Embrapa: Dilma e Eduardo Campos vão atuar como coveiros da ciência? É o que vamos ver

Publicado em 23/03/2011 22:17 e atualizado em 02/03/2020 17:36 553 exibições


O governo Dilma se esforça para demonstrar que não tem compromisso com certo obscurantismo. Ok. Na Embrapa, hoje, trava-se uma luta entre as luzes e a escuridão, entre a ciência e o preconceito. E cabe ao governo tomar uma atitude antes que vençam os brucutus. A questão também diz respeito ao governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), que investe na imagem de um político moderno. É mesmo?

Numa decisão destrambelhada,  a direção da Embrapa decidiu extinguir a área de Gestão Territorial Estratégica (GTE) da Embrapa Monitoramento por Satélite, com a demissão arbitrária de seu supervisor, o cientista Cláudio Spadotto. Dada a forte reação contrária dos setores ligados à agricultura, dos usuários e clientes do GTE na área pública e privada e de todos que se interessam pela liberdade e pela premiação da competência, agora a diretoria da empresa tenta voltar atrás dando dois passos para a frente. Nota importante: o GTE monitora obras do PAC.

O presidente da Embrapa, Pedro Arraes, está propondo rever o novo regimento da Embrapa de Campinas — onde está, ou estava, o GTE —, e criar um factóide: um certo núcleo de gestão territorial, que ficaria sob o mando da chefia de pesquisa, sem nenhuma autonomia. Eu me refiro à autonomia científica.

Estamos diante de uma maquiagem de atos administrativos para acobertar a decisão de exterminar uma equipe cuja competência ninguém, NINGUÉM MESMO!, contesta. A única coisa razoável a fazer, a esta altura, seria criar um Serviço de Gestão Territorial Estratégica em Campinas. Teria de ser uma nova unidade de serviços, que não estivesse subordinada à gestão e à ingerência desastrada do Sr. Mateus Batistella, um adversário declarado do agronegócio.

O problema não diz respeito só à pesquisa, não! Trata-se também da aplicação dos resultados disponíveis em inovações que colaborem para o progresso dos usuários públicos e privados dos serviços prestados pelo GTE — inclusive o agronegócio, sim! Para que os fazendeiros fiquem mais ricos? Não! Para que produzam mais comida — e mais barata! E é o que se vinha fazendo na gestão de Cláudio Spadotto.

O baguncismo está tomando conta da Embrapa. Três diretores da empresa estão com os respectivos mandatos vencidos. O processo de escolha dos novos, ocorrido no início deste ano, apresentou tantos vícios que foi parar na Casa Civil. Pedro Arraes poderia cuidar dessas questões. Em vez disso, tenta desarticular o trabalho de gente séria, que tem se mostrado essencial à agricultura brasileira.

E o governador Eduardo Campos com isso? É parente de Pedro Arraes, que preside a Embrapa com o apoio do PSB. Se o serviço acabar, Campos vira um coveiro associado da ciência. Arraes proibiu no mês passado cientistas da Embrapa, ligados ao GTE, de participar de debates sobre o Código Florestal. Por quê? Porque AS IMAGENS, OS FATOS E OS DADOS NÃO CORROBORAM AS TESES DOS ECOLOGISTAS DO APOCALIPSE. Assim, se a ciência vai contra os preconceitos, acabe-se com a ciência, ora essa, e viva o preconceito!

Espalhem este post: trata-se de um confronto entre a ciência e o obscurantismo; entre a ciência e a ideologia mais influente do Brasil: o atraso!

Por Reinaldo Azevedo

Alô, senhores da oposição! Convoquem o sr. Pedro Arraes, presidente da Embrapa

A oposição tem de chamar o sr. Pedro Arraes, presidente da Embrapa, para que ele explique por que decidiu, na prática, extinguir a área de Gestão Territorial Estratégia da Embrapa Monitoramento por Satélite. Tenho pra mim que se trata de mero preconceito contra a produção agrícola e porque os setores obscurantistas da empresa e do governo não gostam do que revelam os dados.

Trata-se de um crime contra a ciência, o conhecimento e a verdade dos fatos.

Por Reinaldo Azevedo

Está nas mãos do ministro da Agricultura, Wagner Rossi, permitir ou não a consolidação de um crime contra a ciência

Atenção!

Um crime contra a ciência, contra a pesquisa, contra a eficiência, contra a inteligência - escolham aí palavras desse paradigma - está prestes a ser consolidado; cometido já foi. A reportagem do Estadão que segue abaixo, publicada no jornal de hoje, dá conta do absurdo e, quem sabe?, da solução. Mas isso vai depender da coragem e da autonomia do ministro da Agricultura, Wagner Rossi. Leiam o que vai abaixo. Volto em seguida:

Por José Maria Tomazela, no Estadão:
O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wagner Rossi, adiou para amanhã a decisão sobre a crise causada pela extinção do núcleo de Gestão Territorial Estratégica (GTE) da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em Campinas. Como havia prometido, o ministro reuniu-se ontem durante uma hora e meia, com o presidente da Embrapa, Pedro Antonio Arraes Pereira, mas não anunciou nenhuma decisão tomada no encontro. Através da assessoria de imprensa, informou que ainda vai se pronunciar sobre a questão.

O desmanche do núcleo de gestão territorial estratégica foi decidido pelo atual diretor do Centro de Monitoramento por Satélite (CMS), Mateus Batistella. A unidade prestava serviços diferenciados para os Ministérios da Agricultura, do Planejamento, órgãos da Presidência da República e organizações da sociedade. O desmonte foi denunciado em artigo do jornalista Rodrigo Lara Mesquita, publicado no Estado na edição do dia 15. Apesar de ter destituído sem aviso prévio, o supervisor do GTE, Cláudio Spadotto, e sua equipe de pesquisadores, Batistella garantiu que os serviços continuarão sendo prestados. O novo regimento interno do CMS, no entanto, divulgado na última sexta-feira, não faz qualquer menção ao GTE.

Usuários
As notícias sobre o fim do núcleo de gestão territorial estratégica deixaram apreensivos os usuários e tomadores dos serviços. As reações de órgãos do próprio governo e da comunidade de pesquisa levaram o ministro a avocar o caso, prometendo uma solução. O ex-governador de Santa Catarina, senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC), levou o caso ao Senado. Em pronunciamento, ele defendeu a equipe da Embrapa dispensada por Batistella e cobrou providências do ministro.

Voltei
O que está em curso é um escândalo. Não conheço ninguém — NINGUÉM QUER DIZER “NINGUÉM” — que ponha em dúvida a excelência técnica do GTE. O órgão tem sido essencial tanto aos órgãos públicos quanto à iniciativa privada, que trabalham com seus dados. Por que a extinção pura e simples do serviço, ainda que se tente dizer o contrário?

Há caroço nesse angu, e nós vamos chegar ao fundo dessa história. Ô se vamos!!!

Por Reinaldo Azevedo


Até que enfim!!! Oposição reage à possibilidade de intervenção na Vale

Por Andrea Jubé Vianna, no Estadão Online:
A oposição saiu hoje em defesa do presidente da Vale, Roger Agnelli, diante da suposta interferência do governo na empresa. Senadores do DEM e do PSDB e o ex-governador de São Paulo José Serra manifestaram indignação com a suposta intervenção estatal na companhia.

O presidente do DEM, senador José Agripino (RN), afirmou que seu partido exigirá explicações sobre eventuais mudanças no comando da empresa. “Me apavora a ideia do aparelhamento do Estado. Por que mexer num time que vai bem? Pode até mexer, mas eu quero explicações. A posição do DEM é de exigir explicações”, declarou. Agripino também anunciou que vai tentar aprovar a convocação do ministro da Fazenda, Guido Mantega, para prestar esclarecimentos sobre o assunto na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

O líder do DEM, senador Demóstenes Torres (GO), recomendou ao governo que se quiser trocar o presidente da Vale, que o faça “às claras”, na assembleia de acionistas, e “diga qual o motivo por que quer fazer essa troca”. “O governo, a partir do momento que faz uma intervenção branca na Vale, também pode se invocar no direito de tentar fazer uma “cubanização” ou uma “venezuelização” branca da economia brasileira. Ou seja, é algo absurdamente inaceitável”, concluiu o líder democrata.

Em visita ao Senado, José Serra (PSDB) acusou a “burguesia do Estado petista” de se expandir para “aparelhar a maior empresa privada do País”.

Por Reinaldo Azevedo

O Ficha Limpa, Platão e Sócrates

É claro que muitos se dirão frustrados com a eventual não-aplicação da lei do Ficha Limpa já em 2010. Para desaire de alguns, entendo que a sua inconstitucionalidade não está apenas na violação do princípio da anterioridade — não se muda o processo eleitoral menos de um ano antes do pleito —; está também no desrespeito ao princípio da presunção de inocência.

Vale a pena violar a Constituição para se fazer “justiça episódica”, ainda que movida por uma aspiração justa?

Sempre que alguém aplaudir uma aplicação de exceção da lei,  estará pondo uma corda no próprio pescoço. A própria imprensa, cegada, na sua maioria, pelo desejo de pegar alguns larápios — desejo que pode ser bom e honesto, mas que não tem o direito de ser burro —, está brincando com fogo.Há muita gente que odeia a liberdade de expressão, por exemplo. Os projetos para “controlar a mídia” estão por aí. Assembléias Legislativas, inspiradas na Confecom de Franklin Martins, já começam a votar os seus próprios códigos particulares. ATENÇÃO, SENHORES COMANDANTES DE JORNAIS, TVs, REVISTAS, PORTAIS E AFINS: a Constituição, com clareza inquestionável, assegura a liberdade de expressão - com igual  clareza, garante a presunção da inocência.

Nada impede que, em nome da voz rouca das ruas, de “milhões” de assinaturas, do “desejo coletivo” e outras demagogias, atalhos sejam encontrados para impor formas veladas de censura. Ou alguém é inocente a ponto de achar que a lei que é desrespeitada para “pegar Jader Barbalho” restará inteira para proteger a imprensa, por exemplo?

A questão é antiqüíssima. Está em “Críton - Ou do Dever“, um dos Diálogos, de Platão. Críton tenta convencer Sócrates a deixar a cidade, a fugir - ou vai morrer, uma vez que já foi condenado. E se dispõe a financiar a fuga. Os dois têm, então, um diálogo sobre o dever, a justiça e a “vontade do povo”. Reproduzo trechos, na tradução de Márcio Pugliesi e Edson Bini. E, bem, recomendo Sócrates e Platão para alguns ministros do Supremo.  Volto para encerrar.

*
(SÓCRATES) - se, ao seguir a opinião dos ignorantes, destruíssemos aquilo que apenas por um regime saudável se conserva e que pelo mau regime se destrói, poderemos viver depois da destruição do primeiro? E, diga-me, não é este nosso corpo?

(CRÍTON) - Sem dúvida, nosso corpo.

(SÓCRATES) - E podemos viver com um corpo corrompido ou destruído?

(CRÍTON)   - Seguramente, não.

(SÓCRATES) - E poderemos viver depois da corrupção daquilo que apenas pela justiça vive em nós e do que a injustiça destrói? (…)

(CRÍTON)  - De modo algum.

(SÓCRATES) - E, não é a mais preciosa?

(CRÍTON) - Muito mais.

(SÓCRATES) - Portanto, querido Críton, não devemos nos preocupar com aquilo que o povo venha a dizer, mas sim pelo que venha a dizer o único que conhece o justo e o injusto, e este único juiz é a verdade. Donde poderás concluir que estabeleceste princípios falsos quando disseste inicialmente que devíamos fazer caso da opinião do povo acerca do justo, o bom, o digno e seus opostos. Talvez se me diga: o povo pode fazer-nos morrer.

(CRÍTON)   - Dir-se-á assim, seguramente.

(…)
(SÓCRATES)  É correto que nunca se deve cometer injustiça? É lícito cometê-la em certas ocasiões? Ou é absolutamente certo que toda injustiça deva ser evitada como já concordamos há pouco? E todas essas opiniões, nas quais acordamos, dissiparam-se em tão pouco tempo e seria possível que em nossa idade, Críton, nossas mais sérias controvérsias tivessem sido como as das crianças sem que nos apercebêssemos? Ou devemos nos ater unicamente ao que dissemos, de que toda injustiça é vergonhosa e nociva para aquele que a comete, diga o que queira dizer a multidão, e resulte dela o bem ou o mal? Falaremos assim, ou não?

(CRÍTON)   - Assim.

(SÓCRATES) - Então, também não devemos cometer injustiça relativamente àqueles que no-la fazem ainda que este povo acredite que isto seja lícito, uma vez que concordas que isto não pode ser feito de modo algum.

(CRÍTON) - Assim me parece.

(SÓCRATES) - É ou não lícito fazer mal a uma pessoa?

(CRÍTON)  - Não é justo, Sócrates.

(SÓCRATES)   - É justo, como o vulgo acredita, pagar o mal com o mal?  Ou é injusto?

(CRÍTON) - É injusto.

(SÓCRATES) - É correto que entre fazer o mal e ser injusto não há diferença?

(CRÍTON) - Concordo.

(SÓCRATES) - Portanto, nunca se deve cometer injustiça nem pagar o mal com o mal, seja lá o que for que nos tiverem feito (…)

Voltei
Leiam o diálogo inteiro. Deve existir em vários sites por aí. Sócrates não foge. A passagem fundamental do trecho que reproduzo é esta: “se, ao seguir a opinião dos ignorantes, destruíssemos aquilo que apenas por um regime saudável se conserva e que pelo mau regime se destrói, poderemos viver depois da destruição do primeiro?”

O corpo de uma democracia são as leis, é o estado de direito. E nem mesmo para punir “os maus” se deve corrompê-lo com um mau regime, com uma má disciplina. Se as leis que temos não são suficientes ou eficientes para enfrentar os problemas dados, que sejam mudadas — coisa que o Supremo não pode fazer —, mas jamais aviltadas, ainda que com propósitos nobres.

O Supremo começa a ouvir mais o vulgo do que Sócrates e Platão.
*

Parte do texto acima foi publicada num post de 28 de outubro de 2010.
Por Reinaldo Azevedo

A hipocrisia da CUT e uma excrescência chamada “Imposto Sindical”

Não podemos negar que eles têm profissionalismo e método. A CUT agora decidiu “pressionar” o governo em favor do fim do Imposto Sindical, aquela medida cartorial que obriga todo trabalhador, sindicalizado ou não, a ceder um dia de trabalho a um sindicato. È mesmo, é? Nota: as empresas também contribuem com as entidades patronais.

O Imposto Sindical pago pelos trabalhadores formais do Brasil inteiro deve andar aí pela casa dos $ 2 bilhões por ano. É uma fábula! Desse total, 5% vão para as confederações; as federações ficam com 15%, e os sindicatos, 60%. Antes do reconhecimento das centrais sindicais, que ocorreu em 2007, o Ministério do Trabalho levava20%  do bolo — o dinheiro integrava o FAT. A partir de 2008, as centrais — a CUT inclusive, é claro — passaram a ter direito a metade do dinheiro que ia para a pasta.

Atenção! As entidades sindicais podem gastar essa grana como lhes der na telha. A lei aprovada no Congresso previa que o TCU deveria acompanhar a aplicação desses recursos, já que têm origem num imposto. Lula vetou! E tudo contou com apoio da CUT. A central, agora, fica numa posição confortável. Prega o fim do imposto porque sabe que isso dificilmente vai acontecer. Se o governo levasse a proposta adiante, acabaria aproximando as outras centrais das oposições — que, então, acabariam se manifestando em favor dessa excrescência, entenderam?

Por Reinaldo Azevedo

Levantamento constata desaceleração do PAC

Por Marta Salomon, no Estadão:
Nos 80 primeiros dias de governo Dilma Rousseff, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) só se comprometeu a gastar 2,1% das despesas autorizadas por lei para 2011. Dono do maior orçamento do PAC, o Ministério das Cidades foi um dos que menos avançaram: 0,9% dos gastos autorizados foram objeto dos chamados empenhos, que correspondem ao primeiro passo no processo de gastos.

Parte da lentidão no ritmo dos investimentos se explica pelo volume de contas pendentes deixadas pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva, quando Dilma Rousseff coordenava o PAC. Até segunda-feira, 99,8% dos pagamentos feitos do PAC eram contas deixadas por Lula. E ainda há por pagar uma conta quase seis vezes maior: R$ 28,2 bilhões, só do Programa de Aceleração do Crescimento. Os dados foram consultados no Siafi, sistema que registra os gastos da União, pela ONG Contas Abertas.

Até o dia 21, o governo havia se comprometido a gastar R$ 863 milhões dos R$ 40,1 bilhões de gastos autorizados no PAC em 2011. Os investimentos em geral foram o principal alvo do aperto nas contas públicas deste início de governo. Os gastos de custeio e com juros tiveram um ritmo mais acelerado do que no mesmo período do último ano de mandato de Lula.

Do volume total de investimentos autorizados no Orçamento - R$ 63,7 bilhões -, o governo se comprometeu a gastar R$ 1,3 bilhão. Até 21 de março, o Tesouro Nacional havia desembolsado R$ 6,6 bilhões para pagar investimentos feitos por Lula, e ainda restava uma conta de R$ 49,6 bilhões por pagar.

Por Reinaldo Azevedo

Mais estado, menos sociedade - Planalto quer limitar poder das agências reguladoras

Por Andreza Matais e Ana Flor, na Folha:
O Planalto quer limitar a atuação das agências reguladoras por considerar que elas têm extrapolado seu poder de atuação ao formular políticas públicas, criando problemas para o Executivo. O governo decidiu que irá controlar esses cargos, nomeando diretores afinados com seu projeto, em vez de aceitar indicações políticas que o deixe nas mãos dos partidos. A avaliação feita pelo Palácio do Planalto é que as agências devem se limitar a fiscalizar e a regular seus setores de atuação, tarefa que, para o governo, elas não cumprem como deveriam. “Muitas vezes as agências confundem seu papel de órgão fiscalizador com o de formulador de política pública. A função de planejamento é do Executivo”, afirma o ministro Luiz Sérgio (Relações Institucionais).

Nesse sentido, o governo vai apoiar a discussão de um projeto que cria uma lei geral das agências, encaminhado na gestão Lula ao Congresso, e que limita o poder dos órgãos a regular e fiscalizar. O projeto, que já foi discutido nas comissões da Câmara, está pronto para ser votado no plenário. Um exemplo ocorre na Anatel. As empresas de telefonia se queixam que a agência quer definir metas de universalização do serviço, medida que, avaliam, deveria caber ao Ministério das Comunicações. O governo avalia que, ao perder o foco da fiscalização, as agências não conseguem evitar problemas como apagões de energia ou serviços ruins prestados por aeroportos, empresas de telefonia e de transporte público, entre outros. Relatório do TCU (Tribunal de Contas da União) que analisou as  contas do governo no ano passado revelou que algumas agências arrecadaram menos  de 2% das multas aplicadas entre 2005 a 2009.Aqui

Por Reinaldo Azevedo

BC prepara medidas para restringir crédito

Por Eduardo Cucolo, na Folha:
O Banco Central sinalizou que o governo deve adotar novas medidas para obrigar os bancos a reduzirem o ritmo de expansão do crédito, um dos principais combustíveis do crescimento da economia e da inflação. A expansão atual de 20% dos empréstimos está acima do que o BC “gostaria de ver”, algo entre 10% e 15% ao ano, segundo o presidente do BC, Alexandre Tombini. A forte entrada de dólares no país, que preocupa o setor exportador, é vista pelo BC como um dos fatores que alimentam essa “expansão preocupante” do crédito, já que significa injeção de recursos na economia. Durante audiência no Senado, Tombini afirmou que já entraram no país quase US$ 34 bilhões, 40% além do verificado em todo o ano de 2010, valor que não foi integralmente retirado do mercado pelas intervenções do BC.

É para conter esses “excessos e distorções”, segundo o BC, que o governo vem adotando desde dezembro medidas como restrições ao crédito, além de dois aumentos na taxa básica de juros. Tombini disse que essas medidas, e outras que virão, ainda não foram totalmente sentidas, mas serão suficientes para reduzir a inflação nos próximos meses. O presidente do BC foi questionado sobre a pesquisa Datafolha publicada ontem. O levantamento revela que 41% da população acha que a inflação vai aumentar, e 42% acham que ela continuará alta como está.

“Tem de ter tranquilidade. Há defasagem no que se faz aqui. É sangue frio, é fazer mais para chegar com a inflação na meta em um futuro próximo”, disse Tombini. Ele afirmou que a inflação não subiu só por conta do preço dos alimentos. Há um “descompasso” entre oferta e demanda no país, que gera pressões inflacionárias. Tombini deu como exemplo o uso da capacidade produtiva, que se encontra estável, porém em patamar elevado. Há também falta de mão de obra em vários setores e reajustes salariais acima da inflação e dos ganhos de produtividade, o que “adiciona pressão sobre preços”. Aqui

Por Reinaldo Azevedo

Blogs e Colunistas
Se em meu ofício, ou arte severa,/ Vou labutando, na quietude/ Da noite, enquanto, à luz cantante/ De encapelada lua jazem/ Tantos amantes que entre os braços/ As próprias dores vão estreitando —/ Não é por pão, nem por ambição,/ Nem para em palcos de marfim/ Pavonear-me, trocando encantos,/ Mas pelo simples salário pago/ Pelo secreto coração deles. (Dylan Thomas — Tradução de Mário Faustino)

23/03/2011

 às 14:22

OS CIVIS DE BARACK OBAMA. OU: OS ILUMINISTAS ESTÃO CHEGANDO

rebeldes-libiosCivis protegidos pelos aliados, com autorização da ONU, mostram em Ajdabiya, na Líbia, por que  irão vencer pela força do argumento e pela superioridade moral da democracia, nesta foto de Aris Messinis, da France-Presse. Arnaldo Jabor prometeu criar uma metáfora nova para essa bateria antiaérea; Clóvis Rossi promete provar, num ensaio muito pessoal, que saber manuseá-la é tão importante quanto ler Tocqueville. É a força do neo-Iluminismo. Acabou o longo inverno moral da era Bush. Agora é o calor da democracia. Esse poema civilista manuseado acima, aliás, tornou-se desnecessário. Segundo as forças britânicas, não sobrou avião de combate a Kadafi.

Por Reinaldo Azevedo

23/03/2011

 às 7:05

LEIAM ABAIXO

Um mundo de pernas pro ar;
A CONSPIRAÇÃO DOS SÁBIOS;
Levantamento constata desaceleração do PAC;
Ex-aliado do petista Agnelo Queiroz, governador do DF, o acusa de caixa dois;
Mais estado, menos sociedade - Planalto quer limitar poder das agências reguladoras;
BC prepara medidas para restringir crédito;
Analistas reduzem confiança em ajuste fiscal do governo;
Marina cria grupo para “democratizar” PV, mas não descarta fundar nova sigla;
STF deve adiar lei da Ficha Limpa para 2012;
Livro de Sarney “maquia” escândalos;
Está nas mãos do ministro da Agricultura, Wagner Rossi, permitir ou não a consolidação de um crime contra a ciência;
Chávez quer dar aula de geografia no Brasil!;
Uma boa notícia para a oposição: Kátia Abreu é a nova líder da minoria no Congresso;
Vocês e o bom senso ganharam! Prêmio Jabuti mudou! Agora, livro do ano tem de ser o vencedor na sua categoria, como sempre se defendeu aqui!;
A volta de Tarso Genro, o poeta de mão cheia!;
Cuidado, imprensa gaúcha! Tarso agora só lê a prata da casa! Não faça por merecer essa exclusividade!;
Acabou o remédio de Tarso Genro, governador do RS? Mandem comprar com urgência!;
No estúdio de TV, de rifle na mão, em defesa de Kadafi;
Capoeira uma ova! A astronomia e a matemática chegaram ao Brasil bem antes! Vamos exibir ao estrangeiro as nossas crianças que não sambam, mas calculam!;
Como é que é???;
Guardar distância;
Disputas municipais ressuscitarão o Lula palanqueiro;
Lula, o ciumento;
Obama, o grande santo, desmoraliza a ONU e o Congresso dos EUA, o que Bush nunca fez!;
A guerra, o Brasil, o Apedeuta e eu

Por Reinaldo Azevedo
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23/03/2011

 às 6:49

Um mundo de pernas pro ar

Não é difícil entender — de fato, torna-se mais fácil a cada dia — por que o Babalorixá de Banânia se tornou um líder muito apreciado mundo afora. Se a gente pudesse falar de uma safra de governantes, seria lícito afirmar que nunca antes na história deste mundo houve uma tão ruim como essa. A Europa é um deserto intelectual e, no caso da Itália e da França, também moral. A figura que se sobressai, para que se tenha uma idéia da miséria a que se chegou, é a insossa Angela Merkel, chanceler da Alemanha. Os Estados Unidos elegeram uma espécie de ensaio de marketing como presidente, e ele segue adiante, pisando nos astros distraído. Fez desmoronar a arquitetura americana para o Oriente Médio e nada tinha para pôr no lugar. Sejamos gratos a Ronald Reagan e a Mikhail Gorbatchev por terem ferido de morte o império soviético. Tivesse sobrevivido, com os adversários que aí estão, a burocracia comunista estaria pensando já em como cruzar o Atlântico a partir de… Lisboa! Santo Deus!

Obama, jamais se esqueçam disto, é aquele que se elegeu para emprestar um novo sentido moral ao Império Americano, e a plataforma dessa nova moralidade era justamente o Oriente Médio. A caca que ele anda fazendo por lá sobreviverá a muitas gerações. É esperar para ver. Ontem, deu-se o impensável. Hillary Clinton, como se fosse a Dona Maricota dos mísseis, anunciou o boato de que um dos filhos de Muamar Kadafi teria morrido. Mas alertou os jornalistas: não era uma notícia confirmada. Centenas de anônimos já morreram no país, vítimas da guerra civil. Não há um motivo particular para que o filho do tirano parta o nosso coração, certo?

Mas há uma medida nas coisas. Hillary é secretária de Estado do país que detém a maior máquina de guerra — e, se quiser, de paz — do planeta. Esse país está hoje no comando da operação. Isso supõe certo decoro. Kadafi ainda é o governante legal da Líbia para a esmagadora maioria dos países. No mínimo, deve-se exigir de alguém na sua posição que não propague o que não está confirmado. Ademais, se o coronel nunca foi um alvo, a área residencial foi bombardeada com que fim? O rapaz teria morrido nesse episódio? Em 1986, uma filha adotiva de ditador, então com 16 anos, morreu num ataque cirúrgico ao complexo residencial do governante em Trípoli. Hillary anunciou ainda outro boato: Kadafi já estaria em busca de um país que aceitasse recebê-lo.

Estão tentando fazer de um assassino um mártir??? Só pode ser!  A pressão contra a guerra já começa a ser ouvida aqui e ali. George W. Bush suportava que o odiassem. E Obama? Ele anuncia que o comando da operação passará, em breve, para a Otan. Vai adiantar pouco. Já é mais uma guerra dos EUA. A opinião pública tinha mesmo caído na conversa de que o objetivo era proteger civis e impor a zona de exclusão aérea. As imagens começam a se chocar com a justificativa oficial, ainda que a imprensa mundial seja esmagadoramente anti-Kadafi, muito especialmente a Al Jazeera. Os motivos alegados para o ataque das potências ocidentais começam a se transformar nas “armas de destruição em massa” da vez, agora sob a batuta de Obama.

Passado o controle para a Otan, como será? Um assessor do presidente americano já afirmou que “os rebeldes são civis” — logo, têm de ser protegidos. Qual é a tese? As forças de Kadafi não podem reagir a seu avanço, é isso? E avançam como? Rezando? Não! Atirando! O que isso quer dizer? “Que Kadafi tem de sair”, como diz Obama. Mas esse não é objetivo da intervenção, segundo a resolução. Tampouco é dar suporte a um movimento armado. E a razão é muito simples: a ONU, por meio da Otan, não pode ser uma força auxiliar de “civis” que lutam com fuzis, tanques e aviões… À margem, a tensão cresce no Iêmen, onde um “governo amigo dos EUA” se mostra disposto a passar fogo nos opositores — por enquanto desarmados — e  na Síria, onde um “governo inimigo” faz o mesmo. E aí? Se os EUA podem meter bala num governo que enfrenta um levante armado, o que têm de fazer com os que atiram contra pessoas indefesas?

Obama se meteu num atoleiro. E uma de suas auxiliares é Hillary Clinton, com a habilidade e a pertinência que se vêem acima. É pena o presidente americano não entender português. Teria como consolo ao menos as metáforas de Arnaldo Jabor, que descobriu as virtudes poéticas das bombas. Parece que Obama comanda o bombardeio agora só para que ele faça uma metáfora nova…

Por Reinaldo Azevedo

23/03/2011

 às 6:47

A CONSPIRAÇÃO DOS SÁBIOS

Abaixo, o leitor entra em contato com que a América Latina tem produzido de melhor em matéria de pensamento. Dois líderes exercitam a sua vocação visionária, demonstrando que têm preocupações que vão muito além do nosso pobre planetinha.

Ontem, como já comentamos aqui, Hugo Chávez especulou que o capitalismo andou devastando Marte. Vejam:.

Antes dele, Lula, o nosso Apedeuta, havia exercitado a sua vocação reformista em escala literalmente global.

Por Reinaldo Azevedo

23/03/2011

 às 6:45

Levantamento constata desaceleração do PAC

Por Marta Salomon, no Estadão:
Nos 80 primeiros dias de governo Dilma Rousseff, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) só se comprometeu a gastar 2,1% das despesas autorizadas por lei para 2011. Dono do maior orçamento do PAC, o Ministério das Cidades foi um dos que menos avançaram: 0,9% dos gastos autorizados foram objeto dos chamados empenhos, que correspondem ao primeiro passo no processo de gastos.

Parte da lentidão no ritmo dos investimentos se explica pelo volume de contas pendentes deixadas pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva, quando Dilma Rousseff coordenava o PAC. Até segunda-feira, 99,8% dos pagamentos feitos do PAC eram contas deixadas por Lula. E ainda há por pagar uma conta quase seis vezes maior: R$ 28,2 bilhões, só do Programa de Aceleração do Crescimento. Os dados foram consultados no Siafi, sistema que registra os gastos da União, pela ONG Contas Abertas.

Até o dia 21, o governo havia se comprometido a gastar R$ 863 milhões dos R$ 40,1 bilhões de gastos autorizados no PAC em 2011. Os investimentos em geral foram o principal alvo do aperto nas contas públicas deste início de governo. Os gastos de custeio e com juros tiveram um ritmo mais acelerado do que no mesmo período do último ano de mandato de Lula.

Do volume total de investimentos autorizados no Orçamento - R$ 63,7 bilhões -, o governo se comprometeu a gastar R$ 1,3 bilhão. Até 21 de março, o Tesouro Nacional havia desembolsado R$ 6,6 bilhões para pagar investimentos feitos por Lula, e ainda restava uma conta de R$ 49,6 bilhões por pagar.

Por Reinaldo Azevedo

23/03/2011

 às 6:43

Ex-aliado do petista Agnelo Queiroz, governador do DF, o acusa de caixa dois

Na FoLha:
Um ex-aliado do petista Agnelo Queiroz acusa o atual governador do Distrito Federal de fazer caixa 2 na campanha eleitoral de 2010. O jornalista José Seabra publicou em seu blog (noti bras.com.br) um texto afirmando que o “expediente espúrio” foi usado para o petista chegar ao cargo. Durante a campanha, Seabra editava um jornal pró-Agnelo, que atacava seu adversário Joaquim Roriz (PSC). O jornalista foi condenado pelo TRE-DF em ação que questionava abuso do poder econômico e uso indevido de veículos de comunicação.

Agora, Seabra afirma que Agnelo usou dinheiro de caixa 2 e distribuía pacotes de até R$ 50 mil para “negociar a participação de grupos de empresários na campanha”. “Também era dali que saia parte do dinheiro para pagar apoios.” Procurada às 19h53 de ontem, a assessoria de Agnelo negou as acusações. O advogado da campanha, Luis Alcoforado, rebateu a afirmação e disse que as contas “foram aprovadas sem ressalvas”.

Por Reinaldo Azevedo

23/03/2011

 às 6:41

Mais estado, menos sociedade - Planalto quer limitar poder das agências reguladoras

Por Andreza Matais e Ana Flor, na Folha:
O Planalto quer limitar a atuação das agências reguladoras por considerar que elas têm extrapolado seu poder de atuação ao formular políticas públicas, criando problemas para o Executivo. O governo decidiu que irá controlar esses cargos, nomeando diretores afinados com seu projeto, em vez de aceitar indicações políticas que o deixe nas mãos dos partidos. A avaliação feita pelo Palácio do Planalto é que as agências devem se limitar a fiscalizar e a regular seus setores de atuação, tarefa que, para o governo, elas não cumprem como deveriam. “Muitas vezes as agências confundem seu papel de órgão fiscalizador com o de formulador de política pública. A função de planejamento é do Executivo”, afirma o ministro Luiz Sérgio (Relações Institucionais).

Nesse sentido, o governo vai apoiar a discussão de um projeto que cria uma lei geral das agências, encaminhado na gestão Lula ao Congresso, e que limita o poder dos órgãos a regular e fiscalizar. O projeto, que já foi discutido nas comissões da Câmara, está pronto para ser votado no plenário. Um exemplo ocorre na Anatel. As empresas de telefonia se queixam que a agência quer definir metas de universalização do serviço, medida que, avaliam, deveria caber ao Ministério das Comunicações. O governo avalia que, ao perder o foco da fiscalização, as agências não conseguem evitar problemas como apagões de energia ou serviços ruins prestados por aeroportos, empresas de telefonia e de transporte público, entre outros. Relatório do TCU (Tribunal de Contas da União) que analisou as  contas do governo no ano passado revelou que algumas agências arrecadaram menos  de 2% das multas aplicadas entre 2005 a 2009.Aqui

Por Reinaldo Azevedo

23/03/2011

 às 6:39

BC prepara medidas para restringir crédito

Por Eduardo Cucolo, na Folha:
O Banco Central sinalizou que o governo deve adotar novas medidas para obrigar os bancos a reduzirem o ritmo de expansão do crédito, um dos principais combustíveis do crescimento da economia e da inflação. A expansão atual de 20% dos empréstimos está acima do que o BC “gostaria de ver”, algo entre 10% e 15% ao ano, segundo o presidente do BC, Alexandre Tombini. A forte entrada de dólares no país, que preocupa o setor exportador, é vista pelo BC como um dos fatores que alimentam essa “expansão preocupante” do crédito, já que significa injeção de recursos na economia. Durante audiência no Senado, Tombini afirmou que já entraram no país quase US$ 34 bilhões, 40% além do verificado em todo o ano de 2010, valor que não foi integralmente retirado do mercado pelas intervenções do BC.

É para conter esses “excessos e distorções”, segundo o BC, que o governo vem adotando desde dezembro medidas como restrições ao crédito, além de dois aumentos na taxa básica de juros. Tombini disse que essas medidas, e outras que virão, ainda não foram totalmente sentidas, mas serão suficientes para reduzir a inflação nos próximos meses. O presidente do BC foi questionado sobre a pesquisa Datafolha publicada ontem. O levantamento revela que 41% da população acha que a inflação vai aumentar, e 42% acham que ela continuará alta como está.

“Tem de ter tranquilidade. Há defasagem no que se faz aqui. É sangue frio, é fazer mais para chegar com a inflação na meta em um futuro próximo”, disse Tombini. Ele afirmou que a inflação não subiu só por conta do preço dos alimentos. Há um “descompasso” entre oferta e demanda no país, que gera pressões inflacionárias. Tombini deu como exemplo o uso da capacidade produtiva, que se encontra estável, porém em patamar elevado. Há também falta de mão de obra em vários setores e reajustes salariais acima da inflação e dos ganhos de produtividade, o que “adiciona pressão sobre preços”. Aqui

Por Reinaldo Azevedo

23/03/2011

 às 6:37

Analistas reduzem confiança em ajuste fiscal do governo

Por Gustavo Patu, na Folha:
Ao invés de aumentar, a confiança de analistas e investidores no cumprimento das metas do ajuste fiscal prometido pelo governo Dilma Rousseff caiu após o anúncio do bloqueio de R$ 50 bilhões em despesas programadas para este ano. O dado consta da pesquisa permanente feita pelo Banco Central a respeito das expectativas de bancos, empresas de consultoria e outros setores para os resultados da economia. As projeções para as contas públicas, porém, não fazem parte dos resultados apresentados semanalmente ao público. Pressionada pelas perspectivas de alta da inflação, a equipe econômica divulgou na segunda semana de fevereiro a dimensão do corte a ser promovido no Orçamento. No entanto, só no final do mês passado o governo conseguiu detalhar a medida.

Entre um ato e outro, a tentativa de impressionar o mercado teve efeito inverso: esperava-se, desde o final da campanha eleitoral de 2010, que os governos federal, estaduais e municipais conseguissem poupar o equivalente a 2,8% do Produto Interno Bruto (PIB, ou a soma de bens e serviços da economia); agora, a previsão é de 2,7%. Trata-se de uma diferença de R$ 4 bilhões, o suficiente para manter a Câmara dos Deputados por um ano. Mais relevante que o valor, no entanto, é a dificuldade da administração petista em recuperar a credibilidade da política fiscal.

As projeções dos especialistas já estavam abaixo da meta fixada para 2011, um superavit primário -diferença entre a arrecadação e as despesas com pessoal, custeio administrativo, programas sociais e investimentos- de 2,9% do PIB. Expectativas para os gastos públicos influenciam as projeções sobre a inflação, que por sua vez influenciam as decisões imediatas dos empresários sobre os preços cobrados pelas mercadorias e serviços. Aqui

Por Reinaldo Azevedo

A CONSPIRAÇÃO DOS SÁBIOS

Abaixo, o leitor entra em contato com que a América Latina tem produzido de melhor em matéria de pensamento. Dois líderes exercitam a sua vocação visionária, demonstrando que têm preocupações que vão muito além do nosso pobre planetinha.

Ontem, como já comentamos aqui, Hugo Chávez especulou que o capitalismo andou devastando Marte. Vejam:.

Antes dele, Lula, o nosso Apedeuta, havia exercitado a sua vocação reformista em escala literalmente global.

Por Reinaldo Azevedo


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Fonte:
Blog Reinaldo Azevedo (Veja)

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