Arroba do boi gordo tem valorização de 0,97% no mercado paulista

Publicado em 18/02/2011 13:28 1282 exibições
Mercado termina semana com preços oscilando de estáveis a mais baixos.
O mercado brasileiro de boi gordo termina a semana com menor fluxo de negócios, mas com preços estáveis a mais altos. No atacado da carne bovina, os preços oscilam de estáveis a mais baixos refletindo a entrada de carne da região Norte do país e a menor demanda de proximidade de final de mês.

Em São Paulo, a arroba foi cotada a R$ 103,00 de preço médio livre, para pagamento em 30 dias, valorização de 0,97% na comparação com a semana anterior, quando foi cotada a R$ 102,00.

– O preço em São Paulo acabou subindo por conta da necessidade de animais para abate por parte dos pequenos frigoríficos. Sem condições de buscar boi em estados vizinhos, em função do ICMS e do frete, indústrias de pequeno porte terminaram se sujeitando a preços mais elevados no interior do estado – comenta o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Iglesias.

Em Mato Grosso do Sul, negócios a R$ 93 a R$ 94 arroba. Em Minas Gerais, a arroba foi cotada a R$ 93 a R$ 94. Em Mato Grosso, mercado indicou R$ 92 a R$ 93 arroba. No atacado da carne bovina, preços oscilam de estáveis a mais baixos nesse fechamento de semana.

O dianteiro foi cotado a R$ 4,70, contra R$ 4,80 da semana anterior, desvalorização de 2,13%, enquanto o traseiro seguiu estável em R$ 7,70 arroba.

– A oferta de carne oriunda do Norte do país começa a afetar de forma mais incisiva as demais regiões, mas de forma mais lenta o Sudeste. O mercado, no entanto, só deve sofrer os efeitos da maior disponibilidade de oferta da Região Norte no decorrer das próximas semanas – comenta Iglesias.

O mercado futuro de boi gordo fechou as operações na quinta, dia 17, com preços em alta nos contratos da BM&FBOVESPA. No total, foram negociados 3.083 contratos, com 8.501 contratos em aberto. O contrato fevereiro/11 encerrou em R$104,40 arroba, com ganhos de 0,11%, enquanto o contrato março ficou em R$103,05, alta de 0,49%.

– Os mercados futuros apresentaram dificuldades devido à forte convergência entre a média de cinco dias do Esalq e o vencimento fevereiro. A maior disponibilidade de carne da Região Norte também teve influência. O movimento das escalas de abate e o andamento do mercado atacadista ganham destaque nesse momento – diz Iglesias.

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Agência Safras

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