Exigência de assinar carta de compromisso do PSB deixa Marina inconformada

Publicado em 19/08/2014 15:19 e atualizado em 20/08/2014 15:18 2854 exibições
por Reinaldo Azevedo, e Lauro Jardim, de veja.com.br

Carta da discórdia

Marina: reta final pela Rede

Incomodada

Marina Silva, antes mesmo de ser oficializada como cabeça da chapa do PSB, já começou a engolir seco os movimentos recentes dos correligionários de Eduardo Campos.

Marina anda inconformada com a possibilidade de ter que assinar uma carta de compromissos impostos pelo PSB, como a cúpula do partido vem alardeando que fará.

Um aliado de Marina define:

- Ela está se perguntando: ‘Quer dizer que como vice eu servia, mas na condição de candidata eu tenho que assinar?’

Por Lauro Jardim

PSB escolhe Beto Albuquerque para vice de Marina

Por Talita Fernandes e Marcela Mattos, na VEJA.com:
O comando do PSB decidiu indicar o deputado gaúcho Beto Albuquerque, de 51 anos, para a vice na chapa que será encabeçada pela ex-senadora Marina Silva à Presidência da República. A decisão será oficializada na reunião da Executiva Nacional da sigla, agendada para esta quarta-feira, em Brasília. No encontro, o PSB também formalizará a indicação de Marina como substituta de Eduardo Campos, morto em acidente aéreo na semana passada.

O nome de Beto Albuquerque era apontado como favorito desde as primeiras conversas – ele só não seria escolhido se Renata Campos, viúva do ex-governador, aceitasse o posto. Para a cúpula do PSB, o deputado preenche os principais requisitos para a vaga: era braço-direito de Campos, tem boa relação com a ex-senadora e é apontado como um nome orgânico do partido – está filiado ao PSB desde 1986. Renata Campos chegou a ser procurada pelos socialistas, mas recusou a proposta porque quer priorizar sua família neste momento – o filho mais novo, Miguel, tem seis meses.

Albuquerque se aproximou de Marina Silva em outubro do ano passado, quando o quase partido da ex-senadora, a Rede Sustentabilidade, teve o registro negado pela Justiça Eleitoral. O deputado acompanhou as primeiras negociações ao lado de Campos e concordou que a aliança com a ex-senadora daria maior respaldo ao projeto do pernambucano. Gaúcho de Passo Fundo, Albuquerque está em seu quarto mandato na Câmara e tentaria, neste ano, uma vaga ao Senado. A candidatura, entretanto, não havia decolado até agora – ele aparece em terceiro lugar nas pesquisas –, o que facilitou para que ele abrisse mão da disputa.

Assim como Campos e Marina, Beto Albuquerque orbitou os governos petistas. Na Câmara, foi vice-líder do ex-presidente Lula. À época, Beto era porta-voz de Lula sobre temas espinhosos, como o mensalão e a CPI dos Correios. Também foi o socialista quem anunciou a assinatura da medida provisória que autorizaria o plantio de soja transgênica na safra 2004/2005. À época, ministra do Meio Ambiente Marina Silva foi uma das principais oponentes ao projeto. Agora, uma de suas tarefas será justamente ser mediador de temas sensíveis, como os conflitos entre os ambientalistas “marineiros” e setores ligados ao agronegócio aos quais Campos se aproximou para fazer alianças nos estados.

No desembarque do governo petista, Beto Albuquerque assumiu a linha de frente do partido dentro e fora do Congresso Nacional, tornando-se um dos principais articuladores da campanha de Eduardo Campos. Na campanha, também assumiu posição mais combativa, principalmente em relação ao PT. Quando representantes do partido chamaram o pernambucano de “tolo” e “playboy mimado”, coube ao parlamentar gaúcho assumir a contraofensiva: anunciou que o partido, até então em posição de independência, passaria a ser oposição no Congresso Nacional.

Por Reinaldo Azevedo

Erundina e Marina: divergências

Erundina: cobrando compromissos com o PSB

Luiza Erundina é mais uma liderança do PSB que está incomodada com os rumos que uma candidatura Marina Silva poderá tomar.

Na reunião do fim de semana da cúpula do partido em Recife, foi uma das que mais bateram na tecla de que é preciso que Marina se comprometa com uma agenda mínima de compromissos com o PSB.

Por Lauro Jardim

Calhamaço de pedidos

Em campanha

Em campanha

No encontro com representantes das centrais sindicais, marcado para amanhã, em São Paulo (Leia mais aqui), Aécio Neves pedirá votos, claro. Em contrapartida, receberá um calhamaço com pleitos dos trabalhadores.

O documento pede desde a redução de jornadas de trabalho ao fim do fator previdenciário. Se Aécio vai encampar as propostas, são outros quinhentos.

Por Lauro Jardim

Malafaia vai de Marina

Malafaia: réu em São Paulo

Malafaia: apoio a Marina

Se Marina Silva for para o segundo turno, Silas Malafaia – que pedirá votos para o pastor Everaldo Dias no primeiro turno – decidiu que irá apoiá-la. A propósito, Malafaia gravou vídeos para Everaldo usar no programa eleitoral (Leia mais aqui). Em um deles, chamará o governo petista de responsável pela “maior corrupção da história do país”.

Por Lauro Jardim

Entre os corruptos e o Supremo, Dilma decretou que há um empate

Dilma Rousseff foi a entrevistada de ontem do Jornal Nacional. Não vou analisar aqui a fala da candidata porque entendi, segundo seus próprios pressupostos, que quem concedeu a entrevista foi a presidente da República. Aliás, só isso explica o fato de que ela gozou de um privilégio que aos demais não foi concedido porque nem haveria como: falou na biblioteca do Palácio da Alvorada, não no estúdio do “Jornal Nacional”, a exemplo dos demais. Entendo que a Globo não deveria ter ou aceitado a exigência ou oferecido o benefício. Benefício? É claro que sim! À diferença de Aécio Neves e Eduardo Campos, Dilma estava em território conhecido; os outros não. Há mais: se era a candidata que falava, então havia o uso claro de um aparelho público em benefício da campanha.

Vimos imagens de bastidores, não é? Aécio e Campos foram recebidos por William Bonner em sua sala, na sede da TV Globo, no Rio. No Palácio, suponho, a dupla de jornalistas é que foi recebida por Dilma. Ser o anfitrião, nessas horas, faz diferença, sim — e fez (já chego lá). Não que a entrevista tenha sido chapa branca. Não foi, não! Houve honestidade jornalística. Mas, em certo momento, houve mais dureza do que objetividade. Nota à margem antes que continue: não me venham com a cascata de que o Alvorada é a casa de Dilma, e por isso a entrevista foi concedida lá. Por esse critério, Campos e Aécio deveriam ter recebido os jornalistas, então, em suas respectivas residências. Ou bem Dilma fala como candidata ou bem fala como presidente. Como um híbrido, é que não dá. Até a luz que se via ali era pública, ora. Sigamos.

O ponto da entrevista mais escandalosamente significativo foi aquele em que Dilma se negou a censurar o seu partido por ter defendido os mensaleiros. Mais do que isso: lendo a transcrição de sua fala, a gente percebe que ela não criticou nem mesmo os criminosos. Bonner foi incisivo:
“Então, me deixa agora perguntar à senhora. E em relação a seu partido? O seu partido teve um grupo de elite de pessoas corruptas, comprovadamente corruptas, eu digo isso porque foram julgadas, condenadas e mandadas para a prisão pela mais alta corte do Judiciário brasileiro. Eram corruptos. E o seu partido tratou esses condenados por corrupção como guerreiros, como vítimas, como pessoas que não mereciam esse tratamento, vítimas de injustiça. A pergunta que eu lhe faço: isso não é ser condescendente com a corrupção, candidata?”.

Observem que Bonner a chamou por aquilo que ela era naquele momento: “candidata”. E o que ela respondeu? Isto (a gramática é miserável, mas o sentido é claro):
“Eu vou te falar uma coisa, Bonner. Eu sou presidente da República. Eu não faço nenhuma observação sobre julgamentos realizados pelo Supremo Tribunal, por um motivo muito simples: sabe por que, Bonner? Porque a Constituição, ela exige que o presidente da República, como exige dos demais chefes de Poder, que nós respeitemos e consideremos a importância da autonomia dos outros órgãos.”

Acontece que os jornalistas a indagavam sobre o comportamento do partido, não do Supremo. Bonner insistiu duas outras vezes que eles haviam feito uma indagação sobre o partido. Ela não mudou a resposta. Faltou ao editor-chefe do Jornal Nacional deixar claro que a pergunta era dirigida à candidata, não à presidente. Isso não foi dito. Convenham: afinal de contas, candidatos à Presidência não frequentam a biblioteca do Palácio da Alvorada. Na prática, entre os corruptos punidos e o Supremo que os puniu, Dilma preferiu decretar um empate, embora saibamos que ela não teria autonomia para criticar os criminosos ainda que quisesse.

A presidente se enrolou na pergunta sobre a saúde, mas não sei se o telespectador percebeu desse modo. Os entrevistadores fizeram uma síntese das calamidades da área e lembraram que o partido está há 12 anos no poder. A presidente, então, acionou a tecla do programa “Mais Médicos” para demonstrar como seu governo é operoso, embora tenha dito, num dado momento, que a saúde não é “minimamente razoável”. Pois é… Não é minimamente razoável depois de 12 anos de poder petista.

É nessa hora que faltou um tanto de objetividade, números mesmo: entre 2002 e 2013, houve uma redução de 15% na taxa de leitos hospitalares (públicos e privados) por mil habitantes. Entre 2005 e 2012, o SUS perdeu mais de 41 mil leitos. Isso quer dizer que os hospitais privados pediram seu descredenciamento porque não conseguem conviver com a tabela miserável paga pelo sistema. Atenção! Há apenas 0,15 leito psiquiátrico por mil habitantes no país. É a metade do que havia quando o PT chegou ao poder. E já era pouco. Nos países civilizados, a média é de um leito psiquiátrico por 1.000. Isso quer dizer que o Brasil tem menos de um sexto do necessário. Esses poucos leitos, de resto, estão concentrados nas regiões Sul e Sudeste. Os médicos cubanos são a resposta para isso? É claro que não!

Mas ok. Hoje começou o horário eleitoral gratuito. Em razão de uma legislação indecente, que não vem de hoje — é evidente —, Dilma terá mais de 11 minutos, quase o triplo de Aécio, que vem logo a seguir, com mais de quatro minutos. O PSB terá pouco mais de 2 minutos. Dilma poderá falar, então, à vontade, sem ser contraditada por ninguém. É nessas horas que dá o seu melhor.

Texto publicado originalmente às 4h44

Por Reinaldo Azevedo

Dilma diz no “Jornal Nacional” que PT criou a Controladoria-Geral da União. Está errado! A CGU foi criada em 2001, no governo… FHC!

Cuidado, Wikipédia! O Planalto pode tentar mudar a história da Controladoria-Geral da União e atribuir a paternidade a Lula. Seria mais uma batida na carteira do governo FHC. Afinal, como se sabe, o PT reivindica até mesmo ter debelado a inflação no país, não é? Daqui a pouco, vai dizer que foi o criador do Plano Real. Ao afirmar que os governos petistas combateram a corrupção como nenhum outro, Dilma saiu-se com a seguinte resposta:

“Bonner, (…) nós, justamente, fomos aquele governo que mais estruturou os mecanismos de combate à corrupção, à irregularidade e malfeitos. Por exemplo, a Polícia Federal, no meu governo e no do presidente Lula, ganhou imensa autonomia. Para investigar, para descobrir, para prender. Além disso, nós tivemos uma relação muito respeitosa com o Ministério Público. Nenhum procurador-geral da República foi chamado, no meu governo ou no do presidente Lula, de engavetador-geral da República. Por quê? Porque também escolhemos, com absoluta isenção, os procuradores. Outra coisa: fomos nós que criamos a Controladoria-Geral da União, que se transformou num órgão forte e também que investigou e descobriu muitos casos. Terceiro, aliás, eu já estou no quarto. Nós criamos a Lei de Acesso à Informação. Criamos, no governo, um portal da transparência. (…)

Bem, vamos ver. Quem apelidou o então procurador-geral da República de “engavetador-geral da República” foi o PT, que sempre é bom para dar apelidos que desmerecem os adversários, não é mesmo? De resto, o Ministério Público não tem hoje nem mais nem menos autonomia do que tinha no governo FHC. A acusação que Dilma faz, no fim das contas, não é dirigida nem contra Brindeiro nem contra o ex-presidente, mas atinge o próprio MP. Como esquecer que, quando o PT era oposição, uma ala de procuradores militantes passou a atuar de maneira escancaradamente política para produzir uma indústria de denúncias? Isso é apenas um fato.

Mas esse nem é o ponto principal. À diferença do que disse a presidente no Jornal Nacional, não foi o governo petista que criou a Controladoria-Geral da União. Foi o governo FHC, em 2001, por meio da Medida Provisória n° 2.143-31, de 2 de abril de 2001. O órgão se chamava, então, Corregedoria-Geral da União. Houve apenas uma mudança de nome, mas não de função: combater, no âmbito do Poder Executivo Federal, a fraude e a corrupção e promover a defesa do patrimônio público.

A ministra que primeiro assumiu a CGU foi Anadyr Mendonça, que prestou um relevante serviço na consolidação do órgão. Pois é… Lula já tomou para si o “Bolsa Família”, que é um ajuntamento de benefícios que já eram pagos no governo FHC. Agora, Dilma muda a história para afirmar que a CGU, criada na governo tucano, também é obra de seu partido.

É até desejável que governantes sejam criativos em matéria de futuro. Ser criativo com o passado costuma caracterizar fraude intelectual.

Texto publicado originalmente às 5h49

Por Reinaldo Azevedo

O DEBATE DESTA SEGUNDA NA VEJA.com

Por Reinaldo Azevedo

Faz sentido Marina dar entrevista ao JN? É claro que sim!

Marina Silva será entrevistada pelo Jornal Nacional. Aqui e ali, leio gente afirmando que o PSB já teve a sua vez. É uma tolice. O “JN” está entrevistando candidatos, não partidos. Aconteceu de Aécio Neves e Eduardo Campos serem os presidentes de suas respectivas legendas, mas não estavam lá por isso. Ou o entrevistado desta segunda teria sido Rui Falcão, não Dilma Rousseff.

É evidente que Marina tem de ser entrevistada tão logo seja feita candidata. Se o padrão das três outras entrevistas se mantiver, não se trata exatamente de um passeio, não é mesmo? Acho até que a líder da Rede tenderia a concordar com os que acham que ela não precisa passar por aquela bancada. Eu acho que precisa, sim!

É dá para ter com Marina a severidade havida com Aécio, Campos e Dilma? Ora, é evidente que sim! O que não falta são motivos; o que não falta é pauta. Entre outras questões, não custa lembrar que o marinismo integra o governo do Acre desde 1999. Eu, por exemplo, ouvi daqui o seu silêncio no episódio indecoroso dos imigrantes haitianos “exportados” por seu aliado Tião Viana, governador do Estado que concorre à reeleição com o seu apoio. E isso só para ficar no rio que corre pela sua aldeia.

Por Reinaldo Azevedo

A onda Marina

Numa palestra hoje de manhã para um grupo de 40 empresários no Banco BR Partners, o cientista político Alberto Carlos Almeida, do Instituto Análise, traçou um cenário complicado para Dilma Rousseff e Aécio Neves.

Para Almeida, a candidatura de Aécio corre sério risco de “derretimento e cristianização no curto prazo”.

Já para o segundo turno, sua visão é que Marina pode atrair múltiplos perfis de eleitores, incluindo petistas hoje mais distantes de Dilma.

O cenário traçado por Almeida começa a virar um consenso. Mas a prudência manda esperar mais um pouco para conclusões mais peremptórias.

Por Lauro Jardim

Vai pegar fogo

presidenciaveis

Debate na terça-feira

Depois do sufoco das entrevistas dos candidatos ao JN e do início hoje da propaganda eleitoral gratuita na TV, os comandos das campanhas presidenciais já começam a se preparar para próximo grande momento desta eleição – o debate entre DilmaAécio e Marina, na terça-feira que vem, na Band. Ainda que as regras dos debates sejam muito amarradas, tende a pegar fogo.

Por Lauro Jardim

Dilma e Bonner

Entrevista: Bonner pergunta

Entrevista: Bonner pergunta

A tensa entrevista de Dilma Rousseff ao Jornal Nacional de ontem levou muita gente a especular como foram os momentos pós-entrevista – ou seja, aquelas costumeiras conversas amenas entre entrevistado e entrevistadores logo que as câmeras param de gravar.

Pela cara de Dilma Rousseff, as amenidades devem ter ficado para outra oportunidade. E se a Dilma foi a Dilma que se conhece, o tempo deve ter fechado…

De fato, foi uma grande entrevista. Não para ela, bem entendido; mas no sentido jornalístico.

Por Lauro Jardim

O ibope mais alto

 

JN: Dilma na frente

JN: Dilma na frente

A entrevista de Dilma Rousseff ao Jornal Nacional de hoje rendeu à Globo 27 pontos de audiência, de acordo com números do Ibope para a Grande São Paulo. (O JN como um todo cravou 28 pontos, mas o bloco com a presidente alcançou um ponto a menos).

Dilma teve,  portanto, mais telespectadores ligados às suas respostas do que Aécio Neves e Eduardo Campos, que foram ao JN na  segunda-feira e terça-feira passadas. (leia mais sobre o ibope das entrevistas da semana passada aqui).

De qualquer forma, mais do que o Ibope de hoje, o que é tão importante quanto essa audiência é a colossal repercussão que a entrevista teve nas redes sociais desde a primeira  - excelente -pergunta feita por William Bonner, além dos trechos em vídeos que já circulam no YouTube.

Por Lauro Jardim

40 minutos de papo

Dilma: hospitalidade no pós-entrevista, mas sem exageros

Dilma: hospitalidade no pós-entrevista, mas sem exageros

A propósito,  foi mais tranquilo do que se imagina o pós-entrevista de Dilma no JN, alvo de tanta curiosidade (leia mais aqui), dada a animosidade que parecia transpirar no ar.

Dilma, William Bonner, Patrícia Poeta, Ali Kamel, diretor de jornalismo da Globo, e assessores da presidente ficaram conversando uns 40 minutos na mesma sala em que a entrevista foi dada, enquanto os técnicos da Globo desmontavam a parafernália de gravação.

Falaram sobre eleições, economia, a entrevista de Eduardo Campos ao JN na véspera da tragédia, entre outros assuntos.

Apesar do horário, ninguém foi convidado, porém, para jantar no Alvorada. Mas aí, convenhamos, já seria demais.

Por Lauro Jardim

Eleitor desinteressado

Programas na TV começam em agosto

O eleitor tem o controle

O início da campanha eleitoral na TV é sempre muito aguardado por candidatos e partidos, que gastam rios de dinheiro com propaganda e fazem alianças de olho no tempo de exposição na TV. Os programas são vistos como divisores de água dentro dos comitês de campanha. Não foi diferente com as propagandas que começaram hoje às 13h.

O eleitorado brasileiro, no entanto, já desinteressado nas eleições, mostra que não está disposto a assistir o desfile de candidaturas minuciosamente planejado.

Aos números: às 12h59, imediatamente antes do início da propaganda obrigatória, Globo, Record e SBT marcavam 8, 7 e 5 ponto, respectivamente, de acordo com dados prévios do Ibope para a Grande São Paulo.

Entre as 13h e as 13h50, quando o horário eleitoral terminou, a Globo e Record passaram a marcar 5 pontos cada, o SBT 3 pontos, a Band 2 pontos e a Cultura apenas 1 ponto.

E a tendência é cair ainda mais.

Por Lauro Jardim

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Blogs de veja.com.br

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