Pecuaristas gaúchos lamentam exclusão de frigorífico da lista de habilitados pós-embargo

Publicado em 24/03/2023 13:22
Comissão de Relacionamento com o Mercado do Instituto Desenvolve Pecuária também quer mudança nos protocolos Brasil-China

Após anúncio do Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, de que o governo chinês sinalizou o fim do embargo à carne brasileira, pecuaristas gaúchos lamentam exclusão, na lista de empresas habilitadas, de um frigorífico de Santa Maria (RS). O Instituto Desenvolve Pecuária, através da Comissão de Relacionamento com o Mercado, se manifestou, nesta sexta-feira, 24 de março, e disse ser de suma importância à sobrevivência da economicidade da Pecuária Gaúcha, o aumento da concorrência de empresas que destinam a carne àquele mercado, para que se tenha uma precificação mais justa e menos suscetível aos interesses de um único player neste mercado.

“Esperamos melhor notícia no transcorrer da visita do Presidente da República e sua comitiva, dentre eles os proprietários do Frigorífico Silva, com chegada prevista neste final de semana próximo àquele país”, disse o presidente da comissão, Ivan Faria. Conforme o dirigente, a comissão avalia que a volta das exportações trará um melhor equilíbrio entre oferta e procura, “principalmente no grande volume de oferta das carnes baratas e sem qualidade que inundam as grandes redes de supermercado, tornando impossível a concorrência de nossa pecuária de pequena escala e custos mais altos com a carne Commodity Brasil”.

A expectativa é de que a demanda chinesa traga, mesmo aos preços não tão atraentes aos frigoríficos como os do ano passado, um aumento imediato de 10% nos valores pagos ao produtor em todas as praças brasileiras, equiparando aos preços que já estão sendo praticados no mercado internacional. A Comissão destaca, ainda, que é urgente uma mudança do protocolo sanitário Brasil-China. “Toda vez que a suspeita de um caso de “Vaca Louca de Velha” é encontrada no território nacional, não sejamos os pecuaristas e frigoríficos penalizados com interrupções de fluxo comercial que nos trazem prejuízos irrecuperáveis de imagem e de caixa”, ressalta Ivan Faria. Segundo ele, a comissão também solicita a extinção do limite de idade de abate dos animais como ocorre no Uruguai.

Fonte: AgroEffective

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