Vergonha! Em 2012, houve 56.337 homicídios no Brasil. Não há guerra civil no mundo que mate tanto. Ou melhor: há! A guerra civil

Publicado em 27/05/2014 18:53 e atualizado em 09/07/2014 16:18 1216 exibições
por Reinaldo Azevedo, de veja.com.br

A taxa de mortos por 100 mil habitantes chegou a 29 por 100 mil habitantes. Na Alemanha, é de 0,9. Mata-se no Brasil 60 vezes mais.

Segundo a ONU, na América Latina e Caribe, com população estimada em 600 milhões, são assassinadas 100 mil pessoas por ano. Com pouco menos de um terço dos habitantes, o Brasil responde por mais da metade dos cadáveres. Esse é um país real demais para produtivistas, administrativistas e nefelibatas. A campanha eleitoral já está aí. Quem terá a coragem de pôr o guizo no pescoço do gato?

Qual é o nome? Impunidade. Mais uma vez, os dados desmoralizam os preconceitos de boa parte da sociologia da pobreza. Tenta-se, de forma estúpida e preconceituosa, ligar a pobreza à violência. Mentira! O Brasil cresceu, em anos recentes, a taxas consideráveis. E a violência aumentou.

Quando saírem os dados por estado, vocês verão que a violência explodiu no Nordeste, e, no entanto, a região cresceu a uma taxa superior a de estados do Sul e Sudeste. O que faz aumentar a violência não é a carência, a miséria material. O que faz aumentar a brutalidade é a certeza da impunidade.

Mais: os poetastros da segurança pública apostaram que o tal Estatuto do Desarmamento faria milagres. Tentaram até proibir a venda de armas legais. Ora, a arma não mão de um homem de bem, comprada legalmente, representa baixo risco. A questão é saber quem vai tirar o berro da mão do bandido.

Ainda voltaremos ao assunto. Há muito tempo, a questão dos homicídios no Brasil é um tema que requer uma ação do governo federal, que é omisso a respeito. O país nem mesmo conseguiu unificar um sistema de dados de todos os estados.

Insista-se: sozinho, o Brasil responde por quase 60% dos assassinatos da América Latina e Caribe, embora tenha apenas um terço da população.

Existe uma guerra civil não declarada no país real, que não costuma aparecer no discurso dos políticos.

Por Reinaldo Azevedo

 

Recorde de assassinatos: Brasil teve em 2012 a maior taxa de homicídios desde 1980

O Brasil atingiu, em 2012, a maior taxa de homicídios de que se tem registro desde 1980. Os dados estarão na nova edição do Mapa da Violência, estudo anual que detalha as mortes de causas externas no país. Uma prévia do documento, que deve ser lançado nas próximas três semanas, destaca os 56.337 assassinatos de 2012 e a taxa da 29 ocorrências para cada 100.000 habitantes. Até então, o ano com maior incidência de homicídios na população brasileira havia sido 2003, quando a taxa foi de 28,9.

O Mapa da Violência toma como base o Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde – referência empregada na maior parte do mundo, por ser a mais precisa para especificar quantidade e tipo de óbito. A análise preliminar disponível no site do Mapa é a de que, na década de 2002 a 2012, os homicídios crescem 13,4% – e, descontado o aumento da população, há aumento de 2,1% no universo de casos. A próxima edição, Mapa da Violência 2014 – Os Jovens do Brasil, ressaltará o crescimento significativo de vítimas de acidentes de transportes na década – um aumento de 38,3%, passando de 33.288 registros no país para 46.581.

O crescimento de 2011 para 2012 nos casos de homicídio em todo o território nacional foi de 7%. O aumento mais alarmante se deu em Roraima, com crescimento de 71,3% na taxa. Ceará e Acre, com 36,5% e 22,4% também se destacaram negativamente. Só em cinco unidades da federação foram registradas quedas nas taxas de homicídios, diz a prévia do documento. Houve quedas insignificantes no Espírito Santo e no Rio de Janeiro, e moderadas nos estados de Pernambuco, Paraíba e Alagoas.

A análise preliminar disponível no site do Mapa da Violência destaca três períodos principais de comportamento das taxas de homicídio no Brasil, a partir de 1980. Entre a década de 90 e o anos de 2003, diz o texto, houve “crescimento acelerado das taxas de homicídio, centrado na explosão desenvolvimentista de poucas grandes metrópoles”. O país teve, em 1980, 13.910 homicídios – e taxa de 11,7. Em 1990, a taxa saltou para 22,2 – ano em que foram registrados 31.989 assassinatos. Em 2003, quando a taxa chegou a 28,9, houve 51.043 homicídios no Brasil.

De 2003 a 2007, destaca o estudo, “estratégias de desarmamento e políticas nos Estados mais violentos resultam, primeiro, em quedas, e mais tarde em estabilização nas taxas de homicídio”. O período de 2007 a 2012 é marcado por uma retomada na tendência de crescimento dos homicídios, com aumento de 15,3% no quinquênio.

Por Reinaldo Azevedo

 

Opa! Chamem os antropólogos de esquerda do Complexo Pucusp!

Eita! Estamos avançando! Já chegamos à era da guerra com arco e flecha em plena Praça dos Três Poderes, em Brasília. Vamos convocar os antropólogos de esquerda do Complexo Pucusp para analisar essa, como direi?, volta às raízes. E se a Praça dos Três Poderes fosse desapropriada e entregue aos índios, hein? Com raras exceções — algumas cabeças no Supremo e no Congresso —, poder-se-iam produzir coisas mais interessantes por lá. Também aceito reivindicações de quilombolas, de ETs, de povos estranhos de áreas ignotas… Leiam o que vai na VEJA.com. Volto em seguida.

Um turista estrangeiro que desembarcou em Brasília e resolveu ver de perto a taça oficial da Copa do Mundo, exposta no Estádio Nacional nesta terça-feira, foi surpreendido com cenas de faroeste. Índios que realizavam um ato no Congresso Nacional pela demarcação de terras protegidas se juntaram a manifestantes que marchavam contra a realização da Copa e entraram em confronto com a Polícia Militar do Distrito Federal. Durante a confusão, imagens de emissoras de televisão mostraram índios disparando flechas contra policiais a cavalo – a assessoria da PM confirmou que um policial foi atingido na perna por uma flecha.

Para proteger as instalações do estádio, a PM interditou o trânsito nas principais vias do Plano Piloto de Brasília e destacou 500 homens, incluindo a Tropa de Choque e o Batalhão da Cavalaria. Baderneiros atacaram dois carros da polícia e tentaram furar os bloqueios. A PM respondeu com bombas de efeito moral.

A PM não informou se houve detidos até agora, mas imagens de televisão mostraram uma pessoa sendo conduzida para uma viatura.

Retomo
Ah, que pena que eu não estava lá! Começaria a declamar Gonçalves Dias. Índio com rima e ritmo é bacana! Cadê Gilberto Carvalho, o interlocutor do mundo indígena? Cadê Paulo Maldos, que é a pessoa destacada pelo ministro para organizar essas demandas?

Escrevo com a pena da galhofa? Não é, não, leitor! É melancolia mesmo…

Por Reinaldo Azevedo

 

Deputado do PT que participou de reunião com PCC em que se planejavam ataques a ônibus vai discursar hoje. E com o apoio do partido! Faz sentido!

Luiz Moura

Luiz Moura, do PT, deputado estadual em São Paulo (acima), deve discursar hoje na Assembleia Legislativa. Ele vai tentar explicar o que fazia numa reunião com membros do PCC, o partido do crime.

Refresco a memória de vocês. Em março, no auge dos incêndios a ônibus na capital, a Polícia Civil estourou uma reunião que acontecia na sede da Transcooper, uma cooperativa de vans e micro-ônibus, em que se planejavam justamente os ataques. Lá estavam, acreditem!, 13 membros do PCC. E quem mais participava do encontro? Ninguém menos do que  Luiz Moura, que é presidente de honra da Transcooper. Atenção, queridos leitores! Em três anos, essa cooperativa faturou, em contratos com a Prefeitura, R$ 1,8 bilhão. Sim, vocês leram direito: um bilhão e oitocentos milhões de reais! Há muito tempo a polícia investiga a infiltração do PCC no sistema de transportes da cidade. Só para registro: as dezenas de ônibus incendiados pertenciam, invariavelmente, às empresas privadas; nunca às cooperativas.

Luiz Moura é irmão do vereador Senival Moura, também do PT e igualmente ligado a associação de perueiros. Ambos são considerados subordinados políticos do secretário dos Transportes da cidade, o deputado federal petista licenciado Jilmar Tatto — aquele senhor que, durante greve recente de motoristas de ônibus, preferiu criticar a Polícia Militar. Tatto, ora vejam!, no papel ao menos, doou, sozinho, R$ 201 mil para a campanha de Moura, o homem que estava na reunião com o PCC. Entendo. Tatto prefere atacar outra sigla: a PM!

Jilmar Tatto, secretário de Fernando Haddad e chefe político de Moura

Jilmar Tatto, secretário de Fernando Haddad e chefe político de Moura

E o que vai dizer o deputado? Petista não é exatamente criativo em situações assim: vai jurar de pés juntos que não sabia que aqueles com quem se reunia eram membros da facção criminosa. Eles nunca sabem de nada. Os termos do discurso foram combinados numa reunião com a bancada petista nesta terça. O partido criou uma comissão interna para analisar o seu caso. Depois que a reunião veio a público, Tatto, o chefe político de Moura, preferiu silenciar.

Moura tem um biografia controversa. Foi condenado a 12 anos de cadeia por vários assaltos a mão armada. Não cumpriu pena porque fugiu e foragido permaneceu por mais de dez anos. Ao sair dessa forma particular de clandestinidade, solicitou e obteve o perdão judicial. Em 2005, assinou, imaginem, uma declaração de pobreza.

atestado de pobreza moura

Cinco anos depois, na disputa eleitoral de 2010, já declarava bens superiores a R$ 5 milhões. Em 2012, disputou a Prefeitura de Ferraz de Vasconcelos. Nesse caso, seus bens eram de pouco mais de R$ 1 milhão. Qual vale? Não sei.

Bens Luiz Moura

As duas declarações de bens: a de 2010, acima, e a de 2012, no alto

As duas declarações de bens: a de 2010, acima, e a de 2012, no alto

Bens Luiz Moura

As  declarações de bens de Moura: acima, a de 2010; no alto, a de 2012

As declarações de bens de Moura: acima, a de 2010; no alto, a de 2012

Na Assembleia, Moura é dado a práticas heterodoxas. Apresentou, por exemplo, o recibo de compra de combustível a que tem direito. O fornecedor, ora vejam!, é um posto de gasolina de que ele próprio é sócio.

Prestação de contas na Assembléia: enche o tanque no seu próprio posto de gasolina

Prestação de contas na Assembléia: enche o tanque no seu próprio posto de gasolina

Não é uma figura pequena no partido, não! Tanto é assim que, na festança de seu aniversário, a estrela foi ninguém menos do que Alexandre Padilha, pré-candidato do PT ao governo de São Paulo. O vereador Jair Tatto, irmão do Jilmar, também estava lá. Compreensível! Não é todo dia que se tem a chance de prestigiar o presidente de honra de uma cooperativa que fatura R$ 1,8 bilhão em três anos em contratos com a Prefeitura. Padilha deve ser saber o que faz e por quê.

Padilha discursa animadaço na festa de  aniversário do deputado que participou de reunião com membros do PCC

Padilha discursa animadaço na festa de aniversário do deputado que participou de reunião com membros do PCC

O PT, como sempre, está dando a maior força a um de seus pilares morais. Quem pode negar que isso faz sentido?

Texto publicado originalmente às 3h55

Por Reinaldo Azevedo

 

PSTU decide fazer do usuário do metrô refém de suas táticas

É o fim da picada! O PSTU, que não consegue eleger ninguém, comanda, no entanto, o Sindicato dos Metroviários. A “categoria” — vale dizer: a meia-dúzia de partidários de Altino Prazeres, o presidente da entidade — decidiu decretar greve por tempo indeterminado a partir do dia 5 de junho.

Os “camaradas” reivindicam, ora vejam!, nada menos de 35,47% de reajuste. Com base em quê? Ora, em nada! É que, vocês sabem, os dias andam propícios para que se peça impossível.

O metrô ofereceu 5,2%. O Tribunal Regional do Trabalho chegou a propor quase o dobro — imaginem!: 9,5%. Mas quê… O prazer de Altino é outro, não é? Segundo ele, “nós vamos arrancar nossa reivindicação, que é de dois dígitos”. No dia 4 de junho, haverá uma nova tentativa de negociação.

Prazeres, o camarada do PSTU, não esconde a tática da chantagem, embora negue: Nós não escolhemos a data da Copa do Mundo, mas a proximidade da Copa cria uma pressão enorme sobre o governo de São Paulo e sobre o tribunal, então greve tem que ser dia 5”.

É isso, tá, pessoal? Você, que é usuário do metrô, saiba: Altino decidiu transformá-lo em bucha de canhão das táticas de seu partido.

Por Reinaldo Azevedo

 

Um bibelô do ECA – Rapaz de 17 anos é apreendido pela polícia pela 19ª vez em SP

Por Rafael Ribeiro, no Agora:
Um adolescente de 17 anos foi apreendido pela polícia, nesta terça-feira (27), pela 19ª vez em sete anos. Desta vez, ele foi flagrado pela PM enquanto mantinha um motorista de 31 anos como refém em uma tentativa de sequestro-relâmpago no Jardim Ubirajara (zona sul). Segundo informações da polícia, o adolescente e um cúmplice, armados com um revólver, renderam a vítima enquanto ela estacionava o carro no Grajaú (zona sul). Enquanto fazia ameaças de morte, a dupla exigia que a vítima entrasse em contato com seus familiares para pedir R$ 4.000 de resgate. Testemunhas viram a abordagem e acionaram a PM. Apenas o jovem foi detido. O outro acusado fugiu.  O adolescente foi flagrado pela última vez em 2012. Na ocasião, foi detido, armado, em um carro roubado na região do Ibirapuera (zona sul). Cumpriu medida socioeducativa de um ano e meio na Fundação Casa e ganhou direito à liberdade assistida.

Por Reinaldo Azevedo

 

Ora, quando as coisas se complicam, os esquerdistas também chamam o PVO: o Partido Verde-Oliva

Está em curso, como é evidente, e ninguém precisa fazer muito esforço para constatá-lo, um processo de demonização das Forças Armadas. A chefe da torcida é a própria presidente Dilma Rousseff, com a sua “Comissão da Verdade”, que está encarregada de embaralhar os dados da história brasileira, igualando fatos a mistificações. É dali que parte o ímpeto para tentar, entre outras coisas, rever a Lei da Anistia para levar militares ao banco dos réus. Quem apoia tortura? Que se saiba, ninguém. Os que se opõem à agressão da Lei da Anistia se alinham simplesmente com regras elementares do estado de direito.

Pois é… Em tempos assim, quem diria que uma esquerdista autêntica como Dilma Rousseff garantisse, numa reunião com empresários, que a ordem será mantida durante a Copa com o auxílio dos tais… milicos?  Não há nada de constitucionalmente excepcional nisso. Afinal, o Artigo 142 da Carta Magna estabelece que as Forças Armadas “destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem”. Logo, os militares podem, sim, se ocupar da segurança interna se isso for necessário.

Que país curioso! As esquerdas, incluindo os petistas, transformaram numa pauta o que chamam de “desmilitarização das Polícias Militares”. Na hora em que a coisa aperta, como vemos, em vez de falar em desmilitarizar a PM, seja lá o que isso signifique, Dilma prefere apelar aos homens de verde.

Na tal reunião com empresários, a presidente disse que ofereceu tropas aos 12 Estados que sediarão jogos da Copa. Advertida para o risco de baderna, a exemplo do que se viu na Copa das Confederações, a presidente afirmou: “O que está em jogo é a imagem do país, não vou permitir que se repitam as cenas de violência da Copa das Confederações”. É? Não vai permitir como? Pretende fazer o quê? Ela já combinou com Gilberto Carvalho? Seu governo não conseguiu nem sequer votar uma lei que agrave a pena de quem põe em risco a segurança coletiva. A presidente que diz que não vai aceitar a violência recebeu em palácio militantes do MST que haviam ferido no dia anterior 30 PMs na Praça dos Três Poderes. Em São Paulo, chamou para um papinho os contumazes invasores de bens públicos e privados do MTST. Quem estimula a bagunça é o Palácio do Planalto.

Mas, ora vejam!, vai sobrar para o PVO mais uma vez,  O Partido Verde-Oliva, ao qual agora apelam os vermelhos.

A presidente assegurou ainda que não vai deixar que manifestantes “encostem o dedo” em delegações estrangeiras. Que bom! Falta agora que o governo federal demonstre intolerância com aqueles que encostam o dedo, sem autorização, também nos brasileiros, não é mesmo? A soberana acha “gravíssimo”, apelando a palavra sua, que se faça política com a Copa.

É mesmo? E o que tem feito o governo petista desde que ficou decidido que a disputa ocorreria no Brasil? E todas aquelas propagandas ufanistas, inclusive das estatais, exaltando o torneio como se fosse mais um feito heroico do petismo? Já que estamos no terreno militar, cumpre apelar a um clichê bem apropriado: o tiro saiu pela culatra, não é?

E, quando tudo dana, cumpre, então, convocar o Partido Verde-Oliva.

Texto publicado originalmente às 4h52

Por Reinaldo Azevedo

 

A lei antiterrorismo e a confusão de sempre, agora na fala de Janot

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, participou de uma audiência Pública na Comissão de Constituição e Justiça do Senado para debater a reforma do Código Penal. Falou-se da necessidade de o Brasil ter uma lei contra o terrorismo. Somos uma das poucas democracias do mundo a não tê-la.

O Inciso VIII do Artigo 1º da Constituição diz que o Brasil repudia o terrorismo. O Inciso XLIII do Arrigo 5º considera a prática crime inafiançável e não passível de graça. O Brasil é signatário de tratados que o colocam como crime contra a humanidade, imprescritível.

E, no entanto, até agora, o Brasil não definiu o que é terrorismo. Portanto, não há pena para ele. É preciso apelar a outras expedientes, com penas sempre brandas.

Janot falou da necessidade de o país ter uma lei. Afirmou: “Há uma dificuldade enorme de se definir o crime de terrorismo em razão das varias manifestações que se colocam, essa onda de protestos. O que se pode ter é verificar os pontos em que ele toca. Ele envolve necessariamente violência física ou psicológica. Ele se destina a provocar medo ou terror e se destina a gerar medo ou terror em larga escala, de maneira que ultrapasse em muito as pessoas envolvidas no delito praticado”.

Logo, é preciso ter a lei. Mas aí o próprio Janot se encarregou de embaralhar ao debate ao afirmar que uma lei contra o terror não pode criminalizar os movimentos sociais. Pronto! Aí ficou tudo confuso! Digam-me aqui: quando alguém mete fogo em ônibus e paralisa, sob grave ameaça, o transporte público, isso é movimento social? Acho que não! Se invasores de terras ou de propriedades urbanas fazem a população refém de sua violência, isso é movimento social?

É bom não esquecer que, mundo afora, o terrorismo fala a linguagem da reivindicação. Ora, a questão não é de nome, mas de fato. É inaceitável que grupos minoritários, por mais legítimas que sejam as suas reivindicações, continuem a submeter a maioria da população a suas chantagens.

A comissão de juristas que enviou a proposta ao Senado pede punição de 8 a 15 anos para quem causar terror à população. Entre as condutas consideradas terroristas, está “Incendiar, depredar, saquear, explodir ou invadir qualquer bem público ou privado” e “sabotar o funcionamento ou apoderar-se, com grave ameaça ou violência a pessoas, do controle, total ou parcial, ainda que de modo temporário, de meios de comunicação ou de transporte”.

Muito bem! A proposta parecia boa. Mas esse mesmo texto diz que “no constitui crime de terrorismo a conduta individual ou coletiva de pessoas movidas por propósitos sociais ou reivindicatórios”.

Ora, que grupo terroristas não alega propósitos sociais ou humanitários? Felizmente, o senador Pedro Taques (PDT-MT), relator da comissão especial que vai propor um texto final, não abraçou essa excrescência.

Enquanto o debate ficar nessa falsa polarização e a violência for considerada, na prática, uma forma legítima de manifestação, o país continuará refém de bandidos disfarçados de defensores do bem.

Por Reinaldo Azevedo

 

Dilma cede ao PT e vai incorporar pauta da “regulamentação da mídia”

Por Valdo Cruz e Andréia Sadi, na Folha:
A presidente Dilma Rousseff continua contra a adoção de algum tipo de controle de conteúdo da imprensa, como defendem lideranças do PT, mas já cedeu em parte a seu partido e vai encampar, num eventual segundo mandato, a proposta de regulação econômica da mídia. Em seu mandato, Dilma engavetou a proposta de regulação elaborada durante o governo Lula, de autoria do ex-ministro Franklin Martins (Comunicação Social), que tratava de normatizar o setor de radiodifusão. Na época, Martins defendeu também a criação de um Conselho de Comunicação para regular o conteúdo de rádios e TV.

A ideia tinha apoio de entidades que defendiam o “controle social da mídia”, mas foi amplamente criticada por representantes do setor. Para eles, a agência abriria brechas para cercear o jornalismo e a dramaturgia. Segundo assessores, Dilma vai apoiar um projeto que regulamente e trate dos artigos 220 e 221 da Constituição.

Eles determinam que os meios de comunicação não podem ser objeto de monopólio ou oligopólio e que a produção e a programação de rádios e TVs devem atender os princípios de produção regional e independente. Trata ainda da definição de como deve ser a publicidade.
(…)
A inclusão do tema no programa petista foi acertada com Dilma, desde que ficasse bem claro que não haveria nenhuma proposta de controle de conteúdo. Historicamente, o PT e setores da esquerda miram o domínio da Rede Globo. Líder de audiência, a emissora abocanha a maior fatia do mercado publicitário do setor.

A forma de tratar o assunto foi definida durante reunião da cúpula de campanha com a presidente há cerca de um mês, no Alvorada.

No encontro, líderes petistas comemoraram a fala do ex-presidente Lula no encontro nacional do partido, quando ele defendeu a regulação da mídia num tom interpretado como senha para debater também um controle de conteúdo da imprensa.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

 

Eleições 2014

Um jantar com Lula

O jantar de que o empresário Ivo Rosset ofereceu em São Paulo anteontem para Marta Suplicy juntou lados que normalmente estão apartados – a elite paulista e petistas de alto calibre.

A começar por Lula, que circulou boa parte do tempo com um copo de champagne na mão, entre graúdos como os irmãos Benjamin e Ricardo Steinbruch, da CSN, Edison Bueno, da Amil; os banqueiros, Bernardo Parnes, José Olympio Pereira, Walter Appel.

O “Volta Lula” estava forte no ar. Mas Lula, simpático com todos, embora aparentando alguma tensão descartou o tempo todo qualquer tentativa de esticar a conversa para este lado.

Por Lauro Jardim

 

A fúria dos petralhas com Ronaldo porque ele declarou voto em Aécio

Ronaldo: ele levou os petralhas à loucura em razão de duas declarações

Ronaldo: ele levou os petralhas à loucura em razão de duas declarações

O ex-jogador Ronaldo, que é membro do COL (Comitê Organizador Local da Copa), foi alvo, mais uma vez, da fúria da rede petista na Internet. Na sexta, ele já havia dito que sentia “vergonha” dos atrasos nos preparativos para o Mundial. No sábado, tanto o ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, como a presidente Dilma reagiram. Mal citando Nelson Rodrigues, a soberana disparou: “Não temos por que nos envergonhar. Não temos complexo de vira-lata”. Ora, o complexo de vira-lata a que se referia Nelson era um sentimento injustificado e atávico de inferioridade. Ronaldo, ao contrário, se referia a problemas que estão aí, à vista de todos. Nesta segunda, a fúria dos petistas atingiu o paroxismo: o Fenômeno declarou seu apoio à candidatura de Aécio Neves, do PSDB, à Presidência.

Indagada se estava brava com o ex-jorador, a presidente se limitou a um monossílabo: “Não!”. Alguns petistas graúdos expressaram um muxoxo de desagrado, mas a fúria mesmo se espalhou nas redes sociais, sob o comando dos patrulheiros de sempre. Que gente curiosa, não é?

Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians, hoje filiado ao PT, futuro candidato a deputado federal pelo partido, foi diretor de Seleções da CBF em 2011 e 2012. Tornou-se a face da inauguração do Itaquerão, um dos principais, vamos dizer, “legados” da Copa do Mundo, ainda que apenas para uma fatia (imensa) dos brasileiros. Na inauguração do estádio, lá estava ele como uma espécie de grande mentor.

Muito bem! É claro que os petistas não veem nada de errado na atuação de seu provável futuro deputado federal. Ao contrário até: devem considerar até muito natural que ele dispute a eleição e que tenha se filiado ao PT com todo o estardalhaço a que teve direito. Então o petista Sanchez pode ter sua posição política — e ser candidato! —, e Ronaldo não? Só porque este é membro do tal Comitê Organizador Local? Não consta que os que integram essa instância estejam proibidos de se manifestar sobre qualquer assunto.

Chega a ser engraçado: alguns cobram enfaticamente que, depois da declaração de apoio a Aécio, Ronaldo abandone o tal “Comitê Organizador Local”. Ora, e por que ele deveria fazê-lo? Não consta que estivesse lá porque petista, mas porque Ronaldo. E pertencer ao tal grupo não exclui os seus direitos de cidadão, que é dar seu voto a quem quiser, proclamando a sua escolha. Ou será que o tal COL deveria exigir teste de fidelidade ao governismo?

Pertença ou não ao tal comitê, Ronaldo tem o direito de emprestar seu apoio a quem bem entender. Ele não deve nada ao governo, ao estado, aos políticos. O que ele tem foi conquistado com o seu trabalho. Só faltava agora virar alvo de patrulheiros malsucedidos e amargos.

Por Reinaldo Azevedo

 

Governo Dilma, sob as barbas de José Eduardo Cardozo, estimula o tráfico de pessoas e a rede “coiotes” no Peru

É do balacobaco! Quando o governo do Acre começou a mandar para São Paulo os haitianos que chegavam àquele estado, acusei, obviamente, a irresponsabilidade do governador Tião Viana (PT) e tentei ouvir, no programa “Os Pingos nos Is”, da Jovem Pan, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Ele preferiu não falar ao vivo e enviou uma nota em que afirmou, entre outras coisas, o seguinte:
“Durante os últimos três anos, o Ministério da Justiça, por meio da Resolução Normativa, editada pelo Conselho Nacional da Imigração, concede vistos de permanência em caráter humanitário e promove ações de apoio aos haitianos que chegam ao país (…) O Brasil não tem tradição de deportação em massa. Para a recepção dos imigrantes em situação de vulnerabilidade, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à fome está ampliando em mais de 5 mil vagas a capacidade dos serviços de acolhimento em diversos estados e municípios em todo o país”.

Muito bem! Ponderei, então (o áudio está aqui, a partir de 28min15s), que o visto dito “humanitário”, como estava sendo fornecido pelo Brasil, era uma desumanidade que estava estimulando a indústria da imigração. Respondi ainda que não se estava cobrando deportação em massa coisa nenhuma! O que se pedia era que o governo brasileiro parasse de estimular a imigração ilegal. Mas quê… Os petistas até se orgulhavam, não é? O assunto virou tema de redação do Enem de 2012. Os estudantes eram convidados a exaltar as glórias de um país, o Brasil, que estaria atraindo imigrantes em razão de sua pujança econômica…

Muito bem! Reportagem de Lucas Ferraz e Avener Prado, na Folha desta terça, prova por A mais B que “coiotes” estão promovendo o tráfico de haitianos do Peru para o Brasil. “Coiotes”, como sabem, são pessoas que se especializam em organizar a imigração ilegal.

O tráfico já começa no Haiti ou na República Dominicana. Dali os imigrantes voam para Quito, no Equador. Tem início, então, a jornada terrestre até o Acre. Para tanto, é preciso atravessar o Peru, e é praticamente impossível fazê-lo sem se submeter aos coiotes. Na cidade peruana de Puerto Maldonado, haitianos e africanos são mantidos em albergues pelos coiotes, em regime de cárcere privado — com a porta dos quartos trancadas por fora. A polícia do país é conivente e recebe parte do dinheiro.

Eis no que resultou a dita ação “humanitária” do governo brasileiro. Na prática, a irresponsabilidade gerou no Haiti, na República Dominicana, no Equador, no Peru e, em parte, na Bolívia o mercado de tráfico de gente. A Polícia Federal brasileira nada pode fazer porque, obviamente, não pode atuar em solo peruano. Quando a gente tenta saber por que o governo mantém a política de estímulo à imigração ilegal, é obrigado a ouvir que o governo é contra “deportações em massa”, como se alguém estivesse cobrando tal prática do Ministério da Justiça.

Mais uma contribuição de José Eduardo Cardozo, o Garboso, à civilização.

Por Reinaldo Azevedo

 

Aécio: “O crime é crime na Internet, na máquina de escrever, na Petrobras ou num assalto a um carro na rua”

Aécio, pré-candidato do PSDB à Presidência:  descobrindo os difamadores

Aécio, pré-candidato do PSDB à Presidência: descobrindo os difamadores

O PSDB decidiu entrar com uma representação do Tribunal Superior Eleitoral pedindo que o PT seja multado em razão da criação e administração de perfis em redes sociais que têm o objetivo de atacar o senador Aécio Neves (MG), pré-candidato do partido à Presidência. E por que os tucanos resolveram representar contra o PT? Porque servidores e equipamentos da Prefeitura de Guarulhos, que está no 14º ano de gestão petista, foram usados para administrar e alimentar a página difamatória. Os tucanos também pedirão que Nataly Galdino Diniz, servidora citada como administradora do site, seja punida por improbidade administrativa.

Em nota, a Prefeitura de Guarulhos disse desconhecer o uso de seus equipamentos com fins eleitorais e afirmou que, a cada ano eleitoral, cria um grupo de trabalho para orientar seus servidores.

Entrevistei ontem à noite Aécio Neves para o programa os “Os Pingos no Is” (o áudio está aqui, a partir de 16min15s). Afirmou o senador: “Nós já vínhamos denunciado a tentativa, através da Internet, de os nossos adversários criarem denúncias, fantasias e ofensas em relação ao meu nome. Mas essa questão vem tomando uma gravidade maior, vem se avolumando. São robôs utilizados de forma criminosa para criar um falso debate. E agora os nossos advogados conseguiram provar que uma Prefeitura do PT, veja a gravidade disto!, ao invés de estar preparada para o bom debate, para discutir as suas ideias, para debater o que é importante para o Brasil, utiliza a máquina pública, funcionários públicos, para o cometimento de crimes. Porque isso é crime! E nós vamos tomar as medidas devidas para restabelecer o debate que o Brasil precisa ouvir”.

Perguntei ao senador se uma ação como a do PSDB não poderia ser vista por alguns como tentativa de censurar a Internet. Ele responde: “Absolutamente nenhuma! Aliás, os nossos adversários do PT é que, volta e meia, falam em censura. A Internet é um espaço democrático, transformou a nossa sociedade, e transformou para muito melhor. Agora, o crime é crime na Internet, na máquina de escrever, é crime na Petrobras, é crime quando alguém assalta um carro na rua. E, contra o crime, nós temos de nos levantar. Portanto, nós estamos identificando agora a origem, os instrumentos que são utilizados para o cometimento desses crimes, e não vamos aceitar passivamente a calúnia e a ofensa como arma eleitoral”.

Talleyrand, já citei aqui, afirmou sobre os Bourbons: “Eles não aprenderam nada nem esqueceram nada”. Quando petistas não estão criando dossiês falsos contra adversários — 2002, 2006, 2010… —, aparecem envolvidos nesse tipo de lambança. Fez muito bem Aécio em não deixar barato. E, como se sabe, a prática de recorrer à Internet par o serviço sujo não é estranha ao PT. Há dias, a Polícia Federal descobriu que militantes do partido estavam dirigindo ameaças de morte a Joaquim Barbosa nas redes sociais.

Coisas assim têm tanto a ver com a liberdade de expressão como o assassinato doloso, premeditado e qualificado tem a ver com a legítima defesa. Nada!!! Gente que pratica banditismo não quer se expressar, mas cometer crimes.

Por Reinaldo Azevedo

 

As manobras de Paulo Roberto Costa para enganar a Receita Federal

Por Daniel Haidar, na VEJA.com:
A Polícia Federal encontrou, em documentos armazenados pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, indícios de sonegação fiscal. Costa é, de acordo com a PF, um dos pivôs do esquema de lavagem de 10 bilhões de reais investigado pela operação Lava-Jato, paralisada desde o último dia 18, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). O ex-diretor envolveu a família – suas duas filhas e dois genros – no mecanismo de ocultação de ganhos ilícitos, de acordo com investigadores do caso. A julgar pelos documentos apreendidos e pelas declarações de bens apresentadas à Receita Federal, o ex-diretor; sua mulher, Marici Costa; as filhas, Arianna e Shanni Bachmann, e os genros, Márcio Lewkowicz e Humberto Mesquita, gastaram, nos últimos cinco anos, mais de R$ 10 milhões em imóveis e em uma lancha de alto padrão.

No notebook de Arianna os policiais federais encontraram documentos que detalham orientações sobre como escapar da mira do Fisco com justificativas para gastos elevados, como a compra de um apartamento. Em arquivo de nome IR2013, Arianna anota que, na aquisição de um imóvel, pagou R$ 580 mil “por fora” e outros R$ 100 mil procedentes de contas bancárias. Pelo valor total de R$ 680 mil, registrado em cartório, ela adquiriu um apartamento de 107 metros quadrados no edifício Saint Martin, na Península, região da Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. O valor causou estranheza a corretores de imóveis, porque foi exatamente o mesmo pago pela antiga proprietária um ano antes — o imóvel vale, atualmente, R$ 1,3 milhão, como revelou reportagem do site de VEJA. “Preciso fazer caixa desse valor restante”, diz o texto.

Investigadores do caso entrevistados pelo site de VEJA explicaram que o termo “fazer caixa” é usado por sonegadores para se referir à prática de originar rendimentos com aparência lícita. O objetivo é justificar despesas para as quais o contribuinte não conseguiria apresentar fonte de custeio apenas com o patrimônio que tinha declarado à Receita Federal. No caso de Arianna, ela mencionava que uma das estratégias seria aumentar seu salário na Costa Global, a consultoria do pai, para R$ 20 mil – ou seja, para “fazer caixa”. A preocupação tinha motivo. Quando um contribuinte demonstra despesas maiores do que o patrimônio financeiro disponível em determinado ano, a Receita Federal costuma lavrar multa por “acréscimo patrimonial a descoberto”. Esse tipo de autuação ocorre quando o auditor do Fisco constata que o contribuinte omitiu rendimentos tributáveis e, por isso, conseguiu arcar com tais despesas. A punição também pode ocorrer na esfera criminal, em processo por sonegação fiscal.

Mesmo com as investigações paralisadas, Costa e a esposa, Marici, continuam com ativos financeiros bloqueados pela Justiça. Ele foi proibido de movimentar R$ 1,3 milhão nas contas bancárias que possui no Brasil. Ela teve direito a utilizar apenas a conta onde recebe uma pensão de aposentadoria da Petrobras, mas ficou com R$ 1,3 milhão de reais bloqueado por ordem judicial.

Arianna não era a única preocupada com a declaração de bens à Receita Federal. Nos documentos enviados ao Fisco nos últimos anos, diversos familiares declararam ter recebido empréstimos de terceiros, de forma a turbinar os rendimentos, de acordo com fontes que atuaram na investigação. É um expediente que também costuma ser adotado para “fazer caixa” e cometer sonegação fiscal, segundo os investigadores. Os sinais de riqueza da família de Costa ficaram mais evidentes nos últimos cinco anos. Levantamento do site de VEJA mostra que, nesse período, a família declarou gastos de R$ 6,4 milhões em imóveis somente na capital do Rio de Janeiro.

O ex-diretor também fez compras de alto padrão em áreas de elevado interesse turístico no entorno do Rio. Ele gastou parte do patrimônio na expansão de uma mansão em Petrópolis, no condomínio Quinta do Lago, avaliada, na declaração de bens de 2012, em R$ 1,4 milhão, e na compra de um terreno de 11,49 hectares em Campos dos Goytacazes, Norte Fluminense, com valor estipulado em R$ 300 mil. A última grande aquisição custou R$ 3,2 milhões, no ano passado: um lote no condomínio Porto Belíssimo, de frente para a Praia do Cação, em Mangaratiba, Sul Fluminense. A compra aparece registrada no notebook de Arianna e foi feita pela Sunset Global Investimento e Participações, uma das empresas da família.

Lancha
A família também comprou uma lancha Intermarine 42 pés por R$ 999.618,25, de acordo com laudo da Polícia Federal. A embarcação está registrada em nome da Sunset Global Investimento e Participações. No site da fabricante, é ressaltado que o produto é vendido como uma embarcação luxuosa com “ambientes requintados”.

A operação Lava-Jato foi paralisada depois que o ministro do STF Teori Zavascki concedeu habeas corpus requisitado pelo advogado Fernando Fernandes, que defende o ex-diretor. Pelo argumento do defensor, apenas o STF poderia julgar os crimes descobertos na Lava-Jato porque parlamentares apareceram ligados à quadrilha – os deputados Luiz Argôlo (SDD-BA), André Vargas (sem partido-PR) e Cândido Vaccarezza (PT-SP).

Por Reinaldo Azevedo

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Blog Reinaldo Azevedo (VEJA)

3 comentários

  • Paulo Roberto Rensi Bandeirantes - PR

    Sr. João Olivi, os contrabandos de Jabuti continuam, nome dado as emendas penduradas nas PECs do Congresso.

    Um passarinho verde me assobiou que está em curso o movimento para aumentar o prazo de devolução no PROCON. Segundo noticias o prazo vai ser de 10 anos.

    O PT QUER DEVOLVER A REFINARIA DE PASADENA!

    ....”E VAMOS EM FRENTE” ! ! !....

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  • JUSTINO CORREIA FILHO Bela Vista do Paraíso - PR

    É meus amigos, dizer o quê! Coitados dos paulistanos, coitados dos brasileiros! Chamem a policia, mas vai faltar cadeia. A propósito, está explicado porque o governo federal diminuiu os investimentos em segurança e construção de novos presídios. A demanda é maior que a capacidade de investimento do país.

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  • João Alves da Fonseca Paracatu - MG

    Estou desenvolvendo uma teoria com sobre um tema simples, mas muito perturbador (lógico que a sua conclusão está distante da proposta inicial, portanto preciso de opiniões neste debate): o tema é o seguinte: POR QUE TEMOS TANTA VIOLÊNCIA ATUALMENTE NO BRASIL,SE OS BRASILEIROS MELHORARAM SEU PADRÃO SOCIAL? Sei que as respostas serão aquelas lógicas (impunidade, mau exemplo de autoridades e de poderosos, influência da televisão e da internet, desagregação da família, baixo nível escolar, dentre outras), todavia, pretendo desenvolver o tema sobre a ótica das obrigações e da falta delas...., segundo pesquisas mais de 85% dos atos violentos são praticados por gente do sexo masculino, que ao serem concebidos, nascem pacíficos e desenvolvem as habilidades no decurso da vida, sejam elas para o bem ou para o mal..., por isto, culturalmente, foi imposto ao homem ao longo da sua existência a função de sustentar e proteger sua prole e seus ascendentes..., hoje no Brasil, esta função, ou não existe mais ou não tem importância nenhuma..., vejam bem, um cidadao adulto, acaba desempregado, e ao deitar sabe que no outro dia se ele não prover a subsistencia de sua familia, ele e os seus passarão necessidade..., portanto, ao amanhecer, ele correrá atrás do sustento, e suportará fazer algo que não goste ou que não está habilitado, mas dará seus pulos....; este mesmo sujeito sabendo que o Governo, sua mulher, a comunidade solidária ou a igreja, preocupar-se-á com isto, seguramente, ele vai procurar facilidades e não as encontrando licitamente, poderá procurá-las ilicitamente.... A consciência coletiva é, de longe, o maior fenômeno da humanidade..., vejam bem, por que um País tem o futebol como seu esporte preferido e o outro tem o beisebol ou o basquete? Baseado nesta consciência coletiva, eu prevejo que. infelizmente, o governo estabeleceu que cada cidadão não precisa necessariamente se preocupar com a sua própria vida e dos seus..., e não falo isto só do governo atual, mas de qualquer um que eventualmente vier a assumir..., como trocar esta política distributiva por algo que, efetivamente, melhore a vida das pessoas premiando seu trabalho? Sei que o tema é polêmico, mas ele não é ideológico..., quando vim ao mundo, numa comunidade extremamente pobre e atrasada, filho de pais analfabetos e semi-analfabetos, fomos preparados ( 12 irmãos) para enfrentar a vida e não foi fácil, nem tem sido fácil, mas com esta lição primordial da conquista do bem estar pelo trabalho e correção, respeitando seu próximo,aproveitando as oportunidades que a vida dá..., vamos seguindo em frente, tentando difundir o exemplo e provando que não há no mundo nada que supera uma vitória conquistada de maneira Lícita e com empenho próprio . O GOVERNO (EXECUTIVO, LEGISLATIVO E JUDICIÁRIO) DEVERIA ARRECADAR MENOS, GASTAR MENOS, PLANEJAR MELHOR E INCENTIVAR O TRABALHO,A EFICIÊNCIA E A CONSCIÊNCIA COLETIVA A CONQUISTAR SEUS ESPAÇOS POR SEUS DOTES E COMPETÊNCIAS, SENDO QUE PARA ISTO TUDO ACONTECER PRECISARIA DEIXÁ-LO MAIS LIVRE, SEM TANTA REGULAMENTAÇÃO E PROTEÇÃO. João Alves da Fonseca,agricultor.

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