Pesquisa traz melhoria na cadeia produtiva cafeeira

Publicado em 26/01/2012 12:17 e atualizado em 02/03/2020 15:13 539 exibições
Estudos contribuem para reforçar a posição do Brasil como grande produtor e exportador de café.
As condições geográficas, o clima, a dimensão territorial do Brasil, e os incentivos à pesquisa, vêm gerando resultados significativos para o setor de café. A expectativa de produção nacional para 2012 é alcançar até 52 milhões de sacas de 60 quilos, uma safra histórica. Desse total, quase 70% será destinado à exportação, consolidando o país como o maior produtor e exportador de café do mundo e o segundo maior consumidor, atrás apenas dos Estados Unidos.

A criação do Consórcio Pesquisa Café, em 1997, contribuiu para que o país conquistasse esse espaço. Para se estabelecer como uma boa experiência de pesquisa em café no mundo, o Consórcio assumiu a responsabilidade de promover a geração de conhecimento para o campo e do consumidor.

A Embrapa Café foi criada há 12 anos para coordenar o Programa de Pesquisa em Café, do Consórcio Pesquisa Café. Cerca de 50 instituições participam do grupo que realiza trabalhos para a melhoria da lavoura cafeeira brasileira e da bebida consumida.

Projetos com a participação de pesquisadores da Embrapa Café e recursos do Consórcio Pesquisa Café, ou de outras fontes de financiamento, como a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e o Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento (Cirad/França), por exemplo, tiveram impacto no agronegócio café, no Brasil e no exterior.

A pesquisa “Desenvolvimento de protocolo para produção em larga escala de mudas clonais do Coffea arabica”, feita em parceria da Embrapa Café e Fundação Procafé (MG) com o Cirad/França, é um dos estudos que já vem sendo testado com sucesso. Também em parceria com a Unidade, a Fundação Procafé registrou quatro novas cultivares de café mais produtivas e resistentes a doenças importantes para a cafeicultura.

Parcerias internacionais renderam bons frutos de intercâmbio entre Brasil e outros países. Embrapa Café, Uel e Iapar, em parceria com o Cirad (França) iniciaram, em 2011, um projeto de pesquisa com o objetivo de analisar a diversidade e a estrutura de recursos genéticos de Coffea arabica oriundos da Etiópia, subsidiando programas de melhoramento do cafeeiro. Com o Instituto Nacional de Investigaciones Agricolas (INIA), da Venezuela, Embrapa Café, UFV, Epamig e Incaper promoveram um treinamento em cafeicultura abordando a produção de mudas e o beneficiamento ecológico do café, em Viçosa (MG) e Venda Nova do Imigrante (ES), resultado do acordo de cooperação Brasil com aquele país.

Instituições do Consórcio Pesquisa Café participam de um projeto estruturante com foco na valorização das diferentes regiões produtoras. Para isso, elas utilizam sinais distintivos como Marcas Coletivas, Indicações Geográficas ou Marcas de Certificação para o café brasileiro.

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