O “templo” de Macedo e o dia em que Marta decidiu expropriar o Cristo Redentor!

Publicado em 01/08/2014 19:11 e atualizado em 09/10/2014 10:44 1275 exibições
por Reinaldo Azevedo, de veja.com.br

O “templo” de Macedo e o dia em que Marta decidiu expropriar o Cristo Redentor!

Todos vimos autoridades federais, estaduais e municipais ao lado do autoproclamado bispo Edir Macedo, dono da Igreja Universal do Reino de Deus, na inauguração do dito “Templo de Salomão”, em São Paulo. A obra não tinha sido liberada pelo Corpo de Bombeiros (exigência legal), e há severas suspeitas de irregularidades na concessão do alvará da Prefeitura. Mas, em tempos de eleição, os políticos gostam de se aproximar da religião. Mormente quando se trata de mais um empreendimento de Edir Macedo, que, a cada dia, força mais a semelhança com uma caricatura de profeta. E não venham me patrulhar. Os evangélicos sabem o respeito que tenho por eles. Sou um duro crítico da forma preconceituosa como são tratados pela imprensa. Mas não gosto quando uma igreja decide ser dona de um partido político e quando um líder religioso decide ser “governo” — pouco importando quem esteja no poder.

Muito bem! No caso do Templo de Salomão, as autoridades não quiseram saber em que estágio estava o cumprimento da lei. Também o Cristo Redentor, no Rio, foi peça de uma patranha política — esta de outra natureza. Leiam a coluna de Merval Pereira, publicada no Globo. Volto em seguida.

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Cúria quase perde Cristo

Chega de Brasília uma informação que pode ser considerada bizarra, mas que também pode ter implicações mais graves. No impasse acerca do filme de José Padilha sobre o Rio, que a Cúria Metropolitana vetou inicialmente por considerar que a figura do Cristo Redentor havia sido desrespeitada, mas depois liberou, a ministra da Cultura Marta Suplicy fez chegar ao cardeal Dom Orani Tempesta uma ameaça de, através de um decreto presidencial que já estaria pronto, retirar da Igreja Católica a tutela sobre a imagem que está implantada no Parque Nacional da Tijuca, sob o controle da União.

O monumento foi erigido em área cedida pela União à Arquidiocese do Rio na década de 1930, mas o acesso à estátua é realizado pelo Parque Nacional da Tijuca, administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.

Recentemente, a imagem do Cristo Redentor foi eleita, em votação pela internet no mundo todo, uma das modernas Sete Maravilhas do Mundo. O prefeito do Rio, Eduardo Paes, que também atuou para liberar o filme, disse que chegou a conversar com Dom Orani tentando mostrar que a imagem do Cristo Redentor é um ícone da cidade do Rio, e que como tal também deveria ser tratada e não apenas como um santuário religioso. Mas garante que em nenhum momento soube de qualquer tentativa de retirar da Igreja Católica os direitos sobre a imagem.

Os direitos de uso comercial do Cristo no Corcovado pertencem desde 1980 à Mitra Arquiepiscopal do Rio de Janeiro, e em outubro de 2006, para comemorar seus 75 anos, a estátua foi transformada num santuário católico. Há também, na base do monumento, uma capela católica devotada a Nossa Senhora Aparecida.

A Arquidiocese do Rio de Janeiro não autorizou o uso da imagem do Cristo no filme Inútil paisagem, dirigido por José Padilha, por considerá-lo inicialmente desrespeitoso. Ele é um dos dez curtas que compõem o longa-metragem Rio, eu te amo, da franquia Cities of love.

Em uma sequência do curta, o personagem interpretado por Wagner Moura, durante um voo de asa-delta, conversa com a estátua do Cristo reclamando da vida, dos seus dissabores e da violência da cidade que ele deveria proteger.

O filme foi enviado para a apreciação da arquidiocese em março, tendo sido vetado. Segundo a assessoria de imprensa da Arquidiocese do Rio na ocasião, há cenas no filme em questão que foram consideradas ofensivas à imagem do Cristo e, consequentemente, à casa dos católicos. É uma prática absolutamente normal da Arquidiocese a não autorização de qualquer produto audiovisual que avance nesse caminho .

Dias depois, diante da reação negativa à decisão, considerada uma censura artística, o Vicariato para a Comunicação Social e a Assessoria de Imprensa da Arquidiocese anunciaram em nota a reversão da medida, pois haviam chegado à conclusão de que o episódio não visou interesse religioso no trato à imagem do Cristo Redentor, e portanto não houve desrespeito ao Cristo ou à religião católica .

O excesso de zelo dos encarregados pela imagem do Cristo, sem levar em conta o lado icônico não religioso da estátua que representa a cidade do Rio de Janeiro no mundo, pode levar a uma excessiva intervenção governamental que seria muito bem recebida em setores da sociedade contrários a esse controle da Igreja Católica sobre o monumento.

Retomo
Eis aí. Marta nega que tenha feito a ameaça. A Igreja Católica sabe que ela fez, sim. Não foi a pressão que levou a Cúria mudar de ideia. Mas o que vai acima dá uma medida de como essa gente gosta de encaminhar os debates. Vocês sabem que já defendi aqui que a Igreja não tem de ficar criando limites à forma como se usa a imagem do Cristo Redentor, especialmente numa obra de arte. Mas vamos com calma.

É a sociedade que tem de ter o controle do estado, não o contrário. Dona Marta Suplicy é aquela que decidiu, na prática, estatizar todas as obras de arte de autores brasileiros, mesmo as que estão em coleções privadas. À síndrome da prima-dona, herdada de outros carnavais, se soma o autoritarismo próprio do partido ao qual pertence. A mistura é explosiva.

Por Reinaldo Azevedo

 

Eleições 2014

Em campanha

Dilma no templo

Dilma no templo

Dilma Rousseff ficou por pouco mais de três horas na inauguração do Templo de Salomão. Nem os organizadores do evento esperavam tanto.

Como está em campanha, aguentou estoicamente duas horas e meia de delirantes discursos de bispos da Igreja Universal sobre “cura” de homossexuais  e etc. com os quais ela não concorda com uma palavra sequer.

Quem também compareceu à cerimônia foi Gugu Liberato, que está de volta à Record.

Por Lauro Jardim

 

Eleições 2014

Rejeição à Dilma

dilma

Dilma: rejeitada no estado natal

Uma pesquisa encomendada pela campanha de Fernando Pimentel mediu a rejeição de Dilma Rousseff em Minas Gerais. De acordo com o levantamento, Dilma tem três vezes mais rejeição que o PT e duas vezes mais que Pimentel.

Por Lauro Jardim

 

Governo usa de novo truque da plataforma de petróleo para fabricar superávit da balança

Na VEJA.com:
A balança comercial brasileira (diferença entre exportações e importações) registrou superávit de 1,575 bilhão de dólares em julho, informou nesta sexta-feira o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic). As exportações somaram 23,025 bilhões de dólares e as importações totalizaram 21,450 bilhões de dólares no período. O resultado ficou acima da mediana das projeções de especialistas, que apontavam superávit de 830 milhões de dólares.

No acumulado dos sete primeiros meses do ano, a balança comercial registrou déficit de 916 milhões de dólares, o que representa melhora ante o déficit de 2,49 bilhões de dólares registrado no ano, até junho. De janeiro a julho do ano passado, o déficit estava em 4,97 bilhões de dólares.

A movimentação de uma plataforma de petróleo foi, novamente, responsável pelo resultado positivo em julho. O expediente é legal e consiste na exportação de plataforma de petróleo sem que ela saia, de fato, do Brasil. No caso da negociação firmada em julho, a plataforma foi comprada de fornecedores brasileiros por suas subsidiárias no exterior. Depois, foi “repatriada” no Brasil, como se estivesse sendo “alugada” pelo fornecedor brasileiro. Desta forma, o fornecedor recolhe menos imposto. Apenas essa operação rendeu 866 milhões de dólares. Ou seja, sem ela, o superávit de julho teria sido de 709 milhões de dólares.

As importações tiveram queda de 5,5% em julho de 2014 ante o mesmo mês do ano passado, segundo a média por dia útil. De acordo com dados divulgados pelo Mdic, a média de importação por dia útil foi de 932,6 milhões de dólares no mês passado, ante 987,2 milhões de dólares em julho de 2013. Na comparação com junho deste ano, quando a média foi de 905,1 milhões de dólares, houve alta de 3%.

Importações recuaram
A queda nas importações foi generalizada entre os segmentos: de 11,2% para bens de capital, de 9,2% para bens de consumo, de 7,4% para combustíveis e lubrificantes e de 0,5% para matérias-primas e intermediários.

Segundo o governo, a queda no segmento de bens de capital foi influenciada pela baixa nas compras da indústria automotiva. Na categoria de bens de consumo, as principais quedas foram em máquinas e aparelhos de uso doméstico, automóveis de passageiros, motocicletas e outros ciclos, partes e peças para bens de consumo duráveis, móveis e produtos alimentícios.

Na área de combustíveis e lubrificantes, a retração ocorreu principalmente devido à diminuição dos preços e das quantidades embarcadas de petróleo, gás natural, naftas e carvão. No segmento de matérias-primas e intermediários, caíram as importações de acessórios de equipamento de transporte, partes e peças de produtos intermediários, produtos alimentícios e produtos agropecuários não alimentícios.

Por Reinaldo Azevedo

 

Produção industrial cai 6,9% em junho

Na VEJA.com:
A produção industrial no Brasil caiu 6,9% em junho na comparação com igual período do ano anterior, informou nesta sexta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trata-se do quarto mês consecutivo de queda e do pior resultado desde setembro de 2009, quando o indicador recuou 7,4%. A produção industrial caiu 1,4% em junho ante maio, também consolidando o quarto mês consecutivo de queda na comparação mensal. No acumulado do ano, houve retração de 2,6%.

“A magnitude da queda tem relação direta com menos dias de trabalho por conta da Copa (do Mundo) e com redução da jornada de trabalho e férias dadas nas montadoras”, afirmou o economista do IBGE André Macedo. “A Copa potencializou o movimento de queda da indústria, que continua sendo afetada por nível de estoque alto, baixo nível de confiança do empresário, menor demanda doméstica e crédito mais restrito”, argumenta Macedo.

As quatro grandes categorias econômicas analisadas recuaram em junho. Bens de Capital obteve o pior desempenho, com queda de 21,1% no confronto anual e de 9,7% no confronto mensal. Em seguida, ficaram Bens de Consumo, Indústria Geral e Bens Intermediários. Na categoria de Bens de Consumo, a produção de bens de consumo duráveis caiu 34,3% no confronto anual e 24,9% no confronto mensal, enquanto a produção de bens de consumo semiduráveis e não duráveis teve retração de 3% e de 1,3% nas mesmas bases de comparação, respectivamente.

Por Reinaldo Azevedo

 

Alô, Semanário de Xiririca da Serra! Haddad está concedendo entrevistas exclusivas!

O prefeito Fernando Haddad, pelo visto, também acha que tem muitas explicações a dar. Enquanto escrevo este post, lá está ele em mais uma entrevista na TV. Se o Semanário de Xiririca da Serra quiser, ele concede uma exclusiva. Nunca vi uma, como diz a turma que lida com a marquetologia, “operação de mídia” como essa.

No mais das vezes, tome bola levantada na rede para que ele demonstre como está mudando a cultura da cidade — ainda que as pessoas não tenham percebido. Os eleitores pensavam estar elegendo um prefeito, mas estavam ungindo um, como ele acha de si, “revolucionário”.

Haddad está convicto de que as pessoas querem uma “revolução”, mas sem mudar nada. Quem quer a “revolução” e qual o seu conteúdo, isso não está muito claro, não. Parece que, por enquanto, a mudança consiste em bagunçar o coreto de todo mundo. A felicidade vem depois. É uma espécie de máxima das esquerdas: a construção do novo homem e do futuro passa por algumas dificuldades objetivas, como sofrimento e mortes. Mas um dia vem a salvação.

Então tá. Aló, Semanário de Xiririca da Serra! Há prefeito querendo dar entrevista exclusiva. O PT precisa disso para tentar diminuir a rejeição de Haddad e, assim, ver se alavanca a candidatura de Alexandre Padilha ao governo do Estado. A ordem é de Lula.

Por Reinaldo Azevedo

 

TSE multa Mercadante por propaganda eleitoral para Dilma

Por Laryssa Borges, na VEJA.com:
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta sexta-feira multar o ministro da Casa Civil Aloizio Mercadante por propaganda eleitoral antecipada em favor da presidente Dilma Rousseff (PT). A multa aplicada ao ministro é de 7.500 reais. Em 15 de junho – três semanas antes do início da campanha eleitoral – Mercadante utilizou-se da estrutura do Planalto para responder a críticas do tucano Aécio Neves sobre a organização da Copa do Mundo – e defender Dilma como a mais preparada para o cargo de presidente da República.

 O ministro decidiu convocar para um domingo uma coletiva a pretexto de realizar um balanço do monitoramento da Copa. Para o Ministério Público Eleitoral (MPE), Mercadante, durante o evento, “passou-se a ação de cunho político-eleitoral, com manifesta propaganda eleitoral extemporânea em favor de Dilma Rousseff”. A manifestação de Mercadante contrária ao que classificou como o “governo tucano” é irregular, segundo o MPE, porque “que leva ao conhecimento geral, ainda que de forma dissimulada”, a defesa da recondução de Dilma Rousseff ao cargo de presidente.

Na sessão desta sexta-feira, o TSE ainda rejeitou recurso do PSDB que questionava Dilma por o que os tucanos consideraram propaganda eleitoral antecipada no pronunciamento em rede nacional de rádio e TV durante o Dia Internacional da Mulher, em 8 de março. Apesar de a petista ter feito referências a programas de qualificação técnica ou de inserção ao ensino superior, não diretamente relacionados às comemorações pelo Dia da Mulher, a maioria dos ministros entendeu que não houve propaganda antecipada ou irregular.

O plenário da corte também aprovou o registro de oito candidatos à Presidência da República, entre os quais os de Dilma Rousseff (PT), Pastor Everaldo (PSC) e Eduardo Jorge (PV). Os ministros não apreciaram nesta sexta a documentação para registro das candidaturas do senador Aécio Neves (PSDB), do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) e da ex-deputada Luciana Genro (PSOL). O caso dos três deverá ser definido nas próximas sessões do TSE.

A análise dos pedidos de registro dos candidatos à Presidência leva em consideração, por exemplo, se os políticos têm condenações que os enquadrem na Lei da Ficha Limpa e se apresentaram todos os documentos exigidos por lei. Para estarem aptos a concorrer às eleições de outubro, os candidatos e seus respectivos vices devem apresentar à Justiça Eleitoral declaração de bens, certidões criminais, certidão de quitação eleitoral, entre outros dados. Até o momento, o TSE aprovou o registro das candidaturas de Levy Fidelix (PRTB), José Maria Eymael (PSDC), Dilma Rousseff (PT), Mauro Iasi (PCB), Eduardo Jorge (PV), Rui Costa Pimenta (PCO), Zé Maria (PSTU) e Pastor Everaldo (PSC).

Por Reinaldo Azevedo

 

Finalmente, descobrimos uma função para o senador Suplicy

Padilha nos ombros do fortão Eduardo Suplicy (foto: Aloisio Mauricio/Brazil Photo Press/Folhapress)

Padilha nos ombros do fortão Eduardo Suplicy (foto: Aloisio Mauricio/Brazil Photo Press/Folhapress)

Vinte e quatro anos de mandato, e finalmente os paulistas descobriram uma função para o senador Eduardo Suplicy (PT): carregar Alexandre Padilha nos ombros. Como vocês viram, durante uma caminhada ontem, em São Paulo, o senador, aos 73 anos, carregou nos ombros o candidato ao governo de São Paulo. Demonstrou, sem dúvida, que muque o antigo lutador de boxe ainda tem. Que serventia tem isso para o Estado que ele representa no Senado? Ninguém até agora descobriu. Ele é dado, assim, a práticas inusitadas: canta rap no Senado, veste cueca por cima do terno, vai dormir em acampamento de sem-terra… Caso não se reeleja, tem uma carreira promissora no mundo do entretenimento.

Por Reinaldo Azevedo

 

Israel X Hamas: A lógica do terror não distingue instalações civis e humanitárias de aparelhos de guerra

Quatro horas! Foi o tempo que durou o cessar-fogo de três dias entre as forças de Israel e as do Hamas, anunciado ontem por Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU, e John Kerry, secretário de Estado dos Estados Unidos. Quem violou o acordo? O Hamas. Um destacamento de soldados israelenses foi atacado quando destruía um dos túneis construídos pelo grupo terrorista, atividade permitida nos termos estabelecidos pelo cessar-fogo. Um homem-bomba chegou a ser usado no ataque. Um soldado israelense de 23 anos, Hadar Goldin, foi sequestrado. Na retomada da reação aos ataques do Hamas, Israel bombardeou a cidade de Rafah, e pelos menos 35 pessoas morreram. Como sempre, os extremistas palestinos dizem que eram todos civis.

Eis aí a lógica e a moral do terror. Desde o começo da operação “Margem Protetora”, o Hamas vem se negando sistematicamente a concordar com uma trégua. Violou mesmo uma — humanitária, creiam — para a retirada de feridos. Na minha coluna de hoje, na Folha, aponto a delinquência intelectual e moral dos que ignoram o conteúdo do Estatuto do Hamas e tratam um grupo terrorista como se fosse mera organização de resistência. Lá está escrito, entre outras barbaridades: “A hora do julgamento não chegará até que os muçulmanos combatam os judeus e terminem por matá-los. E mesmo que os judeus se abriguem por detrás de árvores e pedras, cada árvore e cada pedra gritará: ‘Oh! Muçulmanos, Oh! Servos de Alá, há um judeu por detrás de mim, venham e matem-o”.

Torno público o conteúdo de um e-mail, de autoria de um médico que trabalha em Israel, que chegou a este jornalista. Prestem atenção:
“Não creio que os jornais brasileiros descrevam com detalhes o que se passa em Gaza. Das muitas histórias, quero descrever com pormenores um episódio instrutivo: terminou muito mal, mas podia ter terminado muito pior.

Um grupo de soldados precisava entrar num ambulatório-enfermaria da UNRWA  — United Nations Relief and Works Agency for Palestinian Refugees. NOTA DO REDATOR: é a “Agência das Nações Unidas para a Ajuda aos Refugiados Palestinos”, que atua, é bom que saibam, em parceria com o Hamas. E não é de hoje. Sigo com o e-mail. 

De acordo com as instruções, antes de entrar, mandaram um robô, pois o prédio poderia estar minado. O robô não mostrou nenhum sinal de explosivos. Aí os soldados mandaram um cachorro especialmente treinado para farejar pólvora e explosivos. Também não detectou nada. Aí os soldados entraram, e o prédio explodiu. As paredes desmoronaram. Por um verdadeiro milagre, “somente” 5 soldados morreram mas muitos, mais de duas dezenas, ficaram feridos, muitos deles gravemente. A investigação do Exército revelou do que se tratava: quando as Nações Unidas contrataram uma firma local para construir a enfermaria, os palestinos colocaram 12 sacos de explosivos — cada saco pesando 80 quilos — dentro das paredes do prédio. É isto mesmo: quase uma tonelada de explosivos!

Eu entendo perfeitamente que “à la guerre comme à la guerre”: até outro dia, havia pacientes palestinos sendo tratados num ambulatório-enfermaria das Nações Unidas, em Gaza, cujas paredes continham uma tonelada de explosivos: o Hamas tem os seus próprios métodos de calcular riscos versus benefícios.”

Retomo
Eis aí. Os inimigos contumazes de Israel, que se deixam contaminar pela ideologia, mas não pelos fatos, gostam de apontar as assimetrias nessa guerra. Elas são, antes de mais nada, de método. O Hamas não distingue instalações civis e humanitárias de instalações militares. Afinal, de acordo com o seu estatuto, “Israel existirá e continuará existindo até que o Islã o faça desaparecer, como fez desaparecer todos aqueles que existiram antes dele”.

Essa é a lei do terror. Essa é a lei dos que fazem da morte de civis a sua fortaleza. Israel tem o direito de se defender e vai se defender.

Por Reinaldo Azevedo

 

Minha coluna na Folha: “Ódio a Israel”

Leiam trecho da minha coluna na Folha desta sexta.
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O Hamas tem dois grandes aliados: um número maior de mortos e o ódio covarde a Israel. É um ódio dissimulado, sem coragem de dizer seu nome, que usa os corpos de mulheres e crianças como escudo moral, mas que mal esconde sua natureza. Sessenta e seis anos depois da “partilha”, renegada, então, pelo mundo árabe –e só por isso surgiu uma “causa palestina”–, eis que Israel continua a lutar por sua sobrevivência. Já teria sido “varrido do mapa” se, confiante na paz, não houvesse se preparado para a guerra.

O país poderia ter sucumbido já em 1948. Resistiu. Poderia ter sucumbido em 1967, mas venceu espetacularmente. Poderia ter sucumbido em 1973 –e preferiu, de novo, sobreviver. Mas seus inimigos, e não me refiro aos palestinos, ganharam a guerra de propaganda. O espírito de um tempo sempre se impõe à maioria das consciências porque não se faz de um único equívoco, mas de muitos, que se combinam num sistema e tornam a ignorância confortável. Prevalece até que equívocos novos componham outra metafísica influente.

Israel hesitou bastante em fazer a incursão terrestre a Gaza. Seriam muitos os mortos, dadas as características demográficas da região e a forma como o Hamas se organiza. Adicionalmente, tinha-se como certa a perda de soldados. O óbvio está se cumprindo. Há quantos anos o mundo assiste impassível à conversão de Gaza numa base de lançamento de mísseis? Quantas foram as advertências ignoradas pelo Hamas? Como reagiu a organização terrorista ao assassinato de três adolescentes judeus? Justificou a ação criminosa, aplaudiu-a e chamou o inimigo para a guerra, esgueirando-se, armada até os dentes, entre mulheres e crianças, cujo sangue fertiliza seus delírios homicidas.
(…)
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Por Reinaldo Azevedo

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Blog Reinaldo Azevedo (VEJA)

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