Efeitos do coronavírus devem impactar a produção e o consumo de carne bovina mundial

Publicado em 27/05/2020 12:22 e atualizado em 27/05/2020 16:42
A expectativa é que a produção tenha um recuo de 0,23% neste ano, motivada estiagem e redução do rebanho na Austrália.

Os efeitos da pandemia ocasionada pelo o coronavírus devem impactar a produção e o consumo de carne bovina a nível global, conforme apontou a Agrinvest em seu relatório. A expectativa é que a produção tenha um recuo de 0,23% neste ano,  em parte motivada pela a estiagem e a redução do rebanho na Austrália.

De acordo com os dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a produção global de carne neste ano deve reduzir 0,23% em relação a 2019 e está estimada em 61,53 milhões de toneladas (Equivalente Carcaça).

“A menor produção de carne bovina ocorre principalmente na Austrália (- 14,3%), EU (-1,3%) e Argentina (-1,1%), entre outros países estima-se aumento da produção como é o caso do Brasil (1,0%), EUA (1,0%) e China (+4,2%)”, informou a Agrinvest.

O Departamento de agricultura também destacou que os principais países produtores de carne bovina, são (Mt.p.ano): EUA (12,52), Brasil (10,31), UE (7,80), China (6,95), Índia (4,15), Argentina (3,08), Austrália (2,08) e México (2,06).

Atualmente, o consumo global de carne bovina em 2020 está estimado em 59,57 milhões de toneladas (Equivalente Carcaça), uma queda de 0,09% em relação a 2019. Os principais consumidores mundiais de carne bovina, são: EUA (12,39), China (9,43), Brasil (7,85), UE (7,79), Índia (2,75), Argentina (2,42) e México (1,90).

No caso da Austrália, a produção de carne bovina está sendo afetada pela a redução do rebanho com o clima seco nas praças pecuárias. A estimativa é que a queda na produção fique em torno de 14,3% se comparada com o ano anterior.

Outro fator que vai comprometer a produção de carne na Austrália é a suspensão de frigoríficos habilitados a exportar carne bovina para a China. A produção de carne por animais que são livres de produção hormonal (HGP-Free) começa a ficar comprometida com a suspensão das importações chinesas, tendo em vista que o País adotou o recurso em rápida expansão nos últimos dois anos, e isso foi impulsionado, quase inteiramente, pelas exigências do mercado chinês.

Leia mais:

>> Após a China suspender frigoríficos, produção de carne na Austrália começa a ser afetada

A agrinvest informou que a China tem um grande potencial crescente pela a demanda de carne bovina, isso ajuda as exportações brasileiras, com a redução das exportações na Austrália e Índia, o Brasil poderá ganhar território no mercado internacional com suas exportações de carne bovina.

Confira o relatório completo AQUI

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Por: Andressa Simão
Fonte: Notícias Agrícolas

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