Lula recusa o convite para o debate que FHC aceitou

Publicado em 17/02/2010 22:34 1341 exibições

O presidente Lula foi formalmente convidado, no dia 11, para um debate com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. A resposta acaba de ser transmitida ao repórter Otávio Cabral, da sucursal de VEJA em Brasília, pelo ministro Franklin Martins, chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. É a seguinte:

“O presidente Lula, quando deixar a Presidência e se tornar um ex-presidente, aceitará debater com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso”.

Se Lula estivesse apenas presidindo o processo sucessório, como costumam fazer em países civilizados chefes de governo em fim de mandato, o convite nem teria existido. Se tivesse apenas optado por uma candidatura, sem se envolver ostensivamente na disputa, a recusa até seria aceitável. Como os fatos informam que o presidente se enfiou até o pescoço na campanha que antecipou ilegalmente, a rejeição do convite deixa de fazer sentido.

Sem que ninguém lhe pedisse, Lula decidiu que a candidata seria Dilma Rousseff, nomeou-se Primeiro Cabo Eleitoral, não desce do palanque há seis meses, ataca o antecessor em todos os comícios e repete diariamente que os brasileiros terão de escolher entre o governo FHC e o atual. Garante que recebeu uma “herança maldita”. FHC garante que a afirmação é falsa. Um debate entre ambos seria o caminho mais curto para chegar-se à verdade. Fernando Henrique topou. Lula só quer debater em 2011.

A opção pelo monólogo ─ recomendada, aliás, por 10 em 10 militantes governistas que se manifestaram nesta coluna ─ confirma a suspeita de que foi descoberta a kriptonita do SuperLula. Chama-se FHC.


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Agora que o Carnaval passou, é hora de esclarecer um grande negócio muito mal explicado

Nos quatro primeiros parágrafos do discurso de posse, Nelson Jobim tratou de justificar a fama de gaúcho sabido com a evocação de episódios protagonizados por Dom Pedro II, Zacharias de Goes e Vasconcellos, Benjamin Constant e outras placas de ruas, praças ou avenidas. No quinto, o novo ministro da Defesa encerrou a aula de História com uma frase de Benjamin Disraeli, duas vezes primeiro-ministro do império britânico no fim do século 19. “Never complain, never explain, never apologise”, falou bonito o novo ministro da Defesa.

Caridoso com os muitos monoglotas presentes, traduziu a citação: “Nunca se queixe, nunca se explique, nunca se desculpe”. Fez então uma pausa, armou a carranca no rosto de glutão sem remorso e rugiu:  “Aja ou saia, faça ou vá embora!”. Como quem age faz alguma coisa, como quem sai vai embora, uma das duas frases já estaria de bom tamanho. Jobim deve ter embarcado na  redundância para mostrar que não estava para brincadeiras. Estava lá para liquidar o apagão aéreo que acabara de festejar o primeiro aniversário. Os culpados que se cuidassem.

A ameaça causaria forte impressão mesmo se gaguejada por um vereador de grotão. Produzida pela figura com mais de 110 quilos esparramados por quase 2 metros, a trovoada no  coração do poder provocou efeitos tremendos. Andorinhas voaram de costas, urubus ficaram brancos de medo, aviões de carreira enveredaram por loopings involuntários, helicópteros flutuaram na estratosfera. Até que todos perceberam que o ultimato não passaria do falatório.

Jobim não agiu, mas não saiu. Não fez, mas não foi embora. Fez que conta que esqueceu o grande momento do discurso de posse. Até que o  apagão morreu de morte natural e o ministro resolveu começar a agir. Acabou demonstrando que a lição de Disraeli nem sempre dá certo. Por ter feito tudo errado, o que fez causou mais estragos que o que deixou de fazer. A última do Jobim foi convencer o presidente Lula de que a compra dos 36 caças franceses Rafale é um grande negócio para o Brasil.

Antes do Aerolula, a milhagem aérea do Primeiro Passageiro era inferior à de uma abelha. Jobim só aprendeu, em viagens internacionais, que não cabe na poltrona. Pois os dois se acharam qualificados para decidir qual fábrica seria contemplada com uma fabulosa bolada extraída dos bolsos dos pagadores de impostos. Acabaram por desmoralizar os chefes da Aeronáutica e os técnicos incumbidos de produzir o relatório que classificou os três concorrentes.

O documento recomendou a escolha dos caças suecos Gripen, que custariam US$ 4,5 bilhões. A segunda opção foi o americano F-18, fabricado pela Boeing (US$ 5,7 bilhões). Para desconforto dos especialistas, e para alegria dos acionistas da Dassault, Lula e Jobim preferiram o lanterninha Rafale. Os brasileiros vão desembolsar US$ 6,2 bilhões (ou R$ 11,4 bilhões) para que os pilotos da FAB voem nos caças que não desejaram. A justificativa para o injustificável foi uma misteriosa  “parceria estratégica” com a França.

Agora que o Carnaval passou, os responsáveis pela escolha precisam deixar de conversa fiada e buscarem explicações mais convincentes para a transação bilionária. O país que presta está exausto de eufemismos espertos. A novilíngua da Era Lula já transformou ladroagem em “recursos não-contabilizados” e fez dinheiro sujo virar “caixa 2″. Os dois truques tentaram camuflar negociações suspeitíssimas entre os partidos que hoje compõem a base parlamentar do Planalto. Para quem enxerga, é uma base alugada. Para o governo, é uma parceria estratégica.


O carnaval em que o Padroeiro dos Pecadores vestiu a fantasia de Inimigo dos Corruptos


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Durante o Carnaval, os brasileiros estão autorizados a vestir a fantasia que quiserem. Todos podem transformar-se em arlequim, pirata, pierrô, demônio, anjo, lorde inglês ou Nelson Jobim. Qualquer um tem o direito de fazer de conta que é o que nunca foi e jamais será. Lula, por exemplo, irrompeu em Goiás na sexta-feira fantasiado de Guardião da Moral e do Dinheiro Público em Luta contra os Corruptos Inimigos da Pátria. No País do Carnaval, talvez ganhe algum troféu na categoria Originalidade.  Num Brasil menos cafajeste, o concorrente seria desqualificado por obscenidade.

A fantasia se inspira numa fantasia mais antiga: nos últimos sete anos, Lula não enxergou nenhum caso de corrupção, não viu nenhum corrupto. Descobriu só agora que existem bandidagens por perto,  contou na espantosa entrevista concedida a emissoras de rádio goianas. “Obviamente que fico chocado quando vejo a denúncia de corrupção nesse país”, disse sem ficar ruborizado o presidente que, desde julho de 2005, preside um escândalo por mês. “Fico chocado quando vejo aquele vídeo do Arruda recebendo o dinheiro”, continuou a figura que, confrontada há dois meses com a performance da  Turma do Panetone, ensinou que “imagens não falam por si”.

“É uma coisa absurda a gente imaginar que em pleno século 21 isso acontece neste país”, prosseguiu sem gaguejar. O que há com o Brasil, estaria perguntando Nelson Rodrigues, que não interrompe aos gritos o falatório, para berrar que muito mais absurdo é ouvir uma coisa dessas declamada pelo Padroeiro dos Pecadores Companheiros? Como os repórteres nem miaram, a discurseira seguiu seu curso: “Espero que o que aconteceu com o Arruda sirva de exemplo para que isso não possa mais se repetir em lugar nenhum. Por isso mandei para o Congresso projeto de lei transformando o crime de corrupção em crime hediondo porque precisamos ser mais duros com a corrupção e com os corruptos”. O que há com o Brasil, estaria rugindo Nelson Rodrigues, que não reage com uma gargalhada nacional ao espetáculo do cinismo?

Como pode falar em combate à corrupção quem finge não saber das bandalheiras em que se meteram mensaleiros, sanguessugas, aloprados, os compadres Roberto Teixeira e Paulo Okamotto, o “nosso Delúbio” e seus quadrilheiros? Como pode posar de defensor dos usos e costumes o presidente que se despediu com cartinhas meigas do estuprador de contas bancárias Antônio Palocci e de José Dirceu, capitão do time do Planalto e general da  organização criminosa em julgamento no Supremo? Como pode apresentar-se como guardião da moral e da ética o companheiro que convive fraternalmente com Fernando Collor, Renan Calheiros e Romero Jucá, e promoveu José Sarney a homem incomum?

Há pouco, entre uma e outra pedra fundamental, Lula inaugurou a tese de que o mensalão não passou de uma trama forjada por inimigos da pátria inconformados com a performance incomparável do operário que virou presidente. Tudo somado, esse histórico informa que a promessa de combater duramente a corrupção é mais que uma fantasia de Carnaval. É também a prova de que o Brasil é governado por um presidente que, em vez de cérebro, tem na cabeça um palanque.

Lula fez a opção preferencial pela amoralidade e incorporou a mentira ao estilo de governo. É compreensível que tenha visto em Dilma Rousseff a sucessora ideal.


A prisão de Arruda melhorou o Carnaval que seria perfeito com os mensaleiros na cela ao lado


A agenda do homem público José Roberto Arruda foi atropelada pelo prontuário do delinquente José Roberto Arruda. Governador do Distrito Federal desde 2006, já deveria estar no Rio nesta sexta-feira, pronto para brilhar na Marquês de Sapucaí. Criminoso irrecuperável desde o berçário,  cancelou passagens aéreas e reservas no hotel para hospedar-se involuntariamente na Polícia Federal. Em vez de desfrutar das noites cariocas, vai  pensar na vida durante as madrugadas na cadeia.

Para os brasileiros honestos, a prisão de um corrupto da classe executiva é mais animadora que qualquer samba-enredo. Pelo menos não serão afrontados pelo sorriso do bandido no camarote, pago com dinheiro público, assistindo à passagem da Beija-Flor, que escolheu o 50° aniversário de Brasília como tema do enredo para que o governo pilantra pagasse a conta da festa.

É cedo, contudo, para festejar  o fim da impunidade dos meliantes da primeira classe. O primeiro pedido de habeas corpus foi rejeitado pelo ministro Marco Aurélio de Mello. Mas outros virão. E mesmo o mais delirante dos otimistas sabe que Arruda estará em liberdade antes da Sexta-Feira Santa.

Em países civilizados, o chefe da Turma do Panetone aprenderia o que acontece a quem rouba com a desfaçatez, a gula, e o cinismo documentados pelos vídeos inverossímeis. Se fosse julgado por um tribunal americano, por exemplo, Arruda só voltaria a brincar no Carnaval num clube da terceira idade. Como isto aqui é o Brasil, expressões como “direito à ampla defesa” e “devido processo legal” prevalecem sobre o dever de impedir que criminosos exerçam o direito de ir e vir para dedicar-se à obstrução da Justiça, ao sumiço de provas e à intimidação de testemunhas.

É o que Arruda vinha fazendo desde a divulgação das gravações cafajestes ─ e voltará a fazer depois da escala na cadeia, só que menos ostensivamente. Foi preso não por corrupção, mas por ansiedade. Deveria ter esperado que os vídeos caíssem no buraco negro da desmemória brasileira para tentar subornar uma testemunha. Mesmo para os padrões do Judiciário, foi demais.

Ironicamente, a primeira prisão de um governador corrupto, ao escancarar a solidão de Arruda na paisagem absurdamente despovoada de colegas de profissão, transformou-se numa prova contundente de que o Brasil não prende ladrões com bons advogados e amigos influentes. Larápios infestam os três Poderes, a procissão de escândalos não para, falta espaço aos jornais para tantos patifes. Mas só Arruda está na gaiola.

“A prisão do Arruda deve ser servir de exemplo”, disse Lula nesta sexta-feira. “É um absurdo a gente constatar que, em pleno século 21, isso ainda acontece no Brasil”. O Padroeiro dos Pecadores Companheiros tem tanto compromisso com a seriedade quanto um vadio profissional com o trabalho. Não lhe basta afrontar o país que presta com a absolvição liminar dos cafajestes amigos, com a mão estendida a José Sarney, com o tratamento de comparsas dispensado aos mensaleiros.

A declaração desta sexta-feira não rima com as anteriores. “As imagens não falam por si”, resolveu Lula depois de confrontado com gatunos enfiando montes de cédulas nos bolsos, nas meias e na cueca. Como não conseguiu livrar do camburão outro patife de estimação, o presidente faz de conta que a corrupção no Brasil foi inaugurada por Arruda. Os cofres públicos nunca foram assaltados com tanta cupidez quanto nos últimos sete anos. Lula não conseguiu enxergar nenhum ladrão. Acaba de ver o primeiro. Parece ficção.

Uma peça de ficção tão obscena quanto a reação da companheirada que topa qualquer safadeza porque os fins justificam os meios. ”Não vai falar do Arruda?”, excitam-se as patrulhas petistas, como se homens de bem pudessem ser indulgentes com um fora-da-lei só por não estar homiziado no  PT. Como são assim, os patrulheiros precisam acreditar que todos sejam. Aqui se disse do governador do DF. desde o primeiro vídeo, o que se diz agora: merece cadeia.

O rebanho dos devotos de Lula dividem o mundo em branco e preto. Quem apoia o chefe está certo, mesmo que seja um Sarney. Quem não apoia está, além de errado, vinculado a todos os não-companheiros. Fanáticos não conseguem admitir a existência de gente simplesmente honesta, pronta para exigir a punição de quem não é ─ pouco importa o nome do bandido, pouco importa a filiação partidária.

Sem Arruda na rua, o Carnaval ficou mais animado. Ficaria muito melhor se a população carcerária fosse engrossada também pelos 40 companheiros da organização criminosa sofisticada chefiada por José Dirceu. Se fossem eternizadas em vídeo, as cenas que exibem pais-da-pátria carregando malas da grife Marcos Valério, líderes da base alugada dividindo o produto do roubo, quantias astronômicas pousando em bancos na Suíca e outros lances pornográficos lembrariam, comparadas à chanchada da Turma do Panetone, um épico hollyoodiano.

Enquanto o escândalo do mensalão se arrasta no Supremo Tribunal Federal, os quadrilheiros desmascarados em 2005 saboreiam a liberdade imerecida. Alguns estão de volta à direção do PT e cuidam da campanha de Dilma Rousseff. São aplaudidos pelas mesmas matilhas que pedem a forca para o governador que, perto da turma do mensalão, fica com cara de punguista aprendiz.

Os colegas de Arruda deveriam estar numa cela. Estão no palanque.

FHC aceita o convite para o duelo que Lula não pode recusar

Perto das 8 da noite desta quarta-feira, no intervalo de uma reunião no Instituto Fernando Henrique Cardoso, o ex-presidente ouviu a pergunta já no primeiro minuto da conversa por telefone:

─ Posso dizer que o senhor aceita debater publicamente com o presidente Lula?

─ Pode, claro.

─ Alguma pré-condição?

─ Nenhuma. Mas é bom deixar claro que não propus nenhum desafio. Não estou desafiando ninguém. Estou apenas  aceitando um convite.

─ Vou dar a notícia amanhã.

─ Pode dar. Debate é sempre saudável. Aceito pelo Brasil.

No mesmo dia em que Fernando Henrique Cardoso topou o convite, o deputado Ricardo Berzoini entoou a cantilena que obriga o presidente a aceitá-lo também. “Vamos, sim, fazer a comparação entre os oito anos de Lula e os oito anos de FHC”, recitou. “O eleitor precisa ser lembrado de como foi um governo e o outro”.

O eleitor merece saber se Lula recebeu uma herança maldita e reconstruiu o país, como repete há pelo menos seis anos, ou se resolveu valer-se de mentiras e fantasias para desqualificar o legado do antecessor que acabou com a inflação, consolidou a democracia constitucional e fixou diretrizes econômicas que, em sua essência, vigoram até hoje. É assunto sério demais para ser tratado por intermediários, muito menos por moleques de recado. É coisa para gente grande. Os eleitores merecem ver em ação os dois protagonistas ─ só eles, e sem figurantes por perto.

O debate se tornou inevitável no momento em que o presidente decidiu que a eleição tem de ser plebiscitária. FHC já topou. Lula não poderá furtar-se ao duelo que provocou.

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Fonte:
Blog Augusto Nunes (Veja.com.br)

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4 comentários

  • Telmo Heinen Formosa - GO

    Caro Augusto, você tem total razão. Quem detém a maioria da opinião 'do público' nem sempre é a opinião publicada. As coisas no Brasil não são decididas pelas pessoas que leem os jornais mas pelas pessoas que fazem outros usos deles...

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  • Augusto Mumbach Goiânia - GO

    Caros amigos. Sinto decepcioná-los. Mas o nosso presidente ganharia o debate sim. Não são vocês, pessoas instruídas, que vão avaliar o debate, pelo menos não com um volume capaz de fazer diferença. Não podemos esquecer que moramos em um país onde os programas de televisão mais assistidos são Gugu e Faustão. As músicas mais ouvidas são do tipo rebolation, cachorra e ordinária. As revistas mais lidas só tem fotos. Um país que fica parado desde uma semana antes do natal até pelo menos 2 semanas após o carnaval. Onde a preguiça (receber bolsas daquilo e disso e processar as empresas que empregam) é mais lucrativa que o trabalho, pois empregar e produzir está virando crime. Fernando Henrique tem todos esses engarranchos pelo caminho. Lula não! No nosso patropi Lula vence o debate...

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  • Angelo Miquelão Filho Apucarana - PR

    Diz a sabedoria popular; "quem fala demais, acaba por dar bom dia a cavalo".

    Um debate entre Lula e Fernando Henrique, seria até uma covardia, o presidente Lula seria derrotado aos 5 minutos do primeiro tempo (ele sempre compara tudo com futebol mesmo). Mas no futebol todos ganham, e ganham muito bem, não é presidente Lula?

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  • Adoniran Antunes de Oliveira Campo Mourão - PR

    Taí. O lula tanto fez, tanto falou mal do FHC,que estava quietinho no seu canto,tanto disse da herança maldita, e tomou o troco. Lula, se voce for homem,com moral(acredito que nao saiba o que é isto)aceite o debate. O HOMEM FHC ficou de saco cheio com tua tagarelice e te desafiou.Vamos Lula, aceite,vamos discutir o governo dele e teu, vamos ver a verdade.Nao acredito que aceites mesmo porque sois um covarde,mentiroso, do mesmo jaez que tua candidata.E olha Lula, eu votei uma vez em ti,e mandarei decapitar meu dedo,(aquele que apertou na urna teu ;maldito nome)mas se arrependimento matasse, eu estaria mortinho da silva.Como é,mostre pelo menos uma vez na vida,coragem.Meu consolo é de que na hora do debate eleitoral pela tv,tua candidata de meio neuronio,vai se borrar toda,porque é burra de dar dó.

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