Número de animais confinados em setembro fica 23,3% abaixo de 2025 e acende alerta para a oferta menor de boi no fim do ano
O número de animais confinados em setembro de 2026 ficou 23,3% abaixo do registrado no mesmo mês de 2025, segundo o Informativo Cepea divulgado na última sexta-feira (25). Em agosto, a diferença em relação ao ano anterior havia sido de 14,5%. O afastamento entre as duas curvas, portanto, aumentou na passagem de um mês para o outro.
O levantamento, elaborado pelo Cepea/Esalq-USP em parceria com a Tortuga, da dsm-firmenich, mostra também que a quantidade de animais confinados perdeu força depois de julho. Em setembro, a série de 2026 aparece abaixo das observadas no mesmo período de 2024 e 2025. Esse movimento pode restringir a oferta de boi acabado no último trimestre e ajuda a explicar a reação recente do mercado futuro.
Para o pecuarista, a questão central é quando e em que intensidade essa menor ocupação chegará às escalas de abate. Menos animais no confinamento tendem a reduzir a disponibilidade de bois terminados adiante, mas o efeito sobre a arroba não é automático. Ele depende também da saída de animais criados a pasto, do ritmo de compra dos frigoríficos e da demanda por carne nos mercados interno e externo.
A comparação com 2025 também merece atenção. Naquele ano, a quantidade de animais confinados continuou crescendo após julho e atingiu seus maiores níveis em setembro e outubro. Em 2026, a curva recuou depois de julho. Essa diferença de trajetória ajuda a explicar a queda expressiva na comparação anual, mas não permite, sozinha, projetar o preço da arroba para os próximos meses.
Para quem tem animais em terminação, o levantamento reforça a importância de acompanhar as escalas regionais e fazer a conta da diária do confinamento antes de decidir o momento da venda.
* Com auxílio de IA