Em semana curta, indústrias devem dar suporte a nova firmeza do boi

Publicado em 15/04/2019 17:49
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O boi gordo em São Paulo não entrou a semana superando a média de R$ 160, como se esperava no início da semana anterior, porque houve um alongamento das programações de abate. Mas com menos um dia de negociação pela sexta-feira Santa e a necessidade de as indústrias não saírem do feriadão zeradas, as escalas deverão sentir pressão e os preços podem dar uma escapada entre terça e quinta.

Além da disponibilidade baixa de animais acabados, reflexo do atraso da safra por conta da seca de dezembro/janeiro, os pastos dando suporte (desde março) ajudam os produtores saírem das vendas. E apesar das exportações, as indústrias entraram no negativo nas margens da carne. 

Nesta segunda (15), numa média entre Scot Consultoria e Agrifatto, o mercado do boi ficou entre R$ 158/159, no à vista e no prazo, com negócios adicionando premiações na faixa dos RS 162.

Na principais praças, Minas Gerais foi a que apresentou a média mais próxima a SP, em R$ 155. Goiás em torno dos R$ 48/149 segue também com quantidade reduzida de animais acabados. Mato Grosso do Sul, apesar de firme em R$ 146, já começa a apresentar mais folga no diferencial de base.

B3

Os índices futuros da B3, menores nas três primeiras telas, apontam para a pressão de maior oferta daqui a três meses. O julho perdeu 0,48%, ficando em R$ 154,25.

Haveria tendência histórica de a concentração da desova ocorrer em maio, mas o mercado percebe que o atraso da safra e as chuvas deste outono, ainda que os pastos já não rebrotem, dão sustentação ao escoamento mais cadenciado.

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Por: Giovanni Lorenzon
Fonte: Notícias Agrícolas

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