Café: Setor continua sem o anúncio oficial da prorrogação das dívidas

Publicado em 20/11/2013 08:50

O anúncio oficial da prorrogação das dívidas dos cafeicultores por 120 dias ainda não foi feito e, nesta terça-feira, o ministro da Agricultura Antônio Andrade, voltou a falar que a proposta já foi encaminhada ao Ministério da Fazenda para que seja aprovada pelo Conselho Monetário Nacional. Ao ser efetivada, a medida, que foi assunto de uma reunião entre Andrade e Guido Mantega ontem, garante a suspensão até 28 de fevereiro de 2014.

O ministro da Agricultura afirma que essa prorrogação será importante para evitar que os cafeicultores tenham que vender seu produto a preços ainda menores somente para quitar parte de suas dívidas, pressionando ainda mais o mercado uma oferta "maior". Dessa forma, ele acredita que essa medida seja ainda mais importante e urgente do que os leilões de Pepro, os quais também são pleiteados pelo governo. 

Andrade disse ainda que, durante esse período de quatro meses, o governo deverá estudar medidas para ampliar essa prorrogação por até 10 anos, com dois de carência. Isso valeria tanto para os financiamentos de custeio quanto para investimento. 

Para o presidente da Assul (Associação dos Sindicatos dos Produtores do Sul de Minas Gerais) Arnaldo Bottrel, acredita que os preços do café deverão reagir, mesmo que pouco, depois que o anúncio do prazo de 120 dias for feito oficialmente, e diz ainda que essa demora só aumenta a cada dia o prejuízo dos cafeicultores. 

Bottrel está em Brasília, reunido com lideranças do governo e também da cafeicultura para tentar ser recebido por Guido Mantega e reabrir o diálogo entre autoridades e produtores, principalmente no Ministério da Fazenda. "Lá são ditadas as regras e é lá onde os produtores têm que reivindicar". Por isso, Bottrel faz um apelo aos cafeicultores para que liguem e enviem emails aos Ministérios da Fazenda e da Agricultura para solicitar a liberação das medidas.

“O descaso com o produto que mais gera emprego no país é muito grande e nós não merecemos isso”, lamenta o presidente da Assul. 

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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