Café na semana: Mercado climático derruba preços do café em NY

Publicado em 21/09/2012 11:57 534 exibições
No mercado interno, produtor conduz ritmo das vendas de maneira disciplinada e aguarda preços melhores
Após as altas registradas na semana passada, o mercado do café vem apresentando recuo na Bolsa de Nova York, registrando perdas que segundo os operadores da Bolsa se baseiam nas chuvas que devem começar a atingir as regiões produtoras de café do sudeste brasileiro. Na última quinta-feira (20), as cotações chegaram a perder  500 pontos em Nova York.

De acordo com o consultor de mercado Eduardo Carvalhaes, a chegada das chuvas nas regiões produtoras não muda nada nos fundamentos, e a queda do mercado está baseada em expectativas de curtíssimo prazo. “Só significa que na hora certa vai voltar a chover no Brasil e vão abrir as floradas, o que é natural. Eles estão olhando a curtíssimo prazo e não olharam para as medidas macroeconômicas adotadas nos EUA e na Europa”, diz.

Segundo Carvalhaes, os fundamentos físicos e as medidas de incentivo à economia dos países da zona do euro e dos Estados Unidos, anunciadas nas últimas semanas, são altistas e deveriam ter impulsionado movimento positivo nas cotações. “Tudo isso aponta para uma valorização de commodities, mas elas não aconteceram até agora”, comenta.

Para o consultor, os cafeicultores devem aproveitar os momentos de alta, como na semana passada, e vender algum café.  Na semana passada , alguns produtores deixaram de vender, porque a alta no físico não acompanhou a alta do mercado futuro. Dessa forma, o produtor adiou as vendas para essa semana tentando ver uma melhora nos preços, o que não aconteceu.

O produtor brasileiro continua disciplinado, e vem conduzindo o ritmo das vendas em busca de preços melhores. “O produtor brasileiro está acreditando no mercado. E quando há uma baixa como houve essa semana ele simplesmente se retira do mercado, não aceita as ofertas mais baixas. Isso traz uma certa sustentação aos preços no cenário interno”, finaliza Carvalhaes.  
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Por:
Thaís Jorge
Fonte:
Notícias Agrícolas

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