Zé Dirceu leva a conspiração contra Dilma para além do seu cafofo, contamina o PT e vira itens do documento do 4º Congresso!

Publicado em 02/09/2011 08:25 788 exibições
do blog de Reinaldo Azevedo, em veja.com.br

Zé Dirceu leva a conspiração contra Dilma para além do seu cafofo, contamina o PT e vira itens do documento do 4º Congresso! Não em jeito! O cara é um caso de polícia, não de política!

Petistas que não querem se identificar asseguram que José Dirceu pressionou o quanto pôde o comando do partido para que a crítica “à mídia” fosse um dos pontos centrais do documento do 4º Congresso (ver post abaixo), que começa hoje e se estende até domingo. O “Zé” ainda queria forçar a mão para que lhe fosse feita uma moção de desagravo. Isso provavelmente ficará por conta da iniciativa de algum “companheiro”, e o texto deve, então, contar com a aprovação dos demais. Mas a coisa não pára por aí.

A turma do Zé também conseguiu emplacar uma crítica à dita “faxina” promovida por Dilma e ressuscitou a tese de que tudo não passa de sabotagem da oposição, apoiada pela “conspiração midiática”, que teria tentando derrubar Lula. Ressuscita a tese inventada para enfrentar a denúncia do mensalão. Como vocês lerão no post abaixo deste, os petistas não querem agora controlar apenas a radiodifusão. Em seus planos, está meter as patas também nos jornais, nas revistas e na Internet, que não são concessões públicas (não que eu defenda o controle das outras).

A Executiva Nacional do partido, que havia desistido oficialmente da tese do controle da mídia, em encontro realizado no começo do mês passado, mudou de idéia e endossa, agora, o documento bucéfalo. Vale dizer: o Zé parou de conspirar no quarto do hotel, saiu do cafofo e, agora, conspira abertamente dentro do PT mesmo.

O texto faz questão de ressaltar os esforços de Lula no combate à corrupção e diz que sua continuidade depende da reforma política, o que é uma piada macabra. A proposta do partido para a dita-cuja reforça o que pode haver de pior no sistema proporcional de votos. Se o PT conseguir emplacar a sua tese, o que é ruim vai piorar. Já demonstrei isso aqui. O que motiva a crítica à faxina — e esse é um movimento combinado com o Babalorixá de Banânia — é o temor de que a demissão de alguns larápios acabe carimbando no governo Lula a pecha de “corrupto”.

A presidente também já afirmou que não aceita o controle da mídia, como quer o PT, o que é referendado pelo ministro Paulo Bernardo, que agora vem sendo atacado pela Al Qaeda Eletrônica criada ao tempo em que Franklin Martins era o ministro da Supressão da Verdade. Mas o Zé conseguiu. O documento do PT vai:
- atacar, na prática, a liberdade de imprensa e pressionar o Planalto a apoiar o “controle da mídia”;
- atacar a “faxina”, sugerindo que isso decorre da “conspiração midiática”;
- fazer um desagravo branco a Lula, numa espécie de recado velado a Dilma.

E, depois desses recados todos, vai cantar as glórias da presidente, é claro!

Por Reinaldo Azevedo

02/09/2011

 às 6:47

PT volta a pregar controle de TV, rádio, jornal, revista, Internet… “É insensato”, diz ministro

Por natuza Nery, Catia Seabra e Bernardo Mello Franco, na Folha:
O comando do PT elaborou documento em que ataca a imprensa e defende o controle da mídia no Brasil. No texto, apresentado ontem à Executiva Nacional como proposta de resolução para o 4º Congresso do partido, o PT defende o fim da propriedade cruzada em veículos de comunicação, a “democratização” da mídia e a “quebra do monopólio”. Apesar disso, o partido sustenta que é contra qualquer tipo de censura. A Folha apurou que o governo tende a encampar o veto à propriedade cruzada de meios de comunicação. A ideia seria acionar o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) para obrigar grupos que têm várias plataformas a se desfazer de parte das concessões.

A resolução preliminar diz que a falta de um marco regulatório e a concentração do domínio midiático “tolhem a democracia”, “silenciam” e “marginalizam”, “criando um clima de imposição de uma versão única no país”. Em tom bem mais agressivo do que o do 3º Congresso, de 2007, o texto condena “certos veículos que flertam com mecanismos ilegais”. O partido afirma que, após participar de “conspiração que tentou derrubar, sem êxito, o PT e Lula”, setores da mídia lideram agora “campanha pela faxina” no governo.

FALCÃO
Falcão, que está condensando o texto, lembrou em entrevista que o ex-ministro Franklin Martins (Comunicação Social) já apresentou proposta semelhante no governo Lula. O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo (PT-PR), que participará do encontro, disse à Folha que essa não é a pauta do governo: “É insensato. Lutamos para escrever na Constituição que não pode haver controle prévio e censura”. Segundo Bernardo, a Lei Geral de Telecomunicações, em discussão no ministério, regula a concessão de emissoras de rádio e TV, mas não de jornais, revistas e internet.

O secretário de Comunicação do PT, André Vargas (PR), porém, diz que o partido não vai se curvar ao governo. Para ele, “a sociedade pode resolver constituir um conselho” para controlar a mídia impressa e a internet. Aqui

Por Reinaldo Azevedo

02/09/2011

 às 6:45

Oposição que critica queda de juros pode estar com um problema achando que está com a solução

Ai, ai… Vamos ver por onde eu começo. Começo contra mim: não sou economista. Pronto! Agora os adversários já podem dizer: “Então fique de boca fechada!” Mas nem pensar! Nunca! Nem quando opino sobre furacões e, como é mesmo?, tempestades extratropicais — sou sempre contra… Também não sou funcionário do preconceito: “Se baixou juro, critico; se elevou, também.” As opiniões sobre a decisão do BC se dividem, mas uma coisa é inequívoca: oposição que vai à TV atacar queda de juros está com problema achando que tem a solução.

Olhem aqui: há avaliações para todos os gostos. O pouco que sei me indica que o governo vai economizar uns trocos; que esse meio ponto a menos, de fato, nem cheira nem fede; que a gritaria sobre a perda de autonomia do Banco Central (que, de fato, com muitos gostariam que houvesse, não existe) tem um quê de histeria; que os juros seguem sendo os mais altos do planeta — e muito mais altos, não um pouco. Antes que eu volte lá ao lead, quero chamar a atenção dos coleguinhas para uma coisa.

Se eu fosse da área de economia ou do tal “jornalismo investigativo”, já estaria tentando saber, a esta altura, quem, no mercado, ganhou com a redução dos juros. Convenham: dado o andar da carruagem, era preciso ser porra-louca ou vidente para apostar numa queda de meio ponto na taxa. Como porra-louca de mercado já virou mendigo, e como videntes não existem, seria interessante saber como foi que alguns poucos, pouquíssimos, ganharam com a aposta. “Ah, mercado é assim mesmo, é risco!” Uma ova! Nem os poucos economistas que defendiam a redução acreditavam que ela fosse acontecer. O padrão dos últimos anos é corresponder às expectativas. Sim, há boatos de vazamentos. Eu acho que é meter a enxada nesse terreno para ver pular as minhocas. Dito isso, sigamos.

Vi ontem no Jornal Nacional o senador José Agripino (RN), presidente do DEM, e o líder do PSDB na Câmara, Duarte Nogueira (SP), criticar a decisão do Banco central. Acusam a interferência política do governo federal, especialmente da presidente Dilma, na decisão. Huuummm… Vamos ver. Se o BC fosse mesmo independente, Dilma não poderia demitir o presidente se quisesse. E ela pode. Nem FHC nem Lula — e, provavelmente, Dilma não o fará — operaram a independência efetiva do banco. Eu, sinceramente, nunca achei que o tucano ou o apedeuta (e, agora, a soberana) tivessem de ser proibidos de dar uma opinião. Seria injusto não reconhecer ao presidente da República um direito que assiste a qualquer operador de corretora, não é mesmo?

“Ah, mas o que se fez foi pressão”. Há uma contradição aí — e eu sou lógico no limite da autotortura — que precisa ser considerada: se as pressões são aquelas entrevistas de Dilma e Mantega, então a “autonomia” do Banco Central vai bem, porque foram leves. Se estão falando de uma pressão que se ignora e que é só presumida, então como saber? “Pressão” feita numa entrevista púbica não chega a ser exatamente pressão.

De volta à oposição
Agripino e Duarte Nogueira são dois bons parlamentares. Ambos têm tido uma postura correta, digna e valente como representantes da oposição. Se acharam que a redução foi indevida, fazer o quê? Talvez parar para ponderar um tantinho. Virá por aí um descontrole inflacionário decorrente desse meio ponto, de tal sorte que se poderá dizer “Vejam que absurdo se fez! Olhem o que custa a interferência política no Banco Central!” Não virá — não, ao menos por causa dessa redução. As expectativas vão se deteriorar a ponto de a população começar a sofrer os efeitos da suposta “interferência”? Não também! Esse discurso, no fim das contas, mobiliza quem? As massas da Febraban? Uma coisa é criticar inconsistências da política macroeconômica, e existem. Outra é criticar queda dos juros alegando a dita pressão…

Eu estou falando sobre política, entendem? Estou comentando a avaliação de dois políticos.  Sinceramente, não acho que os argumentos para manter a taxa fossem muito mais sólidos do que os argumentos — bem rarefeitos nas explicações do BC, diga-se — para baixá-la. A decisão “surpreendeu” porque, aí sim, a quase totalidade do mercado havia apostado na manutenção da taxa. Mas, que eu saiba, era uma aposta, certo?  Não houvesse a possibilidade de perder, o BC seria um cartório.

E encerro reiterando meu convite: a pauta do momento é saber quem ganhou, como e por quê.  Acho que dá samba.

Por Reinaldo Azevedo

02/09/2011

 às 6:43

Para economistas de consultorias e de corretoras, corte de juros ocorreu na hora errada

Por Gerson Camarotti e Henrique Gomes Batista, no Globo:
A inesperada redução dos juros básicos da economia pelo Banco Central (BC) na última quarta-feira - em 0,5 ponto percentual, para 12% ao ano - se soma à recente defesa intransigente da necessidade de um ajuste fiscal robusto pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, como sintomas de uma mudança de curso na política econômica: a formulação das ideias centrais passou às mãos da Presidência da República. Economista de formação e uma controladora nata, nas palavras de seus subordinados, a presidente Dilma Rousseff tomou as rédeas da economia e vem moldando a equipe ao seu modo de pensar, no qual o fio condutor é um desenvolvimentismo apoiado no crescimento sustentado, em patamares mínimos de 4%. Para especialistas, porém, o corte da Taxa Selic foi adotado na hora errada já que a inflação no país ainda não dá sinais de desaceleração.”O sistema de metas de inflação está em xeque. Mudou a política monetária. O tripé superávit primário, câmbio flutuante e meta de inflação está um pouco mambembe”, afirma Alessandra Teixeira, economista da Tendências Consultoria.

Para Alessandra, a queda da Selic em um momento de pressão inflacionária e temores em relação aos preços de commodities (produtos básicos com cotação mundial, como petróleo, soja e minério de ferro) é um indicativo de que o governo desistiu de convergir o IPCA para a meta de 4,5% em 2012, com intervalo de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Mesmo usando como justificativa a estimativa de agravamento da crise mundial para o corte, analistas acreditam que faltam fundamentos técnicos para a decisão.

“Governo abandonou meta de inflação”
Oficialmente, contudo, o BC sinaliza que o corte nos juros é compatível com inflação na meta em 2012. Segundo rumores que circularam ontem em Brasília, teria também balizado a decisão o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços produzidos no país) no segundo trimestre, que teria sido bem abaixo do esperado. Os dados oficiais serão divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE.

“As commodities não estão caindo e não têm essa perspectiva. Pelo contrário, em agosto, mesmo com a piora da nota de crédito dos Estados Unidos, todos os preços subiram, exceto o suco de laranja. Só o café avançou 20% no mês”, diz o vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto Castro.

“A decisão não é justificável tecnicamente por nenhum aspecto e o BC não deveria se antecipar a uma possibilidade de deterioração do cenário externo apenas”, concorda Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados, afirmando que a desaceleração da economia brasileira não é suficiente para trazer a inflação para baixo.

Eduardo Velho, economista da Prosper Corretora, diz que as perspectivas para a inflação são ainda piores, pois, em 2012, além de haver uma alta do salário mínimo de 13,6%, há a possibilidade de aumento do gasto público por se tratar de um ano eleitoral. Aqui

Por Reinaldo Azevedo

02/09/2011

 às 6:41

Banco Central vai baixar estimativa de alta do PIB para 3,5%

Por Valdo Cruz e Sheila D’Amorim, na Folha:
Diante da piora acentuada no cenário externo, o Banco Central (BC) reduzirá de 4% para 3,5% sua previsão de crescimento da economia neste ano.  Esse foi um dos motivos que o levaram a cortar a taxa básica de juros em 0,50 ponto percentual na quarta-feira, para 12% ano ano. Para o BC, a desaceleração maior suavizará as pressões inflacionárias em 2011.  A redução dos juros foi criticada por economistas diante da avaliação de que os preços ainda estão elevados, mas foi elogiada por empresários e defendida pelo governo -que nega interferência política na decisão. A nova projeção do BC será oficializada no relatório de inflação no final do mês.

Oficialmente, o Palácio do Planalto e o Ministério da Fazenda ainda trabalham com 4% de crescimento do PIB (soma de bens e serviços produzidos no país) em 2011, mas reservadamente admitem um número menor.  A Folha apurou que as estimativas para 2012 apontam crescimento abaixo de 4% por conta da crise global, que os diretores do BC avaliam que se arrastará até 2013.

PIB Ontem, ao falar em entrevistas a rádios em Minas Gerais, a presidente Dilma Rousseff disse que o cenário externo é que determinará o rumo dos juros no Brasil: “Dependendo da conjuntura da economia internacional, nós teremos aumento ou diminuição [da taxa]“.  Hoje, com a divulgação do PIB do 2º trimestre pelo IBGE, o mercado deve avaliar se o BC fez uma aposta de risco ou já tinha dados indicando freada brusca na economia. A expectativa de analistas era de um número perto de 0,8% - ou expansão de 3,3% em 12 meses. Depois da decisão surpreendente do BC, especulava-se que o resultado poderia ter ficado mais perto de zero. O ministro Guido Mantega (Fazenda) classificou de “bobagens” as críticas de que o BC teria sofrido interferência política ao reduzir os juros. Aqui

Por Reinaldo Azevedo

02/09/2011

 às 6:39

Em menos de duas horas, ONG de sindicalista leva R$ 13 milhões do Turismo

Por Jailton de Carvalho:
No apagar das luzes de 2010, o Ministério do Turismo aprovou, em menos de duas horas, um projeto de R$ 13,8 milhões do Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Cultural (Indesc), de Jundiaí (SP), para qualificar 11.520 profissionais do turismo, preferencialmente, nas 12 cidades-sedes da Copa de 2014. Criada em 2005 pelo sindicalista Luiz Gonzaga da Silva, a ONG não tem nenhuma experiência em programas relacionados ao turismo, mas já recebeu R$ 1,9 milhão do ministério. Até o momento, nenhum aluno foi matriculado.

Dirigentes da entidade dizem que as aulas só vão começar em janeiro de 2012. Ainda não há equipes prontas, nem centros de treinamento disponíveis, mas o Indesc já mudou de fachada. Na próxima semana, inaugura um novo escritório em uma das áreas comerciais mais valorizadas de São Paulo: a Avenida Paulista, nº 2001, conjunto 19, sala 14, 19ª andar.

Denunciado na terça-feira por peculato (corrupção) e formação de quadrilha, o ex-secretário executivo do Ministério do Turismo Frederico Costa foi um dos responsáveis pela aprovação do projeto do Indesc. A proposta passou pelo crivo também da ex-diretora do Departamento de Qualificação Regina Cavalcante e pela coordenadora-geral de Qualificação, Freda Azevedo Dias. As duas também foram denunciadas pelo procurador Celso Leal, do Amapá, pelos mesmos crimes imputados ao ex-secretário-executivo. Na operação, a PF aponta o desvio de R$ 4 milhões repassados ao Ibrasi (Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável) para qualificar profissionais do turismo no Amapá.

Liberação contraria circular do Planejamento
O ministério liberou R$ 1,9 milhão para o Indesc em 30 de junho deste ano, sob a gestão do ministro Pedro Novais. Já foram empenhados mais R$ 7,8 milhões para gastos ainda este ano. A liberação do dinheiro contraria decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) e recomendação por escrito do Ministério do Planejamento. Em 9 de fevereiro deste ano, a ministra Miriam Belchior divulgou circular com a advertência de que “prestações de serviços” de ONGs “somente sejam pagas caso contenham comprovações efetivas quanto à sua realização”.

No projeto aprovado pelo ministério, o Indesc promete qualificar 11.520 profissionais de hotelaria e culinária, de preferência, nas cidades-sedes da Copa. A ideia genérica é treinar garçons, cozinheiros e gerentes de hotel. A ONG não informa, no entanto, onde estão esses profissionais e nem a quantidade que seria qualificada em cada cidade. Segundo a coordenadora-geral do projeto, batizado de CapacitAção, Lidiane Oliveira Araújo, os dados essenciais dependem ainda de sugestões dos governos locais.”Em cada cidade vamos fazer um estudo junto com as secretarias de Turismo e com as entidades de classe locais para disponibilizar o número de vagas de acordo com as demandas. Então, não posso dizer: “No Rio vão ser tantos; em São Paulo vão ser tantos”, disse Lidiane.

Ministro Pedro Novais negou irregularidades
O número 11.520, base para todos os cálculos de gastos do projeto, teria sido definido apenas considerando a capacidade operacional da ONG. Mas a entidade ainda vai contratar equipes de acordo com o número de alunos que surgir. Procurado pelo GLOBO, Luiz Gonzaga da Silva disse que não daria entrevista por telefone. Aqui

Por Reinaldo Azevedo

02/09/2011

 às 6:37

Esporte decide manter projeto fantasma

Por Leandro Colon, no Estadão:
O Ministério do Esporte vai insistir no convênio de R$ 6,2 milhões com um sindicato de cartolas do futebol para um projeto da Copa de 2014 que, apesar da liberação do dinheiro há mais de quatro meses, ainda não saiu do papel. Após duas horas de reunião, o secretário nacional de Futebol, Alcino Reis, e o presidente do Sindicato das Associações de Futebol (Sindafebol), Mustafá Contursi, adotaram ontem o discurso de que tudo está dentro do planejado no contrato para o cadastramento de torcidas organizadas. “O convênio foi assinado, celebrado e está mantido”, disse Reis.

Diante da falta de resultados até agora, o presidente do Sindafebol avisou que deve pedir a prorrogação do contrato, em vigor até março de 2012. “Nós temos direito de requerer”, afirmou Mustafá, que admitiu ao Estado falta de experiência para tocar o projeto.

O dirigente, ex-presidente do Palmeiras, fez questão de avisar que o Sindafebol tem sua parcela de contribuição no convênio. “Não se está disponibilizando recursos para cartolas, porque o sindicato também está contribuindo com sua importância no orçamento”, disse Mustafá, sem mencionar que essa contribuição é de cerca de 2% do valor do convênio. De acordo com o contrato, o Ministério do Esporte repassa R$ 6,2 milhões ao Sindafebol, mediante contrapartida de R$ 126 mil dos cartolas.

Reportagem do Estado revelou na quarta-feira que o Ministério do Esporte assinou o acordo com o sindicato dos cartolas em 31 de dezembro, num prazo célere. O dinheiro, segundo o Portal da Transparência do governo, foi todo liberado em 11 de abril. E até hoje nada andou.

Para fechar o contrato, o ministério optou por fazer um convênio, que é assinado sem licitação. Por esse modelo, o governo repassa os recursos a uma entidade, responsável pela subcontratação de prestadores de serviço, seguindo práticas análogas às adotadas pelas pastas da Cultura e do Turismo, alvos de suspeitas de desvios e não execução de metas. “O convênio não é para escapar da licitação. Um convênio é um instrumento previsto na legislação”, disse Reis.

O secretário também saiu em defesa da escolha do Sindafebol. Segundo Reis, cabe à entidade de dirigentes decidir quando vai começar a executar o contrato de cadastramento das torcidas. “Consideramos que o convênio cumpriu todas as suas obrigações legais para a devida celebração. Esse convênio está devidamente colocado para se iniciar no momento que o sindicato julgar mais adequado”, disse. “Consideramos que, para ter sucesso no cadastramento, era necessário envolver esse público. Portanto, nada mais correto do que fazer o convênio com seu sindicato representativo.” Aqui

Por Reinaldo Azevedo

02/09/2011

 às 6:35

Revolta do STF por aumento faz Dilma rever Orçamento

Por Felipe Seligman e Natuza Nery, na Folha: 
Uma revolta dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) levou ontem o governo a rever a proposta orçamentária para 2012 e estudar a inclusão de uma previsão de aumento salarial para o Poder Judiciário. Anteontem, ao enviar ao Congresso as previsões de receitas e gastos para o ano que vem, o governo não incluiu a proposta do Judiciário que previa aumento de 14,7% aos ministros do Supremo. O percentual elevaria o teto do funcionalismo de R$ 26,7 mil para R$ 30,6 mil. A proposta do Orçamento da União também deixou de fora reajustes de até 56% para servidores do Judiciário. O impacto destes aumentos aos cofres públicos é estimado em R$ 8 bilhões.Diante do risco de crise institucional, ministros de Dilma foram enviados ontem à noite para uma reunião de emergência com o presidente do STF, Cezar Peluso.

Segundo a Folha apurou com integrantes do Supremo, o Planalto ficou de enviar ao Congresso adendo ao Orçamento com a nova despesa, mas sem compromisso de que a base trabalhará para aprová-lo. A equipe econômica de Dilma considera a demanda do Judiciário impraticável por três razões: onera os cofres públicos, provoca efeito cascata em outras categorias e aumenta a pressão de servidores não contemplados. Um aumento desta magnitude contraria o discurso do governo de austeridade nos gastos públicos. No início da semana, o Ministério da Fazenda ampliou em R$ 10 bilhões a economia que o governo fará para o pagamento de dívidas como forma de se prevenir contra a crise econômica mundial.

A medida serviu de pretexto para que o Banco Central reduzisse em meio ponto percentual a taxa básica de juros, hoje em 12% ao ano. Apesar da disposição fiscalista, Dilma já havia concordado em apoiar reajuste de 5% aos magistrados, índice abaixo do reivindicado pelo Judiciário de 14,7%.  As previsões de reajustes salariais do Ministério Público Federal também foram excluídas do Orçamento, o que irritou o procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Em reunião reservada com ministros do STF, Gurgel chegou a afirmar que entraria no tribunal com um mandado de segurança contra a Presidência. Foi aconselhado a não fazê-lo até que esgotadas as negociações. Aqui

Por Reinaldo Azevedo

01/09/2011

 às 21:58

Está criado o PSD. Ou: Muito barulho por nada e por tudo

O Partido Social-Democrata está formalmente criado. A lei exige o registro em nove estados. O partido já está formalizado em 10 Tribunais Regionais Eleitorais. Hoje foi a vez do do Acre, Rio e Mato Grosso. “Ao completarmos essa quantidade mínima de registros estaduais, colocamos por terra a última argumentação dos adversários, que tentaram, por todos os meios, inviabilizar o nascimento do PSD. Agora, aguardamos com confiança a palavra final do Tribunal Superior Eleitoral”, afirmou ao Estado Online o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que vai presidir a nova legenda. Disse ainda o prefeito: “O PSD nasce da vontade e do esforço desses brasileiros de todas as regiões. Quero agradecer também à Justiça Eleitoral, que garantiu a correção dos procedimentos legais exigidos pelo processo desenvolvido até agora. Certamente ainda obteremos registros do PSD em muitos outros Estados”.

Tenho insistido aqui na expressão “o mundo não é plano”.

O PSD nasce grande e espreitado por desconfianças dos dois lados. Setores do petismo acham que Kassab jamais será um deles, embora não comprem briga com a nova legenda porque nunca se sabe o dia de amanhã… O partido, por exemplo,  em seu 4º Congresso, deve listar como adversários apenas o PSDB, o DEM e o PPS — não o PSD. Membros da oposição — o DEM em peso — tratam o partido como expressão do adesismo. O Democratas tentou inviabilizar a legenda liderada pelo seu agora desafeto. O PTB, que é da base do governo, também recorreu a Justiça para tentar impedir a criação do novo partido

Muito bem! A última briga relevante de que me lembro envolvendo a criação de uma legenda se deu entre Ivete Vargas e Leonel Brizola pelo nome “PTB” — ela acabou levando a melhor no que foi considerado pelos brizolistas, à época, um “golpe da ditadura”. Brizola criou, então, o PDT. Hoje ambos poderiam fazer um campeonato pelo troféu da fisiologia.

Nunca antes na história destepaiz se deu tanta importância a esse negócio das “listas”. Imagino o que aconteceria caso se investigasse como se fizeram a de algumas legendas que têm existência não mais do que burocrática, cartorial. Alguém imaginava mesmo que um partido que nasce, vamos ver, com mais de 40 parlamentares, que pode ser a quarta bancada da Câmara, não conseguiria cumprir as exigências legais? E como terão feito aqueles que não chegam a ter dois gatos para puxar pelo rabo? O “partido de Kassab”, como alguns insistem em chamar, é menos legítimo do que alguns pterodáctilos, representantes de si mesmos, que assaltam o horário político, oferecendo seu partido como uma espécie de lojinha de oportunidades? Acho que não, né?

“As palavras fazem sentido”, é outra frase em que insisto sempre, e sei o que escrevo — pouco me interessa o que me atribuem. Não estou dizendo que as exigências legais devessem ter sido ignoradas, mas é evidente que se superestimaram os tais nomes duplicados em listas ou assinaturas de mortos… Se apurado, isso aparecerá na lista de apoio à criação de qualquer legenda. Aposto que o PSD não inova. Mas atenção! A exclusão de nomes impróprios da lista é parte dos procedimentos. Foi tratada, no entanto, como matéria impeditiva para a criação da legenda. É evidente que representantes dos partidos que tentaram inviabilizar a criação do PSD fariam melhor tentando viabilizar e fortalecer suas respectivas legendas.

Mas qual é a do PSD? É o que vamos ver. Genericamente, diz a legenda que vai apoiar o que for bom para o país e recusar o que for ruim. Bem, não acredito que haja quem, de modo determinado, consciente e confesso, escolha o contrário. Assim fazem todos. É pouco para saber para onde vai a legenda. De resto, as escolhas se dão assim, entre alternativas antitéticas. Peguemos o exemplo da recriação da CPMF. Há muita gente que acha que seria uma coisa boa para o Brasil; há quem diga que não. O que será que o PSD pensa? Peguemos a redução da taxa de juros. É bom para o país porque incentiva a produção, ou a óbvia interferência política no BC emite um sinal preocupante? O que pensa o PSD? Quando se é base do governo, as coisas são mais simples: apóia-se o governo. Quando se é oposição responsável, vota-se segundo os princípios. O PSD não é base — não hoje ao menos; também não se coloca como oposição, responsável ou não. O mundo não é plano.

Um discurso de Kátia Abreu
A senadora Kátia Abreu (PSD-TO) fez um discurso no Senado muito bom quando se desligou do DEM e anunciou sua adesão ao PSD. Se o que está lá for convertido em ação, em doutrina aplicada, o PSD nasce com bons princípios. Lembro um trecho (em azul):

Nosso ideário consagra a defesa da economia de mercado, como único regime capaz de gerar riqueza e sustentabilidade, sem as quais não se erradica a pobreza. Não cremos no Estado-empresário, que consideramos um falso brilhante. A experiência do socialismo real, nos diversos países que o adotaram, o evidencia. Ficaram mais pobres que antes. Nossa postura e votos, no Legislativo, levará sempre isso em conta. Quando esses postulados forem favorecidos, não poderemos nos opor. Quando forem contrariados, combateremos. Mas não só. A defesa do capital e da livre empresa nem é a maior urgência brasileira, já que dispõem de suas próprias defesas e nem chegaram a ser ameaçados pelos governos do PSDB e do PT.

O que vemos como urgência - e isso faz parte da reforma das mentalidades na política - é a defesa da liberdade individual, da liberdade de pensamento, liberdade para fazer suas escolhas (Liberalismo = Liberdade). Vemos cada vez mais o país sendo submetido à ação das patrulhas do pensamento, que impõem os dogmas do politicamente correto, criminalizando os que deles divergem. Liberdade de pensamento é o convívio civilizado com as idéias com que não concordamos, mesmo com as que eventualmente abominamos, nos limites da lei. Ser tolerante é tolerar o intolerável.

Encerro
Vaia ou aplauso ao PSD dependerão da conduta do partido. Vamos ver qual será. O que não me parece aceitável ou prudente é que se tente inviabilizar cartorialmente um partido que quer existir e que existe de fato, goste-se dele ou não. O DEM e o PTB que combatam o PSD, se e quando for o caso, no ambiente em que esses embates se dão: no Parlamento e na sociedade.

Por Reinaldo Azevedo

01/09/2011

 às 19:38

A proposta estúpida do líder do PT na Câmara. Ou: Da natureza do mal

Sim, alguns leitores têm certa razão quando afirmam que me ocupo excessivamente do PT. Sabem o que é? Nunca antes na história destepaiz se produziu tamanha monstruosidade moral! Como dizia o meu avô, essa gente não vale o que come! Eu sei que a literatura de inspiração religiosa anda em baixa — como anda, pari passu, a moral. Mas seria preciso resgatar alguns doutores da Igreja e seus estudos sobre a origem do mal para que se pudesse entender direito esses caras.

O mal essencial, por essencial, não é visível. A sua eficiência está em se disfarçar de bem — o que não quer dizer que aquilo que se mostra um mal à primeira vista não o seja; com freqüência, é! Mas isso costuma ser coisa de diabinhos de segunda grandeza. O capeta, o próprio, é profissa! Esse busca seduzir com palavras maviosas.

O deputado Paulo Teixeira, líder do PT na Câmara, teve uma idéia. Sempre que isso acontece, o bom senso treme; a decência política se espanta; a racionalidade tem urticária. E, como é próprio dos companheiros, na aparência, sua tese voa nas asas dos anjos; na essência, recende a enxofre.

Se política fosse sexo, todos teríamos assistido à pornografia pesada que foi a absolvição da deputada Jaqueline Roriz — patrocinada, à socapa, pelos petistas (isso é uma informação!). O próximo que vai livrar a cara na Câmara é Valdemar Costa Neto (PR-SP). Seus métodos custaram a demissão de um ministro e de 26 funcionários do Dnit. Mas a Câmara vai abrigá-lo em seu regaço. Muito bem. Voltemos a Teixeira. Atenção para o anjinho tentando esconder o rabo e os chifres. Volto em seguida.
*
Por Andreia Sadi, do Portal G1:
O líder do PT na Câmara dos Deputados, Paulo Teixeira (SP), disse nesta quinta-feira (1º) ao G1 que estuda elaborar um projeto para que seja de competência do Supremo Tribunal Federal (STF) a análise de processos de cassação de mandato de deputados, e não mais responsabilidade da Casa. Segundo o líder, o “espírito de corpo” dificulta o julgamento entre os próprios colegas. “Os deputados convivem o dia todo, 24 horas, fica difícil um julgamento”, afirmou o deputado.

O líder do PT afirmou que vai analisar a questão nos próximos dias para saber a melhor forma de apresentar a ideia, por projeto de lei ou emenda à Constituição. Perguntado se já havia informado à bancada sobre a proposta, Teixeira disse: “Vou costurar isso nos próximos dias”.

Na terça-feira, em votação secreta, o plenário da Câmara dos Deputados, absolveu, por 265 votos a 166 e 20 abstenções, a deputada federal Jaqueline Roriz (PMN-DF) do processo que pedia cassação de seu mandato. Para alguns parlamentares, o voto secreto e o “espírito de corpo” da Câmara contribuíram para a preservação do mandato de Jaqueline. “Não houve mobilizaçao pública sobre a questão, e o Congresso tem poderoso espírito de corpo”, afirmou o presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra.

Voltei
Que tese asquerosa!

O Supremo Tribunal Federal jamais será o que é e deve ser o Congresso: uma reunião de duas “câmaras” políticas — a Câmara Federal propriamente e o Senado. Eu poderia dizer que Teixeira não sabe o que é uma República, mas isso seria lhe conceder o benefício da ignorância. Pode haver alguma, mas não é maior do que a má fé implícita em sua proposta.

Que diferença faz, NUMA AVALIAÇÃO DE NATUREZA ÉTICA, se a tal Jaqueline recebeu o dinheiro — sabidamente público, sabidamente roubado — antes ou depois de ter o mandato? O que os senhores deputados estavam julgando ali era se aquele comportamento é ou não aceitável naquele ambiente. E eles disseram que é!

Os julgamentos do STF são — e isto é bom — de outra natureza. Atenção, meus queridos, porque o mundo não é plano! JAQUELINE FOI INOCENTADA POR MAUS MOTIVOS NA CÂMARA, MAS PODERIA SER INOCENTADA POR BONS MOTIVOS NO STF. Esse tribunal não condenaria Jaqueline sem a evidência material de que aquele dinheiro teve origem ilegal, de que ele foi roubado dos cofres públicos, de que aquilo foi fruto de propina. E todo esse cuidado, à diferença do que pensam alguns ligeiros, serve para proteger os cidadãos não-criminosos de eventuais acusações do estado, que sempre tende a tentar calar seus adversários. O que estou dizendo é que um tribunal como o STF não pode e nem deve cassar mandatos com base em evidências de má conduta aética. Ele precisa ter a prova inquestionável do crime. Mas uma câmara de representantes? Ah, esta não só pode como deve exigir um padrão de seus pares e determinar: “Gente assim, aqui, não!”

Conclui-se, até aqui, que Paulo Teixeira, como os demônios, está, na prática, PROPONDO O CONTRÁRIO DO QUE APARENTA PROPOR. O ente parece ter asinhas; na verdade, fede enxofre. Mais: está querendo transferir responsabilidades.

A prerrogativa que os parlamentos têm de cassar os seus pares nasce como uma das garantias da democracia, como uma das certezas de que os outros dois Poderes não vão interferir naquele Poder que, por excelência, expressa a vontade do povo. Teixeira está, desse modo, violando um princípio bem mais antigo do que a sua covardia, bem mais antigo do que o conúbio de malfeitores que ele pretende, na prática, preservar na Câmara, sob o pretexto de combatê-lo.

Se a maioria dos deputados não tem coragem — e caráter — para dizer um “não queremos este aqui”, ele espera que seja o STF a fazê-lo em seu lugar? Notável sandice a deste senhor! Teríamos um Parlamento forte o bastante para determinar o impeachment de um presidente da República, mas incapaz de cassar o mandato de um “par”.

Teixeira representa uma decadência particular dentro de uma decadência mais geral. Acreditem vocês ou não, até os petistas já foram melhores que isso! Oumenos piores, o que parece mais preciso!

Por Reinaldo Azevedo

01/09/2011

 às 18:17

Atenção: aqui vai a diferença entre imprensa livre e imprensa encabrestada

A imprensa livre é aquela que, segundo a ordem legal, consegue se infiltrar no cafofo do Dirceu. A imprensa encabrestada é aquela INFILTRADA pelo cafofo do Dirceu. O que isso quer dizer?

Ora…

VEJA prova por A + B que um “consultor de empresas privadas”, perífrase para “lobista”, recebe ministro de estado e presidente de estatal em um gabinete clandestino, e alguns dos veículos que tomamos por “sérios” simplesmente esconderam a notícia, deixando-se patrulhar.

Agora o PT se prepara para fazer um desagravo a Dirceu — o alvo é a imprensa como um todo, que será acusada de “partidária” —, e aqueles mesmos que se omitiram antes dão ampla cobertura ao berreiro.

Ok. Eis uma clivagem: há a imprensa que, em nome da lei e segundo os seus rigores, se infiltra no dirceuzismo para denunciar suas mazelas, e há a imprensa infiltrada pelo dirceuzismo, disposta a justificar suas mazelas.

Por Reinaldo Azevedo

01/09/2011

 às 18:03

O ministro da Justiça está desocupado; precisamos arranjar um serviço pra ele. E eu faço isso!

José Eduardo Cardozo, o ministro da Justiça, precisa de uma ocupação. É visível que anda com a agenda vazia, sem ter com que fazer.  A VEJA desta semana, por exemplo, lhe propõe um trabalho: combater as milícias que se espalham país afora, como praga, destruindo as políticas de segurança pública, quando existem. Já chegaram às comunidades indígenas, protegidas pela Funai, que está sob o guarda-chuva do Ministério da Justiça. Não obstante… Leiam o que publica o G1. Volto em seguida:

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, recebeu nesta quinta-feira (1º) a esposa do líder dos sem-terra José Rainha, Diolinda Souza. Ambos conversaram sobre a prisão de Rainha, detido em São Paulo em junho por suspeitas de desviar verbas destinadas a assentamentos agrários. Ele cumpre prisão preventiva e nega participação no suposto esquema. “Vim trazer para o ministro essa preocupação. Ele disse que está acompanhando o caso, mas que não depende só dele”, contou Diolinda. “Agora vamos torcer e lutar pela soltura do José Rainha. A reunião com o ministro foi muito positiva.”

Quem também esteve presente na reunião foi o deputado Valmir Assunção (PT-BA), que tem interlocução com movimentos de sem-terra, e o chefe de gabinete do deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força. José Rainha foi preso em Presidente Prudente dentro da Operação Desfalque da Polícia Federal, que cumpriu, ao todo, dez mandados de prisão temporária, sete mandados de condução coercitiva e 13 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal em São Paulo. É a segunda vez que é preso. Ele foi expulso do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em 2007, mas continuou comandando invasões de terras usando a bandeira do movimento.

Voltei
Começo, como sempre, colocando nos devidos termos a “expulsão” de José Rainha. Mais ou menos: o que o MST fez foi entregar aos seus cuidados o movimento em São Paulo. Ele pode não mais ser bem-visto pela direção nacional dos sem-terra, mas não existe diferença de propósitos. Tanto é assim que o deputado que acompanha a mulher de Rainha, Valmir Assunção (PT-BA), é sabidamente  ligado ao MST. Agora ao ponto central da questão de hoje.

Rainha foi preso numa operação da Polícia Federal. Não é o seu primeiro problema com a lei que nada tem a ver com a “causa” em si. Já foi preso, por exemplo, portando armamento pesado. A Justiça Federal viu elementos para decretar a sua prisão preventiva.

O que o distingue de qualquer outro preso por desvio de verba pública numa operação da PF? Quantas mulheres ou maridos de pessoas pegas nessas operações o ministro da Justiça recebe? Por que Rainha merece essa deferência?

No fundo, há a velha consideração de que os crimes cometidos por este senhor têm raiz numa “questão social”; no fundo, está a suposição de que existe a lambança com bons propósitos. Este é o cerne moral do petismo, é bom lembrar. É por isso, por exemplo, que o PT se mobiliza agora para um desagravo a José Dirceu.

Por Reinaldo Azevedo

01/09/2011

 às 16:34

E Dilma resolveu dizer algumas verdades. O problema é que elas revelam as mentiras do PT. Ou: Dilma confessa que CPMF não ia mesmo para a Saúde

A presidente Dilma Rousseff concedeu uma entrevista às rádios mineiras Itatiaia e Congonhas. E decidiu falar algumas verdades. Palmas pra ela! O problema é que as verdades ditas agora revelam as mentiras ditas em passado nem tão distante. Este blog tem a alma simples: aplaude verdades; vaia mentiras. Vamos ver.

Dilma presidente em 1º de setembro de 2011
“Quem falar que resolve [a saúde] sem dinheiro é demagogo. Mente para o povo. A nossa saúde gasta dinheiro e vai se necessitar cada vez mais. A Emenda 29 não resolve as demandas da população por uma saúde de qualidade. Se quiser resolver, vai ter de investir mais. Aí vamos ter de discutir de forma séria como é que se faz um investimento maior”.

Dilma candidata, em 18 de maio de 2010, na Marcha dos Prefeitos
“Eu assumo o compromisso de lutar pela Emenda Constitucional 29. Sobretudo considerando os princípios de universalização, eqüidade e melhoria da qualidade da saúde (…) Quando eu assumi o compromisso com a regulamentação da Emenda 29, o que tem por trás do meu compromisso é a certeza que nós entramos numa nova era de prosperidade; que esse país vai crescer, sim; vai arrecadar mais, que nós podemos, priorizando a saúde, ter recursos suficientes pra assegurar que haja saúde de melhor qualidade. A participação da União é fundamental”.

Dilma presidente, em 1º de setemro de 2011
“Acho errada a CPMF porque o dinheiro não foi para saúde, mas para fazer outras coisas”.

Dilma candidata em entrevista à CBN, no mesmo 18 de maio de 2010
“Me estarreço pelo fato de ter sido feita toda uma campanha pela extinção da CPMF e não vi resultados práticos no que se refere ao bolso do consumidor. É impossível ter melhoria na saúde no Brasil se não tiver recomposição das fontes de financiamento”.

Voltei
Dilma está parecendo Abelardo Barbosa, o Chacrinha, não é? Veio para confundir, não para explicar. E, em política, podem crer, isso não é bom. Quando a CPMF foi extinta, o PT fez um baita escarcéu. Agora a confissão: o dinheiro não ia mesmo para a Saúde… Vale por um juízo sobre a administração de seu antecessor na área.

Até porque o adversário era José Serra, com um trabalho internacionalmente reconhecido na área da saúde — foi na sua gestão, durante o governo FHC, que o setor deu um grande salto; depois começou a regressão —, o PT e Dilma prometeram mundos e fundos. E, obviamente, ninguém pensou nos recursos.

Só para vocês terem uma idéia do tamanho do delírio, Dilma havia prometido construir neste ano — atenção! — 2.174 Unidades Básicas de Saúde e 125 Unidades de Pronto Atendimento. Nada menos! Isso para ficar na Saúde. Eu poderia lembrar ainda as 3.288 quadras esportivas em escolas, as 1.695 creches, os 723 postos de policiamento comunitário…

Olhem aqui: ninguém obriga um político a prometer coisa nenhuma! Ninguém obriga um político a mentir! Se promete e mente, é porque quer o voto do povo. Se obtém esse voto, é preciso, então, que seja confrontado com os fatos.

O estelionato eleitoral não pode ser tomado por realismo.

Por Reinaldo Azevedo

01/09/2011

 às 15:27

Quando é que as TVs vão descobrir as universidades federais em greve? Quando é que o esgoto a céu aberto do campus de Garanhuns será notícia?

Quando é que a grande obra de Fernando Haddad, na educação, vai chegar aos telejornais?

Quando é que se vai noticiar que metade das instituições federais de ensino está em greve, universidades e escolas técnicas?

Fosse na USP, seria pauta diária, não é mesmo?

Quando é que veremos em horário nobre o esgoto a céu aberto no campus de Garanhuns da Universidade Federal Rural de Pernambuco?

Quando é  que o telespectador poderá ter acesso às aulas em salas improvisadas e alojamentos? Cadê as portas fechadas dos laboratórios sem equipamentos?

Quando é que alunos que estão sem aula há três meses — e, em algumas disciplinas, estavam havia dois, por falta de professores — vão ser convidados a falar?

Vamos lá, minha gente! Todos pela educação!

Por Reinaldo Azevedo

01/09/2011

 às 15:00

O ladrão de hóstia vai ter de engolir a democracia!

Disse José Dirceu:
“Quando saí de Passa Quatro [MG], fizeram festa. Eu bagunçava muito, era rebelde. Briguei muito na escola. Cheguei até a ser coroinha, mas me expulsaram - roubava hóstia para comer.”

Então, recorrendo a seu próprio vocabulário, cumpre declarar:

O ladrão de hóstia vai ter de engolir a democracia. Essa, ele não rouba!

Por Reinaldo Azevedo

01/09/2011

 às 14:45

A hora dos tolos: vão lá oferecer o pescoço para dialogar com a corda

É curioso que alguns veículos que silenciaram sobre o óbvio despropósito de José Dirceu manter um gabinete clandestino em Brasília, onde recebe autoridades do governo e lideranças políticas — o propósito dos encontros já foi explicitado — abram suas páginas e sites para a gritaria do comando do PT, que voltou a pregar o “controle da mídia”.

Agora é Rui Falcão quem sai da toca. E mal esconde o alcance de sua crítica. Ele confirmou que o partido pretende aprovar um documento em que condena o jornalismo “partidário e parcial” que se praticaria no país; segundo o valente, esse jornalismo não se restringiria à VEJA, embora, para ele, a revista seja o “exemplo mais acabado disso”.

É compreensível. Falcão gosta do jornalismo dependente da verba das estatais; Falcão gosta do jornalismo independente a favor; Falcão gosta do jornalismo comprado pelo oficialismo.

Alguns tontos, movidos ou por baixos interesses ou por uma lógica da concorrência estúpida, parecem se divertir um tantinho com a histeria autoritária do PT.  Ainda que a fantasia inventada por Dirceu fosse verdadeira, seria insuficiente para uma escalada contra toda a imprensa. Sendo uma farsa, trata-se de mero pretexto para que o partido retome a sua cantilena de sempre.

O PT foi amigo do jornalismo investigativo até 31 de dezembro de 2002. No dia 1º de janeiro de 2003, ele passou a ser inimigo. Aí se tratava de indagar ao jornalista e às empresas de comunicação de que lado eles estavam. E vieram, então, as sucessivas tentativas de controlar a imprensa — até em nome dos direitos humanos!

Chega a ser patético ver alguns assanhados a oferecer o pescoço para dialogar com a corda, como a dizer: “Ó, eu sou diferente; eu sou bonzinho; eu acho que não tem nada de errado em ver o Zé ‘governando’ o Planalto a partir de um quarto de hotel. Afinal, por que um lobista não pode receber ministros de estado e presidentes de estatal em encontros clandestinos?”

É… Faxina se faz com VEJA. Parece que, entre todas as limpezas necessárias, essa é a que mais assusta. Mexeria com a sujeira encalacrada.

Por Reinaldo Azevedo

RECADO AOS PORCOS: “NÃO, VOCÊS NÃO PODEM!”

Eles acham que podem tudo. E é nosso dever moral, ético, político, humano, dizer-lhes que não. É nosso dever de pais, de filhos, de professores, de alunos, de trabalhadores, de empresários, de leitores, de jornalistas. É nosso dever! Dos homens e das mulheres livres!

Se militantes políticos, mas cidadãos como quaisquer um de nós, eles podem fazer tudo o que não está proibido em lei — ou arcar com as conseqüências da transgressão. Se funcionários do Estado, podem fazer apenas o que a lei lhes permite. Num caso e noutro, é preciso que lhes coloquemos freios. Não são os donos do poder, mas seus ocupantes. E têm de dançar conforme  a música da democracia e do estado de direito. Mas eles estão mal acostumados.

Porque o método da mentira deu certo uma vez, eles repetiram a dose. Porque deu certo outra vez, eles insistiram. Agora estão empenhados em transformar o engodo e a trapaça numa categoria de pensamento, num fundamento, num — e isso é o mais pateticamente ridículo — ato de resistência. Têm de ser relatados. Têm de ser denunciados. Têm de ser combatidos onde quer que se manifestem com seu falso exclusivismo ético, com sua combatividade interesseira; com suas duas morais: a que usam para incensar os crimes de seus pares e a que usam para crimininalizar a decência de homens de bem.

Criminalizaram a Lei de Responsabilidade Fiscal. E ela era boa.
Criminalizaram as privatizações. E elas eram boas.
Criminalizaram o Proer. E ele era bom.
Criminalizaram a abertura do país ao capital estrangeiro. E ela era boa.
Criminalizaram os programas sociais, chamando-os de esmola. E eles eram bons,
Não há uma só virtude que se lhes possa atribuir que não decorra de escolhas feitas antes deles — e que trataram aos tapas e, literalmente, aos pontapés.

Construíram a sua reputação desconstruindo a biografia de pessoas de bem. E acabaram se aliando ao que há de mais nefasto, mais degradante, mais atrasado, mais reacionário, mais vigarista na política brasileira. Poucos são hoje os canalhas da República que não estão abrigados sob o seu guarda-chuva, vivendo o doce conúbio da antiga com a nova corrupção. Se algum canalha restou fora do arco, foi por burrice, não por falta de semelhança. Corromperam, aliás, mais do que as relações entre o público e privado. Promoveram e promovem uma contínua corrupção do caráter.

Perceberam — e há uma vasta literatura política a respeito, que faz o elogio da tirania — que o regime democrático tem falhas, tem fissuras, por onde o mal pode se insinuar e prosperar. Corroem o princípio fundamental da igualdade promovendo leis de reparação destinadas a criar clientela, não cidadãos.  E essa doença da democracia já chegou ao Supremo Tribunal Federal. Estimulam movimentos criminosos, ditos sociais, ou com eles condescendem, porque isso alimenta a sua mística dita socialista — se o socialismo era essencialmente criminoso, e eu acho que era, para eles é a virtude possível para esconder seus vícios. São os porcos de George Orwell, de quem parecem simular também o cheiro. Para eles, a única coisa feia é perder. E isso significa, então, que pouco importam os meios que conduzem à vitória.

Tentaram comprar o Congresso com o mensalão.
Tentaram fraudar uma eleição com os aloprados.
Tentaram destruir um adversário produzindo falsos dossiês.

Tentam agora aprovar uma reforma política que é um escárnio à decência, ao bom senso, à inteligência, à racionalidade. E tudo porque não estão aí para aperfeiçoar os instrumentos do estado do direito que tornem cada homem mais livre, mais senhor de si, mas independente do estado. Eles querem precisamente o contrário. É por isso que “ele” já se disse o pai do Brasil e anunciou que elegeria a mãe. Não é o amor filial que os move, mas o vocação para o mando. Querem um país de menores de idade: de miseráveis pidões, de trabalhadores pidões, de empresários pidões… Até de jornalistas — e como os há! — pidões! E eles odeiam os que não precisam pedir, rastejar, implorar. Acostumaram-se com os mascates de elogios, que têm sempre um “bom negócio” para arrancar um dinheirinho dos cofres público. Compram consciências e consideram que os que não se vendem só podem ter sido comprados pelos adversários. Esqueceram-se de que são eles a bênção para os que se vendem porque sempre podem pagar mais.

Estão em toda parte! São uma legião! Realizam a partir desta sexta-feira um congresso partidário, que se estende até domingo. Aproveitarão a ocasião para fazer um desagravo a um dos seus, aquele que se tornou notável, aos 14 anos, segundo testemunho do próprio, porque roubava as hóstias da igreja. Que têmpera corajosa já se formava ali! Até hoje, ao comungar, lembro da minha meninice e colo o Santo Pão no céu da boca. Temíamos, os muito jovens, que o corpo de Cristo sangrasse. Ainda não entendíamos a Transubstanciação da Eucaristia, mas já tínhamos idade para saber que não se deve roubar. É um dos Mandamentos da Lei de Deus! É deve ser um dos mandamentos da lei dos homens. Em qualquer idade.

O ladrão de hóstias pretende ser hoje um ladrão de instituições cheio de moral e razão. Mais do que isso: quer dar à sua saga uma dimensão verdadeiramente heróica. Se, antes, pretendeu ser o paladino da liberdade contra a ditadura, numa história superfaturada, apresenta-se hoje como o paladino da ditadura contra a democracia. O herói é um lobista de potentados da economia nacional e global e reivindica o direito de ter como subordinados homens de estado — cuja conduta é regulada por princípios de ética pública —, com os quais pretende despachar num governo clandestino, paralelo, que se exerce em quartos de hotel, numa espécie de lupanar institucional.

E vilã, na boca e na pena daqueles que tentaram comprar o Congresso, fraudar eleições e destruir adversários, é a imprensa livre, que faz o seu trabalho, que vigia a coisa pública, que zela pelos bons costumes da República — aqueles consubstanciados na Constituição. Querem censurar a imprensa. Querem eliminar a oposição. Querem se impor pela violência institucional. Como os porcos! Aqueles passaram a andar sobre duas patas para imitar seus antigos inimigos. Estes não têm qualquer receio de andar de quatro, escoiceando vigarices, para homenagear os amigos.

Mas não passarão!
Não passarão porque a liberdade de imprensa lhes diz: “Não, vocês não podem!”
Não passarão porque as pessoas de bem protestam: “Não, vocês não podem!”
Não passarão porque a decência se escandaliza: “Não, vocês não podem!”

E por isso eles estão bravos e mobilizam seus sicários na rede. Começam a perceber que o movimento ainda é tímido, mas é crescente. A cada dia, surgem evidências de que suas mentiras perdem vigor, de que suas falcatruas perdem encanto, de que seus crimes buscam mesmo é o conforto dos criminosos, não o bem-estar da população.

Não, eles não podem!
Não calarão a imprensa livre!
Não calarão os homens livres!
Não calarão os fatos.

Agora é a eles que me dirijo, que leiam direito e escutem bem:
“NÃO, VOCÊS NÃO PODEM!!!”

Entre outras coisas, não podem porque estamos aqui.

Por Reinaldo Azevedo
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Fonte:
Blog Reinaldo Azevedo (VEJA)

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2 comentários

  • Paulo Roberto Rensi Bandeirantes - PR

    Sr. João Olivi, o paradoxo é o dogma dos integrantes deste governo. A queda da taxa SELIC, causou espanto. O aumento do salario mínimo para 2013, propalado pela Ministra do Planejamento, de imediato houve a repulsa dos Ministros do Supremo, forçando a presidente rever o orçamento para 2012. As atitudes tomadas por este governo, leva-nos a fazer uma comparação : Na “telinha” há a novela Morde e Assopra , na vida real há o (des)governo “ARRIBA & ABAIXO “ . .... “ E VAMOS EM FRENTE ! ! ! “ ....

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  • Paulo Roberto Rensi Bandeirantes - PR

    Sr. João Olivi, acompanhar o noticiário, leva-nos a certos devaneios. Gostaria de propor um movimento nacional, intitulado “ AL CAPONE”. Só para esclarecer, Al Capone foi um gangster que barbarizou pelos crimes de assassinatos e contrabando de bebidas mas, foi preso e condenado por NÃO pagamento de impostos. A nossa cultura é que : Não se prende peixe grande . Nossas cadeias estão cheias com detentos que praticaram pequenos delitos. Vamos “enquadrar” os “tubarões” nos pequenos delitos que , com certeza, também praticam, aí por jurisprudência social, a pena é igual : ...CADEIA ! ! . .... “ E VAMOS EM FRENTE ! ! ! “ ....

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