Produtores rurais ainda podem vacinar seus animais contra brucelose bovina

Publicado em 16/04/2010 09:37 605 exibições
A primeira etapa da Campanha de Vacinação contra Brucelose Bovina que acontece duas vezes ao ano será encerrada no dia 30. Produtores rurais que ainda não vacinaram seus animais devem ficar atentos. Até o fim de março, a Secretaria de Desenvolvimento Rural já tinha percorrido 106 propriedades e atendido 144 produtores. Ao todo foram vacinados 720 animais. A meta, até o fim da campanha, é vacinar 1,4 mil fêmeas com idades entre três e oito meses.

Segundo o secretário de Desenvolvimento Rural, Cláudio Meirelles, a campanha visa contribuir para melhorar o padrão de qualidade do leite produzido e do rebanho do município, que hoje é de cerca de 32 mil animais. “A vacinação é importante porque reduz a prevalência da doença, a qual traz sérios prejuízos para o produtor, que tem sua produção de leite e de carne reduzida”, salienta, ressaltando que a melhor maneira de evitar a doença é realizando a prevenção.

No caso de suspeita da doença nos animais, o produtor deverá procurar o médico veterinário e comunicar à gerência de Defesa Agropecuária da prefeitura ou ao Núcleo de Defesa Agropecuária do município. Os produtores que não estiverem cadastrados e quiserem receber a visita dos técnicos ou aqueles que ainda não vacinaram seus animais devem entrar em contato com a secretaria, que fica no Parque da Cidade, de segunda a sexta-feira, das 7 às 17 horas, ou pelo telefone (24) 3324-0920end_of_the_skype_highlighting.

Brucelose
A brucelose é uma doença infectocontagiosa caracterizada como zoonose, causada por bactérias do gênero Brucella e ataca principalmente animais de casco fendido, como bovinos, suínos, bubalinos, caprinos e ovinos. Entre os sintomas mais comuns, no macho, estão artrites, orquites (inflamações dos testículos que acabam provocando subfertilidade e até esterilidade). No caso das fêmeas, ocorrem artrites, mamites, metrites (inflamação do útero), corrimento vaginal, retenção de placenta, aborto, complicações pós-parto e subfertilidade.

Entre os animais, a transmissão da doença se dá pela ingestão de pastos contaminados pelo corrimento vaginal, restos de placenta, fetos abortados e sêmen de touros infectados. No homem, a contaminação se dá através de ingestão de carne, leite cru ou mal fervido e outros produtos fabricados com leite não pasteurizado. A doença causa no ser humano febre, dor de cabeça, nevralgias, dores articulares e suores, além de infertilidade. Alguns sintomas podem ser confundidos com outras doenças, sendo o tratamento difícil, caro e nem sempre com bons resultados.

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Fonte:
A Voz da Cidade

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