MAPA fará abate sanitário de 1.599 bovinos no MS

Publicado em 26/10/2010 13:28
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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), por meio dos Serviços de Saúde Animal e Inspeção de Produtos de Origem Animal da Superintendência Federal de Agricultura no Mato Grosso do Sul (SFA/MS), iniciará na próxima quarta-feira (27) os abates sanitários de aproximadamente 1.600 bovinos apreendidos em um estabelecimento que confinava animais no município de Três Lagoas/MS. A apreensão dos animais e a autuação do proprietário se deu por uso indevido de ingredientes de origem animal na alimentação dos bovinos, o que é proibido pela Instrução Normativa MAPA nº 08/2004 e pela Lei Estadual nº 3.823/09.  

Os animais que serão abatidos foram flagrados pelos fiscais agropecuários da IAGRO e da SFA/MS consumindo ingredientes de origem animal, sendo o proprietário do estabelecimento autuado e os animais identificados e apreendidos. Além dessas medidas, amostras da ração que estava no cocho dos animais foram coletadas e encaminhadas para o Laboratório Oficial do Ministério da Agricultura, ficando comprovado através do resultado das análises a utilização de ingredientes de uso proibido. Nesses casos a legislação determina o abate sanitário dos animais e multa para o proprietário. 

A ingestão de alimentos (rações) elaborados com proteínas e gorduras oriundas de animais é proibida no Brasil e em vários países do mundo, por ser uma das principais fontes de transmissão da doença Encefalopatia Espongiforme Bovina (EBB), conhecida mundialmente como a doença da vaca louca. Por esse motivo, em 1996, o MAPA proibiu o uso da proteína e da farinha de carne e ossos proveniente de ruminantes na alimentação desses animais. 

Os abates serão realizados em estabelecimentos frigoríficos sob Inspeção Federal (SIF) e terão o acompanhamento de fiscais federais agropecuários do Ministério da Agricultura (SFA/MAPA). Esses abates serão parcelados em lotes de 300 ou 400 animais, dependendo da capacidade de abate dos frigoríficos indicados pela SFA.

EEB - A produção pecuária brasileira vem obtendo destaque no âmbito do comércio internacional, que se mostra cada vez mais exigente em relação à sanidade animal. Consumidores de todo o mundo tem demonstrado especial preocupação com a Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB) popularmente conhecida como a doença da vaca louca, devido ao risco que representa para a saúde humana, com importantes conseqüências para a comercialização de animais e de produtos de origem animal.

Embora a EEB não ocorra no Brasil, a Coordenação da Raiva dos Herbívoros e das Encefalopatias Espongiformes Transmissíveis (CRHE) do Departamento de Saúde Animal do MAPA, está atenta quanto à vigilância da doença, tendo investido continuamente em medidas de prevenção, informação e capacitação.  

Todo cidadão tem o dever de fazer o que estiver ao seu alcance para manter o Brasil livre da doença da Vaca Louca. Se souber de alguém que esteja utilizando farinha de carne e ossos, cama de aviário ou resíduos provenientes da criação de suínos para alimentação de bovinos, bubalinos, caprinos e ovinos, procure imediatamente o Serviço de Defesa Agropecuária do seu Estado ou faça a sua denúncia ao Ministério da Agricultura, através do telefone 0800 704 1995.

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Fonte: Pantanal News

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