Tempo de escuridão: falta de luz no Templo de Salomão (Igreja Universal) obriga Dilma a chegar pela escada

Publicado em 31/07/2014 19:41 e atualizado em 05/03/2020 17:58 2165 exibições
nos blos de Lauro Jardim, Reinaldo Azevedo e Augusto Nunes, de veja.com.br

Brasil

Tempo de escuridão: falta de luz no Templo de Salomão obriga Dilma a chegar pela escada

Piso dos agentes de saúde emperrado

Pelas escadas…

Não começou bem a festa de inauguração do Templo de Salomão, principalmente para Dilma Rousseff. Agora há pouco, faltou luz por seis minutos dentro da igreja. A área tomada de autoridades ficou no breu.

Sem energia, Dilma teve que encarar três andares de escada, entre a garagem e a sala Vip.

Por Lauro Jardim

 

Religião

Autoridades no Templo

templo de salomao

Um templo de 680 milhões de reais

A inauguração do Templo de Salomão, marcada para às 19h de hoje,  promete ser o maior ajuntamento de autoridades dos últimos tempos. Pelo menos essa é a expectativa da Igreja Universal.

Além de Dilma Rousseff e todo o seu ministério, foram convidados todos os ministros do STF e STJ, os 27 governadores de estado (quinze haviam confirmado presença até terça-feira) e dezenas de prefeitos.

A presença da presidente da República não é para qualquer um, mas na Universal há a desconfiança de que Dilma ficará pouco tempo no local.

Por Lauro Jardim

 

Eleições 2014

Em campanha

Dilma Roussefff ficou por pouco mais de três horas na inauguração do Templo de Salomão. Nem os organizadores do evento esperavam tanto. Como está em campanha, aguentou estoicamente duas horas e meia de delirantes discursos de bispos da Igreja Universal sobre “cura” de homossexuais  e etc. com os quais ela não concorda com uma palavra sequer.

Por Lauro Jardim

 

 Eleições 2014

Rejeição à Dilma

dilma

Dilma: rejeitada no estado natal

Uma pesquisa encomendada pela campanha de Fernando Pimentel mediu a rejeição de Dilma Rousseff em Minas Gerais. De acordo com o levantamento, Dilma tem três vezes mais rejeição que o PT e duas vezes mais que Pimentel.

Por Lauro Jardim

 

Finalmente, descobrimos uma função para o senador Suplicy

Padilha nos ombros do fortão Eduardo Suplicy (foto: Aloisio Mauricio/Brazil Photo Press/Folhapress)

Padilha nos ombros do fortão Eduardo Suplicy (foto: Aloisio Mauricio/Brazil Photo Press/Folhapress)

Vinte e quatro anos de mandato, e finalmente os paulistas descobriram uma função para o senador Eduardo Suplicy (PT): carregar Alexandre Padilha nos ombros. Como vocês viram, durante uma caminhada ontem, em São Paulo, o senador, aos 73 anos, carregou nos ombros o candidato ao governo de São Paulo. Demonstrou, sem dúvida, que muque o antigo lutador de boxe ainda tem. Que serventia tem isso para o Estado que ele representa no Senado? Ninguém até agora descobriu. Ele é dado, assim, a práticas inusitadas: canta rap no Senado, veste cueca por cima do terno, vai dormir em acampamento de sem-terra… Caso não se reeleja, tem uma carreira promissora no mundo do entretenimento.

Por Reinaldo Azevedo

 

Guerra entre Israel e o Hamas – Vamos dar a notícia direito!

Noticia-se mundo afora que Israel e Hamas aceitaram um cessar-fogo de 72 horas, negociado pelos Estados Unidos e pela ONU. Ok. É um fato, mas pode ser dito de outro modo, mais de acordo com a natureza desse fato. O Hamas aceitou o cessar-fogo desta vez, o que não tinha feito até agora. Sim, esse detalhe escapava ao noticiário majoritariamente anti-Israel. Era o movimento terrorista que recusava suspender os ataques. Afinal, para eles, quanto mais cadáveres, melhor; quanto mais mortos, melhor; quanto mais vítimas, melhor. É assim que um movimento terrorista caiu no gosto da estupidez politicamente correta.

Consta que a trégua é incondicional. Em situações semelhantes, no passado, ela sempre foi rompida pelo Hamas. Mesmo nesta jornada, combinou-se um cessar-fogo humanitário de algumas horas para atender a algumas vítimas. Os terroristas não a respeitaram. Consta que haverá negociações posteriores, encerrado esse período de três dias. Tomara! Se o Hamas insistir no tal “fim do bloqueio a Gaza”, não haverá acordo. Como esquecer que, antes do início dessa nova incursão, eram os extremistas muçulmanos que estavam no ataque.

E por que o Hamas aceita agora o cessar-fogo, se é que vai levar a sério a palavra? Porque é claro que a situação em Gaza é dramática. Segundo a ONU, há 200 mil pessoas abrigadas em suas instalações e outro tanto na casa de parentes. O desavisado logo parte para o ataque: “Estão vendo? Israel só agride civis…” Não! O Hamas é que, de forma declarada, infiltra-se entre os civis e transforma bairros em bases militares – e, portanto, em alvos militares também. É bom não esquecer: antes desse novo conflito, havia um clima de revolta contida contra o Hamas na Faixa de Gaza. Eles precisam de corpos para manter o poder.

A operação Margem Protetora está em seu 24º dia, a mais longa desde que Israel retirou militares e civis judeus de Gaza, em 2005. Depois disso, o Exército realizou outras duas operações: uma entre 2008 e 2009, que durou 23 dias, e outra em 2012, durante sete dias. Essa também é a operação que fez o maior número de soldados israelenses mortos desde a Guerra do Líbano.

Por Reinaldo Azevedo

 

Direto ao Ponto

1 minuto com Augusto Nunes: “O que é (sic) R$ 10 mil?”, desdenha Dilma. Haja cinismo

Há quase dois anos, ao festejar na TV o fim da pobreza extrema em território brasileiro, Dilma Rousseff explicou que só pode ser enquadrada nessa categoria gente cuja renda mensal é inferior a 70 reais. Qualquer quantia acima disso, portanto, é suficiente para que se atravesse 30 dias sem maiores aflições. Na sabatina da Folha, como constata o comentário de 1 minuto para o site de VEJA, uma curtíssima resposta-pergunta da presidente bastou para reduzir a farrapos a fantasia de Princesa Isabel dos Miseráveis.

Quase no fim da sabatina, um dos entrevistadores perguntou-lhe por que guarda em casa 152 mil reais em espécie. Dilma enrolou-se em explicações tão consistente quanto os prognósticos econômicos de Guido Mantega. Outro jornalista ponderou que, se depositasse a bolada numa caderneta de poupança, lucraria perto de 10 mil reais em um ano. “O que é 10 mil?”, deixou escapar a presidente, desferindo simultaneamente um pontapé na concordância verbal e uma rasteira na coerência.

Com a quantia que desdenhou, Dilma poderia, por exemplo, comprar 3.333 bilhetes do metrô paulista. Ou manter 12 brasileiros acima da linha da miséria durante um ano. Ou, ainda, bancar pelo mesmo período 11 beneficiários do Bolsa Família. Com R$ 10 mil, a presidente também poderia pagar 37 jantares no restaurante Eleven, onde costuma baixar durante “escalas técnicas” em Lisboa. Ou 10 noites na suíte menos cara do hotel Four Seasons Ritz, também em Lisboa. Se preferisse a suíte presidencial, como em janeiro, teria de reduzir em alguns maços a pilha de cédulas escondida no Palácio da Alvorada para completar a diária de R$ 26,2 mil.

Os R$ 152 mil que mantém ao alcance da mão (e que lhe permitiriam comprar à vista um Mercedes CLA 200 zero quilômetro) incorporam a dona da bolada  a um reduzidíssimo grupo de brasileiros. Só guardam em casa tanto dinheiro vivo os agiotas ultraconservadores, os sonegadores do Fisco, os bicheiros da velha guarda, os sovinas patológicos e, sabe-se agora, uma presidente da República. É a única em toda a comunidade formada em economia, o que faz de Dilma Rousseff também a única economista do mundo  que  acha um bom negócio investir debaixo do colchão.

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Direto ao Ponto

O presidente do Santander parece disposto a provar que é o único executivo do mundo capaz de dirigir de joelhos um grande banco

Faz três dias que o presidente do Santander tenta falar por telefone com a presidente da República. Faz três dias que Dilma Rousseff manda dizer que está ocupada. Mas é improvável que Emilio Botín desista de ampliar o notável acervo de humilhações acumulado desde sexta-feira, quando soube da colérica reação dos donos do poder ao retrato sem retoques da paisagem econômica brasileira distribuído pelo banco entre um grupo de clientes.

Pelo que anda fazendo, Botín parece disposto a provar que é o único executivo do mundo capaz de dirigir um grande banco de joelhos. Primeiro, ajoelhou-se diante de Dilma com um pedido de desculpas que a destinatária, na sabatina da Folha, rebaixou a “protocolar”. Depois, ajoelhou-se diante de Lula para entregar-lhe a cabeça da profissional que coordenou com correção e competência o trabalho encomendado pela direção do Santander.

“Essa moça não entende porra nenhuma de Brasil e de governo Dilma”, berrara o palanque ambulante numa discurseira para os companheiros amestrados da CUT. A ofensa do grosseirão vocacional, que só sabe ser generoso na hora de pagar com dinheiro público a gastança das roses noronhas, precedeu a exigência repulsiva: o antigo dirigente sindical cobrou a demissão de uma bancária: “Manter uma mulher dessa num cargo de chefia, sinceramente… Pode mandar ela embora e dar o bônus dela para mim”.

A primeira ordem já foi cumprida. Falta acertar o tamanho do bônus. Feito isso, só faltará sujeitar-se às vontades do PT, que considera “terrorismo eleitoral” qualquer reparo à desastrosa política econômica do governo lulopetista. Se tornar definitiva a opção preferencial pela vassalagem,  Botín terá de escolher entre dois becos sem saída.

O primeiro começa na interrupção dos diagnósticos que esmiuçam o quadro político-econômico e termina à beira do penhasco. O Santander pode perder uma imensidão de contas para os bancos que continuarão a valer-se de análises escritas ou relatórios verbais para contar aos clientes o que não é novidade sequer para os índios das tribos isoladas: a possível reeleição de Dilma é uma hipótese apavorante para quem costuma ver as coisas como as coisas são ─ e vê o que fez em três anos e meio o poste que Lula instalou no Planalto.

O segundo beco sem saída começa na fabricação de análises desenhadas para agradar ao governo, passa ao largo de pedidos de desculpas à oposição e acaba no buraco negro da credibilidade zero. Caso decida avançar por aí, Botín não demorará a presidir uma instituição com a imagem em frangalhos. Em compensação, não terá dificuldades para conseguir uma audiência de meia hora com a chefe de governo.

A temperatura do encontro ficará especialmente agradável se Botin presentear Dilma Rousseff com um par de sapatos para dormir. Talvez até consiga convencer a presidente a aplicar no Santander aqueles 152 mil que guarda debaixo do colchão.

(por Augusto Nunes)

 

Santander se desculpa de novo! Agora, o banco já cruzou a linha do ridículo, o que me leva a lhe fazer uma pergunta

Quando teve início aquele escarcéu estúpido por causa da tal mensagem do Santander enviada a alguns correntistas — informando que os mercados reagiam negativamente à perspectiva de Dilma ser reeleita —, defendi aqui, basta procurar no arquivo, o direito que o banco tinha de emitir uma opinião. O resto da história vocês já conhecem. Lula pediu a cabeça da analista e puxou o saco do presidente mundial do banco, Emilio Botín, que prometeu demitir a responsável, o que acabou acontecendo. Antes disso, a instituição já havia tornado público um pedido de desculpas. Nesta quinta, os correntistas receberam uma segunda cartinha. Aí o Santander já se desculpava com os clientes.

Assim como não vi nada demais na primeira carta, lastimo todo o resto da história, incluindo a demissão. O Santander, com a devida vênia, comportou-se de modo patético nessa história. Por mais que esse setor seja bastante dependente dos humores dos poderosos de turno — e é —, há um limite para o ridículo que me parece ter sido ultrapassado com impressionante desassombro.

Dado o barulho que fez o PT, até compreendo que o banco pudesse emitir uma nota pública informando que não se mete em política partidária. Poderia até afirmar que a opinião da analista — ou de um departamento — não refletia o que pensava a instituição etc. Em suma, havia várias maneiras de amenizar eventuais desconfortos. Mas o que se vê é um espetáculo um tanto grotesco de sabujice. Dá a entender, talvez injustamente, que o banco mantém uma relação de dependência com o poder que não é conhecida pelo conjunto da sociedade.

Esse episódio, acreditem, fez muito mal à cultura da liberdade de política e do livre exercício da opinião. Um texto que era público — afinal, enviado a muitos correntistas — mereceu o tratamento de alguma peça conspiratória, como se pessoas mal-intencionadas atuassem nas sombras para desestabilizar a presidente Dilma.

Quer dizer que o analista de um banco está proibido de informar a seus clientes que, deixem-me ver, comprar ações de empresas públicas num eventual cenário de reeleição de Dilma é um mau negócio? E é mau negócio por quê? Não porque o tal analista não goste do PT. Mas porque ele tem a obrigação de alertar que é próprio da cultura petista usar essas empresas para fazer política, pouco se importando com a economicidade de determinadas escolhas. É o que acontece com a Petrobras, por exemplo. É o que acontece com o setor elétrico.

O comportamento da imprensa brasileira, diga-se, ressalvadas as exceções de sempre, é também lamentável. Mais uma vez, reage de maneira pífia a uma clara agressão ao debate livre de ideias.

Bem, agora falta o quê? Mais um pouco, a direção do Santander vai se chicotear de joelhos na rampa do Palácio do Planalto. Uma pergunta: se eu decidir botar meu dinheiro no Santander, devo confiar no que me disser o analista financeiro ou me cabe intuir que sua opinião passou antes pelo Departamento de Censura Diretório Nacional do PT?

Por Reinaldo Azevedo

 

Política & Cia

SARDENBERG: Qualquer analista diria que um 2º mandato de Dilma não seria bom para o investidor, tal como fez o/a profissional que o Santander demitiu. Prevaleceram, no caso, o ataque à liberdade de informação e de fazer negócios — além do interesse do banqueiro

(Foto: Pedro Armestre/AFP/Getty Images)

Para Emilio Botín, presidente do Santander, o banco fez certo ao demitir analista responsável pelo relatório pessimista em relação à reeleição de Dilma — afinal, o governo é um bom cliente (Foto: Pedro Armestre/AFP/Getty Images)

O DINHEIRO E A INFORMAÇÃO

Artigo de Carlos Alberto Sardenberg publicado no jornal O Globo

Carlos-Alberto-Sardenberg1Jornalistas, pelo menos aqui no sistema Globo, não podem recomendar investimentos financeiros. Jornalistas e comentaristas de economia não podem nem ter ações de qualquer empresa, pela ética e pela prática. O profissional pode ser isento, mas as aparências contam aqui.

O público terá todo o direito de desconfiar do comentário, se souber que um comentarista está vendendo ou comprando ações da estatal.

É a mesma coisa com os jornalistas de gastronomia. Não podem aceitar uma boca-livre e depois comentar sobre aquele restaurante.

Já houve muita fraude e muito comportamento errado entre jornalistas, aqui e lá fora.

Como prevenir? Uma hipótese seria impor severa regulamentação legal para o trabalho dos jornalistas – uma péssima saída porque levaria fatalmente a uma severa restrição à liberdade de imprensa. O princípio maior é que a imprensa tem de ser livre. Se é boa ou não, isso depende da sociedade, do público que vai consumir ou não esta ou aquela publicação.

Por isso, veículos sérios adotam códigos de ética. O controle interno é o melhor. Com o tempo, o público reconhece o caráter de veículo. Distingue entre o chapa-branca e o isento, entre o oportunista e o sério, entre o que quer fazer dinheiro a qualquer custo e o que quer fazer dinheiro com o jornalismo sério.

Sim, claro, o jornalismo sério se equivoca não raras vezes. Mas volta ao assunto, reconhece, refaz. Tinha que ter alguma vantagem isso de ter de produzir notícia todos os dias…

Resumindo, jornalistas podem tratar de qualquer tema, podem dizer que uma empresa vai bem – e mostrar os dados – ou que um setor vai mal, mas não devem dizer “compre isto”, “venda sua casa e aplique em juros”, coisas assim.

É diferente a situação dos analistas de investimentos. O cliente de um banco precisa de orientações específicas.

Analista de investimento é uma profissão. “Broker” também. Para montar um grupo de investidores e formar, por exemplo, um clube de ações, o sujeito precisa de licença e autorização da Comissão de Valores Mobiliários. Idem para recomendar aplicações.

A regulamentação, aqui e lá fora, também resulta de equívocos e malfeitos cometidos ao longo do tempo. O mais comum era – e pode ser – o banco indicar investimentos que serão ruins para o investidor e bons para o banco.

Imagine que o banco, na sua Tesouraria, comprou ações da Petrobras e quer se livrar delas. Se sair por aí dizendo que os papeis da estatal vão subir e, para ajudar um pouco, colocar um laranja para comprar lotes desses papeis e forçar uma valorização inicial, trata-se de um grande roubo.

Tem lei e regulamentação para tentar administrar o conflito de interesses que pode haver entre o cliente/investidor, o banco e o dono do banco.

Por isso, o setor do banco que se relaciona com os clientes, informando e sugerindo aplicações, tem que ser independente. Deve ser assim num mercado sério. O Brasil tem melhorado nesse aspecto, com regulamentações e prática.

Uma delas é a ampla publicidade: analistas de investimentos vêm a público todos os dias com seus relatórios. Recomendam compra ou venda de ações, indicam qual o preço alvo. Os relatórios vão para os clientes e frequentemente são distribuídos para a imprensa. Como fazem as consultorias nacionais ou estrangeiras

Ora, é evidente que a política tem a ver com a economia. As políticas do governo Dilma provocaram enorme desvalorização das ações da Petrobras, o caso mais forte. Questionada sobre isso, a presidente já argumentou que as estatais não trabalham para especuladores – e colocou assim no mesmo saco os grandes especuladores, os trabalhadores que colocaram seu FGTS na estatal e o investidor comum que simplesmente pensava em juntar algumas economias.

Tudo considerado, qualquer analista diria que um segundo mandato da presidente Dilma não seria bom para o investidor comum.

(PARA CONTINUAR LENDO, CLIQUEM AQUI)

(por Ricardo Setti).

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veja.com.br

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