Caso Rose: quem paga o milionário exército de advogados mobilizado para defender a amiga de Lula?

Publicado em 09/09/2013 11:35 e atualizado em 19/09/2013 15:02
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por Augusto Nunes, em veja.com.br

No mais cruel dos dias para quem tem culpa no cartório, VEJA acrescenta outra pergunta sem resposta ao caso Rose: quem paga o milionário exército de advogados mobilizado para defender a amiga de Lula?

Neste sábado, Lula completou 288 dias de mudez sobre o escândalo que protagonizou ao lado de Rosemary Noronha. Ele continua tentando acreditar que o Brasil acabará esquecendo as bandalheiras que reduziram a esconderijo de quadrilheiros o escritório da Presidência da República em São Paulo. No mais cruel dos dias para quem tem culpa no cartório, VEJA tratou de reiterar que a memória da imprensa independente é imune a surtos de amnésia conveniente.

As revelações contidas na reportagem de Robson Bonin tornaram mais encorpada e mais cinzenta a pilha de perguntas que exigem respostas e repelem álibis mambembes. Por exemplo: quem está bancando os honorários do exército de advogados incumbido de livrar de punições judiciais a vigarista de estimação do ex-presidente? A defesa de Rose inclui três grandes escritórios que têm na carteira de clientes banqueiros, figurões da República e patifes milionários dispostos a desembolsar qualquer quantia para manter o direito de ir e vir.

“Ela cercou-se de um batalhão de quase quarenta advogados para defendê-la”, informa um trecho da reportagem de quatro páginas. “São profissionais que, de tão requisitados, calculam seus honorários em dólares americanos, mas que, nesse caso, não informam quanto estão cobrando pela causa, muito menos quem está pagando a conta”. Rose foi indiciada por formação de quadrilha, tráfico de influência, corrupção passiva, e também acabou processada pelo próprio governo por suspeita de enriquecimento ilícito. Graças à tropa de bachareis, continua impune.

VEJA apurou que, “nas estimativas mais conservadoras de especialistas, uma estrutura semelhante não assinaria uma única petição por menos de 1 milhão de dólares”. No ano passado, em depoimento à Polícia Federal, Rosemary Noronha declarou que sua única fonte de renda era o salário de 12 000 reais. Ao perder o emprego na representação paulista da Presidência, a fonte secou de tal forma que, para sobreviver, Rose reiterou a ameaça de contar tudo o que se sabe se fosse abandonada pelos amigos dos bons tempos.

Deu certo. “Para necessidades mundanas do dia a dia”, revela a reportagem, “ela costuma sacar o celular e telefonar para o “P.O.”, como prefere se referir a Paulo Okamotto, braço-direito e faz-tudo de Lula no instituto que leva seu nome”. Encarregado de resolver emergências financeiras, é provável que P.O. tenha providenciado os R$ 20 mil que permitiram à ex-Primeiríssima Amiga distrair-se, nas últimas semanas, com a redecoração do apartamento em São Paulo. Falta saber quem patrocina a multidão de doutores.

Lula sabe. Não vai demorar a saber também que, no Dia da Independência, ficou ainda mais dependente do silêncio cúmplice de Rosemary Noronha.

(por Augusto Nunes)

 

‘Até talvez, até quem sabe’, por Carlos Brickmann

Publicado na coluna de Carlos Brickmann

Era para ser na quinta, não deu. Ficou para sexta, para segunda? Ou, quem sabe, para terça? Não! O início da deliberação sobre os tais embargos infringentes, última etapa do julgamento do Mensalão, ficou para quarta-feira, 11. Conforme for, haverá ministros votando na quinta; e, se não der, na quarta seguinte, dia 18. Há quem diga que o Brasil tem pressa de Justiça. Mas pressa a Justiça não tem.

Por que tanta demora? Justiça que tarda, falha, disse a ministra Carmen Lúcia. O julgamento do Mensalão é importantíssimo ─ mas não o suficiente para levar o STF a nele trabalhar na sexta, na segunda, na terça, a invadir fins de semana, encolher recessos e férias, desconhecer um ou outro feriado. Façamos as contas.

O Mensalão foi revelado pelo deputado Roberto Jefferson em junho de 2005. Em 2006, o procurador-geral Antônio Fernando fez a denúncia ao Supremo, que a aceitou em agosto de 2007. O julgamento começou em 2 de agosto de 2012. Em 17 de dezembro de 2012 o STF anunciou as penas dos condenados.

E então? Então os ministros entraram em férias, ou recesso. Hoje, oito anos após a acusação de Jefferson, sete anos depois da denúncia, seis anos após sua aceitação pelo Supremo, um ano e um mês após o início do julgamento, quase nove meses após o anúncio das penas, o processo ainda não terminou. Já demorou mais que a Segunda Guerra Mundial, que mudou a face do mundo.

Até que tudo termine o país fica menos sério. José Dirceu convidou seus amigos para assistir ao julgamento num salão de festas. É assim que se vê a Justiça.

Em tempo (ou não)
Se o Supremo aceitar embargos infringentes, o julgamento do Mensalão se estenderá por mais alguns meses ─ provavelmente até dezembro do ano que vem.

A linha vermelha
Diziam os gregos que o maior de seus deuses, Zeus, punia os homens realizando seus desejos. Imaginemos, num exercício de futurologia, que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, atenda às exigências da presidente Dilma e do ex-presidente Lula e humildemente, por escrito, peça desculpas pela espionagem americana no Brasil. E, para poupar o Governo brasileiro de constrangimentos por não saber quais as informações secretas apuradas pela National Security Agency, revele também, pública e humildemente, o material colhido pela espionagem americana.

E aí, caro leitor, que é que nosso Governo vai dizer em casa?

Para que? Para nada
A reação mais interessante do Governo Dilma à espionagem americana é o anúncio de que, para dificultar aos espiões o acesso a nossos dados, será produzido e lançado um satélite brasileiro de telecomunicações, orçado em US$ 600 milhões. Produzir o satélite é bom, contribui para atualizar a tecnologia do país nesta área; dispor de um satélite próprio de telecomunicações é bom, dá maior flexibilidade à transmissão de dados, voz e imagem.

Mas, se os dados da Rússia, superpotência tecnológica, são espionados, não serão os brasileiros que passarão incólumes, sem ser captados nem decifrados, pelos agentes estrangeiros.

Compostura
O deputado federal Paulinho da Força, hoje no PDT, está montando seu novo partido, o Solidariedade, com o luxuosíssimo auxílio de líderes de outras legendas. O bem-informado colunista Ilimar Franco, de O Globo, conta que Paulinho oferece aos governadores que o apoiam dois minutos da propaganda na TV a que seu partido terá direito, tão logo o Solidariedade seja homologado. Em troca, cada um dos governadores lhe repassa determinado número de deputados federais ─ normalmente, dois. Com isso, o Solidariedade nascerá com bancada de cerca de 30 deputados. E, embora fique praticamente sem tempo próprio de TV na campanha federal, terá amplo espaço de propaganda nas campanhas estaduais.

É legal? Em princípio, não: configura troca de favores. Mas a Justiça Eleitoral está deixando, então deve estar tudinho rigorosamente dentro da lei.

Quem é quem
Ainda de acordo com Ilimar Franco, Paulinho já fechou acordo com dois governadores do PSDB, Marconi Perillo (Goiás) e Beto Richa (Paraná); dois do PSB, Cid Gomes (Ceará) e Eduardo Campos (Pernambuco); um do PMDB, André Puccinelli (Mato Grosso do Sul). Em Minas, o acordo foi fechado não com o governador, mas com o cacique de seu partido: o próprio Aécio Neves, candidato do PSDB à Presidência.

Aécio lhe aluga o passe de três parlamentares. Os 30 deputados, aliás, já formam uma bancada: na semana passada, participaram de reunião com Paulinho, no escritório brasiliense de um dos advogados do partido.

No lago azul
Comentário de um aliado de Paulinho, sobre a fórmula utilizada para montar a bancada federal do partido: “O Solidariedade está bombando. Os governadores estão louquinhos pelos dois minutos a mais na TV. O patinho feio virou cisne”.

Acredite se puder
Retrato do Brasil: um cavalheiro que a PM considerou suspeito foi submetido a revista. Enquanto os PMs revistavam o suspeito, um garoto tentou bater sua carteira.

Hoje em dia, o sujeito não está seguro nem cercado pela Polícia.

(Publicado na coluna de Carlos Brickmann).

 

Direto ao Ponto

Dilma é um gênio: na reunião do G20, a estadista do dentifrício vira a cabeça do espião Obama, confunde conteúdo com continente e desconhece até comercial de pasta de dente

CELSO ARNALDO ARAÚJO

“Vamos conversar sobre o presidente Obama”, convida Dilma no início do vídeo de sua coletiva, pautando os jornalistas enviados a São Petersburgo para o encontro do G20. A estadista que há pouco cedeu ao lhama de franja, Evo Morales, demitindo seu chanceler e enxovalhando a dignidade do diplomata Eduardo Saboia para dar satisfação ideológica a um caudilho caricato e insignificante, aparece exultante pela enquadrada que afirma ter dado no homem mais poderoso do planeta.

“Né, como vocês viram, o presidente Obama marcô reunião comigo logo após a primeira sessão do G20”, diz a presidente que não diz coisa com coisa e vice-versa, consultando nervosamente a pasta organizada pelos universitários de sua comitiva. Nos primeiros 15 minutos dessa coletiva à imprensa, ela exporá, mais uma vez, seu imenso e intransponível despreparo para o cargo e sua impossibilidade até hoje quase matemática de emitir um pensamento minimamente ordenado e bem construído sobre virtualmente qualquer assunto. Mas, até aí, nada demais, nada de novo.

Ao descrever seu encontro privativo com Obama, no qual tirou satisfação pelo spygate dos EUA no Brasil, dá a impressão de uma dona de casa de poucas letras infiltrada numa reunião de cúpula entre representantes das 20 nações mais poderosas do planeta, relatando o chega pra lá dado no sindico do edifício por causa do barulho do vizinho no andar de cima. Mas ninguém mais parece se chocar com essa permanente sem-noção de contexto, de sintaxe e de metonimia.

Ia lá ela justificando isso e aquilo diante das inquirições dos jornalistas, presumivelmente do G20 da imprensa brasileira:

“Não, não, a minha ausência tava prevista pelo seguinte, porque eu tinha tido, eu tinha feito um contato anterior e ia fazê uma bilateral. Acabou que ela não pôde acontecê, então eu acabei não ino porque eu ia chegá na metade…”.

Justifica o corre-corre: “Amanhã, né, é nossa data pátria, 7 de setembro, e eu tenho de chegá no Brasil pra mim tá lá de manhã cedinho…”

E eis que, aos 15:22 do vídeo, o tubo do dentifrício foi aberto – e então a coletiva da presidente adquire a gravidade de um ataque por arma química fulminante, com a duração de apenas 44 segundos. Chocante e letal. É Twilight Zone, é Além da Imaginação.

Um repórter pergunta, figurativamente, se o gênio ainda pode voltar à garrafa, ou seja, se o mal-estar com Obama pode ser desfeito. Dilma lembra ao repórter que, por coincidência, usou na conversa com Obama metáfora semelhante, mais popular no Brasil: a do creme dental que não pode retornar ao tubo, depois que este é espremido. Mas, espere, a imagem que Dilma diz ter passado a Obama tem uma pequena variante. Não faz muito sentido em português, mas é mais rica. É, literalmente, o crème de la crème, o creme dental dentro dele mesmo, com outro nome — dentifrício. Soa como palavra entorta-língua, mas até crianças aprenderam o que significa dentifrício, ao longo de 50 anos de comerciais de pasta de dente na TV.

“Ontem eu disse ao presidente Obama que era claro que ele sabia que depois que a pasta de dentes sai do dentifrício ela, dificilmente, volta pra dentro do dentifrício, então, que a gente tinha de levar isso em conta…”

Excuse me? Claro, Obama já deve ter percebido por experiência própria, até antes de ser presidente, que a pasta de dentes não volta ao tubo uma vez espremido este. Mas a pasta de dentes de Dilma sai de dentro de seu próprio sinônimo? Nem os Irmãos Campos pensaram nisso num de seus poemas concretos.

E aqui começa um mistério linguístico muito intrincado – e fascinante. Se Dilma usou em português duas palavras que querem dizer a mesma coisa (pasta de dentes e dentifrício), mas desejando dizer coisas distintas, ou seja, o creme e seu tubo, conteúdo e continente, como o tradutor da conversa com Obama escapou dessa armadilha?

Em inglês, as palavras também são sinônimos perfeitos – toothpaste e dentifrice. Um não pode sair de dentro do outro. Conseguiu o heroico tradutor, fazendo o caminho linguístico inverso, introduzir o tubo na pasta, para que a metáfora de Dilma fizesse algum sentido para Obama?

Provavelmente sim, porque, na resposta dada na coletiva, Dilma insistiria de novo na estranha pasta de dentes dentro do dentifrício – versão em dilmês do “três pratos de trigo para três tigres tristes”. E não é que, segundo ela, Obama entendeu?

“E ele me disse, me respondeu, que ele faria todo o esforço político para que essa pasta de dentes pelo menos não ficasse solta por aí e voltasse uma parte para dentro do dentifrício”.

Humm, estou achando que, depois desse encontro, Obama mandou o pessoal da NSA recolher toda a parafernália de vigilância digital sobre a presidente do Brasil – não há rigorosamente nada a ser espiado no mundo de Dilma, fora de um roteiro para o Saturday Night Live.

A essa altura, o repórter que fez a pergunta e os demais jornalistas brasileiros presentes à coletiva, se efetivamente prestaram atenção na resposta, estavam de boca aberta, com dentes e gengivas à mostra. Coube a Dilma obturar as últimas cáries de perplexidade dos jornalistas, fechando a resposta ao indagante:

“Você usou, vamos dizer, uma imagem mais bonita, que é a do gênio fora da garrafa. Eu usei já uma coisa, assim, mais usual, que é a pasta de dentes fora do dentifrício”.

Usual, a pasta fora dela mesma? Falando sério, se é que isso é possível neste momento: posso estar exagerando, mas, independentemente de todas as bobagens que nossa presidente tenha acumulado até São Petersburgo, uma pessoa que não sabe que dentifrício não é o tubo de pasta de dentes, mas o próprio creme dental, definitivamente não pode ser presidente da República do Suriname.

E o pior é que o gênio do mal que tirou essa pessoa da garrafa não pode fazê-la voltar.

(por Augusto Nunes)

 

‘Privatização à moda do PT’, editorial do Estadão

Publicado no Estadão deste sábado

Com a decisão de duplicar com recursos públicos parte das rodovias cujas operações e obras de manutenção e melhoria serão transferidas para empresas privadas em leilões de concessão que começam daqui a duas semanas, o governo Dilma mostra, mais uma vez, que ainda não conseguiu definir um modelo adequado para a participação do setor privado na infraestrutura de transportes. Mais de um ano depois de anunciado pela presidente Dilma Rousseff, o Programa de Investimentos em Logística, que previa a transferência de 7,5 mil quilômetros de rodovias federais (número revisto para 7 mil km) e de 10 mil km de ferrovias para o setor privado, ainda não saiu do papel.

 

Se o cronograma inicial tivesse sido cumprido, os nove lotes rodoviários que compõem o programa já teriam sido leiloados. O primeiro leilão de rodovias chegou a ser marcado para o início do ano, mas as condições definidas pelo governo não atraíram investidores privados. Diante do risco real de que não haveria interessados, o empreendimento foi cancelado. Só no próximo dia 18 será realizado o primeiro leilão, para a concessão da BR-050, que liga os Estados de Goiás e Minas Gerais, e da BR-262, entre o Espírito Santo e Minas Gerais. O segundo leilão, da BR-101, na Bahia, está programado para 23 de outubro. Mas as regras continuam sendo alteradas, porque o governo não tem conseguido compatibilizar seus próprios interesses com os dos investidores e dos usuários.

Como noticiou o Estado (1/9), depois de constatar que os investimentos exigidos dos consórcios vencedores de três dos nove lotes a serem leiloados exigiriam pedágios bem mais altos do que o máximo que havia sido definido, o governo decidiu duplicar esses trechos com dinheiro do Tesouro Nacional. Serão duplicados pelo governo 221 km da BR-101 (BA), 180,5 km da BR- 262 (ES) e 281,1 km da BR-163 (MT).

O governo do PT demorou vários anos para, afinal, se dar conta de que os investimentos em infraestrutura de transporte, necessários para evitar crises e assegurar o crescimento do país, ultrapassam a capacidade do setor público. Admitiu, com relutância, a entrada do capital privado no setor, mas vem tentando impor aos investidores condições que não asseguram a remuneração do investimento no prazo concedido. Para evitar o fracasso dos leilões, vem modificando as regras com frequência ─ e nem sempre tem tido êxito, pois as mudanças geram insegurança e incerteza entre os investidores. O resultado é o atraso na execução de seu programa de logística.

O primeiro leilão tinha sido marcado para 30 de janeiro, mas, por causa da falta de interessados, o governo o suspendeu. Em fevereiro, foram anunciadas regras mais favoráveis para os investidores, como a possibilidade de obtenção de financiamentos oficiais a juros mais baixos, a revisão do aumento do tráfego nas rodovias a serem leiloadas e mudanças não muito claras na taxa de retorno do investimento.

Esperava-se que o leilão fosse, afinal, realizado em maio, mas as mudanças anunciadas em fevereiro não foram suficientes para atrair investidores. Só então, o governo anunciou de maneira clara que a taxa interna de retorno do investimento para os leilões de rodovias passaria de 5,5% para 7,2% – como está definido nos editais para os dois leilões que já têm data definida.

Mas as pressões para mudanças nas regras continuam fortes. Ironicamente, no momento, elas estão concentradas num ponto que o governo do PT considerava básico em seu programa de concessões, a chamada modicidade tarifária, isto é, a cobrança de tarifas baixas pelos serviços prestados. No caso das concessões rodoviárias, o governo federal insinuava que seu programa era muito melhor do que o do governo do Estado de São Paulo, ao qual acusava de impor pedágios caros aos usuários. Para evitar o aumento nos pedágios das rodovias federais a serem concedidas, o governo usará dinheiro público para aliviar os ônus do investidor privado, mas, ainda assim, em alguns postos de pedágio, os usuários desembolsarão até R$ 12. Não é uma tarifa módica.

(O Estado de S. Paulo)

 

O besteirol selecionado por Celso Arnaldo prova que toda discurseira de Dilma é pior que a anterior, mas melhor que a próxima

Inquieto com a descoberta de que o governo americano andou espionando o Brasil, o ex-presidente Lula ordenou à afilhada que fizesse o que ele sempre fingiu que fez: “Espero que a Dilma dê um guenta democrático no Obama”. Nesta sexta-feira, o desempenho de  Dilma Rousseff em Moscou, onde se encontrou com Barack Obama, sugere que ou o neurônio solitário foi nocauteado pelo fuso horário ou não sabe direito o que é um “guenta democrático”. Ou as duas coisas.

Já na primeira entrevista, o jornalista Celso Arnaldo Araújo pinçou quatro palavrórios que valeram a Dilma duas internações sucessivas no Sanatório Geral. O recorde, suficientemente impressionante para matar de inveja um Usain Bolt, merece ser destacado no Direto ao Ponto. Confiram:

NEURÔNIO 007

“Ele procurará o Brasil para dizer que medidas vão ser tomadas. E o que eu pedi é o seguinte: eu acho muito complicado eu ficar sabendo dessas coisas pelo jornal. Então, num dia eu sei uma coisa, e aí passa mais dois dias tem outra coisa, e a gente vai sabendo aos poucos. Eu gostaria de saber o que tem, eu quero saber o que há, nessa questão, o que há. Se tem ou se não tem, eu quero saber: tem ou não tem? Se tem… não, além do que foi publicado pela imprensa, eu quero saber tudo o que há em relação ao Brasil”.

“Qual é o rombo? Eu vou dizer para vocês qual é o rombo. Eu quero saber o que há. Eu não sei o que há, não sei. Vocês sabem o que há? Vou fazer só um raciocínio: como vocês sempre sabem isso primeiro do que eu, porque está vindo através dos jornalistas, como eu não sei o que há. Me disseram que domingo pode ter outra novidade. Então, o que eu quero ver é o que há”.

“Mas as pessoas não estavam satisfeitas com a… Mas eu não escutei, tá? E você sabe que uma reunião que tem russo, chinês, indiano, eu posso não ter… Eu não vou dizer que ele falou ou não falou, porque eu posso não ter percebido. Desculpa, mas eu acho que é irrelevante essa comparação. Acho que é gravíssimo, é pior ou igual ou..”.

Comentário de Celso Arnaldo: Nos três trechos de entrevista coletiva em São Petersburgo, ao descrever aos jornalistas seu encontro com Obama e a primeira sessão do G20, Dilma demonstrou de uma vez por todas que espionar o Brasil via Dilma é uma impossibilidade linguística.

NEURÔNIO FORA DO TUBO

“Não, ontem, inclusive, você veja, esse gênio… você está fazendo uma imagem. Ontem eu disse ao presidente Obama que era claro que ele sabia que depois que a pasta de dentes sai do dentifrício ela, dificilmente, volta para dentro do dentifrício, então, que a gente tinha de levar isso em conta. E ele me disse, me respondeu, que ele faria todo o esforço político para que essa pasta de dentes pelo menos não ficasse solta por aí e voltasse uma parte para dentro do dentifrício. Você usou, vamos dizer, uma imagem mais bonita, que é a do gênio fora da garrafa. Eu usei já uma coisa, assim, mais usual, que é a pasta de dentes fora do dentifrício”.

Comentário de Celso Arnaldo: Ao ser indagada por um jornalista se o gênio voltaria à garrafa, Dilma confundiu tubo com dentifrício e gênio com idiota.

Volto para um convite e uma constatação. Quem não acredita no que leu pode conferir o vídeo abaixo. E está claro que todo falatório de Dilma Rousseff é sempre pior que o anterior, mas será sempre melhor que o próximo.

(no Blog de Augusto Nunes).

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Fonte: Blog de Augusto Nunes (veja.com)

2 comentários

  • Paulo Roberto Rensi Bandeirantes - PR

    Sr. João Olivi, assistindo o vídeo da entrevista coletiva que a "MÃE DO PAC" concedeu, mostra a um matuto que enxerga e não "encherga", o grau de credibilidade que a mesma tem na imprensa. O número de microfones das agências de noticias eram 4 (QUATRO), sendo um "chapa branca" (NBR).
    Como diz a Filomena: AH COITADAAAA !!!!
    ...."E VAMOS EM FRENTE ! ! !"....

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  • esquerda conciente Ipiranga do Norte - MT

    este estimado endereço de noticias agrícolas deixa de ser autentico apartir do momento que vincula em seu emformativo uma perseguidora, sem moral sem nocao, e com 2 pesos e duas medidas igual esta veja que seu papel como imprensa e difamar qualquer um que não concorde com suas reportagens. sera que e dilma a eguinorante aqui ? ou sera quem tem que escrever aquilo que os outros acham bao e pagam para falar mal do governo , bao era quando devíamos tudo ao f m i e a veja era cega ou seja a veja não via ou se fazia que não via!

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