Datafolha: campanha suja do PT ajuda Dilma a abrir vantagem no 1º turno; no 2º, petista e Marina seguem em empate técnico

Publicado em 27/09/2014 12:14 e atualizado em 28/09/2014 20:19 968 exibições
por Reinaldo Azevedo, de veja.com

Datafolha: campanha suja do PT ajuda Dilma a abrir vantagem no 1º turno; no 2º, petista e Marina seguem em empate técnico

pesquisa Datafolha

Segundo Pesquisa Datafolha divulgada há pouco pela TV Folha, a situação de Dilma Rousseff na disputa melhorou consideravelmente. Se a eleição fosse hoje, a candidata do PT teria 40% das intenções de voto. Marina Silva, do PSB, aparece com 27%. O tucano Aécio Neves tem 18%. Há uma semana, esses números eram, respectivamente, 37%%, 30% e 17%; há 15 dias, 36%, 33% e 15%. Assim, no intervalo de duas semanas, Dilma ganhou quatro pontos, Marina perdeu seis, e Aécio ganhou três. Descontados os brancos e nulos, a petista tem 45% dos votos válidos; a peessebista, 31%, e o tucano, 21%. O Datafolha informa que a principal alteração no quadro se deu no Nordeste: em uma semana, a presidente ganhou seis pontos na região, e a candidata do PSB perdeu 9. Parece que o terrorismo petista está surtindo efeito por lá.

No segundo turno, embora tenha havido uma troca de posições na liderança, a disputa segue tecnicamente empatada: Dilma aparece com 47% das intenções de voto (há uma semana, tinha 44%); Marina tem 43% — 46% na pesquisa passada. Quando computados os votos válidos, a petista tem 52%, e a peessebista, 48%. Trata-se de um empate técnico, já que dentro da margem de erro.

O que eu acho
É evidente que, quando se olha a trajetória dos votos, Dilma está em ascensão, e Marina, em declínio. A pergunta óbvia é esta: faz sentido que assim seja? Faz. O PT mobilizou a sua máquina para demonizar a candidata do PSB com uma violência como raramente se viu.

Na televisão, o embate é absolutamente desigual: mais de 11 minutos contra 2 minutos. O PSB, neste momento, tem pouco a fazer. O seu principal canal para falar com o público é o horário eleitoral. O negócio será torcer para estancar o crescimento de Dilma, evitando que ela ganhe ainda no primeiro turno — isso poderia acontecer se atingisse 45% ou 46% dos votos. Havendo o segundo, aí, como se percebe, a situação segue indefinida.

Numa eventual segunda etapa, Marina terá um ativo de que não dispõe hoje: tempo na TV para se defender e para atacar também. Insisto numa conta que considero relevante: na semana anterior ao início do horário eleitoral, Dilma tinha 36% dos votos — agora, tem 40%. Está dentro da margem de erro. Marina tinha 21% e, na pesquisa de hoje, 27%; Aécio marcava 20% e, desta vez, surge com 18%. O latifúndio petista na TV não deu o resultado esperado. Isso faz supor que, com tempos iguais, Marina, potencialmente, tenha mais a ganhar do que Dilma. A situação da petista melhorou, e a da peessebista piorou, isso é evidente. Mas o fato não é surpreendente.  Se querem saber, reitero, o que chega a surpreender é a resistência de Marina. O PT pode comemorar com discrição. É cedo para o foguetório.

Por Reinaldo Azevedo

 

PAULO ROBERTO COSTA REVELA: PALOCCI PEDIU DINHEIRO DA QUADRILHA QUE OPERAVA NA PETROBRAS PARA A CAMPANHA DE DILMA

Segundo Paulo Roberto, em 2010,  Palocci apelou ao esquema corrupto para financiar a campanha de Dilma

Segundo Paulo Roberto, em 2010, Palocci apelou ao esquema corrupto para financiar a campanha de Dilma

O engenheiro Paulo Roberto Costa, que está preso na Polícia Federal do Paraná, deve ser solto até segunda-feira. Será monitorado por uma tornozeleira eletrônica. A liberdade é parte do acordo de delação premiada. De saída, pode-se afirmar que a concessão só está sendo feita porque se considera que, até aqui, ele efetivamente está contribuindo para desvendar os meandros dos crimes cometidos pela quadrilha que operava na Petrobras. Há duas semanas, VEJArevelou parte do que ele disse à Polícia e ao Ministério Público, incluindo a lista de políticos que, segundo ele, se beneficiaram do esquema. Lá estão cabeças coroadas do Congresso e também o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. Na edição desta semana, VEJA revela um conteúdo que compõe o núcleo atômico da denúncia. Paulo Roberto liga o esquema corrupto à eleição de Dilma Rousseff em 2010. É isso mesmo!

Costa, como se sabe, era diretor de Abastecimento da Petrobras. Por sua diretoria, passavam negócios bilionários, como a construção de refinarias, aluguel de navios e plataformas e manutenção de oleodutos. Ele chegou ao posto em 2004 — e lá permaneceu até 2012, já no governo Dilma — pelas mãos do PP, mas foi adotado depois pelo PMDB e pelo PT. As empreiteiras que negociavam com ele pagavam 3% de comissão, e o dinheiro era distribuído, depois, a políticos. Sim, Paulo Roberto pegava a sua parte. Só em uma de suas contas no exterior, há US$ 23 milhões.

Era íntimo do poder. Lula o tratava por “Paulinho” — o Apedeuta, como se sabe, é doce com os amigos… Pois bem: Paulo Roberto revelou à Polícia Federal e ao Ministério Público que, em 2010, foi procurado por Antonio Palocci, um dos coordenadores da campanha de Dilma Rousseff à Presidência. O ex-ministro da Fazenda, que já tinha sido membro do Conselho da Petrobras, precisava, com urgência, de R$ 2 milhões. Sim, vocês entenderam: pediu, segundo o engenheiro, que a quadrilha que traficava com o interesse público lhe arrumasse a dinheirama. Nota à margem: em 2010, Palocci era um dos três homens fortes da campanha de Dilma. Os outros dois eram José Eduardo Cardozo, hoje no Ministério da Justiça, e José Eduardo Dutra, hoje numa diretoria da Petrobras. Dilma os apelidou de seus “Três Porquinhos”. Palocci, um dos porquinhos, virou ministro da Casa Civil, mas teve de deixar o cargo porque não conseguiu explicar como ficou tão rico atuando como… consultor. Adiante.

Dilma tem feito o diabo para sustentar que não sabia da casa de horrores em que havia se transformado a Petrobras. Como notou um ouvinte de “Os Pingos nos Is”, o programa  diário que ancoro na Jovem Pan, a “candidata Dilma” é aquela que finge saber tudo, e a “presidente Dilma” é aquela que nunca sabe de nada.

O dinheiro, afinal, foi parar no caixa dois da campanha de Dilma? A ver. Paulo Roberto operava por cima: negociava a propina com as empreiteiras, pegava a sua parte e depois deixava a cargo dos políticos. A sua diretoria pertencia à cota do PP — e foi a essa cota que Palocci pediu o dinheiro. A distribuição da bufunfa era feita pelo doleiro Alberto Youssef, que também fez um acordo de delação premiada. Ele poderá dizer se a dinheirama ajudou a financiar a campanha da agora presidente, que concorre à reeleição.

Embora adotado pelo PMDB e pelo PT, reitere-se, Paulo Roberto era o homem do PP. Os petistas, no entanto, tinham também o seu braço na estatal: Renato Duque, que ficou 10 anos na Diretoria de Serviços. Segundo Paulo Roberto, Duque operava exclusivamente para os petistas. Não percam isto de vista: de acordo com a denúncia, Palocci foi pedir R$ 2 milhões da cota do PP. Se mais pediu de outras cotas, eis uma possibilidade que tem de ser investigada.

Atenção! Paulo Roberto Costa só poderá ser beneficiado pelo estatuto da delação premiada se as informações que fornecer forem úteis à investigação. Se está prestes a sair da cadeia, é sinal de que a apuração está avançando.

Palocci e Dilma negam qualquer irregularidade e dizem não saber de nada.

Por Reinaldo Azevedo

 

Candidato de Campos caminha para vencer no 1º turno em Pernambuco, na maior virada eleitoral de 2014

Datafolha Pernambuco 1º

A uma semana da disputa, confirma-se a virada espetacular em Pernambuco. Até 13 de agosto, dia em que caiu o avião de Eduardo Campos, Armando Monteiro, do PTB, que disputa o governo com o apoio do PT, vencia a disputa no primeiro turno: tinha 47% dos votos, contra apenas 13% de Paulo Câmara, do PSB. Se a eleição fosse hoje, o eleito no primeiro turno seria Câmara, com 43%. Monteiro teria 34%. Os demais candidatos somam 2%. Votariam em branco ou anulariam 8%; dizem-se indecisos 12%. Na hipótese de um segundo turno, o peessebista chegaria à frente com 46%, contra 39% do adversário. Monteiro deve ser derrotado na disputa que era considerada, talvez, a mais certa de todas — e era a seu favor. Destino.

Datafolha Pernambuco 2º

Senado
Na corrida pela única vaga do Senado no Estado, João Paulo (PT) tem 37%, contra 29% de Fernando Bezerra (PSB). Prefeito do Recife de 2001 a 2008, João Paulo tem apoio de Lula e Dilma. Ex-prefeito de Petrolina, Bezerra Coelho foi ministro da Integração Nacional no governo Dilma e era aliado de Eduardo Campos.

Por Reinaldo Azevedo

 

Datafolha no DF – Agnelo, o petista, vai eleger Rollemberg, do PSB

Outro que, a exemplo de Garotinho, é o melhor adversário que se pode ter no segundo turno é Agnelo Queiroz, do PT, atual governador do Distrito Federal. Ele é rejeitado por nada menos de 48% do eleitorado, segundo o Datafolha. E isso determina o rumo da eleição. Vamos lá.

Se o TSE não houvesse cassado a candidatura de José Roberto Arruda (PR), com base na Lei da Ficha Limpa, ele seguramente seria eleito. Mas teve de retirar a sua candidatura. Em seu lugar, entrou Jofran Frejat (PR). Muito bem: se a eleição fosse hoje, informa o Datafolha, o senador Rodrigo Rollemberg, do PSB, teria 35% dos votos, seguido por Agnelo, com 22%, e Jofran, com 19%. A margem de erro é de três pontos para mais ou para menos. Assim, há um empate técnico entre os candidatos do PT e do PR.

A pesquisa fez duas simulações de segundo turno. Rollemberg bateria Agnelo por 58% a 25%. Contra Frejat, o placar seria 54% a 26%.

O PT caminha para a “PT” — Perda Total — no Distrito Federal. Reguffe, do PDT, ampliou a sua vantagem e tem agora 42% dos votos na disputa pelo Senado. O petista Geraldo Magela aparece com 20% apenas.

Por Reinaldo Azevedo

 

 

Datafolha Rio – Garotinho vai (re)eleger Pezão. Que grande adversário!

Data Rio 1º 26.09

O Datafolha confirma a pesquisa Ibope e confirma uma antevisão muito antiga deste blogueiro, quando Luiz Fernando Pezão ainda aparecia em quarto lugar nas pesquisas de intenção de voto no Rio. No levantamento do instituto, feito ontem e hoje, com margem de erro de três pontos, Pezão (PMDB), o atual governador, tem 31% dos votos e se descola de Anthony Garotinho, do PR, o segundo colocado, com 23%. Marcelo Crivella, do PRB, tem 17%, e Lindbergh Farias, do PT, vai confirmando o vexame: apenas 12%. Em duas semanas, segundo o instituto, o peemedebista ganhou seis pontos, e o candidato do PR oscilou dois para baixo. Os demais candidatos obtiveram 3%. Brancos e nulos são 9%, e 5% dizem não saber.

Garotinho consegue o prodígio de ser rejeitado por 49% dos eleitores. O segundo nesse ranking negativo é Lindberg: 20%. Num eventual segundo turno, Pezão teria 54% dos votos, contra 30% e Garotinho.

Data Rio 2º 26.09

Também no Datafolha, Romário lidera com folga a disputa pelo Senado: teria 48% dos votos, contra 23% de Cesar Maia, do DEM

Por Reinaldo Azevedo

 

A racionalidade parece triunfar sobre a esquisitice: Serra lidera para o Senado com 37%; Suplicy está com 30%

Ufa!

Em São Paulo, a razão triunfa. O tucano Geraldo Alckmin parece caminhar para uma eleição segura ainda no primeiro turno, e José Serra (PSDB), tudo indica, dará um cartão vermelho a Eduardo Suplicy (PT), que deve se despedir do Senado depois de 24 anos sem ter o que dizer, o que propor, o que fazer. Se não me engano, nesses anos todos, ele cantou, declamou e submeteu o Estado a alguns vexames.

Segundo o Datafolha, o tucano abriu uma boa vantagem sobre o petista na disputa pelo Senado: passou de 34% no levantamento feito há 15 dias para 37% agora. Já o petista oscilou de 31% para 30%. A diferença, que era de três pontos, dentro da margem de erro, é agora de sete. Gilberto Kassab (PSD) aparece com 10%.

Por Reinaldo Azevedo

Datafolha SP: Alckmin leva no 1º turno, com 51% dos votos; Padilha, do PT, ainda não chega a dois dígitos: 9%. %. Os votos não saíram das torneiras que nunca estiveram secas

governo sp data

Pesquisa Datafolha divulgada há pouco sobre a eleição em São Paulo informa que, se a eleição fosse hoje, o governador Geraldo Alckmin, do PSDB, teria 51% dos votos e seria reeleito no primeiro turno. Em seguida, vem Paulo Skaf, do PMDB, com 22%. Alexandre Padilha, do PT, aparece com 9%. Há duas semanas, esses números eram, respectivamente, 49%, 22% e 9%. Ou por outra: nada mudou, exceção feita a Alckmin, que avança dois pontos, dentro da margem de erro — de dois pontos (o gráfico acima é da TV Globo).

Na simulação de segundo turno, Alckmin oscilou um ponto para cima e marca 49%. Skaf confirma os mesmos 30%. No dia em que choveu em São Paulo como há muito não se via, os candidatos do PMDB e do PT constataram a inutilidade de tentar fazer votos correr das torneiras. O Datafolha entrevistou 2.114 eleitores entre ontem e hoje.

Por Reinaldo Azevedo

Senti a vergonha que o chanceler brasileiro não sentiu! Itamaraty chafurda na lama moral

O Itamaraty chafurda na lama moral. Ontem, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Luiz Alberto Figueiredo, veio a público para tentar explicar o sentido do discurso feito por Dilma Rousseff na ONU, quando condenou os ataques às bases terroristas do Estado Islâmico e cobrou o diálogo. A fala teve uma repercussão desastrosa dentro e fora do Brasil. Sim, a presidente brasileira estava recomendando um bate-papo com facínoras que cortam cabeças, massacram pessoas, evidenciam intenções genocidas e estupram e vendem mulheres.

Figueiredo buscou explicar:
“O que ela disse muito claramente é que nós defendemos o diálogo para uma solução política que vá às causas dos conflitos. Porque não adianta bombardear apenas, que isso não resolve as causas dos conflitos. E ela disse claramente: se resolvesse, a situação do Iraque estaria resolvida há muito tempo”.

O ministro acha que essa declaração muda substancialmente o que disse Dilma na ONU? Aliás, ele nada mais faz do que repetir a delinquência intelectual, política e moral. Enquanto só conhecíamos as duas intervenções da governanta, vá lá, a gente podia atribuir a opinião à estupidez antiamericanista do petismo. Ao reiterar a ladainha, o ministro compromete mesmo, pra valer, o próprio Itamaraty.

É um assombro. De resto, comparar a ação do Iraque aos ataques ao Estado Islâmico seria burrice se não fosse má-fé.

Por Reinaldo Azevedo

 

Lula diz que divulgação de convite que a PF lhe fez para depor é “eleitoral”

Luiz Inácio Lula da Silva sempre se orgulhou da independência da Polícia Federal nas gestões petistas, não é mesmo? Ele só abre uma exceção e vê oportunismo eleitoral quando o convidado a depor é ele próprio — ou algum petista. Leiam o que informa a  Folha. Volto em seguida.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vê motivação eleitoral na divulgação de que a Polícia Federal tenta ouvi-lo sobre investigações complementares do mensalão, instauradas a partir de depoimento, em 2012, do operador do esquema e condenado, Marcos Valério de Souza. Apesar de a instituição alegar que o convite para ajuda na apuração foi feito em fevereiro e reiterado, o petista negou ter recebido qualquer comunicação e disse ter sido informado pela imprensa.

“Certamente, o objetivo de quem manda vocês fazerem a pergunta para mim é eleitoral. O que não é o comportamento da Polícia Federal”, afirmou o ex-presidente na quarta-feira (24), após comício em Santo André (SP). Ele se disse “tranquilo” com o caso e afirma estar disposto a prestar esclarecimento quando for chamado. Por receio de que a fala vaze e seja explorada politicamente por adversários, a colaboração de Lula só deve ocorrer após as eleições.

“Quando você quer fazer uma investigação séria, você não se preocupa com o período eleitoral. A investigação tem um objetivo: criminalizar ou inocentar uma pessoa. Não tem data, não tem limite, não tem eleição”, afirmou. E completou: “Na hora em que o Ministério Público, a PF, a presidente Dilma [Rousseff, o papa Chico e quem mais quiser, eu estou livre e disposto para isso”. Condenado no STF (Supremo Tribunal Federal) a mais de 40 anos de prisão por diversos crimes, Marcos Valério acusou o ex-presidente de saber da existência do mensalão e de ter se beneficiado pessoalmente do esquema.

Voltei
Alguém entendeu alguma coisa? Afinal, a PF deve ou não levar em conta o calendário eleitoral quando tem de ouvir alguém? Se a gente for investigar o fundo da consciência deste gigante, a resposta seria a seguinte: se é para prejudicar um adversário, é bom que seja em período eleitoral; se é o PT que vai se enrolar, aí, é claro que não.

Por Reinaldo Azevedo

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Fonte:
Blog Reinaldo Azevedo, veja.com

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