Obama é um fiasco e está preparado para presidir o Findomundistão!, por Reinaldo Azevedo

Publicado em 30/07/2011 06:47 736 exibições
em veja. com.br

Obama é um fiasco e está preparado para presidir o Findomundistão!

Há coisas que têm tudo para dar errado e que, vejam vocês, dão! É o caso de Barack Obama nos EUA. O que sempre pensei a respeito deste senhor está nos arquivos. Sempre vi nele o traço inconfundível de um populista do Terceiro Mundo. É claro que isso nada tem a ver com a sua cor ou origem, mas com os seus métodos. Achava detestável sua mania de se referir a “Washington” como o lugar da picaretagem, como se ele não fosse, afinal, alguém de… Washington! No Brasil, lula atacava — e ataca ainda — as “elites”.

Ambos têm histórias, origens e formações muito distintas. Mas algo os reúne de maneira inegável: não estão nem aí para as instituições; acreditam que uma de suas tarefas é atropelá-las. E as atropelam. Obama, só para citar um caso, foi à guerra contra a Líbia sem pedir autorização para o Congresso e, na prática, jogou no lixo os termos da resolução da ONU que autorizava a ação naquele país. Sim, ele acha que pode.

Nego-me a discutir a questão estúpida sobre se a crise é ou não herança do governo Bush. Deixo isso para o Arnaldo Jabor. Essa é outra marca da mentalidade tacanha terceiro-mundista. Quem se apresenta como candidato e se dispõe a ganhar uma eleição está afirmando que sabe como resolver o impasse — se há um. Se o governo Bush tivesse sido um espetáculo, Obama não teria sido eleito. É simples assim. E ele se tornou presidente justamente porque o outro se deu mal. O que lhe garantiu a ascensão não pode ser fonte permanente de desculpa para o seu insucesso. É uma questão óbvia, de lógica elementar.

Os republicanos não fizeram sozinhos a crise sobre o limite do endividamento. Aliás, Obama passou dois anos com maioria nas duas Casas. Foram os seus apoiadores que ajudaram a extrapolar o limite de gastos. E, numa democracia, ele tem de negociar com o Congresso — quem lhe tirou a maioria na Câmara foi o eleitorado, não uma conspiração. Não gostam do Tea party, é? Troquem o eleitorado americano, então!!! Ou ele é legítimo quando elege Obama, mas ilegítimo quando dá mandatos à direita republicana? Tenham a santa paciência!

Obama transformou os EUA no Findomundistão, um paiseco ridículo, de Terceiro Mundo, em que o presidente da República se comporta como um propagandista vulgar. Em meio a uma das maiores crises da história recente dos EUA, sabem o que fez o homem ontem? Um tuitaço, jogando a população contra o Congresso. Ou melhor: tentando incitar as massas contra os republicanos. Leiam este trecho de reportagem da Folha:
Ontem, o twitter @BarackObama, mantido pela campanha de 2012, passou a tarde listando contatos de republicanos que os eleitores deveriam pressionar a ceder.
A primeira mensagem foi enviada pelo próprio presidente, que assina como “BO”: “A hora de pôr o partido em primeiro plano acabou.
Se você quer ver um acordo (#compromise) bipartidário, diga ao Congresso. Ligue. Mande e-mail. Tuíte”.

Você entenderam direito: o endereço criado para a campanha presidencial do ano que vem foi usado para insuflar os americanos contra os republicanos. Isso tudo porque, afinal, o presidente quer se apresentar como um magistrado!!! Numa de seus milionésimos pronunciamentos na TV, referindo-se ao plano dos republicanos, aprovado na Câmara e depois rejeitado no Senado, afirmou: “Esse plano nos forçará a reviver essa crise em poucos meses, mantendo nossa economia cativa da politicagem de Washington outra vez”. O homem que usa o seu Twitter de candidato para pressionar em favor de uma questão que interessa ao presidente ataca a “politicagem” de Washington… Ele, afinal de contas, faz o quê?

A verdade insofismável é que Obama é ruim de doer; trata-se de uma dos mais vistosos fiascos da história política dos EUA. Ontem, irritados com a pressão, nada menos de 37 mil seguidores do presidente no Twitter resolveram desertar. Perceberam que estavam sendo vítimas de uma espécie de assédio — e que Obama, afinal, está molestando as instituições do país. Não por acaso, hoje seu governo é aprovado apenas por 40% dos americanos.

O homem pode até vir a ser reeleito — como mais um sintoma da crise, diga-se. Os republicanos, por enquanto, parecem não ter uma alternativa sólida. Um presidente dos EUA, diante de uma crise dessa natureza, senta para negociar com o Congresso em vez de sacar do bolso o BlackBerry… Foi eleito para governar o país mais importante do mundo e se comporta como um tuitero do Findomundistão… É patético! E ridículo! É perigoso!

Um colunista da Folha Online, mandaram-me o link, comparou a situação dos EUA à estabilidade brasileira e concluiu que o que falta ao presidente americano, acreditem ou não, é um PMDB! Essa sabedoria convencional, que vê no partido um, digamos assim, monumento à fisiologia e ao troca-troca, é só uma visão reacionária de mundo. O PMDB seria, segundo entendi, o grande fator de estabilidade do Brasil. O PR também, claro…

É, vai ver é isto mesmo: a política americana anda muito ideologizada, né, gente? Faltam alguns larápios para fazer a moderação, cobrando o devido pedágio…

O mundo é bárbaro.

Por Reinaldo Azevedo

O default americano e a hora dos histéricos. Ou: “Cuidado com os autoritários do bem!”

Eu estava prestes a sugerir que alguém ministrasse um Lexotan ou um Frontal a Arnaldo Jabor — ou que se aumentasse a dose, sei lá eu. Mas acho que dá para esperar um pouco. A Câmara dos EUA aprovou um plano de aumento da dívida (ver post abaixo) que garante as contas até o começo do ano que vem ao menos. Os democratas querem mais. Em tese, ao menos, no limite, dá para convergir com o “mínimo” oferecido pelos republicanos. De fato, a proposta ainda mantém Obama pendurado na brocha. Imprudente, este grande estrategista, este mago das esferas, resolveu lançar a sua recandidatura à Presidência e negociar a elevação do teto da dívida ao mesmo tempo…

Sim, como as circunstâncias são dramáticas, ele fez de conta que a oposição não existia. Mas, como todos sabemos e nos assegura Arnaldo Jabor, republicanos são pessoas más, até mesmo racistas, que só querem a destruição de Obama. O cineasta aprendeu com Lula que oposição só serve para encher o saco e sabotar o governo. Ah, quanta gente com saudade da ditadura, não é mesmo!

Que importância tem a opinião de Jabor. Huuummm… Está na principal emissora de televisão do país, não é? Ajuda a formar a opinião de alguns. Ontem, no Jornal da Globo, ele realmente foi muito além das suas sandálias — e das sandálias da democracia. Vejam.

Não por acaso, a era Roosevelt, cujas glórias ele canta, foi, até hoje, o mais perto  a que os EUA chegaram do fascismo. Pode-se até argumentar que era menos uma escolha do que o espírito de uma época, mas isso não muda a natureza da coisa. Há muito mais em comum entre o New Deal e o fascismo (também o fascismo alemão, chamado “nazismo”) do que sonha um vão “progressista”. Basta estudar um pouco e substituir metáforas por fatos.

De lá pra cá, a democracia avançou na América. É comovente ver Jabor entusiasmado com a disposição de Roosevelt de passar por cima do Congresso se a nação estiver ameaçada… Que tiranete da América Latina não evocou justamente esse risco parar dar um golpe? Cruz credo! Ou “credo em Cruz!”, como a gente fala em Dois Córregos…

O que Jabor afirma sobre a Emenda 14 é uma sandice, além de desrespeitar o texto, pouco importa quantos especialistas ele evoque. Vamos à letra do trecho pertinente da emenda:
4. The validity of the public debt of the United States, authorized by law, including debts incurred for payment of pensions and bounties for services in suppressing insurrection or rebellion, shall not be questioned. But neither the United States nor any State shall assume or pay any debt or obligation incurred in aid of insurrection or rebellion against the United States, or any claim for the loss or emancipation of any slave; but all such debts, obligations and claims shall be held illegal and void.

Traduzo:
“A validade da dívida pública dos Estados Unidos, autorizada por lei, incluindo as dívidas feitas para o pagamento de pensões e de recompensas por serviços prestados na repressão a insurreição ou rebelião, não será questionada. Mas nem os Estados Unidos nem qualquer um dos Estados deverão assumir ou pagar qualquer dívida ou obrigação contraídas para auxiliar insurreição ou rebelião contra os Estados Unidos, ou ainda qualquer indenização pela perda ou emancipação de escravos; todas essas dívidas, obrigações ou indenizações serão consideradas ilegais e nulas”.

Alguém pode me dizer aí quais palavras, trechos ou passagens autorizam o que sustenta o nosso pensador? Ademais, desde quando “default” é sinônimo de questionamento de dívida? Tenham paciência! E Jabor esqueceu de ler a Seção 5 da Emenda 14  — a 5 vem logo depois da 4… E diz o seguinte:
5. The Congress shall have power to enforce, by appropriate legislation, the provisions of this article.
Ou:
“Cabe ao Congresso a tarefa de pôr em prática, com legislação apropriada, as disposições deste artigo”.

Entenderam? Cabe ao Congresso. Obama certamente não ouvirá Arnaldo Jabor  — ou seria alvo de um processo de impeachment por usurpar um poder do Congresso.

Por que essa contestação da opinião de um cineasta? Porque ela é a expressão mais emblematicamente histérica do que costumo chamar “autoritarismo do bem”. Imaginem se os governantes forem evocar Roosevelt a cada vez que julgarem que o país está sob uma grave ameaça…

O Senado, de maioria democrata, deve rejeitar a proposta aprovada na Câmara, que é dos republicanos. Dêem-me uma boa razão para que não chamemos “intransigentes” também os democratas… É que Jabor, Lula e, tudo indica, Obama acreditam que a oposição só quer mesmo é o mal do país…

A propósito, o presidente americano falou à nação hoje pela enésima vez. Um dos grandes, dos monumentais defeitos de Obama é a ambição de governar o país acima das instituições, jogando o povo contra o Congresso.

É.. De certo modo, ele se espelha mesmo em Roosevelt… Se os EUA caminharem para o default, o principal responsável tem nome: Barack Obama!

Por Reinaldo Azevedo

Democratas rejeitam plano republicano para dívida no Senado. Lá vem de novo o apocalipse…

Ah, meu Deus! O Arnaldo Jabor vai anunciar de novo o apocalipse. Os democratas rejeitaram a proposta republicana para ampliação do limite da dívida. Sem acordo, é default. Dá  para fazer um longo debate, até o calote, para saber se intransigentes são os adversários de Obama ou os aliados… A alternativa é lamentar o fato de os EUA serem uma democracia… Leiam o que informa o G1:

Senado dos EUA rejeita plano da Câmara para evitar ‘calote’ da dívida

O Senado dos Estados Unidos, de maioria democrata, rejeitou na noite desta sexta-feira (29) o plano aprovado horas antes na Câmara dos Representantes para reduzir o déficit orçamentário do país e elevar o limite de endividamento do governo federal. O projeto do republicano John Boehner, derrotado por 59 votos a 41, condicionava uma futura elevação do teto da dívida à aprovação de emenda constitucional determinando que o governo federal equilibre seu orçamento antes de um novo aumento no teto da dívida, atualmente em US$ 14,29 trilhões - valor máximo estabelecido por lei.

Mais cedo, nesta sexta, o presidente Barack Obama disse que qualquer solução para o impasse precisa ser conseguida pelos dois partidos.

Corrida contra o tempo
O governo dos Estados Unidos está correndo contra o tempo para não colocar em risco sua credibilidade de bom pagador. Se, até o dia 2 de agosto, o Congresso não ampliar o limite de dívida pública permitido ao governo, os EUA podem ficar sem dinheiro para pagar suas dívidas: ou seja, há risco de calote - que seria o primeiro da história americana.

A elevação do teto da dívida permitiria ao país pegar novos empréstimos e cumprir com pagamentos obrigatórios.

O projeto derrotado no Senado nesta sexta elevaria o limite da dívida em US$ 900 bilhões, o que seria suficiente para que o governo dos EUA continuasse a funcionar até fevereiro ou março de 2012, e reduziria o déficit do governo em US$ 917 bilhões ao longo de dez anos. Ele também estabelecerua um comitê de legisladores que estudaria o Orçamento federal em busca de pelo menos US$ 1,8 trilhão adicional em redução do déficit.

A rejeição no Senado já era esperada. Os democratas, que controlam a casa, querem um plano de longo prazo, que eleve o teto da dívida em US$ 2,5 trilhões e corte US$ 2,2 bilhões de gastos.

Por Reinaldo Azevedo

Governo brasileiro teve gasto recorde com juros da dívida no 1º semestre

Por Lorenna Rodrigues, na Folha:
O aumento na taxa básica de juros e a alta da inflação levaram o setor público brasileiro a pagar um valor recorde em encargos da dívida no primeiro semestre do ano. Se por um lado o governo teve que segurar investimentos e adiar gastos para economizar, por outro pagou R$ 119,7 bilhões para os credores, o que representa 6,12% do PIB (Produto Interno Brasileiro). Foram R$ 27,5 bilhões a mais do que no mesmo período de 2010. Neste ano, a taxa básica subiu de 10,75% para 12,50% ao ano, o que aumenta significativamente o custo da dívida, pois mais de dois terços dela são indexados à Selic.
De janeiro a junho, o setor público, que inclui estatais, Estados, municípios e a União, economizou R$ 78,1 bilhões, o equivalente a quase 4% do PIB. Após o pagamento recorde de juros, porém, o resultado final foi negativo em R$ 41,5 bilhões.

“Os resultados mostram que, se por um lado esse superavit foi atingido e as contas parecem estar sob controle, por outro essa política leva a gastos extremamente excessivos nos juros”, afirma o professor de Finanças do Ibmec, Gilberto Braga. Segundo Braga, a única forma de o governo reduzir as despesas com a dívida é diminuindo os gastos, principalmente com a manutenção da máquina pública. Isso ajudaria em duas frentes: reduzindo a necessidade de emissão de novos títulos para financiar as despesas e diminuindo a demanda por produtos e serviços na economia, o que leva à queda da inflação e permite ao Banco Central diminuir a taxa Selic. “Existe espaço para isso nesse momento até por conta dessa folga gerada pelo superavit primário. A folga, porém, não deve ser utilizada para aumentar despesa. Esse esforço de corte deve permanecer”, completou.

DÍVIDA LÍQUIDA 
No primeiro semestre, a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB, importante para medir o endividamento do país, caiu de 40,2% para 39,7%. Aqui

Por Reinaldo Azevedo

Investimento de Dilma não decola, mostra análise sobre o PAC

Por Lu Aiko Otta, do Estadão:
A análise do desempenho do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) até agora mostra que a presidente Dilma Rousseff não conseguiu entregar o que vendeu na campanha eleitoral: uma forte puxada nos investimentos.

E, a julgar pelo quadro político e econômico, não será possível mudar o quadro tão cedo. É o que mostra análise elaborada pelo economista Felipe Salto e pelo cientista político Rafael Cortez, ambos da consultoria Tendências.

Com base em dados colhidos na base de dados do Senado, o estudo mostra que, até o dia 27 de julho, o governo pagou R$ 13,5 bilhões em despesas do PAC. Desses, R$ 13,2 bilhões, ou 83,7%, eram gastos contratados no governo de Luiz Inácio Lula da Silva. “Os números mostram que ela tem as mãos amarradas”, disse Salto. “Se ela praticamente só paga restos de exercícios anteriores, quer dizer que os gastos do PAC até agora tiveram pouca influência de programas novos adotados por iniciativa da presidente.”

Para o economista, o governo cometeu um equívoco de avaliação logo no início, ao acreditar que haveria condições para elevar rapidamente o volume de investimentos. Isso não foi possível porque a administração de Dilma Rousseff já começou com uma ameaça de descontrole inflacionário que obrigou o governo a conter os gastos, promovendo um corte de R$ 50 bilhões no Orçamento. Como a estrutura de despesas do governo é muito rígida, o sacrifício recaiu sobre os investimentos.

Dados do Tesouro Nacional divulgados esta semana mostram que eles totalizaram R$ 20,9 bilhões de janeiro a junho, um acréscimo de pouco mais de 1% sobre o observado no primeiro semestre de 2010.

A prometida decolagem dos investimentos dependeria, segundo Rafael Cortez, da realização de reformas que permitissem reduzir gastos com pessoal e custeio. “Para isso, ela precisaria de uma coalizão capaz de passar reformas no Congresso Nacional”, avaliou. O problema, acredita ele, é que Dilma não foi a responsável pela construção de sua atual base aliada. “Ela não conhece a base, e eles estão acostumados a operar com o governo anterior”, observou.

Para piorar o quadro, o corte de R$ 50 bilhões no Orçamento reduziu fortemente o espaço para a liberação de recursos para emendas de parlamentares. Dilma também adotou um estilo centralizador nas nomeações para o governo. “Isso tudo gerou desgaste com a base”, disse.

Por Reinaldo Azevedo

A retórica asquerosa e fascistóide de um certo Luiz Inácio. Ou: Apedeuta confessa que, até 2002, sempre torceu para o Brasil se ferrar

Não adianta! Ele não tem cura. O Apedeuta não compreende a democracia. Leiam o que informa o Estadão Online. Volto em seguida.

Por Luciana Nunes Leal, do Estadão:
No segundo dia de compromissos no Rio de Janeiro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou que pretenda disputar a Presidência da República em 2014 e disse que a presidente Dilma Rousseff só não tentará a reeleição se não quiser. Lula respondeu ao ex-governador de São Paulo, José Serra, do PSDB, que disse acreditar em uma candidatura do ex-presidente em 2014.

“Só há uma hipótese de Dilma não ser candidata: ela não querer. O Serra está preocupado é com a candidatura dele próprio e não consegue nem resolver os problemas internos do PSDB”, disse Lula, em rápida entrevista, depois de participar de um seminário na Escola Superior de Guerra (ESG).

Lula estava acompanhado, entre outras autoridades, do ministro da Defesa, Nelson Jobim, que, na semana passada, disse ter votado em Serra, de quem é amigo, e não em Dilma, na eleição de 2010. Lula defendeu Jobim. “Tem gente que não gosta de mim e votou em mim; tem gente que gosta de mim e não votou. Não se pode fazer política pensando nisso”, afirmou Lula.

Durante a palestra, Lula disse que a oposição torce contra o governo. “Quando você ouvir o cara de oposição falar ‘estou torcendo para dar certo’, não acredita, não. É o inverso. Eles estão torcendo para a inflação voltar, para o desemprego aumentar”, disse o ex-presidente à platéia formada por militares alunos da ESG.

Voltei
Ao se referir a seus oponentes, Lula parece Arnaldo Jabor a dizer “coisas inteligentes” sobre o Partido Republicano nos EUA. Não é que os adversários tenham um ponto de vista diferente: na verdade, seriam todos sabotadores.

Vejam ali: Lula está fazendo uma confissão. Enquanto permaneceu na oposição, torceu sistematicamente para o país dar errado. Afinal, segundo ele, é o que fazem sempre os oposicionistas. Toma-se como medida de todas as coisas. Lula diz a verdade sobre si mesmo, mas mente sobre os outros.

Diz a verdade sobre si mesmo e sobre seu partido porque:
- negaram-se a homologar a Constituição de 1988;
- negaram-se a apoiar o governo Itamar;
- tentaram derrubar a Lei de Responsabilidade Fiscal;
- tentaram impedir as privatizações;
- lutaram contra a abertura da economia ao capital estrangeiro;
- votaram, acreditem!, contra o Fundef, que destinava mais recursos para a educação;
- opuseram-se aos programas sociais, reunidos depois no Bolsa Família, porque diziam  tratar-se de esmola. Lula dizia que quem recebia bolsa não plantava macaxeira…
- tentaram derrubar o Proer, que saneou o sistema financeiro;
- bombardearam o programa de reestruturação dos bancos estaduais.

Não houve, em suma, uma única boa ação do governo FHC que Lula e seu partido não tenham tentado sabotar. Por quê? Porque, ele confessa agora, torcia para que tudo desse errado.

E ele mente sobre a oposição. Esta, ao contrário do que ele diz, foi cordata demais com ele. A única questão relevante para o governo a que se opôs firmemente foi a prorrogação da CPMF. Ainda assim, o imposto caiu com a colaboração de senadores da base governista.

Candidatura
Quando à Presidência, ao negar que é candidato, confirma a candidatura. Diz que Dilma só não será o nome do PT se não quiser. Ele, como se nota, está fazendo de tudo para que ela não queira ao  ocupar a ribalta, ao se apresentar como o único interlocutor aceitável do petismo. Falta uma indagação essencial aí: “Se ela não quiser, o candidato será quem?” A resposta está dada”.

A suposição de que adversários são sabotadores é típica de mentalidades fascistas. E Lula é o fascismo possível no Brasil.

PS - Esse lixo intelectual e moral foi dito na Escola Superior de Guerra, que já sonhou reunir o pensamento estratégico no Brasil.

Texto publicado originalmente às 19h32 desta sexta
Por Reinaldo Azevedo
O “PAC” que funciona: Programa de Aceleração da Corrupção

Leia Editorial do Estadão:

O sistema de vale-tudo nas relações entre a burocracia do Executivo, parlamentares e as empresas que conhecem o caminho das pedras para fazer negócios com a área federal engendrou no governo Lula um outro “PAC”, mais bem-sucedido do que o original. Seria o Programa de Aceleração da Corrupção. Diga-se desde logo que conluios entre servidores venais, políticos de mãos sujas e negociantes desonestos não são uma exclusividade nacional e tampouco surgiram sob o lulismo. Mas tudo indica que a roubalheira na escolha dos fornecedores de bens e prestadores de serviços ao Estado brasileiro e nos contratos que os privilegiaram alcançou amplitude nunca antes atingida na história deste país nos governos petistas, e não apenas em função do patamar de gastos públicos. Mais decisivo para o resultado estarrecedor a que se chegou foi o perverso exemplo de cima para baixo. No regime do mensalão e das relações calorosas entre o presidente da República e a escória da política empoleirada em posições-chave no Parlamento, corruptores e corruptíveis em potencial se sentiram incentivados a assaltar o erário com a desenvoltura dos que nada têm a perder e tudo a ganhar. Nos últimos 30 dias, as histórias escabrosas trazidas à tona pelos escândalos revelados no Ministério dos Transportes tiveram o impacto de uma bomba de fragmentação que lançasse estilhaços em todas as direções da capital do País. Mas elas parecem apenas uma amostra do que vinha (e decerto ainda vem) se passando na máquina federal.

Ao passar o pente-fino em 142 mil licitações e contratos do governo assinados entre 2006 e 2010, referentes a obras e serviços no valor de R$ 104 bilhões, o Tribunal de Contas da União (TCU) topou com escabrosidades que caracterizam um padrão consolidado de delinquência, evidenciado em praticamente todos os aspectos de cada empreendimento (pág. A-4 do Estado de sexta-feira). As licitações se transformaram no proverbial jogo de cartas marcadas. Não apenas o governo fechava negócios com firmas cujos sócios eram servidores públicos aninhados no próprio órgão que encomendava a empreitada, mas em um dos casos esses funcionários integravam a comissão de licitação que acabaria por dar preferência às suas respectivas empresas.

Licitações eram dispensadas sem a apresentação de justa causa. Só uma empresa interessada ganhou 12 mil licitações; desistiu de todas para favorecer “concorrentes” que haviam apresentado lances mais altos. Duas ou mais empresas com os mesmos sócios participaram de 16 mil disputas. Cerca de 1.500 contratos foram assinados com empresas inidôneas ou condenadas por improbidade. Aditivos da ordem de 125% sobre o valor original - o limite legal é de 25% - engordaram 9.400 contratos. As irregularidades, que somam mais de 100 mil, “estão disseminadas entre todos os gestores”, concluiu o relatório de 70 páginas da mega-auditoria realizada pelo tribunal de abril a setembro do ano passado.

Lamentavelmente, o tribunal manteve em sigilo - salvo para as Mesas da Câmara e do Senado, e o Ministério Público Eleitoral - a relação de parlamentares sócios de empresas contratadas pelo governo. A participação dos políticos nesses negócios ajuda a fomentar a corrupção, em razão dos seus íntimos entrelaçamentos com os centros de decisão no aparato administrativo. Além disso, a Constituição proíbe explicitamente que empresas que tenham parlamentares entre os seus sócios sejam contratadas pelo governo. Para contornar essa barreira, os políticos costumam deixar a gestão direta de suas firmas. Em pelo menos um caso, porém, o mandatário não se pejou de assinar ele próprio o contrato com uma repartição pública.

Quanto aos políticos citados no relatório, só dois nomes são conhecidos, graças ao trabalho de reportagem do Estado. São o senador e ex-ministro das Comunicações (afastado por suspeita de ilícitos) Eunício Oliveira e o notório deputado Paulo Maluf. Uma empresa do primeiro venceu uma licitação fraudada de R$ 300 milhões na Petrobrás. Uma empresa do segundo alugou um imóvel para o governo por R$ 1,3 milhão ao ano. Com “dispensa de licitação”.

Vamos aguardar a divulgação da lista em poder dos membros das mesas do Senado e da Câmara dos Deputados.

Por Reinaldo Azevedo
Dnit pagou R$ 287 milhões a empresário mineiro durante o mandato parlamentar

Por Fernando Gallo e Marcelo Portela. no Estadão:

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes(Dnit) pagou R$ 286,9 milhões, entre 2004 e 2010, a uma empresa de Djalma Diniz (PPS), ex-deputado em Minas Gerais. No período, Diniz era detentor de mandato parlamentar. A contratação, pela administração pública, de empresas de deputados é vedada pela Constituição Federal e pela mineira. A empresa do ex-deputado mineiro está entre as dez que mais receberam do Dnit no País no ano passado.

Apenas em 2010, a Pavotec Pavimentação e Terraplanagem, da qual Diniz é sócio majoritário, recebeu do Dnit R$ 151,1 milhões para “manutenção” e “adequação” de trechos rodoviários em estradas federais de Goiás, Rio Grande do Norte, Piauí e Minas. Até então, o maior valor recebido pela empresa no período de um ano foram os R$ 36,3 milhões ganhos em 2009.

O ex-parlamentar foi deputado na Assembleia mineira por quatro mandatos. O primeiro teve início em 1995 e último terminou em 31 de janeiro de 2011. Diniz chegou a pedir registro de candidatura para tentar um novo mandato, mas desistiu.

Patrimônio. Na postulação, o ex-deputado informou um patrimônio de R$ 22,7 milhões, dos quais R$ 19,4 milhões são quotas da Pavotec. Em seu site, a empresa afirma que tem entre seus clientes, além do Dnit, a Valec, estatal de ferrovias também envolvida em denúncias de corrupção na área de transportes, e o Departamento de Estradas e Rodagem (DER) do Ceará, do Rio Grande do Norte e de Minas Gerais, além de importantes prefeituras mineiras como Belo Horizonte e Governador Valadares. Outras 11 cidades estão na lista.

A empresa informa ainda que tem como clientes grandes grupos como Petrobrás, Vale, CSN, Votorantim, e Anglo American.

A Constituição federal e a mineira vedam aos deputados “firmar ou manter contrato com pessoa jurídica de direito público, autarquia, empresa pública, sociedade de economia mista ou empresa concessionária de serviço público”. Elas os proíbem também de serem “proprietários, controladores ou diretores de empresa que goze de favor decorrente de contrato com pessoa jurídica de direito público”.

Para Floriano Azevedo Marques, professor de direito administrativo da USP, a Pavotec não poderia ter firmado contratos com a administração pública. Aqui

Por Reinaldo Azevedo
Dnit e Valec somam 79 inquéritos na PF

Por Fausto Macedo, no Estadão:
A Polícia Federal conduz 74 inquéritos sobre obras do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes em 20 Estados. A informação foi divulgada ontem pelo diretor-geral da PF, Leandro Daiello Coimbra. Ele assinalou que outros cinco inquéritos já foram instaurados para investigar contratos da Valec Engenharia, Construções e Ferrovias.

“Os inquéritos apuram crimes contra a administração pública”, destacou Daiello. Ele fez um retrato da atuação da PF no caso Dnit, após evento de posse dos novos delegados chefes de unidades da corporação em São Paulo.

Por meio dessas investigações a PF busca provas de desvios de dinheiro público, licitações dirigidas e corrupção. “Os fatos sob investigação são condutas que se relacionam a crimes contra a administração.”

Os inquéritos foram abertos nos últimos 12 meses. Daiello rechaçou versão de que a PF estaria inerte diante da sucessão de escândalos que derrubou o ministro dos Transportes Alfredo Nascimento e 19 assessores de confiança, entre eles o diretor-geral do Dnit, Luiz Antônio Pagot.

Asseverou que não procede a informação de que a PF não está agindo. Os inquéritos foram instaurados antes de a presidente Dilma Rousseff determinar faxina na pasta dos Transportes.

A PF considera que todos os fatos que provocaram a crise no ministério já eram objeto dos inquéritos, mas só agora foram divulgados. Os inquéritos buscam identificar empreiteiras que assumiram obras do Dnit e da Valec por meio de procedimentos forjados de concorrência.

Todos os inquéritos serão acompanhados de laudos periciais. A preocupação maior de Daiello é com a qualidade dos inquéritos. Ele quer produção de provas testemunhais e materiais insofismáveis para que o Ministério Público Federal possa oferecer denúncia contra os investigados perante a Justiça.

O diretor-geral destacou que desde 2010 a PF deflagrou três operações contra crimes no âmbito do Dnit. Ele se referiu às operações Mão Dupla, no Ceará, Trem das 7, em Minas, e Via Ápia, no Rio Grande do Norte.

A Trem das 7 mobilizou 50 agentes da PF para cumprimento de 10 mandados de busca e apreensão na Prefeitura de Itaúna. São alvos a própria prefeitura e as secretarias municipais de Administração e de Finanças. A PF informou que um grupo de sete empresas, “em conluio com servidores municipais e possivelmente servidores do Dnit”, teria fraudado licitação por meio de um projeto executivo de engenharia para remanejamento da linha férrea no município. Mão Dupla levou à prisão 27 envolvidos, quase todos do Dnit. Aqui

Por Reinaldo Azevedo
Lula tenta convencer Dilma a acalmar PR

Por Catia Seabra e Ana Flor, na Folha:
Diante das ameaças do PR, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva começou a atuar para tentar convencer a presidente Dilma Rousseff a procurar os “magoados” do partido e evitar que a crise no Ministério dos Transportes atinja outras legendas. Há duas semanas, Lula disse a aliados que, mesmo preocupado, não pretendia se intrometer no caso para evitar a imagem de tutor. Mas os recados enviados pela sigla, especialmente por emissários do deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP), o fizeram mudar de ideia. Ontem, os dois se encontraram na inauguração da Embaixada da Argentina, em Brasília. Chegaram a agendar uma conversa, mas Lula teve que voltar a São Paulo.

Em conversa com petistas, o ex-presidente tem defendido que Dilma procure o ex-ministro Alfredo Nascimento (PR-AM) e o senador Blairo Maggi (PR-MT) -além de acenar para o PR paulista, controlado por Valdemar. Lula e outros petistas foram alertados sobre o estado de espírito do aliado, que comparam ao do então deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) antes de ele denunciar o escândalo do mensalão. A Folha apurou que Valdemar se queixa de isolamento. Incomodado com as demissões de indicados do PR, ele convocou reunião da cúpula do partido para terça-feira. Entre os convidados está Luiz Antonio Pagot, demitido do comando do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes). Horas antes, o ex-ministro Alfredo Nascimento deve ocupar a tribuna do Senado. O governo teme que ele ataque o atual ministro Paulo Sérgio Passos.

AMEAÇAS 
Reservadamente, dirigentes do PR avisam, em nome de Valdemar, que a crise não se restringirá ao partido. Dizem, por exemplo, que a apreensão de computadores do Ministério dos Transportes impõe riscos a outros partidos da base governista. Mensageiros de Lula já levaram sua inquietação ao governo.Aqui

Por Reinaldo Azevedo
Presidente constrange Jobim e cogita substituição

Por natuza Nery, Fernando Rodrigues e Márcio Falcão, na Folha:
A presidente Dilma Rousseff constrangeu ontem o ministro da Defesa, Nelson Jobim, ao tratá-lo de forma protocolar durante evento oficial no Palácio do Planalto. Ela avalia a possibilidade de demiti-lo da pasta após Jobim declarar publicamente à Folha e ao UOL ter votado no tucano José Serra na eleição presidencial de 2010. Dilma ficou irritada com a declaração. Cogitou demitir Jobim, mas preferiu não fazer isso já. No governo avalia-se que, se o ministro tivesse pedido demissão, ela teria aceito na hora. Ontem, em um evento no Planalto, Dilma tratou o auxiliar com frieza ostensiva. Não o citou no discurso, como é praxe. O cumprimento entre ambos foi protocolar.

Dilma já sabia da opção eleitoral do ministro por Serra desde o ano passado. Ainda assim, decidiu reconduzi-lo ao cargo por influência de Lula. Pesou a favor de Jobim seu reconhecimento no meio militar e seu trabalho para institucionalizar o Ministério da Defesa, criado há 12 anos. Ministro de Lula e Fernando Henrique, Jobim perdeu espaço sob Dilma. Deixou de ser mediador em negociações com o mundo jurídico e não conseguiu concluir a compra dos caças Rafale. O próprio Jobim confidenciou a amigos que não ficará por muito tempo no posto. A recente polêmica, porém, pode precipitar sua saída. Além de revelar o voto em Serra, o ministro afirmou que o tucano teria tomado as mesmas atitudes de Dilma se tivesse vencido a eleição. Aqui

Por Reinaldo Azevedo

Dilma sobe em pesquisa

O Palácio do Planalto recebeu na semana passada uma pesquisa, encomendada pelo próprio governo, sobre a popularidade de Dilma Rousseff em São Paulo. Mostrou uma aprovação maior que a de Lula nos mesmos sete primeiros meses. O índice de desemprego (o menor em nove anos) e a renda em elevação explicam boa parte do resultado. A meia faxina na área de Transportes fez o resto.

Por Lauro Jardim
Como o governo quer seduzir a classe C
Potencial eleitoral -  Dilma: programas específicos  para seduzir a classe C

Potencial eleitoral -  Dilma: programas específicos para seduzir a classe C

Assim como o Bolsa Família foi importante para reeleger Lula e levar Dilma Rousseff à Presidência, o governo já identificou o potencial eleitoral da nova classe média — vai trabalhar para seduzi-la, de olho em 2014. Quer, por exemplo, criar programas específicos que atendam às necessidades dessa imensa e nova classe C. A Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência estuda como subsidiar o custeio de cursos de línguas, teatro etc. para essa turma emergente. Um estudo feito pela secretaria, que será divulgado no dia 8, revela que seis em cada dez brasileiros com acesso à internet pertencem à nova classe média. São quase 17 milhões de pessoas, a maioria jovens. Há seis anos, essa proporção era de quatro entre dez.

Por Lauro Jardim

Jantar no Planalto

Depois de uma agenda de inaugurações no Rio de Janeiro, Lula janta hoje com Dilma Rousseff em Brasília.

Por Lauro Jardim




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Blog Reinaldo Azevedo

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