Café: preços passam por correção técnica em NY e trabalham no azul

Publicado em 10/06/2014 10:50 535 exibições

O café arábica negociado na bolsa de Nova Iorque iniciou a sessão desta terça-feira(10) com elevação e no meio da manhã permanecia bem próximo das altas do dia. Por volta das 10h50 (Brasília) os contratos com vencimento em julho/2014 operavam a 167,15 centavos de dólar por libra-peso, acréscimo de 180 pontos em relação ao fechamento anterior. Setembro/2014 trabalhava com alta de 185 pontos cotado a  169,80 centavos de dólar por libra-peso e dezembro/2014 subia 180 pontos a 173,25 centavos de dólar por libra-peso. Os preços passam por uma correção técnica já que suportes interessantes foram mantidos no pregão de ontem e o movimento de baixa parece ter alcançado seus objetivos. Segundo Marcus Magalhães da Maros Corretora, o mercado já precificou as variáveis disponíveis e assim, não há motivos ou razões para que novas emoções, principalmente, no campo negativo, sejam vistas."

Na sessão de ontem, o mercado fechou em queda, tocando no menor patamar desde o final de fevereiro. 

Mercado morno
A trader sul-africana I&M Smith informou que as vendas de café no mercado físico continuam mornas, por conta da resistência de produtores brasileiros em entregar seu café por preços mais baixos em relação aos praticados no início do ano. 

A I&M Smith informa ainda que o ritmo das torrefadoras está mais lento, devido à chegada do verão. “O mercado não deve esperar muito ânimo na comercialização de café no início desta semana, já que grande parte dos principais mercados europeus comemoram o feriado católico ‘Whit Monday’”.  

O início da Copa do Mundo também é visto pela trader como um fator baixista, já que ela será “mais uma distração para a maioria dos produtores e consumidores”.              

Especulações 
Outro fator apontado pela trader como motivo das quedas são as previsões conservadoras para a safra brasileira, como aquela divulgada pela Mercon (50,5 milhões de sacas). A I&M Smith informou que os preços do café arábica voltaram a cair diante de “previsões menos dramáticas” para a safra brasileira, apontado para volumes mais próximos das 50 milhões de sacas. Apesar dessas estimativas, cafeicultores brasileiros continuam relatando grandes perdas de produção e rendimento nas colheitas desta safra, o que indica uma quebra maior.   

Mesmo diante das fortes quedas nas cotações do café arábica, a trader ressalta que os preços podem começar a se recuperar na Bolsa de Nova Iorque diante das notícias de alta de 9% no café vendido pela empresa norte-americana J.M. Smucker, fornecedora de importantes redes e marcas como a Dunkin’ Donuts e Folgers (bastante popular nos supermercados dos EUA).  

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Notícias Agrícolas

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