Poder aquisitivo do recriador não avançou no mesmo ritmo do mercado de reposição, informa IMEA

Publicado em 02/03/2021 15:44

Apesar os preços dos animais de reposição estarem aquecidos em função do maior abate de fêmeas em anos anteriores, o poder aquisitivo do recriador não cresceu no mesmo ritmo  e esse cenário é reflexo das altas mais expressivas nos insumos, que no intervalo de um ano aumentaram cerca de 120,46% e 73,85%, respectivamente, diminuindo o poder de compra do pecuarista.

De acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA), os valores do bezerro de ano em janeiro de 2021 mostraram um incremento de 31,87%, frente aos preços observados no mesmo período do ano passado. “Em relação ao ano passado, o produtor conseguiu adquirir cerca de 40,19% a menos da tonelada de farelo de soja com uma cabeça de bezerro. Já no comparativo com a saca de milho, a redução foi de cerca de 24,15%”, informou. 

Apesar de poucos negócios realizados por animais de reposição nesta semana, a média semanal do bezerro de ano novamente apresentou alta. Assim, o indicador fechou em R$ 2.704,93/cab., acréscimo de 1,15% em relação à semana passada. “Com a valorização mais intensa do bezerro de ano na última semana, a relação de troca boi/bezerro demonstrou recuo. Sendo assim, o indicador ficou em 1,82 cab/cab., queda de 0,53% ante a semana passada”, apontou o IMEA. 

As cotações do boi gordo e da vaca gorda apresentaram variações mais amenas nesta semana, em que teve um avanço de 0,67% e 0,74%. Assim, ambos encerraram a semana cotados na média de R$ 288,31/@ e R$ 277,42/@, respectivamente. No comparativo semanal, ainda como reflexo da baixa oferta de animais, a escala de abate teve queda de 0,17 dia e ficou na média dos 4,23 dias.

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Por: Andressa Simão
Fonte: Notícias Agrícolas

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