Athenagro prevê aumento de 2% no volume exportado de carne bovina em 2021

Publicado em 20/10/2021 15:56 e atualizado em 20/10/2021 16:59

A estimativa da Athenagro consultoria é que o volume exportado de carne bovina in natura neste ano tenha um aumento de 2% frente ao total embarcado no ano de 2020, que exportou 2.691 milhões de toneladas. De acordo com o Diretor da Athenagro e Coordenador do Rally da Pecuária, Maurício Palma Nogueira, a projeção inicial era mais otimista e depois foi modificada com a China fora das compras.

“No primeiro semestre, a nossa estimativa apontava um crescimento do volume exportado de 7% a 8% em 2021 frente ao total embarcado no ano anterior. A nossa estimativa é que feche o ano com 2 milhões de toneladas métricas, o equivalente a 2,7 milhões de equivalente carcaça”, informou durante a apresentação da 10ª edição do Rally da Pecuária 2021. 

Estimativa de exportação de carne bovina in natura em 2021 | Fonte: Athenagro

 
O Diretor ainda aponta que o embargo da China deve ser uma questão pontual e que as negociações devem ser retomadas no curto prazo. “Os chineses são conhecidos por serem firmes na comercialização, na qual eles querem pagar menos pelo nosso produto e querem receber mais. No entanto, eles estão com problemas com o rebanho suínos em decorrência da peste suína africana e devem continuar demandando pela a carne bovina”, comentou. 
 
As exportações de carne bovina foram impactadas após o Ministério da Agricultura divulgar no dia 04 de setembro dois casos atípicos de encefalopatia espongiforme bovina (EEB), conhecida como doença da vaca louca.  “Como são dois casos atípicos, o ministério cumpriu com o acordo sanitário com a China e suspendeu de forma imediata os embarques. Se fossem dois casos típicos da doença, o Brasil perderia a permissão para exportar”, destacou. 
 
A saída da China aos embarques de carne bovina já começou a afetar os preços da arroba bovina no mercado interno, sendo que os preços do boi gordo saíram do patamar de R$ 315,00/@ para R$ 270,00/@isso pode trazer algum efeito no curto prazo com relação a preço. “O ministério da agricultura está fazendo de tudo para viabilizar a exportações para a China, mas é muito complicado estabelecer uma comunicação com as autoridades chinesas”, concluiu.  

Por: Andressa Simão
Fonte: Notícias Agrícolas

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