Aftosa: maio é o mês de vacinar bovinos e bubalinos com até dois anos

Publicado em 02/05/2012 09:11 1004 exibições
No Paraná, a primeira etapa da campanha estadual de vacinação contra febre aftosa de 2012 começou dia 1º e vai até 31 de maio. De acordo com a estratégia que vem sendo adotada desde 2009, nesta etapa serão vacinados apenas os animais bovinos e bubalinos de 0 a 24 meses. A expectativa é vacinar 4,3 milhões de animais, o que corresponde a quase metade do rebanho existente no Estado, estimado em 9,2 milhões de cabeças.
A forma mais eficiente e barata de prevenir a febre aftosa é com a vacinação. Por isso, ela é obrigatória, assim como a comprovação do rebanho. Se não vacinar ou não comprovar poderá ser multado em R$ 96,09 por cabeça, além de não poder transportar seus animais para qualquer finalidade. De acordo com o chefe do escritório de Nova Londrina da Seab (Secretaria de Agricultura e do Abastecimento do Paraná), Jorge Guedes, a comprovação deve ser feita até o dia 31 de maio. “É importante que o produtor respeite o prazo para não ser notificado”, explica. 
A doença
A febre aftosa é uma doença causada por vírus que atinge animais bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos e suínos. Entre os sintomas, provoca febre, feridas (aftas) na boca e nos cascos, dificultando a alimentação e movimentação dos animais, o que leva a uma rápida perda de peso e queda na produção de leite. Além disso, a doença é altamente transmissível entre os animais.
Cuidados
O criador também deve observar alguns cuidados que são importantes para uma boa vacinação. Dentre eles:
- adquirir vacina somente em estabelecimentos cadastrados. As Unidades da Copagra estão credenciadas para oferecer vacinas aos pecuaristas.
- quanto ao armazenamento, a temperatura de conservação da vacina deve ser mantida entre dois e oito graus centígrados, devendo ser realizada em caixa isotérmica (isopor), contendo no mínimo dois terços de seu volume em gelo. A vacina nunca deve ser congelada;
- escolher o horário mais fresco do dia para realizar a aplicação;
- vacinar preferencialmente no terço médio do pescoço (tábua do pescoço). Independentemente da idade, a dose é de 5 ml;
- usar somente seringas e agulhas devidamente higienizadas, sem o uso de produtos químicos (nem álcool, nem cloro);
- substituir a agulha com frequência, para evitar infecções;
- manter os frascos resfriados durante a operação;
- classificar os animais por faixa etária (era) e sexo, para evitar acidentes.
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Fonte:
Copagra

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