Carne bovina exportada tem ritmo acelerado e China disposta a pagar mais pelo produto

Publicado em 14/02/2022 16:43
Em 9 dias úteis, os embarques brasileiros já alcançaram 87,2% do total arrecadado nas exportações da carne em fevereiro do ano passado


De acordo com informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Governo Federal, divulgadas nesta segunda-feira (14), as exportações de Carne bovina fresca, refrigerada ou congelada na segunda semana de fevereiro (9 dias úteis) despontam com a China presente nas compras.

Segundo o analista da SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, é impressionante a força das exportações de carne bovina nesse momento. "Temos que colocar que o preço médio é espetacular, o volume, a receita também são bons, o que dá uma aliviada no mercado após o embargo  chinês no 4º trimestre de 2021", explica. 

"A gente tem visto um crescimento bom do preço médio pago pelo produto, a China está pagando bem, cerca de US$ 6.250,00, enquanto a média dos outros priuncipais mercados é de US$ 4.072 mil. A impressão que fica é que depois do embargo, ficou uma lacuna de oferna na China", afirmou.

A receita obtida com as exportações de carne bovina neste início de fevereiro, US$ 404.279,552, representa 87,2% do montante obtido em todo fevereiro de 2021, que foi de US$ 463.474,718. No caso do volume embarcado, as 73.446,266 toneladas são 72% do total exportado em fevereiro do ano passado, quantia de 102.103,074 toneladas.

O faturamento por média diária até o final do mês foi de US$ 44.919,950 quantia 74,5% a mais do que fevereiro de 2021. No comparativo com a semana anterior, houve recuo de 16,9%.

No caso das toneladas por média diária, foram 8.160,696, houve aumento de 43,9% no comparativo com o mesmo mês de 2021. Quando comparado ao resultado no quesito da semana anterior, observa-se baixa de 17,6%.

Já o preço pago por tonelada, US$ 5.504,426 neste fevereiro, é 21,3% superior ao praticado em fevereiro passado. O resultado, frente ao valor atingido na semana anterior, representa leve alta de 1%.

 

Por: Letícia Guimarães
Fonte: Notícias Agrícolas

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