Senadora Kátia Abreu ajuíza ação popular contra Campanh "carne legal” do Ministério Público.

Publicado em 12/07/2010 19:45 e atualizado em 13/07/2010 10:37 834 exibições

SENADORA KÁTIA ABREU VAI À JUSTIÇA CONTRA CAMPANHA DO MINISTÉRIO PÚBLICO QUE DIFAMA UM SETOR DA ECONOMIA BRASILEIRA. FAZ MUITO BEM!!!

Vocês se lembram de uma campanha absurda lançada pelo Ministério Público Federal, que punha a carne brasileira, qualquer carne, sob suspeita, associando o produtor brasileiro à lavagem de dinheiro, ao trabalho escravo e ao desmatamento? Escrevi a respeito no dia 3 de junho: O Ministério Público Federal contra o Brasil.  Os vídeos produzidos estimulam a população a indagar se a carne que consome é ou não cerificada. Como o consumidor não dispõe de instrumentos para tanto, a peça resulta apenas na difamação de um setor da economia brasileira — justamente o mais virtuoso. Não é impressionante? 

Como sempre, a senadora Kátia Abreu (DEM-TO) resolveu comprar a briga do setor produtivo, pondo as coisas no seu devido lugar. Segue a íntegra de uma nota da CNA:

SENADORA KÁTIA ABREU AJUIZA AÇÃO POPULAR CONTRA CAMPANHA “CARNE LEGAL” DO MINISTÉRIO PÚBLICO

A senadora Kátia Abreu ajuizou, hoje, na Justiça Federal de Brasília, ação popular contra quatro membros do Ministério Público Federal, responsáveis pela campanha institucional Carne Legal. Com base nas irregularidades identificadas na campanha, a senadora requer, na petição inicial, que Eugênio José Guilherme de Aragão, Daniel César Azeredo Avelino, Alan Rogério Mansur Silva e Carlos Frederico Santos sejam condenados a ressarcir aos cofres públicos os recursos empregados na produção da campanha, cujos cálculos preliminares somam aproximadamente R$ 400 mil.

O material publicitário produzido pelo MPF associa a cadeia produtiva da carne ao desmatamento ilegal na Amazônia, à sonegação fiscal e ao trabalho escravo, instruindo a população a somente consumir carne de origem certificada. A campanha, entretanto, é baseada em dados não-oficiais, não comprováveis, além de se basear em premissa falsa, uma vez que não existe sistema de rastreamento do rebanho bovino brasileiro ou de certificação da carne produzida no Brasil.

Na ação, a senadora afirma que, ao contrário do que erroneamente é veiculado pelo MPF, é impossível para a população certificar-se da origem da carne que consome. Assim, a campanha Carne Legal foge dos parâmetros fixados no § 1º, do art. 37, da Constituição Federal, para a chamada propaganda institucional, o que configura a irregularidade. Além de apresentar desvio de finalidade, uma vez que não satisfaz o interesse público, a campanha foi autorizada por órgão incompetente para tanto, a 5ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF.

Outro aspecto que evidencia a ilegalidade da campanha é o fato de que suas peças publicitárias foram feitas por entidade que mantinha contrato com o MPF para a produção de programas jornalísticos, a serem veiculados na TV Justiça, e não para a confecção de propaganda institucional. Conforme o texto da petição, segundo informações do site Contas Abertas, a campanha Carne Legal foi produzida com base no desvirtuamento do objeto de um contrato administrativo, em burla à Lei de Licitações.

Encerro
Se a média dos oposicionistas brasileiros tivesse metade da disposição e da clareza de convicções de Kátia Abreu — metade já estaria bom!!! —, o Brasil teria mais CONFRONTOS DEMOCRÁTICOS e, pois, mais democracia! E certamente haveria menos espaço para os demagogos e os “songomongos”.

DISCURSO TRIUNFALISTA ENGABELA NATIVOS; FIFA PREFERE AEROPORTOS, ESTRADAS, ESTÁDIOS, HOTÉIS…

Luiz Inácio Lula da Silva consegue enganar os nativos.
Luiz Inácio Lula da Silva consegue encantar boa parte da imprensa.
Luiz Inácio Lula da Silva é mestre numa arte que consiste em transformar a fantasia num fato e o fato numa fantasia.

Mas Luiz Inácio Lula da Silva não consegue fazer brotar aeroportos da noite para o dia. Ou estradas. Ou hotéis. Isso não se resolve com gogó ou com triunfalismo chulo, a exemplo de sua fala na África do Sul, há três dias. “Se o Brasil não conseguir realizar uma Copa do Mundo, eu volto a nado pra casa”. Ou ainda: “Não é possível que um país que tem bilhões em investimento não consiga…”

Ora, é claro que é possível. Basta que esse país tenha um governo bravateiro. Desde a escolha do país para sede da Copa do Mundo de 2014, três preciosos anos foram perdidos. E é isso que está levando a Fifa ao desespero. Uma coisa já se sabe: tudo terá de ser feito na correria.

A incompetência do governo na área de infra-estrutura estaria dada com ou sem Copa do Mundo. O caso dos aeroportos é só o mais gritante. Em seus oito anos de governo, Lula aumentou brutalmente não a gerência do Estado, mas a sua INGERÊNCIA na economia, o que é coisa bem diferente. Boa parte do setor privado não dá mais um passo sem o consentimento da alta burocracia… petista! Consentimento sempre cheio de exigências, digamos, especiais…

Puxado pelo consumo e pelo alto valor das commodities brasileiras no mercado externo, a economia cresce, e os gargalos vão aparecendo, sem uma resposta à altura do desafio. Todo mundo sabe onde termina essa equação: no desastre. Mas não adianta: o elefante está pesado demais para dar uma resposta com a rapidez necessária.

Até agora, a única coisa que Lula conseguiu fazer foi afrouxar as regras que exigem transparência nos gastos, como se fossem elas as responsáveis pelo atraso nas obras. Isso é mentira.

A Fifa consegue deixar evidente a inoperância do governo, coisa que não é caracterizada aqui dentro, porque está imune à publicidade vigarista do Brasil grande. Seus critérios são mais simples:
- Cadê os aeroportos?
- Cadê as estradas?
- Cadê os hotéis?

Lula passou três anos perorando sobre a grandeza de se ter uma Copa do Mundo no Brasil. E esqueceu as obras. Por enquanto, nessa área, ele só conseguiu gerar uma legislação de exceção que pode não erguer estádios, mas vai certamente encher os bolsos de alguns larápios.

Sei não… Mas acho que até o risco de o Brasil passar por um vexame monumental aos olhos do mundo pode estar em jogo na Copa das Urnas de outubro.

A FIFA SOBRE A COPA NO BRASIL: “Precisamos construir estádios, estradas, o sistema de telecomunicações, aeroportos e ver se há mesmo a capacidade suficiente em hotéis”

Leiam o que informa a Agência Estado sobre a Copa do Mundo de 2014 e as preocupações da Fifa. Comento no post seguinte:

Três anos depois de dar a Copa de 2014 ao Brasil, a Fifa alerta que falta muito ainda ao País para organizar o próximo Mundial. A entidade deixou claro que, com o fim da Copa de 2010, passará a pressionar o Brasil para acelerar as obras para a realização da competição. Muitas das promessas sequer saíram ainda do papel, para o desespero da entidade.

Nesta segunda-feira, questionado se existiam problemas do Brasil para a Copa, o secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, admitiu que sim. “Temos alguns problemas sim”, disse. A lista do cartola, na realidade, é longa e complexa. “Precisamos construir estádios, estradas, o sistema de telecomunicações, aeroportos e ver se há mesmo a capacidade suficiente em hotéis”, disse o dirigente.

Em resumo, o recado da entidade é de que nada está em dia. Não há nem uma definição sobre onde ocorrerão os jogos de abertura e semifinais, como será a infraestrutura, quais aeroportos serão usados e nem sobre garantias financeiras. Um membro do Comitê Executivo da Fifa admitiu à Agência Estado que, se o Brasil não tivesse concorrido sozinho para sediar a Copa, não teria vencido a disputa diante da falta de planejamento.

Para a Copa de 2018 e 2022, há na Fifa quem tenha a sensação de que os candidatos estão mais preparados que o Brasil. Nos bastidores, o Brasil vem sendo considerado pela entidade como um país tão problemático ou até pior que a África do Sul para a realização da Copa. Antes do início do Mundial, o presidente da entidade, Joseph Blatter, chegou a apontar que “o Brasil não era um paraíso”, em um sinal de insatisfação com a forma de lidar com a Copa pelos dirigentes e governos.

Em maio, Valcke já havia alertado que os trabalhos no Brasil estavam “impressionantemente atrasados”. Sua avaliação é de que o atraso chegava a dois anos. Na quinta-feira, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, garantiu que essa não era mais a situação do Brasil e que as obras estavam já em andamento. Mas alertou para a situação preocupante dos aeroportos.

Na sexta-feira, foi a vez do presidente Luiz Inácio Lula da Silva atacar quem duvidasse do Brasil. Para ele, era “descabido” questionar se o Brasil estaria pronto para a Copa, garantindo que investimentos seriam feitos e que não faltaria aeroportos. Lula chegou a se irritar com o questionamento. “Se o Brasil não tiver condições, garanto que volto da África a nado”, disse.

Valcke, que terá de tomar decisões sobre estádios e sobre o formato da competição no Brasil, admite que o trabalho não será pequeno. “Vamos trabalhar em todos esses assuntos”, garantiu. A Fifa havia prometido que falaria de 2014 após o final da Copa de 2010. Mas, nesta segunda-feira, um dia após a final do Mundial, o sentimento ainda era de que não se deveria tratar do assunto diante do grande número de polêmicas. A Fifa estava decidida a não permitir que jornalistas brasileiros tomassem a conferência para falar de 2014. Vários jornalistas do País que pediram a palavra simplesmente não foram atendidos.

Visita ao Brasil
Blatter admitiu que fará uma visita até o final do ano ao Brasil, antes do fim do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas a relação entre a Fifa, CBF e o governo não é das melhores. Lula desistiu de assistir a final da Copa, o que foi considerado como um ato de menosprezo à entidade que levará o Mundial ao Brasil em 2014.

Tradicionalmente, o presidente do próximo país sede é o convidado de honra da final da Copa. No último domingo, na sala vip do estádio, o lugar de Lula ficou vazio.

LULA ACHA QUE FOME ZERO RESOLVE PROBLEMA DE DEMOCRACIA ZERO

Lula voltou de seu giro, mais um (e como gira!), pela África e resolveu, como de hábito, anunciar novas auroras no programa “Café com o Presidente”. Leiam trecho de sua fala:

“Tenho que aproveitar o acúmulo dos acertos que nós tivemos em política social no Brasil, e que são muitos, para que a gente possa trocar experiência com os países, por exemplo, da América Central, com os países da América do Sul, com os países do Caribe e com a África”, disse Lula no programa “Café com o Presidente (…). É preciso que a gente faça com que o mundo saiba que é possível, sabe, a gente construir um outro mundo”.

Que bode!

Então o “outro mundo possível” já é este em que estamos? É aquele, por exemplo, dos milhares de desabrigados de Pernambuco e Alagoas, diante de um governo federal inerme, que não consegue atuar de forma definitiva nem para impedir o surto de doenças que já se segue à tragédia?

Sim, eu sei, ele certamente se refere ao Bolsa Família, programa pirateado de seu antecessor, já que o seu próprio, o Fome Zero, deu com os burros n’água. Pode dar certo em países africanos? Depende! Nas democracias — bem poucas! —, pode ter o efeito que teve no Brasil: minorar as dificuldades dos extremos da pobreza. Nas ditaduras — muitas! —, seria apenas um instrumento a mais dos corruptos.

E Lula, é fato, tornou-se o amigo mais influente dos ditadores. Deve acreditar que um Fome Zero resolve a contento os problemas decorrentes da Democracia Zero.

SALSICHAS, IMPRENSA E FATALIDADE LÓGICA

Confesso que mesmo sabendo como são feitas a salsicha e certa imprensa, para lembrar frase atribuída a Bismarck — e que já virou um clichê —, ainda me espanto às vezes. Sempre notando que as salsichas, hoje em dia, certamente passam por um controle de qualidade que não tinham no passado. Já aquela imprensa… Uau!

O PSDB ainda elabora o seu programa final de governo, a exemplo do PT. E é possível substituir o texto entregue ao TSE. Podemos até achar que os partidos dão pouca bola pra isso, que já deveriam tê-lo feito etc, mas calma lá! Isso não iguala os dois partidos nessa questão, não!

O busílis no imbróglio que diz respeito ao programa do PT não é se o partido já caminha para uma terceira versão. A questão central é O QUE o partido entregou ao TSE. Tanto a primeira como a segunda versões expressam uma inequívoca aversão à imprensa livre, por exemplo.

Não só isso. Sabe-se, a esta altura, que a história de que o PT se enganou e levou o documento errado ao tribunal é cascata, é mentira. Aquele era o documento rubricado pela candidata — só lhe restou afirmar que assinara sem ler.

A questão da imprensa era apenas um dos absurdos contidos naquela estrovenga. É bom lembrar que ele reitera — porque não é a primeira iniciativa do partido neste sentido — na relativização do direito de propriedade ao propor que os juízes sejam impedidos de expedir liminar de reintegração de posse antes de fazer uma junta de conciliação de que o… invasor faria parte!!!

Mas já entrou em ação a turma do “é todo mundo igual”. E sabemos que quem iguala as desigualdades sempre protege o pior, certo? É uma fatalidade lógica.

ACUADO PELO “RUBRIQUEI, MAS NÃO TRAGUEI”, PT MOBILIZA CENTRAIS SINDICAIS. E ELAS ASSINAM UM DOCUMENTO ILEGAL E MENTIROSO

O governo Lula e seus aliados — em certos casos, asseclas a soldo — cometem mais faltas feias no jogo político do que a Holanda em final de copa do mundo. E não têm nenhuma vergonha de meter o pé no peito do adversário. Na bola, a Holanda acabou sendo punida pela superioridade do adversário, apesar de o juiz ser um moleirão. Na política, o juiz também tem-se mostrado fraco para conter o banditismo. Cinco centrais sindicais assinaram um vergonhoso manifesto contra a candidatura do tucano José Serra à Presidência. Antes de mais nada, e a despeito da mentira essencial que está contida no texto — já falo a respeito —, cumpre destacar: trata-se de um manifesto ilegal, de mais um crime eleitoral escancarado. Direi por quê, depois de uma pequena digressão história, e também vou colocar a verdade em seu devido lugar.

A digressão: máquina milionária com o seu dinheiro
Tio Rei ainda nem tinha barba direito, e estava lá combatendo os chamados “sindicatos pelegos” — até ajudei a fundar um: não me envergonho do meu passado, mas nem sempre me orgulho dele… Adiante. Uma das reivindicações, depois incorporadas pelos sindicatos que formariam a base do PT e pela CUT, era o fim do imposto sindical, aquele dia de trabalho que é surrupiado de todos os trabalhadores, sejam eles sindicalizados ou não. Era um escândalo que algo como aquilo existisse. E continua a ser. No poder, PT e CUT passaram a ser, VEJAM COMO NÃO É ESPANTOSO!, defensores do Imposto Sindical. Em setembro de 2007, Lula enviou ao Congresso um projeto de lei que reconhecia as centrais sindicais. No dia 31 de março de 2008, sancionou a lei aprovada pelo Congresso.

Pois bem: a partir dali, as centrais passaram a ter a chamada “existência legal”; deixavam de ser organizações informais de trabalhadores, por meio da associação de sindicatos e federações. E isso lhes trouxe um enorme benefício: passaram a receber um naco do bilionário Imposto Sindical. Atenção: desde a aprovação da lei até o mês passado, o governo Lula já havia repassado R$ 228 milhões às centrais — ou melhor: o governo, não! Você, leitor, é que deu a grana. Bateram a sua carteira. Nos seis primeiros meses do ano, o Imposto Sindical já havia arrecadado a fabulosa quantia de R$ 1,7 bilhão. CUT e Força Sindical, nesse período, levaram quase R$ 50 milhões cada uma.

Atenção: a lei aprovada no Congresso obrigava as centrais a submeterem esse dinheiro — já que sua origem é um imposto —  ao crivo do Tribunal de Contas da União. Sabem o que fez Lula? Vetou esse dispositivo. As centrais, assim, podem usar o dinheiro como lhes der na telha — isso faria parte de sua “autonomia”. Vale dizer: elas são autônomas para gerir  a grana, mas o trabalhador não é autônomo para não dar o dinheiro se não quiser. É uma vergonha! Sigamos.

Ilegalidade
Legalizadas as centrais, elas estão proibidas de fazer política partidária. Eu não li ainda o que a chamada grande imprensa dirá a respeito, mas temo que não se atente para tal fato. O Artigo 24 da
 Lei 9504 e o Artigo 31 da Lei 9096a dos Partidos Políticos., têm a mesma redação neste particular, a saber:
É vedado, a partido e candidato, receber direta ou indiretamente doação em dinheiro ou estimável em dinheiro, inclusive por meio de publicidade de qualquer espécie, procedente de:
(…)
IV - entidade de direito privado que receba, na condição de beneficiária, contribuição compulsória em virtude de disposição legal;
V - entidade de utilidade pública;

Estamos diante de mais um óbvio capítulo de uso da máquina sindical, agora irrigada pelos milhões da generosidade de Lula com o dinheiro alheio, em favor de uma candidatura. Malandramente, o texto das centrais não faz a defesa da candidatura de Dilma; limita-se a atacar a de Serra, como se campanha negativa não fosse, afinal de contas, campanha.

A desinformação a serviço da mentira
Na convenção do PSDB — e o trecho integra o documento entregue ao TSE — afirmou o presidenciável tucano:

“Fui também o autor da emenda à Constituição brasileira que instituiu o que veio a ser o Fundo de Amparo ao Trabalhador, o FAT. O Fundo, hoje, é o maior do Brasil e é patrimônio dos trabalhadores brasileiros (…) Graças ao FAT, também, tiramos o seguro-desemprego do papel e demos a ele a amplitude que tem hoje. O seguro-desemprego dormia há mais de 40 anos nas gavetas. (…)”

Como as palavras fazem sentido, fica evidente que ele afirmou ser o AUTOR DA EMENDA À CONSTITUIÇÃO QUE INSTITUIU o que recebeu, depois, o apelido de FAT. Qual emenda? A 239, a saber:
Art. 239. A arrecadação decorrente das contribuições para o Programa de Integração Social, criado pela Lei Complementar nº 7, de 7 de setembro de 1970, e para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público, criado pela Lei Complementar nº 8, de 3 de dezembro de 1970, passa, a partir da promulgação desta Constituição, a financiar, nos termos que a lei dispuser, o programa do seguro-desemprego e o abono de que trata o § 3º deste artigo. (Regulamento)

§ 1º - Dos recursos mencionados no “caput” deste artigo, pelo menos quarenta por cento serão destinados a financiar programas de desenvolvimento econômico, através do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, com critérios de remuneração que lhes preservem o valor.

§ 2º - Os patrimônios acumulados do Programa de Integração Social e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público são preservados, mantendo-se os critérios de saque nas situações previstas nas leis específicas, com exceção da retirada por motivo de casamento, ficando vedada a distribuição da arrecadação de que trata o “caput” deste artigo, para depósito nas contas individuais dos participantes.

§ 3º - Aos empregados que percebam de empregadores que contribuem para o Programa de Integração Social ou para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público, até dois salários mínimos de remuneração mensal, é assegurado o pagamento de um salário mínimo anual, computado neste valor o rendimento das contas individuais, no caso daqueles que já participavam dos referidos programas, até a data da promulgação desta Constituição.

§ 4º - O financiamento do seguro-desemprego receberá uma contribuição adicional da empresa cujo índice de rotatividade da força de trabalho superar o índice médio da rotatividade do setor, na forma estabelecida por lei.

O FAT, com esse apelido, criado neste Artigo 239, FOI REGULAMENTADO pela Lei 991/88. As centrais mentem quando dizem que a lei “criou” o fundo.

Desonestidade como tática
O manifesto, ilegal, é de uma escandalosa desonestidade intelectual. Usa a tática de atribuir ao adversário afirmações que ele não fez para, em seguida, desmentir o que nunca foi dito. As palavras do presidenciável tucano são muito claras: “Fui também o autor da emenda à Constituição brasileira que instituiu o que veio a ser o Fundo de Amparo ao Trabalhador (…) Graças ao FAT, também, tiramos o seguro-desemprego do papel”. Como se nota, não se diz “o” criador nem de uma coisa nem de outra.

Os sindicalistas, abusando da ignorância alheia e pondo a própria a serviço da candidata do PT, afirmam que seu grande aliado José Sarney criou o seguro-desemprego. Se for assim, o dispositivo já estava na Constituição de 1946. O decreto do Plano Cruzado tratava do auxílio, que chegou a poucos trabalhadores. O motivo era simples: faltava uma fonte de financiamento.

Tática eleitoral
- Quanto vão se interessar em saber o que realmente aconteceu?
- Quantos vão cuidar de demonstrar que as centrais atribuem ao adversário o que ele não disse para depois desmentir o não-dito?
- Quantos vão se lembrar de que o manifesto é escandalosamente ilegal?

O PT ficou acuado pelo documento “Rubriquei, mas não traguei” e tenta sair do córner atribuindo ao outro mentiras que não foram ditas e tentando transformar as verdades ditas em mentiras. Trata-se de uma outra etapa do jogo pesado e sujo. A dos dossiês falhou. Agora, chegou a hora da falsificação da história.

OS MISERÁVEIS

Reportagem do Fantástico de domingo mostrou oO médico Drauzio Varella visitando duas cidades de Alagoas - Santana do Mandaú e Murici (condado de Renan Calheiros) - para ver como estão sendo tratados os desabrigados das enchentes. 

Vocês sabem que já condenei aqui a exploração política de tragédias naturais  — o que não quer dizer que a natureza não costume ser especialmente perversa com os miseráveis, já que eles costumam estar onde ela é mais inóspita ou menos domada. Mas se deve considerar que há ocorrências que estão fora da seqüência conhecida ou esperada de eventos. Nenhum país está livre delas. O aparelho de Estado e os governos testam a sua competência no trabalho de resgate e de auxílio às vítimas. E, obviamente, espera-se deles um trabalho de planejamento para retirar as pessoas de áreas de risco e impedir que outras as ocupem.

Há mais de 100 mil desabrigados em Alagoas e Pernambuco. Drauzio visitou duas pequenas localidades que são apenas exemplares da dimensão da tragédia. O que aconteceu nos dois estados demanda uma mobilização comparável, rigorosamente, a um esforço de guerra. Não farei como a esquerda (quando estava fora do poder ), que usava as mazelas do Brasil para declarar: “Este é o país real; tudo o que dizem existir de bom é mentira!” Não!!!

Há muitas coisas boas no país, e parte delas decorreu da organização da economia nos últimos 16 anos — coisas que os esquerdistas não conseguiram impedir, mesmo no poder. Mas também há muita coisa ruim. A pobreza no Nordeste é ainda gigantesca. E, se seus extremos podem ser amenizados por programas ditos de transferência de renda, é certo que eles não são “a” resposta de longo prazo. E há, como o vídeo deixa claro, uma incompetência alarmante.

Os cidadãos, os indivíduos, se mobilizaram. A esta altura, deve faltar lugar para estocar alimentos, roupas e utensílios doados. O que o estado brasileiro não está conseguindo é organizar essa distribuição e dar uma resposta à altura da tragédia. Essas pessoas amontoadas como animais em galpões são o retrato do escândalo. Lavam roupa nas águas em que chafurdam os porcos; metem utensílios contaminados naquela que deveria ser a água potável. O ambiente, sem banheiros em número suficiente, é fétido, relata o médico.

Há cidades em Pernambuco que passam pelas mesmas dificuldades. A tragédia tem uma face suprapartidária. Alagoas é governada pelo PSDB; Pernambuco, por um condomínio liderado pelo PSB e pelo PT. Não seria difícil apontar a desídia desses governos. Mas é evidente que uma tragédia dessas dimensões é um assunto que exige a presença mais ativa do governo federal. Está mandando remédios, ajuda etc. É muito pouco. Lula e Dilma já prometeram que o PAC 2 (!?) dará a resposta adequada ao problema. É indecoroso! A tragédia vira motivo para caçar votos.

Não é aceitável que uma economia do tamanho da nossa seja incapaz de intervir para, ao menos, impedir que as pessoas que não foram arrastadas pelas águas sejam agora arrastadas por doenças contagiosas, típicas do convívio social insalubre. Esses desgraçados, ademais, não deram sorte. Por uns bons dias, ninguém quis saber de sua  desgraça. O primeiro escalão estava ocupado em saber quem ficaria com a garrafa de pinga, galardão para quem acertasse o bolão da Copa…

EUA acusam tesoureira da Iurd de fraude

Promotoria de NY afirma que funcionária da Universal forjou informações para obter empréstimo de US$ 22 mi

Por Cristina Fibe, na Folha:
A Promotoria de Justiça de Nova York acusou a tesoureira da Igreja Universal do Reino de Deus nos EUA Regina da Silva de fraudes e falsificações para obter empréstimos hipotecários de mais de US$ 22 milhões (pouco menos de R$ 40 milhões). Silva, 41, levada algemada até o tribunal na última quinta-feira, declarou-se inocente. Seu advogado, Andrew Lankler, disse na audiência que ela cumpriu com a maior parte das exigências legais para assegurar as hipotecas. Lankler argumentou que Silva não foi a beneficiária das transações, mas sim a própria Universal, segundo relato do “New York Post”.

Para os promotores, ela enganou o governo e o Signature Bank ao fraudar solicitações de empréstimos em nome da igreja. A brasileira é acusada por quatro crimes -apropriação indébita, falsificação de documentos, declaração falsa e esquema fraudulento-, cujas penas variam entre 4 e 25 anos de prisão. “Fraude é sempre errada, mas é especialmente escandalosa quando os criminosos fazem uso de organizações religiosas, tribunais e agências estatais em seus esquemas”, afirmou o promotor de NY, Cyrus Vance
Para a acusação, a tesoureira declarou falsamente ter feito reuniões em duas unidades da Universal de NY para que os fiéis aprovassem os empréstimos.

Mas, diz a acusação, as reuniões nunca ocorreram, e as hipotecas das duas igrejas jamais foram aprovadas pelos interessados. A tesoureira conseguiu assim 11 empréstimos, no total de US$ 22,107 milhões.

POBRE É “REACIONÁRIO”... E GOSTA É DE PROPRIEDADE. QUEM GOSTA DE “COMUNIDADE” É ESQUERDISTA E JORNALISTA

Caras e caros,

Escreverei um post sobre o mais político de todos os assuntos, embora não pareça à primeira vista. Já li os três principais jornais do país — Globo, Estadão e Folha. A notícia mais importante do dia refere-se à construção de apartamentos populares na favela de Heliópolis, a maior de São Paulo. Na verdade, nem favela é mais. Trata-se de um grande bairro pobre, que hoje já abriga muitos ricos que vivem da intensa atividade comercial ali existente. Sigamos. Os bem-pensantes — pessoas de esquerda ou que pagam pedágio intelectual à esquerda para não ficar com má fama — acreditam que a pobreza cria a sua própria moralidade.

Talvez suponham que a miséria cause, sei lá, alguma alteração no córtex cerebral do vivente, o que o faria trilhar caminhos mentais estranhos a seres humanos das classes média e alta. E, no entanto, eu lhes digo: a única coisa boa que a especificidade da pobreza pode produzir num pobre é a vontade de se livrar… da pobreza! É claro que ninguém é pobre porque quer, mas o Brasil só sairá da areia quando ficar bem claro que é preciso querer não ser pobre, entenderam? Os tais bem-pensantes e os MILITONTOS políticos adoram acreditar que os pobres deveriam ser mais propensos à generosidade do que os ricos. Por quê? Alguém poderia explicar ao Tio Rei por que o termo A induziria o termo B?

Leio na Folha que, em Heliópolis, moradores incluídos no sistema habitacional formal recorrem a muros, grades e esquemas de segurança para se proteger. É visível que a reportagem trata do assunto segundo, vamos dizer assim, um olhar crítico, COMO SE OS POBRES BENEFICIADOS TIVESSEM MUDADO DE LADO E JÁ NÃO DESSEM MAIS BOLA PARA O SEU IRMÃO. Chama isso de “segregação”. Vale a pena ler um trecho:
Primeiro foram muros. Depois grades, cadeados e a fechadura. Na entrada do prédio, um aviso aos moradores: “Mantenham o portão fechado para nossa segurança”.
A cena, comum em condomínios de classes média e alta, surge agora em Heliópolis, maior favela paulistana, e em outras regiões periféricas.
Uma vez incluídos no sistema habitacional formal, os moradores também acabam optando pela segregação.
O fenômeno já levou a prefeitura a reavaliar os projetos de intervenção em favelas.

Uma representante da Prefeitura de São Paulo - Elisabete França, superintendente de habitação popular - dá a sua opinião, também crítica ao que está em curso:
“As pessoas repetem o modelo que conhecem. Muro não é seguro, não é solução. É uma coisa cultural brasileira”, afirma.
O arquiteto Ruy Ohtake, autor de um dos projetos de intervenção em Heliópolis -”sem muros, cercas ou grades”, informa o jornal - não gosta do que vê:
“Há um espelhamento na classe média, que, de 20 anos para cá, ficou cercada. A comunidade tem de entender a urbanização. É preciso conversar com esses moradores para retirar esses fechos”.

Salvação, não problema
Se esse movimento está em curso, então volto a ter esperanças. Vai ver é por isso que as condições de vida em Heliópolis têm melhorado tanto. É bem verdade que a área abriga várias ações sociais da Prefeitura e do Estado, mas basta passar na avenida que margeia um dos lados do bairro para perceber uma vida econômica bastante intensa. Sabem o que isso significa?  AMOR À PROPRIEDADE! Sem ele, não existe civilização, ou apontem culturas que tenham florescido sem que cada indivíduo tenha a chance de dizer: “Isto é meu”.

Algo de realmente alvissareiro está em curso. Entrega-se um conjunto habitacional a um grupo de moradores, e eles se organizam, elegem um síndico, e este, informa a reportagem, adquire equipamentos de segurança. Estão no rumo certo, acho eu.

Informa a Folha:
A maioria dos conjuntos entregues agora, como os da Nova Jaguaré, zona oeste, são cercados. Em Itaquera, do outro lado da cidade, além de muros, os moradores instalaram portões com controle remoto para os carros.

Segundo entendi, a Prefeitura passou a entregar os conjuntos já cercados para que os moradores não venham a fazê-lo depois, por conta própria. Se é isso mesmo, está de parabéns! É preciso que as pessoas beneficiadas por esses programas passem a zelar por aquilo que receberam. Não existe “propriedade coletiva” — “espaço público” é outra coisa. Uma praça é de todos; um conjunto de apartamentos tem de pertencer aos moradores, que devem ser estimulados a zelar por aquilo que é seu. A reportagem, no entanto, está condoída: “Era uma favela, transformada num conjunto habitacional de 296 apartamentos, ainda rodeado de pobreza.” Segundo entendi, ninguém construiu os apartamentos para extinguir a pobreza do bairro ou do mundo. Ele foi erguido para beneficiar um conjunto de moradores, tornados proprietários.

No mundo idílico das esquerdas e do pensamento politicamente correto, esses pobres receberiam as suas casas e, muito comovidos, passariam a dividir o espaço com seus irmãos de classe, unidos por aquele belíssimo princípio do “nada é de ninguém”, que é o que costumo chamar de “idealismo da caverna” — não a de Platão, mas aquela do “huga-huga”…

Começo a ficar mais esperançoso com os nossos pobres. Só falta agora a gente consolidar o princípio, que anda meio frouxo, de que todos têm o direito à propriedade, mas que a propriedade, não sendo um direito natural, não pode ser tomada na marra. Como boa parte das coisas da vida, ela tem de ser conquistada — e conquistas demandam esforços individuais.

O ser humano, gente, felizmente, é assim mesmo: egoísta! Não fosse, ainda estaria escondido em algum buraco, com medo do trovão. Até a Sinhá Vitória, deVidas Secas, sonhava com dias melhores para poder ter a sua cama de ripa, em vez de dormir na rede. Eu sei que os esquerdopatas e os politicamente corretos, entediados com a abastança, contavam com os pobres para criar uma nova civilização. Mas, surpresa!, eles gostam mesmo é da velha, daquela em que um homem pode dizer: “Isto é meu”. Ao fazê-lo, vieram ao mundo Shakespeare, o vaso sanitário, as vacinas e o Chicabom.

O cérebro do pobre é igualzinho ao do esquerdista e do politicamente correto — só que sem titica ideológica. Dou vivas à cerca, ao portão, ao muro! Dou vivas à propriedade!


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Fonte:
Blog Reinaldo Azevedo (veja.com

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