Quase metade dos brasileiros sem saneamento básico (e a esquerda focada na ideologia de gênero)

Publicado em 22/04/2018 04:57
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por RODRIGO CONSTANTINO, na GAZETA DO POVO

Mesmo liberais podem admitir que o saneamento básico está entre as funções básicas do governo. Não é necessário que seja função estatal, que fique claro. A iniciativa privada pode oferecer tal serviço, como acontece em vários países, inclusive em algumas cidades brasileiras. É errado afirmar que sem o governo cuidando disso os pobres não teriam acesso ao saneamento: eles já não têm acesso com o governo cuidando disso! É o que fica claro nessa reportagem:

Quase metade da população brasileira ainda não tem acesso a coleta de esgoto e pelo menos 35 milhões não são abastecidos com água potável. Os dados, divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Trata Brasil, mostram um cenário estagnado no setor de saneamento básico que sofreu, nos últimos anos, uma redução de R$ 1,75 bilhão nos investimentos feitos pelo governo federal.

O estudo foi feito com base em dados de 2016 do Sistema Nacional de Informação sobre Saneamento. Os números apontam que o compromisso assinado pelo Brasil em 2015 junto à Organização das Nações Unidas (ONU) para garantir acesso universal a água tratada até 2030 ficou ainda mais distante. Segundo a pesquisa, dentre os indicadores, o de tratamento de esgoto é o que está mais longe da universalização e, hoje, é o principal gargalo a ser superado pelo poder público.

As alterações foram pouco significativas em indicadores como população total com água tratada e coleta de esgoto. Em 2011, 82,4% da população tinha acesso a água potável. Em cinco anos, esse número cresceu apenas 0,9%.

 

A melhora na coleta de esgoto foi um pouco maior, mas ainda longe do necessário: em 2011, 48,1% da população tinha direito a alguma forma de tratamento dos rejeitos, número que em 2016 subiu para 51,9%. Segundo o Trata Brasil, 5,2 trilhões de litros de esgoto deixam de ser tratados por ano.

Já os investimentos no setor, entre 2015 e 2016, diminuíram de R$ 13,26 bilhões para R$ 11,51 bilhões.

Em meu livro Privatize Já, mostrei casos de sucesso da iniciativa privada cuidando do saneamento básico, como em Niterói. Mas a esquerda estatizante quer monopolizar os fins nobres e repete que só o estado pode levar o tratamento de água e esgoto aos pobres, ignorando que esse era o mesmo discurso com telefonia e tantos outros serviços, que chegaram aos pobres quando privatizados, e ignorando também que, sob o monopólio estatal, os pobres não recebem o serviço, como fica claro acima.

Mas, como disse, mesmo um liberal pode aceitar que algo básico como tratamento de esgoto seja função estatal, junto com Justiça e segurança, talvez educação e saúde, de preferência por meio de voucher, sem administração direta dos burocratas e políticos. O sujeito não está automaticamente excluído do grupo liberal por defender o estado se metendo nisso, desde que não apele para a falácia do monopólio da virtude, como faz a esquerda.

O meu intuito aqui, porém, é outro. É mostrar aquilo que venho falando há tempos: o abismo que se abriu entre a elite esquerdista e o povo que ela diz representar. Num país com mais de 60 mil assassinatos por ano, com doenças epidêmicas típicas de país de terceiro mundo, com hospitais públicos caquéticos, com transporte inviável, com doutrinação ideológica no lugar de educação, com mais de 13 milhões de desempregados, e com quase metade da população sem saneamento básico, eis que os esquerdistas, aprisionados em sua bolha “progressista”, acham que as pautas prioritárias são ideologia de gênero, legalização das drogas, aborto e casamento gay.

É muita alienação! É confundir o Projaquistão com o Brasil, o Leblon com a Baixada Fluminense. O povo quer o básico! O povo quer segurança, saneamento, melhores transportes, educação decente para seus filhos e trabalho. O povo não quer saber de colocar homem trans no banheiro feminino com meninas de 12 anos, ou de falar “amigx” em vez de “amigo”. Isso não é pauta do interesse da dona Maria ou do seu José. E quanto mais a esquerda caviar bate nessas teclas distantes da realidade do povão, mais Bolsonaro sobe nas pesquisas. É o resultado por acharem que Greg é um intelectual que deve ser levado a sério…

Rodrigo Constantino

GLORIA ÁLVAREZ FAZ DISCURSO ARRASADOR CONTRA SOCIALISMO NA UNIÃO EUROPEIA

A elite culpada da esquerda caviar adora um ditador populista tupiniquim… de longe. A paixão que um Chávez despertava nos europeus de esquerda era bem forte. O amor que sentiam por Lula era enorme. Muitos querem “ajudar” os pobres latino-americanos, e acham exótico pregar esses modelos revolucionários “igualitários” por lá. Quando vem algum latino-americano e toca a real na cara deles, isso é simplesmente impagável.

Conheci Gloria Álvarez durante um fim de semana em que estivemos hospedados na casa de um amigo empresário, e as boas impressões que já tinha dela ficaram ainda mais sólidas. Trata-se de uma ótima pessoa, movida pela paixão por Justiça, que viu muito sofrimento na vida por conta de governos corruptos de esquerda, em seu caso na Guatemala, e resolveu dedicar sua vida a reagir, a lutar por liberdade.

Esse discurso que ela fez na União Europeia foi simplesmente arrasador. Álvarez esfregou na cara da elite europeia que sua narrativa em defesa do socialismo tem causado enorme estrago na região, e que os latino-americanos precisam justamente de livre mercado, de capitalismo, daquilo que nunca teve e que permitiu o enriquecimento europeu. Vejam:

Rodrigo Constantino

PELEGOS NÃO LARGARÃO O OSSO DOCILMENTE: SINDICATOS CONSEGUEM LIMINARES PARA MANTER IMPOSTO SINDICAL

Cinco meses após o fim do imposto sindical, com a entrada em vigor da nova legislação trabalhista, sindicatos de todo o País têm conseguido liminares na Justiça para manter a contribuição, que é uma de suas principais fontes de receita. Segundo levantamento online feito por advogados de associações de trabalhadores, já são 123 decisões a favor dos sindicatos, sendo 34 em segunda instância – a pesquisa não informa as decisões contrárias. O Judiciário não tem um levantamento oficial sobre o tema, mas já houve liminares derrubadas em segunda e terceira instâncias. 

Em Santa Catarina, de acordo com o Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região, que contabilizou os processos, são 54 decisões favoráveis às entidades de trabalhadores até agora e apenas uma contra. A judicialização da briga em torno da contribuição obrigatória é o segundo passo dos sindicatos na tentativa de manter suas receitas. O primeiro foi a realização de assembleias extraordinárias para votar a continuidade da contribuição. Os sindicatos defendiam que, se a contribuição fosse aprovada em assembleia, ela se tornaria válida para toda a categoria. A decisão na assembleia, porém, não obrigava a empresa a reter o valor – o que levou as entidades a entrarem na Justiça. 

[…]

Para o jurista Ives Gandra da Silva Martins, a empresa que não recorrer das liminares favoráveis aos sindicatos pode ter problemas no futuro. “Se o sindicato perder em juízo, os empregados podem entrar na Justiça cobrando esse valor da empresa, e não do sindicato, e também pedindo indenização por danos morais.” Para Gandra, o fim da obrigatoriedade da contribuição é constitucional. “A lei consagra o princípio constitucional de que a associação ao sindicato é livre. Portanto, não pode ter contribuição obrigatória.”

O fim do imposto sindical na reforma trabalhista do governo Temer foi uma das mais importantes conquistas liberais das últimas décadas. Mas quem pensou que os pelegos desistiriam docilmente de suas tetas estatais passou atestado de ingenuidade. Alguém já viu um cão vira-lata abandonar sem briga seu osso? Para muitos sindicalistas, o imposto sindical é seu sustento, a alternativa sendo ter que… trabalhar! Onde já se viu?

Se o sindicato fosse realmente útil para os trabalhadores, a contribuição voluntária seria suficiente para sustenta-lo. Mas sabemos que sindicatos normalmente lutam pelos interesses… dos sindicalistas e de seus apaniguados políticos da esquerda. O trabalhador percebe que não recebe benefício algum desse esquema, e quando pode, opta por ficar de fora. Isso os sindicatos não podem tolerar!

João Amoedo, do Partido Novo, que abriu mão voluntariamente de seu “fundo partidário”, uma espécie de imposto sindical para partidos políticos, comentou a reportagem do Estadão mostrando coerência liberal:

Um supermercado é mantido somente enquanto os próprios consumidores sentem que compensa ir lá fazer compras. Uma empresa de telefonia, com menos competição, ainda assim precisa agradar seu cliente para mantê-lo fiel, caso contrário ele muda de operadora. Com sindicatos e partidos políticos deveria acontecer o mesmo: somente seus consumidores contentes podem pagar para preserva-los, sendo indecente e imoral obrigar quem não enxerga neles vantagem alguma ter que sustenta-los.

A luta, porém, será árdua, pois os pelegos e os caciques políticos têm influência, poder, e não querem abrir mão dele assim, sem mais nem menos, “só” porque é a coisa certa, justa e eficiente a ser feita. Desde quando o bem comum importa para essa gente?

Rodrigo Constantino

PT é aconselhado a tirar Lula da mira de holofotes (no ESTADÃO)

Petistas têm sido aconselhados a convencer o ex-presidente Lula a desistir da candidatura ao Planalto. Em conversas recentes com ministros do Supremo, ouviram que a única forma de ajudar Lula a sair da prisão é tirá-lo dos holofotes. Enquanto o petista estiver todos os dias na mídia e confrontando o Poder Judiciário é impossível que a Corte vote qualquer ação que possa beneficiá-lo, como o fim da prisão após 2.ª instância. A mesma sugestão foi dada ao senador Aécio Neves, razão pela qual o tucano avalia desistir de participar da eleição deste ano.

Estratégia testada. Um exemplo citado nas conversas com os petistas é o do senador José Serra. O tucano deixou o Ministério das Relações Exteriores e se refugiou no Senado. Desde então, saiu da linha de tiro e já teve um inquérito arquivado no Supremo.

“O momento, agora, é de luta pelo fim do foro privilegiado”, diz Dallagnol

De Deltan Dallagnol, no Facebook:

“Estamos atentos e em constante luta pelo combate à corrupção no Brasil. Já houve grandes avanços, mas há ainda muito trabalho pela frente. O momento, agora, é de luta pelo fim do foro privilegiado, como bem lembra o diretor executivo da Transparência Internacional Brasil, Bruno Brandão.”

Eis a declaração de Brandão ao UOL, citada pelo procurador da Lava Jato:

“Um passo importante que precisa ser dado é a redução drástica do foro privilegiado (…). Esta medida atacaria uma das maiores causas de impunidade de poderosos no Brasil e, também, a percepção de seletividade no sistema judiciário. Em um momento de tensionamento da vida nacional como o atual, seria uma medida fundamental para reforçar a credibilidade nas instituições e sua isenção no enfrentamento da corrupção.”

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Fonte: Blog Rodrigo Constantino

1 comentário

  • Cassiano aozane Vila nova do sul - RS

    Buenas, essa bicheira pra acabar só com creolina,imposto sindical é o único imposto que se paga a privados,malditos , sindicato não é estado pra obrigar pessoas a serem espoliados, a igreja tem de convencer seu seguidor a pagar o dízimo, e ainda dizemos que o Brasil é um pais livre.

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