Está criado o MSP, o Movimento dos Sem-Político! Indivíduos livres ganham as ruas!!

Publicado em 08/09/2011 09:08 e atualizado em 08/09/2011 15:23 520 exibições
dos blogs de Reinaldo Azevedo e Augusto Nunes, em veja.com.br

ESTÁ CRIADO O MSP, O MOVIMENTO DOS SEM-POLÍTICO! INDIVÍDUOS LIVRES GANHAM AS RUAS! CUMPRE A CADA UM ROMPER O CERCO DA EMPULHAÇÃO E DA MÁQUINA OFICIAL DE PROPAGANDA


Os sem-partido, sem-bando e sem-bandeira vermelha, mas com vergonha cara, protestam em Brasília, em foto de Eraldo Peres, da AP

Os sem-partido, sem-bando e sem-bandeira vermelha, mas com vergonha cara, protestam em Brasília, em foto de Eraldo Peres, da AP


No dia em que milhares de brasileiros saíram às ruas para protestar contra a corrupção, a UNE não saiu, não!

É que a UNE estava contando dinheiro.



O governo petista já repassou aos pelegos mais de R$ 10 milhões e vai dar outros R$ 40 milhões para eles construírem uma sede de 13 andares, que serão ocupados pelo seu vazio de idéias, pelo seu vazio moral, pelo seu vazio ético.

No dia em que milhares de brasileiros saíram às ruas para protestar contra a corrupção, a CUT não saiu, não!



É que a CUT estava contando dinheiro.



O governo petista decidiu repassar para as centrais sindicais uma parte do indecoroso imposto cobrado mesmo de trabalhadores não-sindicalizados. Além disso, boa parte dos quadros das centrais exerce cargos de confiança na máquina federal.

No dia em que milhares de brasileiros saíram às ruas para protestar contra a corrupção, o MST não saiu, não!



É que o MST estava contando dinheiro.



O movimento só existe porque o governo o mantém com recursos públicos. Preferiu fazer protestos contra a modernização da agricultura.

No dia em que milhares de brasileiros saíram às ruas para protestar contra a corrupção, os ditos movimentos sociais não saíram, não!



É que os ditos movimentos sociais estavam contando dinheiro.



Preferiram insistir no seu estranho protesto a favor, chamado “Grito dos Excluídos”. Na verdade, são os “incluídos” da ordem petista.

Os milhares que saíram às ruas, com raras exceções, não têm partido, não pertencem a grupos, não reconhecem um líder, não seguem a manada, não se comportam como bando, não brandem bandeiras vermelhas, não cultuam cadáveres de falsos mártires nem se encantam com profetas pés-de-chinelo.

Os milhares que saíram às ruas estudam, trabalham, pagam impostos, têm sonhos, querem um país melhor, estão enfarados da roubalheira, repudiam a ignorância, a pilantragem, lutam por uma vida melhor e sabem que a verdadeira conquista é a que se dá pelo esforço.

Os milhares que saíram às ruas não aguentam mais o conchavo, têm asco dos vigaristas que tomaram de assalto o país, não acreditam mais na propaganda oficial, repudiam a política como exercício da mentira, chamam de farsantes os que, em nome do combate à pobreza, pilham o país, dedicam-se a negociatas, metem-se em maquinações políticas que passam longe do interesse público.

O MSP - O Movimento dos Sem-Político



Vocês viram que os milhares que saíram às ruas estavam acompanhados apenas de seus pares, que, como eles, também saíram às ruas. Era o verdadeiro Movimento dos Sem-Político. Não que eles não pudessem aparecer por ali. O PSOL até tentou “embandeirar” os protestos, mas os presentes não aceitaram. Aquele era um movimento das ruas, não dos utopista do século retrasado, que ainda vêm nos falar, santo Deus!, de “socialismo com liberdade”.

Se políticos aparecerem para também protestar  — não para guiar o povo —, teriam sido bem-recebidos, mas eles não apareceram porque nem se deram conta ainda de que alguma coisa está em gestação, de que um movimento está em curso, de que algo se move no ventre da sociedade brasileira.

Na semana em que milhares de brasileiros evidenciavam nas redes sociais e nos blogs e sites jornalísticos que estão enfarados de lambança, governistas e oposicionistas estavam mantendo conversinhas ao pé do ouvido para tentar preencher a próxima vaga do Tribunal de Contas da União. A escolha do nome virou parte das articulações para a disputa pela Presidência da República em 2014… Governistas e oposicionistas que se metem nesse tipo de articulação, da forma como se dá, não estão percebendo que começa a nascer um movimento, que já reúne milhares de pessoas, que não mais aceita esse minueto de governistas arrogantes e oposicionistas espertalhões. Essa gente, de um lado e de outro, ficou irremediavelmente velha de espírito.

Os caras-pintadas, desta feita, não puderam contar com a máquina dos governos de oposição, como aconteceu com o Movimento das Diretas-Já e do impeachment de Collor. Ontem, e assim será por um bom tempo, eram as pessoas por elas mesmas. Sim, algo se move na sociedade. E é inútil se apresentar para “dirigir” o movimento. Marina Silva até percebeu a onda, mas errou ao apostar que os outros não perceberam a sua onda. Esse movimento, dona Marina, não nasce com assessoria de imprensa, assessoria de imagem, assessoria política e forte suporte financeiro. O seu apartidarismo, candidata, é transitório; o dos brasileiros que foram às ruas é uma condição da liberdade.

O maior em nove anos


Os milhares que saíram às ruas ontem, tratados com desdém nos telejornais, fizeram a maior manifestação de protesto contra o “regime petista” em seus nove anos de duração. E algo me diz que vai continuar e tende a crescer. Pagamos um dos maiores impostos do mundo para ter um dos piores serviços públicos do mundo. Sustentamos os políticos que estão entre os mais caros do mundo para ter uma das piores classes políticas do mundo. Temos, acreditem, uma das educações mais caras do mundo para ter uma das piores escolas do mundo. Temos um dos estados mais fortes do mundo para ter uma das maiores cleptocracias do mundo.

O Movimento dos Sem-Partido não rejeita a democracia dos partidos — até porque, sem eles, só existe a ditadura do Partido Único —, mas quer saber se alguém se dispõe efetivamente a romper esse ciclo de conveniências e conivências. Os milhares que foram às ruas desafiaram o risco de ser demonizados pelos esbirros do oficialismo. Perderam o medo.

Sim, em passado nem tão recente, em 2007, um grupo tentou organizar uma reação à corrupção, que se generalizava. Não chegou a crescer como este de agora, mas se fez notar. Tinha uma espécie de palavra-chave para identificar os indignados: “Cansei!” O movimento foi impiedosamente ridicularizado. Escrevi a respeito à época. Foi tratado como coisa de dondocas, de deslumbrados insatisfeitos com o que se dizia ser a “democratização” do Brasil. Houve estúpidos que afirmaram que eram ricos que não suportavam ver pobres no aviões — como se o caos aéreo punisse apenas os endinheirados.

A menor tentativa de esboçar uma reação aos desmandos dos ditos “progressistas” era tratada a pauladas. Na Folha, Laura Capriglione chegou a ridicularizar uma passeata de estudantes da USP, feita no campus da universidade, que protestavam contra as greves. Os que queriam estudar foram tratados como um bando de reacionários. Os indignados com a corrupção e com a mistificação perderam o medo.

Enfrentar a desqualificação


A tentativa de desqualificação virá — na verdade, já veio. Veículos a soldo, dedicados ao subjornalismo oficialista, alimentado com dinheiro público, já fazem pouco caso das manifestações. As TVs ontem deram menos visibilidade aos protestos do que dariam a uma manifestação de descontentamento no, deixe-me ver, Bahrein! Parece que há gente que acha que democracia é uma coisa importante no Egito, na Líbia e na Síria, mas não no Brasil.

É inútil! Os milhares que foram às ruas ontem não precisam da oposição, não precisam do subjornalismo, não precisam do jornalismo simpático às manifestações de protesto do Iêmen… A dinâmica hoje em dia é outra.

Que os sem-partido, sem-grupos, sem-líder, sem-bando, sem-bandeiras vermelhas, sem-mártires e sem-profetas insistam. A oposição, se quiser, que se junte. Quem sabe até ela aprenda a ser livre e também diga com clareza: “Não, vocês não podem!”



Por Reinaldo Azevedo



Ainda o Rio e as mistificações. Ou: A conspiração das vítimas

Conforme o previsto, quanto mais o modelo Beltrame-Cabral de combate à violência demonstra a sua inviabilidade, mais exaltado é. Fazer o quê? Que saída agora? No quinto ano de governo, se Cabral fosse combater o crime enfrentando-o, não teria Polícia para tanto; faltam homens, equipamentos, investimentos. Aliás, não teria nem mesmo cadeia. O Rio de Janeiro continua lindo. Fazer presídios pra quê? Com sorte, todos os bandidos deixariam o estado e migrariam para São Paulo, Espírito Santo e Minas Gerais… Tenham paciência!

É evidente que a vida melhorou em favelas em que o narcotráfico parou de andar de revólver e fuzil à mostra e em que não há mais risco de confronto entre facções. É evidente que os dias ficaram mais tranqüilos nas “comunidades”, como se diz por lá, em que as UPPs ou soldados do próprio Exército são convidados a atuar como seguranças do narcotráfico, garantindo que não haverá guerra de quadrilhas ou enfrentamento com aquelas excrescências que são as milícias.

Mas isso basta? É o que o estado tem a oferecer à população? Um acordo de cavalheiros com o narcotráfico? A confissão de uma falência? Como diria Jabor, “boca de fumo tem em qualquer lugar”… Mas não é em todo lugar que a homens com fardas oficiais, de entes públicos, atuam como, então, pacificadores de gangues, garantindo a tranqüilidade do poder paralelo instalado.

Cascata social


Há pobres, sim, nas favelas do Rio, mas não tão pobres que não saibam distinguir o bem do mal. É matéria de escolha. No fundo, é o mesmo mecanismo que nos permite distinguir amigo de inimigo ou escolher entre um sorvete de uva e um de framboesa. É que os “antropólogos” do asfalto adoram, como escrevi, ver o pobre como um exótico. Já começo a ouvir os ecos da velha “abordagem social do crime”.

Ontem, o deputado estadual Marcelo Freixo, do PSOL, queridinho dos descoletes do Rio, resolveu subir o morro. Ele é — uma nota à margem — o verdadeiro herói do equivocadíssimo “Tropa de Elite 2″, que virou as costas para o que havia de virtude no “Tropa de Elite 1″ (o diretor José Padilha ficou com medo da própria obra; se fosse Goethe, teria renegado Werther…).

Freixo é um dos homens que combatem as milícias no Rio. Aplaudo-o por isso. Mas também é o símbolo de uma idéia errada, essencialmente perversa e, ao contrário do que se supõe, antipobre. Por quê. Leio no Globo:



“Depois do tiroteio de ontem [anteontem], o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) - integrante da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa - foi nesta quarta-feira ao Complexo do Alemão para conversar com moradores sobre os problemas entre a comunidade e os soldados do Exército. Segundo ele, a presença dos militares não justifica a ausência do estado em ações como postos médicos e outras ações sociais.”O Exército está atuando como força de polícia. Quero saber o que vai ser feito após a saída do Exército, que ações estão previstas para este local” .

De saída, vê-se que os soldados são os candidatos a vilões da fábula. Sejam quais forem as “ações” planejadas para o local, elas só serão efetivas com a prisão dos bandidos. E a razão é muito simples: gente de bem, a esmagadora maioria dos que moram nas favelas, não trafica droga, não rouba nem mata. Quanto mais se aperfeiçoa a infra-estrutura de um local dominado por uma máfia, mais esta se fortalece porque será ela a tomar conta dos aparelhos públicos melhorados.

Essa confusão entre “comunidade” e “bandidagem” tem um erro de origem: a suposição de que o marginal é uma vítima social. O Brasil tem tantas vítimas que eu gostaria de saber onde estão os algozes. Já notaram? Os traficantes, coitados!, são vítimas. Essas vítimas, por sua vez, vendem seu produto a outras vítimas: os que fumam e cheiram. Como diria o Apedeuta, “eu estou convencido de que”  os vilões da história são, então, os que nem vendem nem cheiram pó e os que nem vendem nem fumam maconha…

É essa, como posso chamar?,”conspiração das vítimas” que impede que se faça a coisa certa. É claro que prender mais supõe uma polícia mais eficiente e menos corrupta. Mas isso é parte de uma política de segurança pública, certo?



Por Reinaldo Azevedo


Vejam o que informa o Globo e me digam se vocês já tinha lido isso antes, em algum lugar

General admite que traficantes ainda vendem drogas no Alemão e afirma que Exército ficará até junho

O Comandante Militar do Leste, general Adriano Pereira Júnior, admitiu na quarta-feira que traficantes ainda vendem drogas em bocas de fumo “itinerantes” no Morro do Alemão e acrescentou que a comunidade ficará ocupada pelo Exército até junho, quando o complexo ganhará Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). São mais 120 militares de reforço, ocupando por tempo indeterminado os morros do Adeus e da Baiana, vizinhos ao complexo. O efetivo de militares no local foi aumentado para 1.800. Outros 200 homens já estão à disposição e devem ser integrados à Força de Pacificação nos próximos dias.

Ao admitir que traficantes ainda vendem drogas na região, o general afirmou que voltarão a revistar suspeitos de tráfico de drogas na comunidade. “Vamos voltar a fazer revistas em pessoas que possam estar fazendo algo errado. Naquela semana, havia sido divulgado que o Exército permaneceria no local. As ações dos bandidos foram uma reação à permanência do Exército lá”, disse o general, em entrevista no Comando Militar do Leste (CML), acrescentando que o traficante Paulo Rogério de Souza Paz, o Mica, foragido da Vila Cruzeiro, está por trás do ataque.

O general Adriano Pereira Júnior disse ainda que quatro militares envolvidos na confusão de domingo foram afastados. Um inquérito foi aberto para apurar as responsabilidades.

Militares e policiais voltarão a revistar moradores do Alemão


O secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, que também participou da entrevista, disse que não se pode vender ilusões à população em relação à luta contra o tráfico de drogas: “Eu tenho sido bastante enfático ao dizer que, após 30, 40 anos de abandono de algumas áreas e total domínio do tráfico, ninguém vai resolver isso a curto prazo. Nós abrimos uma janela para que os serviços públicos e a própria sociedade cumpram o seu papel nessas comunidades.”

Nove meses após a chegada da Força de Pacificação ao Alemão, o clima de medo e tensão retornou ao maior complexo de favelas do Rio. A lei do silêncio voltou como um fantasma para a população que já vivia dias de paz. Na Rua Joaquim de Queiroz, um dos acessos à Favela da Grota, uma barreira com ralos de ferro arrancados do chão, para evitar a entrada de carros, era um sinal da volta do tráfico à comunidade. Quando carros blindados se posicionaram no principal acesso à Grota, criminosos soltaram fogos para alertar seus cúmplices.

Quatro veículos blindados do tipo Urutu foram usados para patrulhar as entradas dos morros. Todos os veículos e moradores que entravam eram revistados. Cinco artefatos explosivos de fabricação artesanal foram encontrados na Rua Nova. As estações do teleférico se transformaram praticamente em bases do Exército: nesses pontos, militares de binóculos vigiam a movimentação no complexo.

Um morador do Alemão contou que alguns traficantes sequer saíram da comunidade e outros já estão no local há tempos. Segundo ele, o tráfico quer provocar uma reação dos militares, para forçar a saída do Exército: “É claro que o tráfico quer voltar. Minha sensação foi de frustração. Há morador de bem sendo ameaçado para ser conivente com o tráfico. Tenho medo de voltar aos tempos do terror.”

Outro morador disse que traficantes estão montando barricadas em diversos pontos do complexo, para enfrentar os militares. Ele acrescentou que a parte alta da comunidade está cheia de bandidos que nunca saíram da área ou que retornaram nos últimos tempos. Segundo o morador, os criminosos estão por trás das manifestações contra o Exército. “Os que não foram presos retornaram e estão ameaçando moradores. Eles estão deixando todos acuados e com medo”, disse.


Por Reinaldo Azevedo




Uma assinatura contra a corrupção

Caras e caros,

A partir de hoje, mantenho em local fixo na homepage — canto direito, no alto, vejam lá — o logo do movimento “Eu Voto Distrital”. É um link. Quem quiser aderir à causa, dando a sua assinatura, deve clicar ali.

O voto distrital não é nenhuma solução mágica. Se implantado no país, vai permitir que o eleitor acompanhe efetivamente o trabalho do seu representante no Legislativo. Por quê? Os parlamentares passariam a representar a população real de um determinado distrito.

Esses parlamentares deixariam de ser despachantes de metalúrgicos ou de donos de metalúrgica, de trabalhadores da construção civil ou de empreiteiros, de bancários ou de banqueiros, de católicos ou de evangélicos, de negros ou de brancos, de heterossexuais ou de homossexuais, de corintianos ou de palmeirenses… Deixariam, em suma, de representar corporações, lobbies empresariais, lobbies sindicais, correntes de  opinião e correntes de comportamento para falar, de fato, em nome dos interesses do povo.

A essência do regime democrático são os indivíduos, não os grupos organizados que pressionam o Estado para que ele ceda às suas exigências, muitas vezes contra o interesse da maioria. O deputado que é porta-voz de um lobby pode perfeitamente ser comprado, cooptado, meter-se em maracutaias se conseguir convencer o setor em nome do qual fala de que uma determinada ação é positiva.

O representante distrital, ao contrário, tem de ter um discurso e uma prática mais universais, que falem a TODOS os que habitam um determinado distrito. A luta não é fácil, não! A proposta do PT para a reforma política, já expliquei por quê, torna ainda pior o atual sistema e retira prerrogativas dos eleitores. E nós somos aqueles que queremos os políticos com menos poder e os indivíduos com mais.

O “Eu Voto Distrital” também pertence ao MSP — só que, nesse caso, deve-se ler “Movimento dos Sem-Partido”. Trata-se de  uma parcela da sociedade civil que considera que uma das raízes estruturais do males do país é o sistema proporcional para a eleição de parlamentares. O Legislativo brasileiro, com as exceções de sempre, transformou-se num aglomerado de corporações, boa parte delas interessada em assaltar os cofres públicos.



Por Reinaldo Azevedo



Saúde - E resolveram se lembrar o óbvio: Dinheiro do pré-sal, quando e se vier, é coisa pra lá de 2020…

Por Adirana Vasconcelos, vivian Oswald e Chico de Gois, no Globo:

As resistências no Congresso à criação de novo tributo para a Saúde não param de crescer, a despeito da mobilização de governadores pela volta da CPMF. Até petistas refutam a ideia, como reafirmou nesta quarta-feira o presidente da Câmara, Marco Maia (RS). Diante do impasse, o governo analisa alternativas. A vinculação formal de parte dos recursos do pré-sal, admitida pela presidente Dilma Rousseff semana passada e discutida no governo, não resolve o problema imediato dos estados, pois é vista como solução parcial e com resultado a longo prazo.

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, reforçou nesta quarta-feira, após o desfile de Sete de Setembro, que não se pode contar já com recursos do pré-sal: “O pré-sal vai produzir daqui a sete, oito anos. Portanto, não podemos distribuir recursos que ainda não existem. A Saúde precisa de recursos já, e o governo está preocupado com isso, procurando soluções.”

A preocupação dos governadores é porque, a partir da regulamentação da Emenda 29 - que dispõe sobre o financiamento da Saúde -, terão de investir mais no setor. A regulamentação deve ser aprovada pela Câmara dia 28. Governo federal e governadores não sabem de onde tirar recursos e defendem o caminho mais fácil, um novo tributo.”O pré-sal não vai dar dinheiro antes de 2020. A demanda da Saúde é de mais R$ 30 bilhões por ano, e os royalties e participações especiais do petróleo em 2010 representaram R$ 20 bilhões”, disse nesta quarta-feira o presidente nacional do PP, senador Francisco Dornelles (RJ).

Recursos de royalties não seriam suficientes


O líder do PT, senador Humberto Costa (PE), ex-ministro da Saúde, pondera que a lei que criou o Fundo Social do pré-sal prevê que o dinheiro vá também para Educação, Ciência e Tecnologia e combate à miséria. “Será que o pré-sal vai render recursos em quantidade para isso tudo? Vai demorar para esse dinheiro chegar”, disse o senador, sugerindo a criação de tributo para os ricos.

O relator do projeto dos royalties do pré-sal na Câmara, Fernando Jordão (PMDB-RJ), deve propor, em relatório semana que vem, percentual específico de destinação dos recursos do fundo do pré-sal para a Saúde.


Por Reinaldo Azevedo



Novo imposto não garantiria mais investimentos no setor

Por Lucas de Abreu Maia, no Estadão:



Mesmo se o Congresso aprovasse a instituição de um novo imposto para financiar a saúde, não existe garantia de que os recursos arrecadados seriam de fato usados para investimentos no setor. Segundo um estudo do corpo técnico da Câmara, divulgado no fim de agosto, a criação da Contribuição Social para a Saúde (CSS) - vista como um retorno da CPMF - poderia se transformar em economia do governo para pagar o juro da dívida. Isso acontece porque o texto que cria o novo imposto não obriga o governo a aplicar os recursos arrecadados.

Ontem, o Estado revelou que o governo desistiu de defender a criação de um novo tributo para financiar a saúde. O Planalto teria sido informado de que não conseguiria apoio político para aprovar, no Congresso, a implementação de mais um imposto.

“Vale dizer, há a possibilidade de a CSS ser arrecadada e não ser aplicada, vindo a servir apenas para fazer superávit (economia do governo para pagamento de juros)”, diz o estudo da Câmara.

O projeto que instituiria a CSS - que espera para ser votado na Câmara - determina que os recursos arrecadados com o imposto só podem ser destinados à saúde. O texto determina, ainda, que o montante não poderá ser usado para atingir o piso de investimentos na saúde, de cerca de 7% do orçamento da União. O projeto, contudo, não obriga que o governo de fato aplique este montante.

“Não se questiona estarem os recursos da CSS vinculados ao setor saúde. Tampouco se pode questionar que a CSS representa recursos adicionais ao atual piso constitucional”, ponderam os técnicos da Câmara. “O problema surge com a ausência de obrigatoriedade de aplicação. Justamente por não serem computados no piso constitucional, os recursos arrecadados pela CSS não terão obrigatoriedade de aplicação.”

DRU


O estudo aponta ainda o que chama de “efeito DRU”. A Desvinculação de Receitas da União (DRU) é um dispositivo que permite ao governo usar como quiser 20% dos recursos arrecadados com impostos. Isso significa que 20% do dinheiro arrecadado com a CSS poderia ser usado em outros setores, deixando apenas 80% para a saúde.


Por Reinaldo Azevedo



QUEM É CONTRA A CORRUPÇÃO SABE O QUE LÊ

Esta foto me foi enviada por um leitor que se identifica como “Reynaldo-BH”.



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Por Reinaldo Azevedo


JN mistura protestos contra com protestos a favor…

Não sou ombudsman do Jornal Nacional ou da TV Globo. O fato é que a edição misturou “protestos contra” com “protestos a favor”. A manifestação contra o uso de agrotóxicos em Pernambuco, promovido, que eu saiba, pelo MST — alimentado com dinheiro público  e, portanto, no campo do governismo— tem algo a ver com aquela contra a corrupção, havida em Brasília, que reuniu 30 mil pessoas segundo a própria PM, hoje chefiada por um governo petista? Em Brasília e em  muitas outras cidades. Alguns gatos pingados dos sem-terra estão na mesma chave de milhares de pessoas indignadas com a impunidade?

Por Reinaldo Azevedo


E a palavra de ordem lançada neste blog viaja mundo afora: “No, vosotros no podéis”


Aqui, mais uma vez, o

Aqui, mais uma vez, o "Não, vocês não podem", na imagem do fotógrafo Marcelo Pinheiro, um fiel leitor deste blog


Juan Arias, o excelente correspondente do jornal El País no Brasil, escreveu um texto que já se pode dizer histórico, em que indagava  por que os brasileiros não  se indignam com a corrupção. Ensaiei uma resposta. Pois bem, Arias escreveu uma reportagem para o El País reportando os protestos contra a corrupção e informa: uma das palavras de ordem é esta: “No, vosotros no podéis“. É o “Não, vocês não podem”, lançado neste blog. Leiam o texto, que segue em espanhol. E republico a foto:

Arranca en Brasil el movimiento de los indignados contra la corrupción

La celebración del Día de la Independencia este 7 de septiembre en Brasil viene marcada por la protesta. El movimiento de indignados contra la corrupción ha escogido esta fecha para empezar sus movilizaciones, que recorrerán 35 ciudades de 20 Estados de todo el país en los próximos días. Todas han sido convocadas a través de las redes sociales con la participación de 130.000 internautas.

Hoy ha sido el turno, entre otras, de São Paulo, con cinco marchas simultáneas en diferentes puntos de la ciudad, y Brasilia. En Río de Janeiro la manifestación se ha convocado para el 20 de septiembre en la céntrica y mítica plaza de Cinelandia, escenario histórico de protestas civiles.

En Brasilia, la manifestación ha reunido a 25.000 personas, según la policía. La protesta discurre a 300 metros del desfile nacional de la independencia, presidido por la jefa de Estado, Dilma Rousseff. Las fuerzas del orden no han permitido a los participantes acercarse a la ceremonia oficial pese a que las manifestaciones han sido anunciadas por los organizadores como pacíficas y desligadas de cualquier partido, “en la línea del 15-M de Madrid”, según destaca el diario O Globo. Al revés, como han indicado los nueve senadores que han creado un grupo de apoyo a las manifestaciones contra la corrupción, se trata más bien de “defender la iniciativa de la presidenta de endurecer sus acciones contra la ilegalidad, vista con malos ojos hasta por políticos de su mismo partido y de algunos partidos aliados del Gobierno que han perdido ya cuatro ministros”.

Los manifestantes, tanto en Brasilia como en São Paulo y en las otras ciudades han salido con pancartas contra la corrupción y la impunidad, en las que se leían frases “no, vosotros no podéis”o “el lugar de los políticos corruptos es la cárcel”. Con las caras pintadas, muchos vestidos de negro en señal de luto o con narices de payasos y haciendo ruido con todo lo que podían, los manifestantes no han provocado ningún altercado que haya precisado la intervención de la policía.

Entre las reivindicaciones de los indignados de Brasilia estaba que el Supremo juzgue y condene a los 37 acusados del gran escándalo político de 2005, con el soborno a los diputados por parte del Gobierno que casi le costó el cargo al entonces Presidente Lula.

Aunque el grueso de los manifestantes lo componían los jóvenes, en las marchas también se ha visto a niños y personas mayores. Los miles de manifestantes que han salido a la calle en todo el país tienen un mérito especial, según ha dicho el senador Cristovam Buarque -uno de los nueve miembros de la Cámara Alta que apoyan a los indignados- porque a la misma no se han adherido ni el Partido de los Trabajadores (PT), que en el pasado siempre ha estado al frente de todas las grandes protestas sociales, ni movimientos como los Sin Tierra, la Unión Nacional de Estudiantes (UNE) o los grandes sindicatos.

El procurador general de la República, Roberto Gurgel, sí ha dado su apoyo a las manifestaciones. Las apoyan también el Colegio de Abogados de Brasil (OAB), la Asociación Brasileña de Prensa (ABI), la Conferencia Episcopal Brasileña (CNBB) y la Federación de Industria de Río (Firjan), que además ha lanzado el Manifiesto de empresarios brasileños a favor de la ética en la política.

A través de las redes sociales se ha pedido a los manifestantes que salgan con las caras pintadas de negro en señal de luto por la corrupción que humilla al país. Walter Magalhães, de 28 años, uno de los organizadores de la marcha de Brasilia, comenta: “No basta con quedarse sentados cómodos en el sofá. Necesitamos hacer algo para demostrar que estamos vivos y en contra de toda esa corrupción”.

Como las manifestaciones han sido organizadas a través de Internet por las redes sociales, es imprevisible el número de participantes, aunque, como destacan los analistas políticos, lo importante es que “el fuego ya ha prendido”.

Por Reinaldo Azevedo

Dirceu convocou o povo para ir às ruas, e o povo foi…

… para dizer que está com o saco cheio do que Dirceu representa!

Por Reinaldo Azevedo

A VEJA ESTÁ NA BOCA E NA MÃO DO POVO, COMO QUERIA DIRCEU… EU, EU, EU, ELE SE DEU MAL, E O POVO FEZ A RIMA

Vejam esta foto de Ueslei Marcelino, da Reuters.

dirceu-e-os-dolares


Parece que ela entra para a história como um emblema deste 7 de Setembro e destes dias. Dirceu tentou, pateticamente, convocar uma “reação popular” contra a VEJA, que o flagrou recebendo homens do alto escalão do governo numa espécie de governo clandestino.

Aquele que é processado no STF sob a acusação de ser chefe de quadrilha e corrupto deve ter achado, sei lá, que o povo está do lado da lambança. Não está, não!

VEJA está na boca e na mão do povo, como queria Dirceu.

Eu, Eu, Eu/ Dirceu se deu mal
E o povo fez a rima.

Por Reinaldo Azevedo


Por enquanto, quatro soldados do Exército podem pagar pelas consequências da marquetagem de Beltrame e Sérgio Cabral

Leia primeiro os dois posts abaixo para ter uma melhor compreensão do que vai aqui. Vou repetir a pergunta que fiz de manhã: como pode dar certo o que está conceitual, técnica, moral, ética e legalmente errado? Não há a menor possibilidade. As informações que seguem nos dois posts anteriores só indicam que erros novos vão se somar aos antigos. Segundo entendi, os únicos que estão na fila de punições em razão dos novos confrontos do Alemão são quatro soldados do Exército. Eles não teriam se relacionado direito com a “comunidade” — ou algo assim.  Vão acabar pagando pelos desastres da marquetagem de José Mariano Beltrame e Sérgio Cabral, endossada por boa parte da imprensa, especialmente a carioca.

Conheço isso que as esquerdas chamam “povo” não é de hoje — e conheço de verdade, não de ouvir falar na escola. Trabalhadores, gente decente, não enfrentam soldados armados que estão lá para coibir a ação de bandidos. É próprio do narcotráfico chamar a si mesmo de “comunidade” para impor a sua vontade e a sua agenda. É evidente que foram os bandidos que armaram a reação contra os soldados, mas não porque os criminosos “tenham voltado”, como diz Beltrame, e sim porque nunca saíram de lá. Cansei de publicar relatos de leitores informando que o tráfico continuava a operar normalmente.

Aquela fuga em massa de vagabundos rendeu bons filmes e boas imagens, que correram o mundo. Ocorre que, vocês sabem, na fórmula inventada por  Cabral e  Beltrame — que alguns queriam lançar candidato ao Prêmio Nobel da Paz; estou falando sério… —, lugar de bandido é a rua. A “pacificação” não supõe a prisão. Ora, dado que os traficantes integram um setor da economia informal e que os verdadeiros culpados pela tragédia do tráfico — OS QUE FUMAM E CHEIRAM — mantêm aquecida a demanda, eles voltam à sua atividade. A canalha um pouco mais graduada no “fordismo narcotraficante” correu, para voltar depois. Mas a mão-de-obra rasa continuou onde estava, garantindo o fluxo de recursos.

Arnaldo Jabor expressou direitinho ontem o espírito da coisa. O Exército Brasileiro ou as UPPs não estão no morro para impor “uma moral oficial”. Nada disso! Se a “moral local” supõe a existência das bocas de fumo, uma das Forças Armadas brasileiras tem mais é de se comportar como uma espécie de “milícia verde”, para garantir a “segurança” da região  — e isso supõe, obviamente, a segurança da bandidagem também. Se alguém decide confrontar o crime, corre o risco de ser punido. É a marcha da perversão institucional.

O passo seguinte do desengano — e vou voltar a esse tema na madrugada—, será emprestar sotaque sociológico à reação do narcotráfico, atribuindo o desastre da política pública de segurança às questões sociais, naquele raciocínio perverso que, em última instância, toma pobreza como sinônimo de violência.

Resta agora ao governo do Rio anunciar que vai acelerar a implementação das UPPs. Já que o remédio não funciona, é preciso aumentar a dose, entenderam? Sob o aplauso de boa parte do jornalismo que conhece pobre de ouvir falar e o toma como uma variante antropológica. Se pudesse, essa gente poria o povo numa jaula de ouro, com todo conforto e segurança. E cercado de ONGs. Para que os nativos aprendessem o que já sabem: bater lata!


Por Reinaldo Azevedo


Deputado e técnicos da SuperVia visitam Alemão após tiroteio

Do Globo Online. Comento no post seguinte:

(…)
Depois do tiroteio de ontem, o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) - integrante da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa - foi nesta quarta-feira ao Complexo do Alemão para conversar com moradores sobre os problemas entre a comunidade e os soldados do Exército. Segundo ele, a presença dos militares não justifica a ausência do estado em ações como postos médicos e outras ações sociais.”O Exército está atuando como força de polícia. Quero saber o que vai ser feito após a saída do Exército, que ações estão previstas para este local”, afirmou Freixo, que pretende convocar uma audiência pública para cobrar responsabilidades do estado.

Técnicos da SuperVia, que administra o teleférico do Alemão, também começaram a fazer uma inspeção rigorosa no sistema de transporte da comunidade, para verificar se não houve danos causados pelos tiros.

Por volta das 21h20m desta terça-feira, dois veículos blindados do Exército e diversos carros da PM entraram na comunidade para reforçar a ocupação. Um “caveirão” do Batalhão de Operações Especiais (Bope) também chegou ao local. Balas traçantes foram vistas da parte baixa da favela. Segundo policiais de plantão no Hospital Getúlio Vargas, na Penha, um homem identificado apenas como Luiz, de 47 anos, foi atingido na cabeça por estilhaços de granada quando estava na Avenida Itaoca, na noite desta terça-feira.

Em nota, a Secretaria de Segurança diz que a reação dos criminosos foi motivada pelo fechamento de uma revenda clandestina de gás que pertenceria ao irmão do traficante Marcinho VP, no Alemão. Outra informação que também teria irritado os traficantes foi a decisão de ampliar o tempo de permanência do Exército no Complexo do Alemão.

Após o tiroteio, o policiamento no Complexo do Alemão e no entorno foi reforçado. Em nota, o Exército informou que a tropa recebeu o apoio de uma companhia de fuzileiros navais, com cerca de cem homens.

Traficantes continuam vendendo drogas na região

Apesar da ocupação militar nos Complexos da Penha e Alemão, traficantes continuam na região vendendo drogas e portando armas, mesmo que de pequeno calibre. Um vídeo feito pelo serviço de inteligência da Força de Pacificação, divulgado nesta terça-feira, mostra bandidos agindo livremente na Rua 9, na Vila Cruzeiro.

De acordo com o comandante da Força de Pacificação, general Cesar Leme Justo, equipes militares ficaram durante uma noite em um posto de observação e puderam constatar a boca de fumo funcionando a todo vapor. Após filmar traficantes, militares agiram no local e 12 pessoas foram detidas. Duas delas, identificadas como Marcos Aurélio da Silva e Edson Marques Barros, foram presas por associação para o tráfico.

O vídeo começou a ser feito no domingo, antes da primeira noite de conflito entre moradores e militares . As imagens mostram traficantes vigiando a boca de fumo no início da noite. Uma moradora leva comida para os traficantes. Em seguida, o grupo vende drogas e conta dinheiro. O movimento da boca de fumo aumenta por volta das 23h, e o grupo somente se separa quando percebe a chegada das tropas do Exército.


Por Reinaldo Azevedo


Quem está surpreso aí levante as orelhas: Secretário de Segurança admite que traficantes voltaram ao Alemão, onde militares acharam bomba não detonada

Por Ana Cláudia Costa, Duilo Victor, Gustavo Goulart e Renata Leite, no Globo. Comento depois do próximo post:

Depois da terceira noite de confrontos entre militares do Exército e traficantes no Complexo do Alemão, a região teve a segurança reforçada nesta quarta-feira. Com mais de cem homens, a Polícia Militar decidiu ocupar, por tempo indeterminado, dois morros vizinhos - da Baiana e do Adeus. E, nesta tarde, soldados do Exército fazem uma grande operação nos acessos ao complexo em dois blindados do tipo Urutu.

Em entrevista coletiva, o secretário estadual de Segurança, José Mariano Beltrame, confirmou que traficantes entraram no Alemão na noite de ontem. Beltrame não quis revelar o número de bandidos nem o lugar de onde vieram, embora, segundo ele, o setor de inteligência da secretaria tenha essas informações.

Beltrame acredita que, com o reforço no policiamento, os bandidos já devem ter saído do complexo. Para o titular do Comando Militar do Leste, general Adriano Pereira Júnior, a confusão de ontem entre moradores e militares foi orquestrada pelo tráfico. O comandante da PM, coronel Mário Sérgio, tem a mesma opinião. “Ficou claro para a população que aquele tumulto foi planejado pelo tráfico”, disse Mário Sérgio.

O general Adriano informou que quatro militares envolvidos no confronto com moradores foram afastados, e foi aberto um inquérito para apurar as responsabilidades. Ele acrescentou que mais cem homens do Exército chegaram ao complexo, e outros 200 estão à disposição para se juntar à Força de Pacificação nos próximos dias.

Nesta tarde, parte da tropa do Exército está na esquina da Rua Joaquim de Queiroz com a Avenida Itararé, que dão acesso ao Alemão. No fim da rua, traficantes fizeram uma barricada com ralos de ferro arrancados do chão, para evitar a entrada de carros. No momento em que os militares se posicionavam, fogos de artifício foram lançados no alto do morro.

Segundo o Relações Públicas da Força de Pacificação, major Marcus Vinícius Bouças, 1.700 homens do Exército ocupam as comunidades dos complexos do Alemão e da Penha. O reforço recebido após o início dos confrontos na área foi de cem homens da Companhia de Cavalaria do Exército.

“A medida de ocupar o Adeus e a Baiana acontece em razão de não ter tropas federais lá, e serem ambos locais com comandamento - ou seja, visão de cima para baixo - portanto, facilitadores de agressão (tiro, arremesso de objetos etc.) contra as tropas que patrulham a Avenida Itararé”, diz trecho da nota assinada pelo comandante-geral da PM, coronel Mário Sérgio Duarte.

Nesta manhã, militares que ocupam o complexo recolheram na Rua Nova - um dos acessos à Favela da Grota - uma bomba de fabricação caseira que não havia sido detonada. De acordo com os agentes, o artefato foi jogado contra eles na noite de terça-feira, em que houve intenso tiroteio no Alemão. Militares da Força de Pacificação interromperam o tráfego de veículos na Estrada do Itararé, na altura da Avenida Itaoca. O clima foi de tensão durante toda a noite na sede da tropa na base do morro.(…)

Por Reinaldo Azevedo

Enquanto o PT e o “Zé” querem censurar a imprensa, o Brasil canta o Hino Nacional contra a corrupção

Na Avenida Paulista, brasileiros cantam o Hino Nacional contra a corrupção. E sua bandeira  é a do Brasil, não a vermelha.

Por Reinaldo Azevedo

Duas ou três coisas que eu sei sobre os protestos contra a corrupção. Ou: Cuidado, senhores donos da oposição: vocês estão ficando moralmente velhos!

Eu não posso, infelizmente, criar um “Manual para Compreender Ironias, Linguagem Figurada e Sarcasmos Sutis”. Sabem por quê? O sentido de uma ironia está mais no receptor do que no emissor; depende de algumas precondições que não são da minha escolha… Se escrevo que as manifestações de ontem foram organizadas pelo “MSP” — o “Movimento dos Sem-Político” —, é evidente que não estou anunciando a criação de um grupo formal ou algo assim. Estou é dizendo que os protestos não nasceram de nenhuma força organizada de oposição.  Na verdade, se notaram, a oposição ficou longe das ruas. Estava negociando a nomeação da deputada Ana Arraes (PSB-PE), mãe do governador “governista” de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), para o TCU, porque isso, para 2014, será importante blá, blá, blá, blá, blá, blá… Quem ainda tem saco pra isso? O toma-lá-dá-cá de sempre, o minueto asqueroso habitual…  O TCU é um órgão de vigilância e assessoramento do Legislativo; o cargo está sendo negociado segundo as ambições dos que pretendem chegar ao Executivo.

Também não me apresentei como “líder” de nada. Era só o que faltava! Eu estimulo protesto contra o governo desde o 14 anos, dede quando isso rendia borrachadas e dava cadeia; desde quando fui “fichado” no Dops… Nem tinha barba ainda… No caso do governo petista em particular, bem, não acho que seja o caso de exibir credenciais, não é? Quando à crítica de que o PT não inventou a corrupção… Huuummm… Escreverei a respeito em outro post. Não mesmo! Nem isso o PT inventou! A sua originalidade está em outro lugar. Já digo.

Escrevi, e sustento, que começa a surgir uma sincera indignação entre os brasileiros com o atual estado de coisas. Há algo novo por aí. Se vai dar em alguma coisa, não sei. Não sou adivinho. É claro que o Facebook ou o Twitter não substituem movimentos organizados para interferir no poder. Eles são um primeiro momento, o chamamento. Achar que as redes sociais fizeram a “revolução” no Egito ou na Líbia é uma tolice. A transformação efetiva requer ações organizadas, sim. Mas podemos estar diante de um primeiro momento; afinal, esses são os canais por meio dos quais milhares de pessoas podem e devem expressar seu inconformismo. Nas tiranias árabes, esses foram os primeiros canais da indignação porque inexistem instituições, liberdade, sociedade civil organizada etc. No Brasil, também recebem o primeiro grito de inconformismo porque os canais da democracia estão obstruídos ou pelo formalismo babaca das oposições oficiais ou pelo aparelhamento dos movimentos sociais promovidos pelas esquerdas.

AS PESSOAS DE VERDADE, VOCÊS, NÃO DISPÕEM DE OUTROS MEIOS PARA DIZER O QUE PENSAM. Se vocês forem procurar a associação de moradores do bairro, é bem possível que ela esteja aparelhada pela petezada. Essa gente aparelha até velório e batizado.

Uma coisa é certa: o que se viu ontem nas ruas incomodou muita gente — e não só do governo. Até mesmo certas lideranças da “oposição” que tinham como grande estratégia cooptar o PMDB, o PSB e afins para “mudar o Brasil” — com as mesmas companhias que fazem o Brasil que aí está — perceberam que estão ficando irremediavelmente velhas.

Não é um problema de idade cronológica. É UM PROBLEMA DE IDADE MORAL.

Por Reinaldo Azevedo

O recado do Brasil ao Congresso

Foto da Agência Brasil mostra a concentração de brasileiros indignados no gramado em frente ao Congresso: chega de corrupção!

Foto da Agência Brasil mostra a concentração de brasileiros indignados no gramado em frente ao Congresso: chega de corrupção!

Por Reinaldo Azevedo

Protesto contra a corrupção toma a Paulista

Na VEJA Online:
Brasileiros inconformados com a corrupção na política nacional tomaram nesta quarta-feira a avenida símbolo da maior cidade do país, a Avenida Paulista, em São Paulo. Desde a manhã, grupos suprapartidários formados por cidadãos unidos pela indignação promovem manifestações no local. Às 16 horas, 2.000 pessoas ocupavam a larga calçada e duas faixas da avenida. Veja no quadro abaixo as manifestações previstas em todo o Brasil.   Com o rosto pintado de verde e amarelo, bandeiras do Brasil e cartazes contra a corrupção nas mãos, os manifestantes entoavam o Hino Nacional e o grito de “Sou brasileiro com muito orgulho, com muito amor”. Motoristas de uma carreata que seguia para a Assembleia Legislativa, onde outro protesto está marcado para esta tarde, também passaram pela Paulista.

Pela manhã, outro protesto movimentou a avenida, com a participação de cerca de 500 pessoas. O mote era o mesmo: um basta na corrupção. Famílias inteiras foram às ruas e um grupo de motociclistas acompanhou a caminhada buzinando. O protesto foi organizado por meio da internet, por um grupo intitulado Caras Pintadas. A rede foi o nascedouro também das manifestações da tarde.
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Por Reinaldo Azevedo

E o povo disse “Não” aos autoritários do PT e a Dirceu, que vira máscara de protestos!

Manifestante de Brasília manda um recado ao

Manifestante de Brasília manda um recado ao "consultor de empresas privadas"


O tiro saiu pela culatra!

O PT reuniu seus tontons-maCUTs para propor o controle da mídia, e José Dirceu mobilizou aquele tipo de gente na Internet e no subjornalismo — siga o dinheiro…— para “se defender” da VEJA, que, na sua fábula de moral sempre invertida, passou a ser a vilã.

E aconteceu o quê? O povo foi pra rua. Mandou às favas Dirceu e sua turma e pediu o fim da corrupção.

Dirceu tentou satanizar a VEJA — como se ele pudesse —, e uma frase publicada neste blog virou uma das palavras de ordem dos protestos.

Não, eles não podem!

Dirceu e companhia, escutem aqui:
“NÃO, VOCÊS NÃO PODEM!”

Por Reinaldo Azevedo


Enquanto UNE, CUT e outros mamadores de dinheiro público silenciam diante da corrupção, o povo protesta. Aqui, um vídeo de Brasília


Por Reinaldo Azevedo

Da coluna Direto ao Ponto, de Augusto Nunes: 
A marcha dos 30 mil indignados em Brasília confirma: o país decente está acordando

Muitos leitores querem saber como foi a passeta que, segundo a Polícia Militar, reuniu em Brasília mais de 30 mil inconformados com a impunidade dos assaltantes de cofres públicos. Os dois vídeos abaixo são apenas uma primeira amostra.

Parece sonho, amigos. Mas o Brasil decente está acordando.

Direto ao Ponto
As manifestações contra a corrupção transformaram este Sete de Setembro no Dia da Independência da nova geração


Estive na Avenida Paulista, moldura do emocionante ato de protesto contra a corrupção endêmica e impune. Vou escrever mais sobre asmanifestações desta quarta-feira. Mas o que vi no coração de São Paulo já me autoriza a afirmar que acabou de nascer um movimento destinado a alcançar dimensões semelhantes às atingidas pelas campanhas que reivindicaram a anistia, a volta das eleições diretas para a Presidência da República e o afastamento de Fernando Collor. Desta vez, o alvo imediato é a imensa constelação de quadrilhas formadas por assaltantes de cofres públicos. Não é o único: a paciência com o espetáculo da desfaçatez vai chegando ao fim.

Daqui a muitos anos, a História lembrará que, em 7 de setembro de 2011, ao som do Hino Nacional (veja o vídeo abaixo), foi proclamada a independência da novíssima geração de brasileiros. Amparada na internet como instrumento de mobilização, desvinculada de partidos políticos envelhecidos e envilecidos, separada por uma distância abissal de conceitos ideológicos caducos, a multidão de jovens, engrossada por veteranos de belos combates e indignados de todas as idades, mostrou-se disposta a provar que, apesar de tudo e apesar de tantos,  o Brasil tem jeito. Vem aí a segunda rodada de manifestações, marcada para 12 de outubro. Sobram motivos para acreditar que será maior e ainda mais animadora que a de hoje.

O grande clube dos cafajestes, convém ressalvar, não será fechado imediatamente. Mas ficou evidente, neste Sete de Setembro, que vai demorar bem menos do que se imaginava a hora do acerto de contas entre os que cumprem a lei e a bandidagem com padrinhos poderosos. Os corruptos da classe executiva sempre acreditaram que foram condenados desde sempre à impunidade perpétua. Acabam de saber, pela voz rouca das ruas, que a licença para roubar sem medo de cadeia não é irrevogável.

Direto ao Ponto
Monumento à mistificação é implodido a tiros

Um tiroteio envolvendo soldados do Exército, policiais militares e traficantes de drogas, em curso há quase quatro horas no Morro do Alemão, implodiu outro monumento à mistificação erguido por Lula, Dilma Rousseff, Sérgio Cabral e Eduardo Paes. Graças à integração entre os governos federal, estadual e municipal, recita o quarteto há nove meses, ali começou, em 28 de novembro de 2010, a pacificação do Rio de Janeiro. Se é que começou, acaba de ser fulminada pela troca de chumbo desta terça-feira.

A falácia da cidade pronta para hospedar a final da Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016 foi reduzida a frangalhos pelo casamento da incompetência administrativa com o oportunismo político. A ocupação do Morro do Alemão deveria ser a primeira de uma série de operações  encadeadas, e concebidas para consolidar a presença do Estado numa zona de exclusão dominada por bandos fora-da-lei. Foi a primeira e última. De lá para cá, não aconteceu nada. Ou quase nada: Dilma, Cabral e Paes festejaram a inauguração do teleférico que Lula prometeu. No dia da inauguração, ainda não funcionava. Nesta noite, deixou de funcionar para não entrar na linha de tiro.

No domingo, depois de um conflito com os moradores, os militares foram acusados de agir com truculência. Em resposta, o Exército divulgou um vídeo que mostra traficantes vendendo drogas com o desembaraço dos velhos tempos (veja abaixo). O tumor não foi devidamente lancetado, avisam as cenas. Os bandidos estão de volta. Foi por saber disso que Cabral e Dilma combinaram que as Forças Armadas ficarão por lá até junho de 2012. “Isso permitirá que trabalhemos com mais tempo o planejamento das próximas UPPs”, alega o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame. As Unidades de Polícia Pacificadora são um bom prefácio. Sem não vierem os capítulos seguintes, esses sim capazes de mudar a história, as UPPs são apenas uma fraude.

Na véspera do Sete de Setembro, o Brasil constatou que a polícia do governo Sérgio Cabral não tem musculatura para controlar a zona conflagrada. Depende do Exército para impedir que os traficantes voltem a proclamar a independência do Morro do Alemão ─ e reassumam o comando do que lhes pertence desde sempre.

Grupo de amigos

Na semana passada, José Dirceu foi convidado de honra no jantar em homenagem a Hélio Costa oferecido por Ivan Guimarães, em São Paulo. Ivan quem? Um rápido perfil de Guimarães em três pinceladas: foi o sub de Delúbio Soares como arrecadador da campanha petista de 2002, no ano seguinte envolveu-se até a medula com Marcos Valério e presidiu o Banco Popular, que acabou quebrando.

Pois bem, hoje, Guimarães mora numa mansão no Morumbi, em São Paulo, com um Mercedes Benz conversível estalando de novo na garagem. Ao lado de sua mulher, a marqueteira Karla Ricco, tem trabalhado em campanhas eleitorais. No ano passado, tiveram postos relevantes na fracassada campanha de Hélio Costa ao governo de Minas Gerais.

Por Lauro Jardim
Costa não desiste

A propósito, Hélio Costa, aquele nunca desiste, está de olho no Ministério do Turismo numa reforma ministerial que obrigatoriamente ejetará Pedro Novais de sua cadeira. O problema é que Dilma não gosta de Costa.

Por Lauro Jardim
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Fonte:
Blog Reinaldo Azevedo

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