Abates aumentaram em 8%, mas devem cair com bezerro caro

Publicado em 18/06/2010 07:45 311 exibições
De janeiro a maio deste ano os abates de bovinos por frigoríficos de Mato Grosso do Sul com inspeção federal atingiram volume 8,61% maior que no mesmo período do ano passado. Para os próximos meses, porém, a previsão é de desaceleração diante da disparada no preço do bezerro, considerado a moeda da pecuária.

Conforme dados da Superintendência Federal de Agricultura, nos cinco primeiros meses deste ano os abates atingiram 1.379.962 bovinos.

No mesmo período do ano passado foram 1.270.537, o que significa que neste ano o número de animais abatidos superou em 109 mil o de 2009.

No início do ano passado o setor frigorífico atravessava forte crise, com demissões em massa e paralisação de abates em algumas unidades.

Bezerro – Neste ano a disparada no preço do bezerro tem pressionado os custos e já refletem no valor da arroba e ao consumidor de carne. A isso se soma o período de entressafra, em que os preços naturalmente aumentam.

A última cotação, do dia 16 de junho, apontava o bezerro a R$ 740,23, alta de R$ 20,00 apenas neste mês e no ano de R$ 138,00, o que corresponde a 23%, conforme dados da Esalq/USP.

Quanto à carne, o último Índice de Preços ao Consumidor, relativo a maio, apontava aumento em praticamente todos os cortes de carne bovina, os mais significativos no músculo (9,81%), acém (5,80%), filé mignon (5,74%), ponta de peito (5,22%) e alcatra (4,79%).

O vice presidente da Bolsa Brasileira de Mercadorias, Carlos Dupas, avalia que a situação é complicada para quem faz a engorda. “Para se ter uma idéia corresponde a R$ 3,60 o quilo, ou até mais. Se colocar a R$ 3,5 o quilo está falando em arroba de R$ 105,00 e nossa arroba está a R$ 76,00”, observa, alertando sobre a defasagem da remuneração ao produtor.

Para Dupas, pode haver recuo de oferta por invernistas o que pode provocar reação na arroba. Ele reforça que a disparada no bezerro é um indicativo de que no ano passado não houve a retenção de matrizes prevista. “Nunca houve uma relação de troca tão ruim, de bezerro por boi gordo”, avalia Duppas.

Quanto aos preços ao consumidor, Dupas acredita que o supermercado tem margem de lucro que permite que os repasses não sejam integrais.

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Campo Grande News

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