JBS diz que utiliza satélites para monitorar e controlar fornecedores de gado

Publicado em 28/08/2019 13:39 e atualizado em 28/08/2019 15:29
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Timberland, Vans e outras 16 marcas suspendem compra de couro brasileiro

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SÃO PAULO (Reuters) - A JBS está usando satélites para monitorar uma área de 450 mil quilômetros quadrados no Brasil para garantir que não esteja comprando gado de áreas desmatadas, disse o presidente-executivo, Gilberto Tomazoni, nesta quarta-feira.

Respondendo à pergunta de um moderador durante um painel de discussão em um evento do setor, Tomazoni disse que alguns consumidores acreditam que a "agricultura moderna" destrói o planeta, uma percepção que precisa ser mudada.

O Antagonista: Timberland, Vans e outras 16 marcas suspendem compra de couro brasileiro

O Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil enviou uma carta a Ricardo Salles anunciando que 18 marcas internacionais, como Timberland, Vans e Kipling, suspenderam a compra de couro brasileiro, informa a Folha.

A razão, segundo o presidente do centro, José Fernando Bello, é a associação que foi feita entre as queimadas na região amazônica com o agronegócio no país.

“Recentemente, recebemos com muita preocupação o comunicado de suspensão de compras de couros a partir do Brasil de alguns dos principais importadores mundiais. Este cancelamento foi justificado em função de notícias relacionando queimadas na região amazônica ao agronegócio do país.”

As marcas que solicitaram a suspensão são geridas pela VF Corporation e são: Timberland, Dickies, Kipling, Vans, Kodiak, Terra, Walls, Workrite, Eagle Creek, Eastpack, JanSport, The North Face, Napapijri, Bulwark, Altra, Icebreaker, Smartwoll e Horace Small.

Leia mais no site O Antagonista.

Estadão: Entidade volta atrás e nega suspensão de compras de couro brasileiro

SÃO PAULO - O presidente-executivo do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB), José Fernando Bello, negou que importadores de couro brasileiro vão suspender compras do produto, diferentemente de carta assinada pelo próprio dirigente que circulou na manhã desta quarta-feira, 28. A suspensão teria sido aventada por causa da repercussão internacional das queimadas na Amazônia e da possível associação dos incêndios com a atividade pecuária na região.

Leia na íntegra no site do Estadão

CEO da BRF diz que peste suína impulsionará produção de carne suína no Brasil

SÃO PAULO (Reuters) - O presidente-executivo da BRF disse nesta quarta-feira que um surto de peste suína africana impulsionará o crescimento de sua produção suína no Brasil, onde a empresa responde por 28% de um fornecimento estimado de cerca de 4 milhões de toneladas por ano.

Falando durante um evento do setor em São Paulo, Lorival Luz alertou que qualquer iniciativa para aumentar a produção deve ser cuidadosamente ponderada e implementada, porque o surto causou um desequilíbrio de oferta que é apenas momentâneo e será gradualmente corrigido.

Peste suína na China faz setor de carnes do Brasil viver bonança após tempestade

SÃO PAULO (Reuters) - Após um período de "tempestade", marcado por custos em alta, investigações de questões sanitárias e embargos internacionais, a indústria de carnes do Brasil vive um tempo de "bonança perfeita", afirmaram nesta quarta-feira dirigentes da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

O principal fator para esse momento, que deve consolidar ainda mais a liderança do Brasil na exportação global de carne de frango, é a maior demanda da China e de outros países atingidos pela peste suína africana.

A doença que tem reduzido rebanhos em várias regiões, especialmente no gigante asiático, o maior consumidor de cortes de porco, tem elevado preços, alterado fluxos comerciais globais e impulsionado a demanda por outras carnes, além da suína.

"Deu a tempestade perfeita, e agora veio a bonança perfeita: produção baixa (no Brasil), mercado interno estável, tem mercados exportadores puxando as mercadorias, ambiente de custos estável (de matérias-primas), é agora o momento de consolidar a recuperação do setor", disse o diretor-executivo da ABPA, Ricardo Santin, aos apresentar projeções para o ano a jornalistas.

Não bastassem os preços estarem maiores em dólares, com a maior demanda dos importadores na esteira das compras chinesas, no Brasil o dólar forte frente ao real também tem favorecido o setor exportador recentemente.

Isso vem após a indústria de carnes ter sofrido reveses seguidos, que incluíram o impacto da operação Carne Fraca, da Polícia Federal, greve de caminhoneiros em maio de 2018 e alta de custos no ano passado, quando a safra de milho, principal matéria-prima do setor, registrou expressiva quebra.

"As condições de insumos estão positivas, a safra norte-americana já não é mais um temor... e para coroar ainda temos um dólar (favorável a exportações)", disse Santin, lembrando que, após a "tempestade", o setor está com o menor alojamento de aves em cinco anos, o que também reduz custos.

O segmento é dominado no Brasil por grandes companhias, como BRF e JBS. A primeira voltou a registrar lucro trimestral após nove meses no vermelho, e a segunda teve ganhos no segundo trimestre de mais de 2 bilhões de reais.

A ABPA, que representa os produtores de carnes de frango e suína, disse que pode terminar o ano com projeções ainda maiores de exportações do que a expectativa atual, com possibilidade de marcar novos recordes.

As exportações de carne de frango do Brasil deverão atingir 4,3 milhões de toneladas em 2019, estimou nesta quarta-feira a ABPA, projetando conservadoramente aumento de cerca de 200 mil toneladas ante 2018.

Já os embarques de carne suína do Brasil poderão crescer para 720 mil toneladas, versus 646 mil toneladas em 2018.

"O principal 'driver' de todos os eventos é a peste suína, está causando uma disrupção na oferta global", ressaltou o diretor-executivo da ABPA.

"Falamos muito da China, mas é um processo da Ásia, onde outros países estão sendo afetados pela peste suína", acrescentou Santin, destacando ainda que nações da Europa e da África também têm registrado casos da doença.

Além da China, houve peste suína africana em Hong Kong, Bulgária, Romênia, Rússia, Ucrânia e Vietnã, além de países africanos, como África do Sul e Nigéria, segundo a Organização Mundial de Saúde Animal.

 

OPORTUNIDADE

O presidente da ABPA, Francisco Turra, lembrou que especialistas afirmam que a China vai levar anos para se recuperar do problema, o que pode representar para o Brasil, por outro lado, a mesma "oportunidade" oferecida pela gripe aviária, em 2005.

A doença avícola atingiu nações na Ásia, Europa e América do Norte no passado, permitindo que o Brasil, livre da doença, avançasse nas exportações.

"A China não vai arrumar a casa em três anos, eles não vão voltar com o mesmo rebanho", disse Turra, ressaltando que o Brasil tem todas as condições de ocupar esses mercados.

Questionado se a guerra comercial entre China e EUA, cuja carne suína também é taxada pelos chineses, poderia favorecer o Brasil, Turra comentou apenas que tal disputa "fideliza" o produto brasileiro.

O dirigente ressaltou que a ABPA tem memorandos de entendimentos e está estreitando relacionamento comercial com a China, para eventualmente viabilizar mais habilitações de frigoríficos brasileiros pelos chineses.

"Estamos prontos para aumentar as plantas para a China, mas quando vai aumentar, ela é que decide, é uma decisão comercial deles, se quiserem mais, estamos aqui", adicionou Santin.

Já Turra avalia que, mesmo pressionado, o governo chinês pode estar relutante em autorizar novas plantas em meio a uma estratégia comercial.

Enquanto isso, aquelas unidades habilitadas a exportar aos chineses podem trabalhar com animais mais pesados e mesmo deixar de fornecer ao mercado interno, como alternativa para abastecer os asiáticos.

Segundo ele, a China pode comprar outros produtos que não são de seus hábitos alimentares. Prova disso é o fato de o pé de frango estar valendo mais do que o peito, disse Santin.

Neste contexto, os preços no mercado interno devem seguir sustentados.

"Quem quiser comer pernil suíno, congele agora, porque vai ser difícil de encontrar", brincou Santin, destacando que vendedores de carnes nos mercados interno e externo estão disputando as mercadorias.

De janeiro a julho, a exportação de carne de frango do Brasil para a China cresceu 21%, para 311 mil toneladas, segundo dados da ABPA, que apontou embarques para todos os destinos subindo quase 6% no período, 2,4 milhões de toneladas.

Já as exportações de carne suína do Brasil para a China no mesmo período cresceram 31%, para 115 mil toneladas, informou a ABPA, que registra crescimento de quase 20% nos embarques totais, para 414,5 mil toneladas.

De outro lado, a produção de carne de frango do Brasil deve crescer apenas 1%, para 13 milhões de toneladas em 2019, enquanto a de suínos deve aumentar até 2,5%, para 4,1 milhões de toneladas.

Abates de bovinos e suínos do Brasil crescem no 2º tri, diz IBGE

SÃO PAULO (Reuters) - Os abates de bovinos e suínos do Brasil registraram aumentos no segundo trimestre na comparação anual e em relação aos três meses anteriores, em meio a fortes exportações do país, com as vendas sendo impulsionadas por uma maior demanda da China, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Apenas o abate de bovinos teve alta 4,1% no segundo trimestre na comparação com o mesmo período do ano passado, para 8,08 milhões de cabeças. Na comparação com o trimestre anterior, houve um aumento de 2,4%, de acordo com informações preliminares da Estatística da Produção Pecuária, do IBGE.

As exportações de carne bovina do Brasil, maior exportador global, cresceram 20,1% de janeiro a julho ante o mesmo período do ano passado, para 982 mil toneladas, informou na semana passada a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec).

O IBGE informou ainda a produção de 2 milhões de toneladas de carcaças bovinas no segundo trimestre, alta de 3,6% em relação ao primeiro trimestre de 2019 e de 5,5% em relação ao mesmo período de 2018.

Valor da produção agropecuária do Brasil em 2019 é estimado em R$ 603,4 bi

SÃO PAULO (Reuters) - O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) do Brasil em 2019 foi estimado nesta terça-feira em 603,4 bilhões de reais, alta de 1,2% em relação a 2018 e segunda maior marca registrada pelo país, informou o Ministério da Agricultura.

Em nota, a pasta disse que, apesar de uma tendência de baixa no valor bruto das lavouras, que devem representar 399 bilhões de reais, há um avanço de 4,5% na pecuária, para 204,4 bilhões de reais.

"Essas tendências observadas devem permanecer até o final do ano, pois a safra deste ano está praticamente encerrada", disse o coordenador-geral de Avaliação de Políticas e Informação, José Garcia Gasques.

Até o mês passado, o VBP era estimado em 602,8 bilhões de reais.

O valor total, ainda de acordo com o ministério, só fica atrás dos 607,9 bilhões de reais obtidos em 2017.

O Brasil vem tendo um ano de alta nas carnes, especialmente com o aumento das exportações para a China, cuja criação de porcos foi dizimada pela peste suína africana, levando o país a buscar tanto proteínas alternativas quanto a própria carne suína em outras nações.

Segundo o ministério, o VBP estimado para a carne de frango registra alta de 13,4% na comparação anual, seguido por altas de 9,3% em suínos e de 1,3% em bovinos.

Em termos de lavouras, a pasta destacou importância da safra de milho para o VBP, com uma participação de 60,4 bilhões de reais, o que a torna a segunda principal cultura do país, depois da soja, cujo VBP estimado alcança os 129 bilhões de reais.

De acordo com pesquisa realizada pela Reuters com especialistas e instituições, o Brasil deverá colher 101,91 milhões de toneladas de milho em 2019/20, um novo recorde para o produto.

O ministério ressalta, porém, que há um desempenho negativo em alguns dos principais cultivos brasileiros, como soja, café e cana-de-açúcar, pressionados especialmente pelos baixos preços no mercado internacional.

PIB agropecuário do Brasil crescerá 0,5% em 2019, prevê Ipea

SÃO PAULO (Reuters) - O Produto Interno Bruto do setor agropecuário do Brasil deverá crescer 0,5% em 2019 e 2% em 2020, previu nesta terça-feira o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que apontou o resultado das lavouras de soja como um limitador para o avanço do PIB do setor, após quebra de safra.

A avaliação do Ipea é de que o PIB agropecuário tenha caído 1,3% no segundo trimestre, também por influência da menor safra de café, além da soja --esta última é o principal produto do agronegócio brasileiro.

O PIB agrícola, que considera apenas o resultado das lavouras, sem a pecuária, deve crescer apenas 0,2% em 2019, enquanto aumentará 2,8% em 2020, previu o Ipea.

Já o PIB da pecuária deverá ter aumento de 2,3% em 2019 e 2,2% em 2020, com impulso do setor de bovinos, citou o instituto.

Elanco será a nº 2 em saúde animal após acordo de US$7,6 bi com Bayer

(Reuters) - A Elanco Animal Health chegou nesta terça-feira a um acordo para adquirir a unidade de medicamentos veterinários da Bayer, em um negócio que envolve dinheiro e ações e foi estimado em 7,6 bilhões de dólares, criando a segunda maior empresa do setor.

O acordo é o último no crescente mercado de saúde animal, que recentemente viu a separação entre Elanco e Eli Lilly e a rival Pfizer, farmacêutica norte-americana, também dividindo seus negócios em medicina veterinária.

Além disso, a negociação acrescenta mais um nome à lista de ativos vendidos pela Bayer, à medida que a empresa alemã visa reduzir as dívidas provenientes da compra da fabricante de sementes Monsanto, ocorrida no ano passado por 63 bilhões de dólares, além de se preparar para possíveis acordos jurídicos por conta do alegado efeito causador de câncer do pesticida Roundup.

As duas companhias afirmaram que a Bayer receberá 5,3 bilhões de dólares em dinheiro e 2,3 bilhões de dólares em ações da Elanco, com um preço de 33,60 dólares por ação, valor da média de 30 dias em 6 de agosto.

A Elanco disse que a quantia representa 68 milhões de ações, ou uma fatia de 18,2%, segundo dados da Refinitiv, mas o número de ações pode variar em até 7,5%, dependendo da performance da Elanco na data de conclusão.

Pesquisadores do mercado esperam que o setor de saúde animal, de 44 bilhões de dólares, cresça entre 5% e 6% ao ano, impulsionado por um aumento na pecuária e, mais importante, pelo crescimento no número de pessoas que desejam possuir animais de estimação e gastar mais com o bem-estar dos pets.

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Fonte: Reuters

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