Café: mercado cai em NY mas tenta se manter acima de US$1,70/lb

Publicado em 12/06/2014 11:20 302 exibições

O café arábica negociado nesta quinta-feira(12) na Bolsa de Nova Iorque registra cotações em queda depois de duas sessões seguidas de alta nos preços. Apesar de iniciar um movimento de realização de lucros após os recentes ganhos a expectativa agora é que as cotações se mantenham acima dos 170 centavos de dólar por libra-peso, patamar que foi perdido com a pressão de início de colheita no Brasil. 
Por volta das 11h15(Brasília) os contratos com vencimento em julho/2014 operavam a 171,00 centavos de dólar por libra-peso, decréscimo de 60 pontos em relação ao fechamento anterior. Setembro/2014 trabalhava a 173,55 centavos de dólar por libra-peso, desvalorização de 75 pontos e o dezembro/2014 recuava 70 pontos cotado a 177 centavos de dólar por libra-peso.

Na sessão de ontem, o mercado fechou com alta de 3,6%, encontrando boa recuperação após ter caído aos menores patamares desde fim de fevereiro.

Analistas afirmaram que a alta se deu devido a um movimento de correção técnica, depois das fortes quedas das cotações nas últimas semanas. Além do movimento positivo em NY, novas notícias que confirmam quebras na safra brasileira podem ter dado sustentação aos preços.

O analista de mercado Airton Neves, da Sancafé consultoria, afirma que a o preço do café ficou mais atrativo na Bolsa de Nova Iorque, estimulando novas compras de posições e conseqüente alta nos preços. “Tivemos fortes quedas nos últimos dias, com contratos chegando a US$ 1,68... Acho que agora o mercado está se recuperando e acredito que poderá se manter neste patamar”. 

Neves diz não acreditar nos boatos de que a Copa do Mundo deixará o mercado mais lento e com poucoas vendas. “Acredito que a copa não influencia em nada. A Bolsa de Nova Iorque continua operando normamente, as compras continuam lá fora”. 

Ministro da agricultura anuncia preocupação com cafeicultura 
O ministro da Agricultura, Neri Geller, informou esta semana que o governo está preocupado com a redução na produção de café no Brasil. Ele afirmou que os estoques tanto privados quanto governamentais, também estão pequenos para atender a demanda. 

“A cultura do café está nos preocupando porque pode ter um impacto inclusive inflacionário com tendência de alta, já que os estoques, tanto públicos quanto privados, estão bastante baixos e não tem uma previsão de recuperação este ano”.   

Emergência em El Salvador devido a ferrugem
O governo de El Salvador decretou emergência fitossanitária nos cafezais do país, devido a alta incidência de ferrugem do café. A previsão é que a safra do país seja de somente 536 mil sacas de 60 kg, sendo que a safra do ano passado atingiu 1,32 milhões de sacas.    

Déficit hídrico alto em municípios produtores
O último boletim de avisos fitossanitários da Fundação Procafé trouxe informações que evidenciam o alto déficit hídrico em municípios produtores de café. O pesquisador Sérgio Parreira Perereira do IAC (Instituto Agronômico de Campinas) afirma que o déficit está acima do normal em alguns municípios de Minas Gerais. “Estamos com um déficit hídrico acima do normal para esta época... Varginha tem 76 mm de déficit, Carmos de Minas tem 102 mm e em Boa Esperança o déficit é de 114 mm”. 

Outra notícia positiva para os preços foi a divulgação da nova estimativa de safra do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que aponta para um volume de 45,4 milhões da sacas. A safra de arábica, de acordo com o instituto deverá ser de 33 milhões de sacas e a de conilon de 12,4 milhões de sacas.
 


 

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Notícias Agrícolas

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