Confinamento bovino cresceu 11% no Brasil em 2024, aponta censo da dsm-firmenich

Publicado em 10/12/2024 17:23 e atualizado em 10/12/2024 18:49

 

SÃO PAULO (Reuters) - O número de bovinos criados em confinamentos no Brasil em 2024 somou de 7,96 milhões de cabeças, um aumento de 11% em comparação com o ano passado, apontou nesta terça-feira o censo da dsm-firmenich, empresa suíça-holandesa que se posiciona como a maior indústria de suplementos nutricionais para animais no Brasil.

O levantamento mostrou também que, desde 2015, o número de animais confinados cresceu 70%, demonstrando a crescente adoção da prática de pecuária intensiva pelos pecuaristas brasileiros, "como uma estratégia para otimizar a produção de carne bovina".

"Acreditamos que o futuro da pecuária de corte depende de decisões fundamentadas em dados confiáveis e transparentes. Por isso, realizamos o Censo de Confinamento, uma ferramenta estratégica que monitora a evolução do setor, identifica tendências de mercado e mapeia oportunidades...", afirmou Gerente de Confinamento da dsm-firmenich, Walter Patrizi, em nota.

A pecuária intensiva, apesar do forte crescimento, ainda representa uma menor parte da pecuária do Brasil, o maior exportador global de carne bovina e de frango.

O rebanho bovino brasileiro conta com quase 240 milhões de cabeças, segundo informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base em números de 2023.

Apenas no terceiro trimestre, os abates de bovinos somaram mais de 10 milhões de cabeças, um recorde, segundo IBGE.

Neste ano, os cinco Estados com maior volume de bovinos confinados foram, respectivamente, Mato Grosso, com 1,7 milhão de animais (20% a mais sobre 2023); São Paulo, com 1,3 milhão de animais (aumento de 6,7%); Goiás, com 1,2 milhão de animais (incremento de 4,9%); Mato Grosso do Sul, com 800 mil animais (recuo de 4,4%); e Minas Gerais, com 800 mil animais (aumento de 4%), segundo o censo da dsm-firmenich.

(Por Roberto Samora)

Fonte: Reuters

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