talude foram iniciadas - e não necessariamente terminadas. A informação consta no relatório do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de janeiro de Janeiro (Crea -RJ), divulgado nesta quarta-feira. Segundo o presidente da entidade, Agostinho Guerreiro, essas obras deveriam ter sido finalizadas no período de estiagem, que foi até outubro de 2011.

“O planejamento não inclui apenas o diagnóstico. Também é necessário fazer o tratamento. E foi a parte do tratamento que não foi feita durante esse um ano”, afirma Guerreiro. Um dos responsáveis pelo relatório foi o assessor de Meio Ambiente do Crea e engenheiro civil sanitarista Adacto Ottoni. Ele foi à Região Serrana na semana passada para elaborar o balanço do que foi feito e do que precisa ser executado. Conclusão: “Basta cair metade da chuva que atingiu a serra no ano passado para se ter uma nova tragédia”, disse Ottoni.

O relatório lista medidas que deveriam ser adotadas, mas que foram negligenciadas pelo poder público. Uma delas é a falta de providências em relação aos deslizamentos e às enchentes. A conseqüência é o entupimento do sistema de drenagem na parte baixa das encostas, o assoreamento e a poluição. A desocupação desordenada do solo também foi ponto de destaque. São desmatadas áreas de preservação permanente para que famílias morem ou para a execução de atividades agrícolas e de pecuária. A ocupação de topos de morros, taludes de encostas com inclinação acima de 45º e faixas marginais de proteção de rios vai contra o próprio Código Florestal. “É um total descumprimento da lei”, diz Guerreiro.

Já é o terceiro estudo feito pelo Crea sobre os riscos que assombram a serra. Os três apontam saídas possíveis, mas, até o momento, o documento pouco foi usado pelos órgãos públicos. O Conselho afirma ainda que o poder público só executou medidas de curto prazo, e deixou de lado obras estruturais, de médio e longo prazo, que devem ser postas em prática logo após o período das chuvas. 
(…)

Por Reinaldo Azevedo

 

11/01/2012 às 15:01

A crueldade sem limites dos exploradores morais da desgraça alheia

Hoje, basta que um grupo ou bando marque algum evento pelas redes sociais, e a imprensa, digamos, “séria” confere ao evento certo ar de gravidade. Um grupo de militantes em favor da descriminação da maconha chamado “Desentorpecendo a Razão” resolveu marcar o “Churrasco das pessoas diferenciadas”, versão Cracolândia.

É um escárnio! Estão a fazer brincadeiras e ironias com pobres desgraçados, que já não têm mais nada de seu e estão entregues à sanha dos traficantes. Os dados evidenciam que cresceu o número de pessoas que pedem ajuda. A polícia já prendeu traficantes e alguns foragidos. Qualquer que seja o tratamento que os viciados venham a ter, bom ou ruim — espero que seja bom —, retomar aquele território é um fundamento da ação. E já! Não depois! É inaceitável que exista uma área da cidade entregue ao submundo do tráfico, como um vale dos caídos.

Não sei se a crueldade dessa gente chegará a tanto. É possível que sim! Soa como piada macabra, sinistra, tripúdio sobre a desgraça alheia, falar em “desentorpecer a razão” quando há na jogada viciados em crack.

Está em curso uma escalada de provocações de viés e organização políticos. O núcleo da resistência à ação correta da Prefeitura e do governo do Estado está em Brasília, na Secretaria Nacional dos Direitos Humanos, sob o comando do PT. O partido estava preparado para transformar esses pobres desgraçados em ativo eleitoral.

Por Reinaldo Azevedo

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Fonte:
Blog Reinaldo Azevedo (VEJA)

1 comentário

  • Paulo Roberto Rensi Bandeirantes - PR

    Sr. João Olivi, o atual “escopo” do denuncismo da imprensa “das zelite”, ministro da integração, se não for atingido pela “praga maior” : denuncia de ter pego carona em “jatinho de outrem”, não cai. Vamos aguardar se vai ter o “tiro mortal”, carona em jatinho ! ! ....” E VAMOS EM FRENTE ! ! ! “....

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