Uma semana nada morta na eleição, por Lauro Jardim

Publicado em 08/08/2010 20:01 270 exibições



A semana que está começando é a última antes de a televisão tomar conta da eleição — a partir do dia 17, a propaganda gratuita ditará os rumos da campanha. Aparentemente, é uma semana morta. Não é. Serão dias importantes para José Serra.

Por que? Para manter sua ambição de vitória, Serra precisará situar-se nas pesquisas empatado ou o mais junto possível de Dilma Rousseff quando forem dados os primeiros tiros na guerra da tevê.

Quem vai definir se Serra acordará no dia 17 em condições de boa disputa com Dilma é o Datafolha. O instituto bota amanhã em campo seus pesquisadores para ouvirem 10 770 pessoas. O resultado será publicado na edição de sábado da Folha de S. Paulo.

Essa pesquisa e também a do Ibope/Rede Globo, que será divulgada na véspera do Datafolha, no Jornal Nacional, mostrarão como Serra e Dilma iniciarão a quadra decisiva da campanha.

Estas duas sondagens refletirão dois eventos de televisão.  Primeiro, a entrevista que Dilma, Marina Silva e Serra darão, nesta ordem, entre segunda-feira e quarta-feira no Jornal Nacional.  É ali diante de cerca de 40 milhões de pessoas, numa audiência entre os 30 pontos e os 35 pontos é que os candidatos terão um palanque de verdade.

E há também o debate da Band, da semana passada. Antes que alguém pense no magérrimo ibope do debate de quinta-feira passada — ridículos três pontos — um alerta: a audiência foi baixa, mas a repercussão não é desprezível. Está estampada nas primeiras páginas dos jornais desde sexta-feira, virou assunto de debates e entrevistas de rádios, não sai da mira de milhares de blogs, está nos portais e nas conversas das ruas.

Foi um debate em que Serra ganhou por pontos, mas não por nocaute, como gostaria. Mas a análise objetiva dos desempenhos não é o fundamental: como pouca gente viu o debate, vale mais a versão, a repercussão. E essa batalha que está sendo travada por petistas e tucanos desde sexta-feira.

O resultado do novo Datafolha será também fundamental para Serra entrar na guerra da tevê convencido – e tentando convencer os seus aliados estaduais e eleitores mais fieis – que pode superar Dilma e seu poderoso padrinho em outubro.

Por Lauro Jardim
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Blog Lauro Jaridm (veja.com)

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