Criadores de gado antecipam regime de confinamento em MG

Publicado em 22/04/2011 11:00 851 exibições
A ideia é entregar o boi gordo antes do prazo previsto. Assim, é possível aproveitar os bons preços pagos pelo mercado.
No confinamento do pecuarista Cristiano Rodrigues, em Patos de Minas, no Alto Paranaíba, movimento por enquanto somente dos funcionários limpando os currais e dos caminhões trazendo os insumos. Ele já comprou 80% do material que vai utilizar na ração para alimentar o gado.

Além conseguir baixar os custos de produção, comprando os insumos mais cedo, o pecuarista também tem a expectativa de conseguir um lucro maior, com a antecipação do início do período de confinamento dos animais em mais de 40 dias.

Geralmente o período de confinamento em Minas Gerais começa no mês de junho. Com o sistema, ele começa a receber os bois já na segunda-feira (25) e com essa antecipação vai dobrar a quantidade de animais confinados. “Vou entregar uma remessa de capacidade estática de 12 mil animais e eu consigo fazer mais um giro, um giro e meio. Assim, é possível reduzir custo e antecipar para o mercado europeu. Eu consigo pegar o pico de preço do Prêmio Europa do Boi, que vai até meados de julho até agosto”.

De acordo com a Associação Nacional dos Confinadores, no ano passado, foram confinadas, em Minas Gerais, quase 215 mil cabeças de gado. Para este ano a previsão é de um aumento de 25%.
O pecuarista Cláudio Consonni, também já antecipou a compra dos insumos para confinar 500 bois, em Lagamar, no noroeste de Minas. Mesmo com o preço do boi magro em alta, ele está animado e garante que compensa a atividade. “Para quem já está com alimentação comprada, já estou com o boi de 13, 14 arrobas dentro da propriedade, não compensa atravessar mais um ano com esse gado dentro da fazenda. Eu tenho que confinar, reduzir o período dele dentro da propriedade e, para repor, a reposição apesar de cara está fechando os custos", garante o pecuarista.
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Globo Rural

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