Promiscuidade: A igreja Católica e os ecotalibãs. Ou, os estertores da minoria

Publicado em 28/09/2012 12:54 e atualizado em 05/03/2020 08:48 1826 exibições
no blog www.codigoflorestal.com

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Essa foto maravilhosa foi postada ontem no twitter do ecotalibã Mario Mantovani, um dos pendurados na ONGs do Klabin, a SOS Mata Atlântica. Você certamente lembra do Mantovani, não lembra? É aquele mesmo que usou o termo "pau no c*" em uma troca de e-mails entre mujahidis no ambientalismo fundamentalista organizando uma ação contra a agricultura brasileira: Frase da semana.

A legenda do Mantovani para a foto diz tudo. É uma reunião de ecotalibãs para decidir o qual será a estratégia de combate ao Agro agora que o Congresso Nacional brasileiro sacramentou a vitória da democracia sobre o radicalismo ambiental.

Há três grandes expoentes do movimento ecotalibã nessa foto. Um deles, aquele do "pau no c*", está atrás da câmera fotográfica. O de camiseta escura, mão no queixo e ar de grande intelectual, é meu ex quase chefe na ONG Instituto Socioambiental, Raul do Valle. O gordinho de camiseta branca, não o que está de costas, mas o outro rechonchudinho, bem alimentado, apoiado nos braços da cadeira, é Kenzó Jucá, cujo salário é pago pelo WWF. Os outros são ecólatras de menor importância.

Mas o mais legal nessa foto não é o que ela mostra explicitamente. Ecobocós se reúnem em qualquer lugar. Mas, segundo a legenda do Mantovani a reunião aconteceu na CNBB - Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

Se eu fosse apostar alguma coisa na pauta dessa reunião apostaria que os ecotalibãs estavam tentando convencer a CNBB a ser a entidade que entrará no Supremo Tribunal Federal com a Adim que as ONGs já tem pronta contra a lei 12.651, o novo Código Florestal.

Isso porque só quem pode entrar com ADINs no STF são entidades que tenham abrangência nacional. Uma ONG, ou um conluio de ONGs, não pode entrar com uma ADIN no STF. Eles precisam de uma entidade nacional. Eles poderiam usar um Partido Politico, mas Madre Marina de Xapurí não tem partido e usar outro seria retirar as ONGs do foco.

Eu acho que as ONGs não querem apenas uma instituição nacional. Eles estão procurando uma entidade que possa ser usada como faxada da luta ecocida deles, alguém que possa escamotear melhor os reais interesses desse bando. A CNNB serviria bem a esse propósito.

Talvez eu esteja enganado... ou talvez não esteja. Who knows???

Em tempo, uma coisa é certa, a ADIN virá, caros produtores rurais. Se eu fosse vocês prepararia seus constitucionalistas. Será uma excelente oportunidade para derrubarmos de vez as teses do direito ambiental quasifascista do Sr. Hermam Benjanmim. Mas para isso precisaremos ser mais inteligentes do que toscos e isso é um desafio para nós.

 

O Supremo será o último campo de batalha. Será lá onde nós os destruiremos de uma vez por todas. Que venham os idiotas.

 

Evaristo Miranda para Presidente da Embrapa


Caros acabo de saber que o atual Presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Pedro Arraes, pediu demissão. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento informou hoje que o ministro boca aberta, Mendes Ribeiro, aceitou o pedido de exoneração de Arraes. O nome do substituto será comunicado dentro dos próximos dias.

Estou lançando aqui no blog o nome do Evaristo Eduardo de Miranda para o cargo. Dr. Evaristo é natural de São Paulo. Graduou-se pelo Institut Supérieur d`Agriculture Rhône Alpes, de Lyon, França. Tem Mestrado e Doutorado em Ecologia pela Universidade de Montpellier, França e uma centena de trabalhos técnicos e científicos publicados no Brasil e exterior. É autor de 25 livros. Trabalha com desenvolvimento sustentável e em suas pesquisas sobre gestão territorial do agronegócio buscam conciliar proteção ambiental e produção agrícola.

Foi consultor da ONU na Conferência Mundial sobre Meio Ambiente, a Rio-92, e presta assessoria para FAPESP, FAO, UNESCO, Banco Mundial, OEA e outras entidades nacionais e internacionais. É consultor da Presidência da República, do Gabinete de Segurança Institucional – GSI/PR e assessor da Câmara de Relações Exteriores e Defesa Nacional – CREDEN e da Comissão de Assuntos Econômicos – CAE do Senado Federal.

Na Embrapa Monitoramento por Satélite supervisionou a Área de Comunicação e Negócios e foi Chefe Geral da Unidade nas Gestões 1989-1991 e 2005-2009. Entre prêmios e condecorações recebeu: a Ordem do Rio Branco, a Ordem do Mérito Militar, o prêmio Abril de Jornalismo, a Medalha do Pacificador e o Prêmio Newton Freire-Maia.

O trabalho seminal de Evaristo Mirando sobre a ocupação do territorio nacional foi um dos grande motivadores do debate sobre a reforma do Código Florestal. Evaristo Miranda é um ecologista sério que contrasta com a banalização da ecologia pelo movimento ambiental militante.

É um excelente nome para presidir a Embrapa e colocar a empresa de volta em caminho definido estrategicamente com visão de longo prazo.

Evaristo Miranda para presidente de Embrapa. Veja aqui o currículo.

Se você concorda com a indicação, mande este post para a presidência da República: Fale com a Presidenta.

 

Enquanto o Brasil discute se vai arrancar 20 ou 15 metro de agricultura em margens de rios...

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A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) anunciou nesta terça-feira, 2, ter assinado um acordo com a China para combater a fome, aumentar a produção agrícola e melhorar as condições de vilas rurais ao redor do mundo. Segundo a FAO, o projeto de cooperação deve durar cinco anos e foi acertado entre o diretor-geral da entidade, José Graziano da Silva, e o ministro da agricultura chinês, Han Changfu.

O país asiático já havia estabelecido, em parceria com a FAO, um fundo de US$ 30 milhões destinado a impulsionar a agricultura em países da África, Ásia, Caribe e Pacífico Sul. Com o novo acordo, essa ajuda será expandida por meio da colaboração com instituições chinesas, que poderão prestar serviços em produção, proteção, processamento e conservação de lavouras junto a equipes locais de nações em desenvolvimento.

De acordo com o Changfu, a mecanização da agricultura vai avançar pelo nono ano consecutivo na China. Atualmente, disse ele, 55% da agricultura chinesa emprega técnicas modernas de cultivo e produção.

As informações são da Dow Jones

Chinese Premier Wen Jiabao given Agricola Medal, FAO’s highest award

During Director-General’s visit to Beijing, FAO and China also sign agreement to bolster collaboration

FAO Director-General José Graziano da Silva today presented the Organization's highest award, the Agricola Medal, to Wen Jiabao, Premier of the State Council of China.

"This medal is struck in your honour. By conferring it, FAO wishes to pay tribute to your life-long dedication to promoting food security and poverty reduction in the People's Republic of China, and in the world," Graziano told the premier at the ceremony held in the Great Hall of the People attended by over 150 senior government officials, representatives of Chinese farmers and of the academia.

The Medal includes a quote from the Chinese Premier, which reads "One who knows not Chinese farmers, knows not China".

Premier Wen Jiabao added that without the modernization of agricultural and rural societies in China there would be no modernization of the national economy as a whole. 

The Premier noted that China has had a ninth consecutive increase of crop production and that the latest grain harvest was 150 millions tonnes larger than in 2003. According to him, these achievements not only contribute to social and economic development and improving people's lives in China but also a significant contribution to international food security.

The Premier explained that the main success of Chinese agricultural and rural development was the reform process that started in the late 1970s and that good governance has been practised by his government, which places food security, agriculture and rural development as the top priorities of the entire national economy.

During the medal ceremony, Graziano da Silva also noted how China's efforts to feed its own people and to end extreme poverty have a global impact. 

"Let me give you one number that illustrates the magnitude of this contribution: the number of poor in the world fell from 2.3 billion in 1990 to 1.5 billion in 2008, a reduction of 34.1 percent. A world without China would have progressed much more slowly, with a reduction of only about 11 percent of the number of poor over the same period," said the Director-General.
It is the second time FAO has given the Agricola Medal to a Chinese statesman; the first time was to President Jiang Zemin. 

FAO and China to increase cooperation 

During Graziano da Silva's first official mission to Beijing, FAO and China signed an agreement bolstering joint efforts to defeat hunger, increase agricultural production and improve rural livelihoods.

The Memorandum of Understanding, signed by the Chinese Minister of Agriculture Han Changfu and FAO Director-General José Graziano da Silva, lays out terms and conditions for joint actions and projects over a five-year period. 

"The Memorandum of Understanding strengthens and takes our co-operation one step further," said Graziano da Silva. "Through the agreement, FAO reaffirms its support to Chinese development. And China confirms its support to South-South Cooperation, in order to support economic and social development in countries of the global south."

During his meeting with Graziano da Silva, the Minister of Agriculture said that the ninth consecutive year of growth in food production that China is experiencing was thanks to productivity growth of 53.5 percent, which is driven by advances in Chinese science and technology. He added that nearly 55 percent of Chinese agriculture is now mechanized.

China has established a $30 million Trust Fund under the FAO South-South Cooperation framework. The country has already placed more than 900 Chinese experts in Africa, Asia, the Caribbean and the South Pacific to work closely with farmers, extension workers and local institutions for at least two years to introduce advanced farming techniques. The programme will expand under the terms of the agreement signed today.

Priority areas of expanded and deepended collaboration include South-South Cooperation and using relevant Chinese institutions and centres to offer agricultural training for developing countries; and, in China, technical collaboration including crop production, protection, processing and conservation; animal health and production; fisheries and aquaculture; agricultural emergencies, agricultural policy and Globally Important Agricultural Heritage Systems (GIAHS).

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In time, by by, Brazil. Keep your NGOs.!!

 

A verdade, simples, é que o mundo precisa de mais comida, e isso significa mais produção.

Comida sem ideologia
Por Xico Graziano.
Artigo Publicado originalmente no Jornal O Estado de São Paulo.

O colapso do comunismo arrasou a produção agrícola da antiga União Soviética. O campo empobreceu-se e a região passou a importar comida. Passadas duas décadas, ocorreu uma reviravolta. Agora, daquelas terras advêm 15% das exportações globais de grãos alimentícios. E vai melhorar.

Sem mágica. O fenômeno econômico contou com o apoio do Banco Europeu para a Reconstrução e o Desenvolvimento (Berd). Países como a Rússia, a Ucrânia e o Casaquistão passaram a receber investimentos de grandes empresas europeias que, prejudicadas com a crise em sua origem, se tornaram ávidas por novos negócios. Acabaram encontrando, não muito distantes, fartas terras de excelente qualidade, ociosas e baratas, com mão de obra disponível ao lado. Aquecida pela Ásia, a demanda mundial de produtos agrícolas abriu a janela de oportunidade para soerguer o combalido Leste Europeu.

Essa revolução produtiva nos territórios desorganizados pelo fracasso comunista mereceu um encontro de negócios, realizado na Turquia, no início de setembro. Dele participaram executivos de empresas particulares e de instituições públicas interessados na dinamização da Europa, como o Berd e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Seus dirigentes, entusiasmados com os resultados verificados na reunião, redigiram um artigo, de enorme repercussão, publicado na edição europeia do Wall Street Journal (Leia aqui a íntegra em inglês).

No texto, José Graziano da Silva, diretor-geral da FAO, e Suma Chakrabarti, presidente do Berd, destacaram a importância das "dinâmicas e eficientes empresas privadas que transformaram aqueles países, após o fracasso de suas fazendas coletivas, em gigantescos exportadores de grãos". Reconheceram a realidade. Disseram mais. Afirmaram os dois altos dirigentes internacionais que "a verdade, simples, é que o mundo precisa de mais comida, e isso significa mais produção".

Tomando como base os resultados positivos verificados no Leste Europeu, a FAO e o Berd recomendaram que os países emergentes da Europa, da Ásia e do Norte da África, como também os do Ocidente, fortaleçam o papel do setor empresarial na segurança alimentar global. Adotando políticas econômicas corretas, os investimentos privados conseguirão, nas palavras deles, "fecundar a terra", tornando mais fácil a vida para os famintos do mundo.

Tudo tão óbvio. Mas a mensagem desagradou profundamente à Via Campesina, organização articulada pelo MST e seus assemelhados mundo afora. Autoproclamados defensores dos camponeses, escreveram uma nota dizendo ter recebido "com indignação e medo" o artigo conjunto do diretor-geral da FAO e do presidente do Berd. E arremataram: "O que a agricultura e o planeta necessitam atualmente é justamente o contrário do que foi proposto pelos senhores Graziano da Silva e Chakrabarti". Caramba (Veja a nota do MST).

Qual o motivo da polêmica? A preservação do modo de vida camponês.

Acredita a Via Campesina que somente os pequenos produtores rurais - apelidados no Brasil de "agricultores familiares" - sejam capazes de alimentar a humanidade. Argumenta ainda que o avanço da produção capitalista no campo - o chamado "agronegócio" - tem aumentado a pobreza no mundo, destruindo a capacidade de emprego, e provocado a crise alimentar das últimas décadas. Só tragédia. Conclusão: apoiar as empresas europeias, em sua expansão para o leste, significa exterminar a agricultura camponesa, promovendo o pior.

O assunto ganhou destaque na imprensa nacional pelo fato de o diretor-geral da FAO, o agrônomo brasileiro José Graziano, ser um conhecido petista, dileto amigo, e ex-ministro do Programa Fome Zero, do Lula. Para o MST, ele cometeu uma heresia ideológica, algo como uma capitulação ao grande capital. Em outras palavras, se você é, ou se julga, da "esquerda", está impedido de reconhecer a vantagem da produção empresarial, integrada e tecnológica, no campo. Precisa continuar amarrado ao passado, louvando os pobres camponeses, mesmo que isso signifique baixa produtividade e vida miserável. Coisa medieval.

Age corretamente quem se preocupa com os agricultores familiares. Despreparados, fracos financeiramente, nem sempre eles acompanham o ritmo empreendedor das novas tecnologias agrícolas. Acabam ficando para trás no processo de desenvolvimento. Por isso cabe aos governos propiciar condições adequadas de competitividade aos pequenos do campo. No Brasil, graças ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), lançado no governo de Fernando Henrique Cardoso, grupos importantes de produtores obtiveram, com o tempo, ganhos tecnológicos significativos. Conquistaram, geralmente integrados às grandes cooperativas, vantagens econômicas. Subiram na vida.

Comida não tem ideologia. Os estudos da FAO estimam que até 2050 a demanda mundial por alimentos aumentará, no mínimo, 60%, bem acima do crescimento populacional. Será puxado o consumo popular pelo processo de urbanização e pelo ganho de renda das famílias pobres. Sem forte aumento na oferta de alimentos, destacando-se as proteicas carnes, haverá elevação dos preços internacionais da comida. Ocorrerá, por consequência, piora nas restrições alimentares no mundo, que hoje atingem 1 bilhão de pessoas.

Cantava Cazuza: "A tua piscina está cheia de ratos/ tuas ideias não correspondem aos fatos". A contemporaneidade observada nos territórios agrícolas da ex-União Soviética assemelha-se à transformação cultural e produtiva da China. Cuba também não escapa do desiderato. Com sua atrasada ideologia, a Via Campesina/MST condena os agricultores à pobreza.

Para destrinchar de vez a polêmica talvez fosse o caso de perguntar aos próprios camponeses russos qual caminho preferem. Alguém duvida da resposta?

Xico Graziano é Agrônomo, foi Secretário de Agricultura e Secretário de Meio Ambiente do estado de São Paulo. É primo do Zé Graziano, presidente da FAO.

 

Entenda porque Paragominas não serve de modelo para a Amazônia

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Caros, ontem, domingão de sol em Brasília, este blogger estava planejando tomar umas cervejas geladas com energia elétrica de Tucuruí e comer uma picanha sem Reserva Legal grelhada com gás natural, acompanhada de um arroz de várzea e salada de tomates de encostas maiores de 45º, quando vejo no Globo Rural uma reportagem sobre Paragominas e o indignômetro estoura todos os limites. 

 

É impressionante como o Globo Rural virou um programa de fofocas sobre o campo. Virou mais um veículo de comunicação que olha o campo com um prisma urbano.

O programa conta em meia verdade a história do "esverdeamento" do município de Paragominas. Pois bem, eu morei em Paragominas guando esse programa foi criado e vou contar-lhes agora essa história em verdades inteiras. Vocês entenderão porque o modelo desenvolvido nas particularidades de Paragominas não serve de modelo para a Amazônia em geral e o risco que representa essa generalização espúria. Peço que prestem bem atenção nas fotos que ilustram esse post pois elas serão chave para que os senhores entendam a história.

Você pode ver a reportagem ruim do Globo Rural clicando aqui.

Em 2004 os números do desmatamento de florestas na Amazônia atingiram outro pico histórico quase igual ao de 1995. Sempre que o desmatamento na Amazônia atinge um pico os políticos em Brasília abrem o saco de pirotecnia para acalentar a opinião pública internacional. Em 1995 Fernando Henrique inventou a Medida Provisória 1.511 que alterou o Código Florestal e deu às ONGs a gerência do processo legislativo do Código. Já em 2004 o governo Lula trouxe a Operação Arco de Fogo.

A operação funcionava assim: O Ibama descia na Amazônia de helicóptero acompanhado da polícia federal e do exército e fechava tudo o que era politicamente incorreto: serrarias eram lacradas, agricultura era embargada, boi era pirata, tudo era simplesmente fechado.


O resultado era que municípios cuja economia dependia do modelo predatório de exploração da floresta restavam na completa miséria após a operação da Marina Silva. Pessoas ficaram sem emprego e sem perspectiva de vida. Mas, e daí? Dane-se! Paciência. O importante é salvar a Amazônia. O fato de os amazônidas serem violentados no processo é apenas "dano colateral". O humanismo dos ecólatras biocênctricos não passa daí com a conivência indolente da opinião pública urbana.


Por exemplo. Vejam o vídeo anterior. Há nele um personagem fortíssimo que diz a frase "a gente é cidadão". Você vai precisar ler os lábios do personagem para ouvir, mas vai ver com facilidade. Tente identificar a figura do personagem com os estereótipos comuns da Amazônia: grileiro, posseiro, madeireiro, pistoleiro, etc. Se conseguir, me avise. A população urbana foi doutrina a ver o movimento de outro forma. Veja:


Mas em Paragominas foi um pouco diferente. A, por assim dizer, reportagem do Globo Rural ainda faz alguma referência aos efeitos da Arco de Fogo em Paragominas. Segundo o texto, "a economia do município entrou em colapso, quase dois mil postos de trabalho foram extintos". A prefeitura de Paragominas sabe que foram mais de dois mil, mas porque tirar as fitas vermelhas da reportagem, não é mesmo?

A economia de Paragominas entrou mesmo em colapso, como entraram as economia de todos os outros municípios por onde passou a operação dos ambientalistas do governo. Em alguns deles, como Buriticupú e Açailândia, no Maranhão, Buritis, em Rondônia, Apuí e Lábrea, no Amazonas, Novo Progresso, Altamira e Tailândia, no Pará, aconteceram revoltas populares contra a operação do Governo. Revoltas que opinião pública entendeu, com ajuda dos ambientalistas e dos jonralões, que eram apenas reação de Geni ao apedrejamento, como bem explicou Sarneyzinho do vídeo.

Então por que em Paragominas foi diferente? Paragominas foi diferente por causa da maravilha mostrada no imagem a seguir retirado o Google Earth. A imagem mostra um fantástica mina de Bauxita. Essa mina fez com que os efeitos da operação Arco de Fogo fossem diferentes em Paragominas e nas outras cidades da Amazônia.

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Por ocasião da operação de asfixia da economia predatória (desmatamento) do governo a economia de Paragominas já não era mais completamente dependente da mineração florestal. Aqueles empregos perdidos por consequência da operação do governo já vinham sendo substituídos, EM PARAGOMINAS, pelos empregos da mineração e da economia de bens e serviços que gravita em torno da mineração propriamente dita. Por causa da existência da mina de bauxita a economia de mineração florestal, do mal, pode ser substituída pela economia da mineração mineral, do bem, sem que efeitos sociais deletérios aos amazônidas.

Até aqui, senhoras e senhores, tudo bem. Até aqui todos os acontecimentos são louváveis. Mas aí vem a pilantragem. Em tempo, essa parte do post foi escrita tomando uma Budweiser, fumando um Camel e ouvindo Come as you are, do Nirvana. Funciona melhor.

Nada na Amazônia acontece sem a bênção da ONGs. Quem vive na Amazônia, quem alimenta a economia na região, sabe claramente disso. Se você quer sobreviver economicamente na Amazônia você precisa de uma espécie de "salvo conduto" das ONGs. Caso contrário elas usaram suas ligações no Ministério Público, nos jornais e na academia para destruí-lo. Elas se tornaram extremamente eficazes nisso.

Quando a Arco de Fogo desceu em Paragominas desceu com a mesma virulência com que se abateu sobre todas as outras cidades da Amazônia. Veja:Minc comanda ação contra madeireiros após saque no Pará. Eles não perguntaram de havia pacto contra desmatamento zero, ou se a pecuária local tentava intensificar a produção, ou se valia a pena substituir pecuária extensiva por agricultura. Chegaram, abençoados pela opinião pública, metendo o cacete em todo mundo.

Mas aí o pessoal de Paragominas achou um jeito fantástico de sair do "corner". Eles trouxeram as ONGs para dentro. A, por assim dizer, "reportagem" do Globo Rural mostra bem a "parecia" entre o município e as ONGs Imazon e TNC. Mas várias outras foram cooptadas no mesmo processo.

A coisa foi construída assim. A Vale S.A., que era dona da Mina de Bauxita, criou um negócio maravilhoso chamado Fundo Vale. Conheça:http://www.fundovale.org/. Através do Fundo a empresa começou a drenar dinheiro da mineração para as ONGs através de convênios e termos de cooperação. Imazon, TNC, Isa, SOS Mata Atlântica, todas têm ou tiveram projetos financiados por esse esquema. O projeto do Professor Ricardo Rodrigues, da Esalq, é tocado em parte com dinheiro do fundo. Além disso, o Ministério do Meio Ambiente, também começou a bombear o dinheiro do Fundo Amazônia para as mesmas ONGs envolvidas no processo. Resultado foi que as ONGs, felizes, fartamente financiadas, finalmente deram o "salvo conduto" para a ação de Paragominas e para outros projetos da empresa na Amazônia. Para se ter uma ideia, A Vale está plantando milhares de hectares de eucalipto na Amazônia com o tal salvo conduto das ONGs.

Veja, não há nada de ilegal nisso. Esse é só mais um entre tantos exemplos daquilo que os americanos chamam de greenwashing. Coisa completamente natural no mundo da sustentabilidade das ONGs.

Qual é o problema disso, então?

O problema é que os ecocanalhas começaram a afirmar que o exemplo particularíssimo de Paragominas deve ser replicada para os demais municípios da região, inclusive aqueles que não dispões de minas de bauxita ou algo que o valha.

Os ecomoleques estão usando Paragominas para reafirmar que seu modelo canalha, desumano, quasifascista de preservação da Amazônia por asfixia da economia predatória deve ser intensificado. Eles estão usando o exemplo de Paragominas para dizer ludibriar a opinião pública com o sofisma de que não há efeitos sociais deletérios quando de acaba com o desmatamento.

Reparem que ninguém fala da mina quando conta a história de Paragominas. Eles não falam porque precisam esconde-la. O sofisma do Modelo de Paragominas só funciona sem a mina.

Peço que quem chegou até aqui olhe para a primeira imagem desse post. É um imagem da área da mina de bauxita. Estão vendo esse pontinhos coloridos na imagem? São alertas de desmatamento detectados pelo Inpe em Paragominas. É desmatamento legal. Lembra da reportagem do Globo Rural, o Amaralzinho dizendo que todo o desmatamento que acontece em Paragominas é legal. Amaralzinho faz referência a esses pontinhos coloridos aí. A imagem do Google é antiga, então hoje é bem provável que toda essa mata próxima aos pontinhos coloridos tenha virado alumínho ecológico.

Mas... sshhhsss.... ninguém fala da mina... não contem pra ninghém... ssshhhhsss... não tuitem, não curtam, não ponham no facebook... sssshhhhhssss.....

 

Adeus, banana!

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Eis aí uma imagem de uma parte do Rio Ribeira, no interior de São Paulo. Essas plantações mais escuras e homogêneas às margens do rio são plantios de banana. O Rio Ribeira tem cerca de 140 metros de largura em seu leito regular. Isso significa que imóveis com mais de 4 módulos, que nessa região corresponde a 64 ha, terão que recuperar a metade da largura do Rio, ou seja, 70 metros a título de APP.

Caso não tenham menos de 64 ha os produtores rurais que aparecem nessa imagem serão obrigados a arrancar boa parte desse bananal e plantar floresta nativa no lugar dele.

Quem apontar onde está o desmatamento que o Greenpeace e os jornalistas dos jornalões dizem que o novo Código Florestal trará ganha um picolé de banana.

Bom final de semana.

 

Um rio de merda: A triste agonia do Rio Iguaçu. Sobre quem destrói os recursos hídricos do Brasil.

Reportagem do Jornal A Gazeta do Povo

Segundo especialistas, o rio perde a qualidade da água principalmente na área metropolitana da capital, resultado de captação e tratamento inadequados do esgoto

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O Rio Iguaçu, o maior do Pa­raná, é considerado o segundo mais poluído do país – atrás apenas do paulistano Rio Tietê. Os baixos níveis de qualidade da água do rio estiveram no centro das denúncias feitas pela Polícia Federal em relação à Sanepar na semana passada. A poluição, de acordo com especialistas, está concentrada na Região Metropolitana de Curitiba (RMC) e é fruto da captação e do tratamento deficientes do esgoto, situação agravada pela negligência de municípios da região e da própria população.

A poluição no Rio Iguaçu é histórica, mas foi a partir da década de 1970, com o adensamento das cidades, que ela ganhou maiores proporções. Hoje, segundo o engenheiro civil Carlos Mello Garcias, todos os rios que formam a RMC estão comprometidos.

“Além do Iguaçu, o Atuba, o Belém e até o Rio Palmital, até pouco tempo preservado, estão poluídos. A qualidade das águas do Barigui também está cada vez mais comprometida. Os mais limpos são o Passaúna e o Pe­queno, que vem de São José dos Pinhais”, explica Garcias, que é professor do curso de Engenharia Ambiental e do programa de mestrado e doutorado em Gestão Urbana da PUCPR.

Com boa parte dos seus afluentes comprometida, sobra para o Rio Iguaçu, que nasce em Curitiba do encontro dos rios Iraí e Atuba, a poluição que atinge níveis alarmantes. Na última quinta-feira, Antônio Hallage, diretor presidente em exercício da Sanepar, havia dito que a Sanepar não seria responsável pelos níveis de poluição encontrados no rio e citou que o leito recebe material proveniente de indústrias, agricultura, pecuária, suinocultura e ligações irregulares de esgoto.

Sem responsabilizar a Sa­nepar, especialistas divergem do diretor da companhia. “As atividades agrícolas na RMC não são as mais significativas e o setor industrial tende a ser mais regulamentado e fiscalizado”, diz o químico Marco Tadeu Grassi, coordenador do grupo de Química Ambiental da Universidade Fe­deral do Paraná (UFPR).

Posição endossada por Garcias. “As indústrias não podem ser consideradas vilãs, porque são fiscalizadas e não conheço nenhum caso de ligação direta ao rio.”

Já a jornalista e ambientalista Teresa Urban ressalta a responsabilidade de municípios e da própria população no processo de degradação do rio. “A responsabilidade legal pela questão do esgoto é dos municípios, que não podem simplesmente delegar a questão. Eles precisam ter uma política de saneamento com um plano, incluindo o cidadão como parte do sistema”, diz Teresa, que é autora, entre outros livros, de Missão (Quase) Impossível: aventuras e desventuras do movimento ambientalista no Brasil.

Além da importância econômica do rio, que é fonte de irrigação de áreas agricultáveis e fornece energia elétrica para parte da população do estado, o Iguaçu também é símbolo histórico do Paraná como elemento de integração, fato levantado por Teresa para cobrar ações mais efetivas em torno do rio. “Perder a memória do significado do rio é perigoso, porque vamos perdendo as raízes. O Iguaçu é tão espantoso que, mesmo com toda a pressão que sofre, acaba terminando em um show nas cataratas.”

 

Meio ambiente e agricultura no novo Código Florestal

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Por Antonio de Azevedo Sodré

A sanção presidencial do novo texto do Código Florestal será decisiva para as duas grandes vertentes do tema da reforma: a importância de se proteger o meio ambiente e a necessidade de assegurar uma crescente produção de alimentos e, assim, garantir a sobrevivência de nossos filhos, netos, bisnetos e seus filhos.

O Brasil tem 61% do seu território ocupado por vegetação nativa, em sua maioria densas florestas, e adota práticas modernas no trato da terra, tais como agricultura de precisão, plantio direto, uso de sementes selecionadas e agricultura de baixo carbono. A maioria dos produtores rurais preserva solo, água e vegetação nativa. A agricultura como atividade econômica tem apresentado números expressivos tanto de aumento físico da produção como de aumento da produtividade.

Líder em produtividade agrícola de diversos produtos, o Brasil apresenta índices de crescimento acima da média mundial, segundo estudos recentes da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Enquanto países desenvolvidos, como França, Inglaterra e Estados Unidos, crescem abaixo da média histórica de 1,48% ao ano, verificada no período que compreende os anos de 1961 e 2007, o crescimento anual da produtividade do Brasil é de 3,6% ao ano, comparativamente aos 2,6% da América Latina, 0,86% dos países desenvolvidos e 1,98% para o conjunto de países em desenvolvimento.

Com desempenho tão exuberante, a agropecuária ocupa uma pequena parcela do território brasileiro (27,7%). Por outro lado, a maior parte do território nacional é coberta por vegetação nativa (61%).

Controvérsias não foram totalmente solucionadas, mas deve-se reconhecer que houve grandes avanços

Então, qual a razão das divergências surgidas durante a discussão do novo Código Florestal? Basicamente, de um lado a defesa intransigente da legislação anterior que o tempo mostrou ser ineficaz e inaplicável; de outro, a busca para adequar a legislação à realidade de forma a torná-la eficaz e dar início a um novo ciclo de proteção da vegetação nativa.

Do ponto de vista da produção de alimentos, os grandes avanços do texto aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal podem ser sintetizados da seguinte forma: houve uma adequação das restrições de uso sobre as pequenas propriedades possibilitando a sua continuidade; foi reconhecida a necessidade de se ressarcir o produtor rural pelo não uso da terra muito embora não se tenha definido como fazer; foi reconhecido o princípio jurídico da inter-temporalidade das leis e, como consequência, não há obrigatoriedade de recomposição e ou instituição da Reserva Legal quando a supressão da vegetação nativa ocorreu respeitando a legislação vigente na ocasião; foi admitida a inclusão das áreas de proteção permanente (APPs) no cálculo da Reserva Legal que pode ser instituída no mesmo bioma independentemente de bacia, com utilização de espécies exóticas (até 50% da área) e em alguns casos frutíferas; ocorreu a suspensão dos termos de ajuste de conduta - (TACs, implicitamente) e das multas (explicitamente), com prazo para os produtores se ajustarem à nova realidade.

Do ponto de vista ambiental, os grandes avanços são a implantação de uma legislação florestal viável, que concilia proteção com produção; a criação de um cadastro ambiental rural (CAR), que permitirá o controle efetivo com monitoramento via satélite; um programa de regularização ambiental (PRA), que incentiva a preservação; a concessão de um prazo factível para que as recuperações ocorram; o reconhecimento de que a competência para legislar sobre meio ambiente é concorrente como prevê a Constituição Federal; foram introduzidas definições legais que deverão reduzir os questionamentos e dando mais segurança jurídica aos operadores do Direito Florestal; em síntese, foi conquistada a promulgação da mais avançada lei de proteção das florestas em todo o mundo.

O que se espera para o futuro é que os produtores passem a regularizar suas propriedades com base na nova lei, usando como instrumento tanto o CAR como o PRA. Para isso, Estados e município deverão se aparelhar. Entretanto, em primeiro lugar, o governo terá que conquistar a confiança dos produtores rurais, pois sem isto não teremos nem CAR nem PRA.

Alguns questionamentos legais são esperados. No texto aprovado, as restrições ao uso da propriedade não são meras limitações administrativas, mas avançam sacrificando direitos. Em nosso entender, ao exigir plantio e a conservação, atos que obrigam desembolso de recursos, as limitações do uso da propriedade caracterizam desapropriação indireta, exigindo indenização. Isso poderia ter sido evitado com a inclusão da sugestão apresentada por um representante da BM&F Bovespa de criação das Certificado de Cotas de Reserva Ambiental (CCRAs), pois a sugestão contém uma solução inteligente. Se adotada, fará com que os produtores - que conservam APPs e Reservas Legais - passem a receber pelos serviços ambientais por meio de um mecanismo de mercado, sem onerar o Tesouro Nacional.

São também esperados questionamentos quanto ao alegado desrespeito do princípio da irretroatividade das leis ambientais. Nestes e mesmo em outros aspectos, as controvérsias não foram totalmente solucionadas, mas devemos reconhecer que foram conseguidos grandes avanços, fruto de muito trabalho e de concessões mútuas. O maior dos avanços foi ambiental, tendo em vista que antes da nova lei não era possível proteger porque a proteção era, na prática, inviável. Agora temos uma lei que pode ser aplicada. Este é o bem de maior valia, obtido entre tantas divergências e democraticamente, ora por consenso ora no voto, neste último com ampla maioria. O Congresso aprovou um texto de consenso (PL 21/2012), fruto de longas discussões e concessões de parte a parte. O texto aprovado, e que representa o melhor ponto de equilíbrio alcançado, passa à sanção presidencial.

Vetar ou não é uma prerrogativa presidencial. Mas, para assegurar a paz no campo, é importante manter o que foi acordado por unanimidade entre os congressistas. Houve uma construção exitosa do texto, o melhor possível para se colocar a produção de alimentos e a preservação ambiental na rota de convergência.

Está mais do que na hora de concluir este ciclo democrático de discussões e dar início às etapas seguintes de regulamentação do novo Código Florestal verdadeiramente capaz de enfrentar os atuais desafios de produzir alimentos preservando o meio ambiente.

 

O nonsense das discussões sobre o Código Florestal no Brasil

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Os números já são conhecidos, mas ganharam novos contornos. De acordo com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), a produção global de alimentos terá que crescer 70% até 2050 em relação a 2009, a fim de atender a uma população estimada entre nove e dez bilhões de pessoas, dois bi acima da registrada no ano passado.

O crescimento populacional, especialmente nos países emergentes, aliado à elevação da renda puxará a demanda por alimentos, energia e fibras. Todavia, restrições na disponibilidade de terras pode limitar a produção.

A saída, disseram especialistas nesta terça-feira (25), em evento, em São Paulo (SP), é uma sequência de saltos tecnológicos que impulsione a produtividade agropecuária mundial. Ou seja, os produtores terão que fazer mais com menos, num momento em que, apesar dos preços valorizados, veem suas margens serem pressionadas pelos custos. “A demanda não é opção, ela já está aí”, afirmou o presidente da Bunge no Brasil, Pedro Parente, um dos palestrantes do Global Agribusiness Forum, que vai até esta quarta-feira (26) na capital paulista.

De acordo o ministro conselheiro para assuntos da agricultura da embaixada norte-americana no Brasil e representante do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda, na sigla em inglês), Robert Holf, os preços dos grãos, das carnes e do petróleo vão subir e, em razão, da demanda aquecida se manterão valorizados por um bom tempo.

Diante deste cenário, ressaltou o presidente da DuPont no Brasil, Ricardo Vellutini, o Brasil terá que dobrar sua produção agropecuária nos próximos 20 anos. “É um pedido da FAO”, disse. Segundo o presidente do Conselho de Administração da J&F, Henrique Meirelles, uma questão relevante no que diz respeito ao equilíbrio entre produção e meio ambiente é de que haverá aumento de demanda justamente por produtos que exigem mais insumos para serem fabricados, como, por exemplo, as proteínas.

O problema é que a demanda vem crescendo acima da produtividade mundial, assinalou o presidente da Syngenta na América Latina, Antônio Carlos Guimarães. Segundo ele, nos últimos anos a demanda mundial por alimentos vem registrando anualmente um aumento de 1,9%, enquanto que o crescimento da produtividade vem recuando. Nos últimos 20 anos, até 2011, a produtividade avançou 1,3% ao ano, e no intervalo dos últimos sete anos cresceu menos ainda, cerca de 1,1%.

O desafio, destacou, é que para atender a demanda de maneira satisfatória, a produtividade agropecuária mundial precisa de um crescimento anual de no mínimo 1,6% daqui para frente. Na avaliação de Guimarães, pressionada por escassez de terras, mudanças climáticas, recursos naturais limitados, legislações apertadas, a produção agropecuária só tem uma saída: investir maciçamente em tecnologia. “E isso inclui, certamente, a biotecnologia”, enfatizou Holf. “Não há outro caminho a não ser investir em inovação e tecnologia”, endossou o presidente do Grupo JBS, Wesley Batista.

Em tempo, enquanto grandes doutos debatem esse assuntos nos grande fóruns o brasil discute de arrancará 20 ou 15 metros de agricultura consolidada em margens de rios. O mundo preocupado com restrições na oferta de alimentos e os ambientalistas no Brasil, que tem mais de 60% do seu território preservado, forçam uma discussão sobre quanto de área agrícola devemos destruir para destruir mais mato.

 

Partido de Irresponsáveis: PT pedirá veto total à MP do Código Florestal

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Até que ponto irá a irresponsabilidade
do PT

Depois de votar a favor do texto na Câmara e no Senado, as bancadas do PT nas duas casas vão pedir oficialmente à presidente Dilma Rousseff que vete integralmente o texto com o novo Código Florestal aprovado pelo Congresso. A informação é do colunista da Época, Felipe Patury.

Não se sabe guiada por qual ONG, a assessoria do partido está aterrorizando os congressistas da legenda dizendo que o texto aprovado pelos senadores, que modificaram a medida Provisória do Palácio do Planalto, abre a possibilidade de regulamentação de desmatamento de Áreas de Preservação Permanente.

Se vetar inteiramente a lei aprovada pelo Congresso, a presidente terá que editar nova MP com os termnos do Código Florestal que o governo pretende. O prazo para isto é o dia 7 de outubro, quando expira o prazo de vigência da atual MP do Código.

Em tempo, se tem uma coisa que a Presidente Dilma não é, é irresponsável. Já o PT, nasceu irresponsável.

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Blog codigoflorestal.com

1 comentário

  • Adoniran Antunes de Oliveira Campo Mourão - PR

    Se Dilma vetar o que foi aprovado com muito sacrifício no Congresso Nacional,cometerá crime de lesa-pátria,e de igual forma todos estes ambientalistas"que estao vendidos a interesses economicos foraneos,e nao os nacionais.Olha ninguém aqui é assassino,mas que dá vontade de metralhar os irmaos viana,e mais toda a gang ptralha lambe culhoes do lula no congresso, ah,isto dá mesmo.Se acontecer o veto,brasileiros,teremos que todos irmos a Brasilia e começarmos uma guerra civil se necessário,passando pelo paredao todos estes apátridas que estao só a mamar nas tetas de governos e multinacionais.O Brasil é e deve ser dos brasileiros,e nao atender os interesses de outras naçoes,como o estao fazendo estes vendilhoes da pátria,os PTRALHAS.

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